O raio e a morte não nos deram só um presente

7 Não curto meninas com mechas azuis


Notas iniciais
Voltei e_e Vou explicar o que houve 1 - Briguei com a minha mãe esses dias, minha mente estava em outro lugar. 2 - Não estava podendo ficar no pc. 3 - Vai ter um campeonato de um jogo que eu jogo, e eu sou a capitã da minha equipe :v Porran, dale treinos. 4 - Eu briguei com meu namorado hoje UIEAHDIAHDAEDHAED Mente em outro lugar de novo. 5 - Criatividade? Desconheço essa palavra ;-; 6 - Eu tenho prova essa semana HEUHEUEHUEHUEH SCRR, estudando igual loca. Gente, alem disso tudo ai, eu nao conseguia pensar em nada, NADA, essa semana foi bem dificil para mim escrever, então escrevi essa coisa ai so pra postar algo e da continuidade... Desculpem ://// Boa leitura.

Relembrando o ultimo capitulo:

– Bom, amigão... Agora somos só eu e você. – Me virei para trás. — Amigão? – Chamei olhando pro nada. — BANGUELA? – Comecei a ficar nervoso, ele não me respondia, não rugia, não atirava plasma para o alto.

Comecei a correr pela floresta, cada vez mais rápido, quanto mais eu corria mais meu coração batia, mais desesperado eu ficava... E eu acabei me deparando com uma cena que eu nunca imaginaria ver.

Capitulo 7 – Não curto meninas com mechas azuis

Mesmo vendo com os meus próprios olhos e não acreditava... Continuei andando em frente e parei a alguns passos do Banguela.

– O que você fez com o meu dragão? – Senti meus punhos se fecharem e a raiva esquentando o meu corpo.

– Nada. – Ouvi uma voz calma e feminina. – Só estavamos brincando. – A estranha, ou o estranho (vai que é um menino na fase em que a voz muda, já ouviram a minha voz antigamente?) se levantou rápido.

Corri até o Banguela e me abaixei do lado dele.

– Amigão? Você está bem? – Ele estava virado com a barriga para o alto, olhos fechados e a língua para fora. – Banguelaaaaa! – Sacudi ele.

Saquei minha espada e ativei o fogo instantaneamente, o local se clareou e eu pude ver que era uma menina, eu a empurrei em direção a uma arvore antes mesmo de olhar o seu rosto direito.

– O que você fez com o meu dragão? Deu algum veneno para ele? – Aproximei minha espada de seu rosto.

Era aquela menina que eu tinha encontrado na floresta antes. Ela tirou seu capuz e eu pude reparar em seu rosto, era lindo, sua pele era clara, olhos escuros como a noite, lábios rosados, cabelos escuros com uma mecha azul acima da orelha esquerda, mas o que mais marcava o seu rosto era a cicatriz em diagonal na sua bochecha direita.

– Você? – Dei um passo para trás. – Qual o seu nome? Nunca te vi em Berk nem em ilha alguma.

Ela não me respondia, somente olhava para o chão.

– Eu sei que você não é muda. – Abaixei minha espada, eu devia esta a assustando. – Pode pelo menos me falar o que fez com o meu dragão? – Tentei ficar calmo.

Ela andou até ele, se abaixou do lado do Banguela e passou a mão pelo seu pescoço, foi descendo até sua barriga e depois dei um peteleco em seu nariz.

– Pronto. – Ela disse baixo, se levantou e recuou. – Eu só o coloquei para dormi.

– Por quê? – Me abaixei e fui conferir se o Banguela estava bem. Ele começou a lamber o meu rosto, ele estava bem então.

– A evolução dele. – Ela disse.

– A o que?

– Sabe quando ele fica meio azul e muito mais poderoso? Então, é tipo uma evolução, e você tem como melhorar isso. – Ela parou e respirou. – Meio que a “evolução” só acontece quando ele esta em estado máximo, esta bravo, com muita coragem, quer proteger alguém, coisa assim... Mas você pode ensinar a ele como controlar isso, e eu estava fazendo meio que um teste para ver se ele já foi “evoluído”. – Ela fez as aspas com as mãos. – E eu vi que ele já foi. – Ela disse seria.

– Como você sabe dessas coisas? – Me aproximei.

Ela olhou nos meus olhos, parecia que estava olhando e examinando minha alma, ela se virou, correu e eu a perdi dentre das arvores.

Me virei para o Banguela e o abracei.

– Ela te machucou? – Chequei seu corpo. – Vamos para casa, amigão. A floresta esta ficando casa vez mais perigosa.

Cheguei em Berk e todos estavam fazendo as coisas ainda, correndo, preparando as comidas, se preparando para o banquete. Todos estavam concentrados no banquete, e eu? Minha cabeça estava em outro lugar.

Não vou entrar em detalhes sobre o banquete que teve, eu não prestei atenção em nada, a minha sorte foi que a minha mãe e a Astrid perceberam que eu não estava bem, então cuidaram da atenção de todos para mim.

Sentei na minha cama, tirei a minha roupa e fiquei de calça, o Banguela se sentou na minha frente e ficou me olhando.

– Quem é aquela menina? – Passei a mão na cabeça dele. – Como ela sabia daquelas coisas?

– Quem sabia daquelas coisas? – Olhei para a janela e vi a Astrid ali.

– Ah... Oi – Disse meio triste. – Queria conversa com você sobre isso.

– Aconteceu algo? – Ela se sentou do meu lado.

– Sim... Han... – Me virei para ela. – Depois que você saiu da floresta, eu fui procurar o Banguela, gritei, corri, gritei mais um pouco, fiquei desesperado e depois achei ele.

– E?

– Ele estava com uma menina. – Disse serio.

– Como assim? – Ela ajeitou sua franja.

– Ele estava desmaiado, eu acho, deitado de barriga para cima, e ela estava mexendo nele.

– Ela machucou ele? – Ela pós as mãos na boca.

– Não não... Quando perguntei o que ela tinha feito, ela disse que... – Comecei a pensar nas minhas palavras e em como poderia explicar para ela o que eu mesmo não sabia.

– Disse que... ?

Antes de eu voltar a falar ouvi alguém abrindo a porta do meu quarto.

– Filho? – A minha mãe colocou sua cabeça para dentro do meu quarto. – Ah, você esta com a Astrid, só queria saber como você esta, você não parecia bem.

– E não estou mãe... – Ela me olhou com pena. – Vem aqui, senta com a gente, talvez você possa me ajudar a entender.

– Tem certeza? Não quero atrapalhar nada. – Ela disse.

– Não vai mãe. – Ri. – Só vai ajudar.

– O que aconteceu? – Ela perguntou preocupada e se sentou ao meu lado.

– Sinceramente? Ainda estou tentando saber.

– Como assim? – Ela perguntou.

– Sei la, mas fácil pergunta pro Banguela, ele que sabe tudo o que aconteceu. – O Banguela estava com o rosto deitado no meu colo e levantou seus olhos para mim. – Quem dera você pudesse falar amigão... Ia ser bem mais fácil. – Fiz carinho nele e ele ronronou.

– Nos conte o que sabe. – Astrid disse.

– Bem... – Respirei fundo. – Eu achei o Banguela deitado de barriga para cima, acho que estava desmaiado, e uma menina estava do lado dele, quando me viu pulou para trás, perguntei o que ela tinha feito com ele e ela disse que só estavam brincando. Perguntei quem era, mas não me respondia, eu nunca a vi em Berk... Em lugar nenhuma. Não faço ideia de quem seja.

– Viu o rosto dela? – Minha mãe perguntou.

– Sim, mas isso não é importante agora. – Balancei minhas mãos. – Ela foi até o Banguela e fez tipo você, no dia que nos reencontramos, mas diferente, ela passou a mão no corpo dele e deu um peteleco no nariz dele... Ai ele acordou. Perguntei o que ela tinha feito, ela disse que era pra analisar a evolução dele.

– A o que? – Astrid perguntou.

– Também perguntei isso... Lembra de quando derrotamos o Draco Sangue Bravo? E o Banguela ficou meio azul? – Elas fizeram que sim com a cabeça. – Então, ela disse que aquilo era tipo uma evolução, mas que ele só vai fica assim quando for proteger alguém, quando ficar nervoso... Mas que tem como ele aprender a controlar.

– Como assim? Isso é loucura. – Minha mãe disse.

– Também acho, ela disse que estava fazendo aquilo para ver ser o Banguela já tinha “evoluído”. – Fiz as aspas com as mãos. – E ela disse que sim.

– Como ela pode saber dessas coisas? Nem eu que vivi com os dragões sabia disso. – Minha mãe disse. – Dessa evolução.

– Pois é, perguntei isso, mas essa saiu correndo... De novo. – Me joguei para trás. – Ai, cama dura, preciso de outra.

– Como assim de novo? – Astrid perguntou. Merda!

– Eu já encontrei com ela uma vez... E ela saiu correndo também. – Cocei minha cabeça.

– Encontrou quando? – Ela se levantou e pós as mãos na cintura.

– Aquele dia que estávamos na floresta... Esses dias mesmo.

– Por que falou com ela?

– Achei que era você... – Me encolhi na cama. Minha mãe só observava...

– Me confundiu com ela? Você confundiu sua futura esposa com uma estranha? – Ela socou minha cama. Sinto que vou perde meus dentes.

– Não. – Dei um pulo na cama. – Eu estava desesperado te procurando para poder falar com você, e ela estava de capuz, vai que era você.

– Eu não estava de capuz naquele dia...

– Ué... Mas vai que eu não tivesse percebido né, não custava nada. – Sorri.

– Argh. – Ela cruzou os braços.

– Astrid. – Choraminguei. – Me ajuda mãe. – Me virei para ela.

– Sua futura esposa. – Ela disse segurando um riso. – Você que tem que se virar.

– Mas isso não importa agora? – Parei do lado da Astrid. — Importa? Poxa não é nada de mais... Eu só estava desesperado te procurando.

– Ok. – Ela descruzou os braços. – Nos fale como essa menina é, talvez ajude a encontra.

– Bom... Ela é baixa, magra... Olhos escuros... – Fui contando nos dedos as características, mania.

– SOLUÇO EU TENHO OLHOS AZUIS, E VOCÊ ME CONFUNDIU COM ELA? – Astrid socou meu ombro.

– Ai, mas ela tava de costas... Calma. – Passei a mão no ombro.

– Ok... – Ela se sentou na cama. – O que mais?

– Pele clara, lábios rosados, cabelos escuros... – Continuei contando.

– Reparou bastante nela hein... – Astrid bufou.

– Querida. – Minha mãe riu. – Relaxa, ele não seria louco de te trocar.

Sorri sem jeito, sinto que vou apanhar depois.

– Posso continuar madames? – Perguntei e elas fizeram que sim com a cabeça. – E ela tinha uma mecha azul no cabelo.

– Mecha azul? Como assim? – Astrid perguntou confusa.

– Sei la, mas ela tinha, acima da orelha. – Pensei em falar qual orelha, mas preferi deixar quieto.

– Bom, temos o perfil da menina, vamos pergunta por Berk. – Minha mãe se levantou. – Amanha vemos isso direito, melhor dormimos, o dia foi cheio e já esta bem tarde. – Minha mãe caminhou em direção a porta.

– A espera, ela também tinha uma cicatriz na bochecha. – Falei antes que minha mãe saísse.

Mas ao invés de ela dizer “ok” e continuar rumo ao seu quarto, ela congelou na porta, a mão que segurava a maçaneta começou a tremer. Ela se virou devagar para mim.

– Cicatriz? Na bochecha? — Os olhos dela estavam arregalados.

– Sim...

– Na bochecha direita?

– Sim... – Ok, estou nervoso.

– Em diagonal? – Ela olhou para o chão.

– Sim... – Olhei para a Astrid com medo.

– A senhora sabe quem é ela, dona Valka? – Astrid perguntou.

Minha mãe olhou no fundo dos meus olhos, ela sabia sim, dava para ver, e dava para ver mais ainda que ela estava muito preocupada com isso.

– Filho, se for mesmo quem você descreve... – Ela parou e respirou. – Nem todos os nossos dragões e guerreiros juntos podem parar essa menina.

Olhei para a Astrid, ela parecia tão nervosa quanto eu, meu coração estava a mil, parecia que ar faltava. Como assim? Temos centenas de dragões e centenas de vikings, como uma menina só pode ser mais forte que todos nos juntos?

– Tem certeza do que esta falando, dona Valka? – Astrid perguntou.

– Sim... – Minha mãe estava ficando cada vez mais branca.

Ela pós a mão na cabeça, suas pernas ficaram moles, ela perdeu as forças, quando ela ia cair o Banguela parou do seu lado e serviu de apoio para ela.

– Obrigada. – Ela disse. – Eu vou para o meu quarto pensa... Acho melhor vocês descansarem, os tempos daqui para frente vão ser muito difíceis. – Ela me olhou com preocupada. – Durma bem, meu filho, amanha conversamos sobre isso direito, ok?

Fui até ela e lhe dei um beijo.

– Ok, mãe. Boa noite, durma bem. – Eu disse.

– Boa noite, filho, e boa noite, Astrid. – Minha mãe disse se virando para sair pela porta enquanto o Banguela a ajudava.

– Boa noite, dona Valka. – Astrid disse.

Esperei minha mãe sumir de vista, me virei para a Astrid, ela se sentou na cama e eu comecei a andar de um lado para o outro.

– Como assim? Como assim? – Comecei a puxar meus cabelos. – Foi só tocar na historia dessa menina e minha mãe quase desmaia... Pra minha mãe desmaia o negocio deve ser muito serio.

– Sim... – Astrid olhava para o nada. – Estou com medo... Viu como sua mãe falou da menina? – Ela olhou para mim. – Nem todos os dragões e vikings juntos podem parar essa menina...

– Calma.- Me sentei do lado dela e ajeitei sua franja. – Vai fica tudo bem, sempre damos um jeito, não é? – Sorri e ela sorriu de volta.

– Sim...

– Quer dormi aqui comigo hoje? Não precisa mais fica sozinha de noite, você é minha futura esposa, eu to aqui pra te proteger. – Passei minha mãe em seu rosto.

– Acho que você precisa de proteção. – Ela disse e riu.

– Sim, preciso mesmo. – Aproximei meu rosto do dela e encostei nossos lábios, nada quente, nem rápido... Eu só queria sentir os lábios dela nos meus. – Amanha resolvemos isso, ok?

– Resolvemos o que? Estamos em um completo escuro, sem informações nenhuma...

– Mas é sempre assim que as coisas começam. – Pisquei para ela e a puxei para deitar comigo.

– Boa noite, Soluço. – Ela disse enquanto se ajeitava em cima do meu peito.

– Boa noite, amor. – Mexi em seu cabelo e senti ela sorrindo.

Mesmo com o meu coração a mil, e eu estando completamente preocupado com Berk... Astrid sempre me deixava mais calmo.

Notas finais
Eae, quais sao os esporros por este capitulo ruim? HUEHEUHEUHE Aiai... Xoxo