O raio e a morte não nos deram só um presente
6 Algo que eu já devia ter feito
Notas iniciais
Relembrando o ultimo capitulo:
Minha cabeça estava girando, ela tinha toda a razão, eu sou um covarde, um completo covarde, nunca demonstrei meus sentimentos direito, ela esta totalmente certa, eu sou um idiota, eu estou fazendo a menina que eu mais amo sofrer e chorar, e eu nunca vi a Astrid chorar.
– Hein, Soluço? – Ela disse me tirando de meus pensamentos. – Me fala logo que eu só sou um... Um brinquedo. – Ela falou calmamente, eu sentia a dor em sua voz.
– Porque você não é. – Eu me levantei a beijei.
Capitulo 6 – Algo que eu já devia ter feito
Me deitei na cama e fiquei olhando para o teto, pesando em como eu podia mudar o pensamento da Astrid. Olhei para o Banguela, ele já estava no sono mais profundo possível. As cenas de hoje à noite ficaram passando pela minha cabeça.
“- Porque você não é. – Eu me levantei a beijei.
O beijo estava molhado, ela não parava de chorar, mas mesmo assim o beijo foi intenso, eu nunca beijei a Astrid desse jeito porque normalmente sempre tem gente olhando, e eu fico sem jeito dos outros me vendo beijar. Eu não sentia as mãos dela sobre o meu corpo, ela parecia estar em estado de choque, mas as minhas mãos estavam em sua cintura, e quando eu aprofundei o beijo pedindo passagem para a minha língua poder invadir a boca dela, ela concedeu, eu a puxei com mais força para mim, e coloquei nossos corpos, uma das mãos dela foi para a minha nuca e a outra para o meu peito, subi uma das minhas mãos e passei as costas dela em sua bochecha... Parei o beijo e afastei um pouco os nossos rostos, e consegui ver que os olhos dela de noite ficam mais lindo ainda.
– Me desculpe, por todas as vezes que fui estúpido. – Eu disse passando minha mão em sua bochecha.
– E olha que foram muitas... – Ela disse olhando para baixo, eu ri.
– Sim, foram. Mas eu não vou ser mais, ok? – Coloquei meu dedo indicador debaixo do queixo dela e levantei seu rosto.
– Não sei, Soluço. – Ela se afastou. – Eu vou dormi.
– Astrid, eu estou querendo fazer as pazes com você, me desculpa, mesmo, eu nunca pensei nisso, eu nunca percebi o que estava fazendo. – Me ajoelhei na frente dela. – Astrid, você aceita ser minha namorada?
Eu esperava que ela risse, se abaixasse, me abraçasse e dissesse sim, porém...
– Boa noite, Soluço. – Ela se virou e pulou do telhado.”
Eu ainda quero saber como essa garota aguenta essas coisas, se fosse eu teria quebrado a minha outra perna... Me remexi na cama e fechei os olhos, em uma tentativa que provavelmente seria falha para dormi.
Quando olhei pela janela o sol já estava nascendo, fiquei a madrugada inteira me imaginando no lugar da Astrid... Ela deve gostar muito de mim para me aturar por 5 anos... Eu preciso provar para ela que eu realmente gosto dela, preciso dar a ela uma prova de amor descente... E eu já sei o que vou fazer.
Me levantei da cama correndo e fui até a minha mãe.
– Mãe? – Gritei.
– Oi filho, acordou cedo hoje. – Ela disse arrumando a casa.
– Sim, sim, eu preciso da sua ajuda. – Falei e percebi o Banguela descendo as escadas correndo atrás de mim.
– Aconteceu algo? – Ela tinha uma feição preocupada.
– Não, mas vai acontecer. – Sorri. – Eu vou provar para a Astrid que eu realmente a amo.
Minha mãe estava com um sorriso de orelha a orelha, e quando olhei para trás até o Banguela estava... Hora de por o plano em ação.
Mesmo com o sol ainda nascendo, eu sabia que muitos vikings já estariam de pé, então fui a procura deles.
– Oi, bom dia. – Eu disse para um viking. – Hoje ao meio dia, eu irei fazer um pronunciamento. – O cara arregalou os olhos. – Avise a todos que puder, por favor. – Eu disse. – Ah, eu vou me pronunciar no salão principal. – Ele fez que sim com a cabeça e já saiu andando e falando com os outros.
Ótimo, agora só tenho que espalhar para mais algumas pessoas e elas vão fazer o resto do trabalho para mim.
Quando era meio-dia eu estava lá, bem na frente do salão principal... Todos de Berk estavam lá me olhando... Meu estomago esta revirando, estava a ponto de vomitar, apertei a corda da bolsa que eu carregava e tomei coragem para falar.
– Bom... Chamei todos aqui porque eu tenho um pronunciamento a dizer... – Olhei para todos, e procurei alguém em especial, a Astrid, ela estava encostada no canto da sala me olhando seriamente. – Bem, hoje de manha eu acordei e pensei na minha vida, sabe, eu sou o novo líder da aldeia, e já faz mais ou menos 1 mês, tenho 20 anos, monto um Fúria da Noite, tenho minha mãe comigo... Minha vida esta quase perfeita... Quase. – Sorri para a Astrid, que parecia estar incomoda. – Mas sabe... Eu não tenho... – Pausei e olhei para todos, que aproposito estavam com uma expressão de ansiedade. — Eu não consigo tomar conta de Berk sozinho, não mesmo. – Ri. – Eu preciso de alguns conselhos afeminados, preciso de uma visão mais ampla das coisas, e é por isso que eu preciso de uma mulher ao meu lado. – Todos estavam confusos, eu conseguia ver isso. – Eu recebo algumas opiniões femininas às vezes... Mas eu sinto que preciso sempre, eu não vou conseguir ser um líder a altura do meu pai estando sozinho... – Eu respirei. – Então eu decidi que eu preciso de uma mulher para ficar ao meu lado, mas tem que ser uma mulher guerreira, uma mulher forte, inteligente, que consiga liderar comigo, uma senhora de Berk, uma esposa. – Todos começaram a falar, a gritar, a olhar para a Astrid e depois para mim, a confusão começou.
– Casa comigo, Soluço. – Ouvi alguém falar.
– Não, comigo, eu levo café da manha para você todo dia na cama. – Praticamente todas as vikings da minha idade estavam gritando.
Parei, respirei e olhei para a Astrid, ela estava com os olhos arregalados, mas as vezes olhava mortalmente para algumas vikings que estavam dando em cima de mim.
– Eu fico lisonjeado com as propostas. – Eu pigarreei. – Mas eu já tenho uma mulher em mente.
Dei um passo a frente, e abri caminho entre todos até a Astrid, os olhos dela estavam enormes, e cheios de água. Fui caminhando devagar até ela, e ela foi andando para trás. Quando cheguei a sua frente, me ajoelhei.
– Astrid, eu gostaria de dizer a você, na frente de todos, que você é a única garota que eu já amei, e eu quero que seja a única para sempre. – Ouve um coro de: “Awwwwwwn”. – Astrid, você é guerreira, mas é delicada nas horas certas, você é tudo que um homem, que um guerreiro... Que um lider poderia pedir. – Tirei a bolsa que eu carregava de minhas costas e coloquei no chão. – Astrid. – Eu disse, e tirei embrulho que carregava dentro da minha bolsa.
Todos começaram a olhar o que eu estava desembrulhando, eu tinha embrulhado varias e varias vezes para esconder o brilho, quando terminei de desembrulhar, todos ficaram encantados e surpresos. Era uma pedra da boa sorte, ela brilha e fica mudando de cor, é simplesmente encantador... A pedra da boa sorte trás sorte a quem a possui... Dawn.
– Eu encontrei a alguns meses, enquanto patrulhava com o Banguela. – Continuei ajoelhado olhando para ela. – Eu já sabia que iria te dar, mas não sabia como, e acho que esse é o momento perfeito.
– Soluço, o que? – Ela colocou a mão na boca.
– Astrid, você se casaria com um homem... um menino sem uma perna, que é igual a uma espinha de peixe falante, que foi louco a ponte de montar em um dragão e é um idiota? – Perguntei fazendo careta. – Você se casaria com alguém assim?
– Sim. – Ela disse com os olhos cheios de lagrimas.
– Astrid. – Me levantei e grudei nossas testas. – Você aceita se casar comigo?
Todos ficaram em silencio, meu coração estava a mil, minha mente girava, eu estava pedindo a mulher que amo em casamento.
– Eu... – Ela disse. – Eu... – Meus Deuses, ela vai dizer não. – Soluço. – Ela respirou. – Eu. – Ela sorriu, e eu entendi e sorri junto. – Eu aceito me casar com você.
Meu sorriso deve ter ido de orelha a orelha, eu a abracei pela cintura levantando-a e girando-a no ar, todos comemoravam, todos riam... Berk estava feliz. E eu mais ainda.
– Eu juro. – Disse abraçando-a. – Que vou fazer do possível e do impossível para te fazer a viking mais feliz de todas.
– Eu também. – Ela me abraçou mais forte.
– Ai, Astrid. – Me afastei. – Assim você quebra minha coluna. – Massageei minhas costas.
– Desculpa. – Ela riu e me deu um selinho.
– Se for assim eu posso conviver com isso. – Ela me deu um tapa no braço. – Atenção! – Gritei. – Hoje a noite iremos ter um banquete para festejar meu noivado com Astrid, que comecem os preparativos. – Todos deram salve e foram correndo ver o que fazer.
Uma coisa em Berk que é boa... Organização, todos sabem o que tem que fazer, nem preciso dizer.
– Agora mocinha. – Puxei Astrid pela cintura. – A senhorita... Bem, futura senhora, é minha. – Sorri.
Puxei a Astrid até a porta do salão evitando olhares.
– Espera, a pedra. – Ela correu até o chão a onde eu tinha deixado a bolsa e os panos com que a embrulhei, ela pegou e corremos para fora. Eu queria ficar um pouco sozinha com ela. Montamos em nossos dragões e fomos em direção a floresta.
Fomos voando em silencio, a Astrid não parava de sorrir e olhar para a pedra, ela a embrulhou, guardou na bolsa e colocou em suas costas. Vendo a Astrid sorrindo daquele jeito eu não conseguia parar de sorrir também, com toda a certeza aquele era o dia mais feliz da minha vida.
– Aqui está bom. – O Banguela abaixou o nariz e descemos.
Desci do Banguela e a Astrid vez o mesmo, só que com a Tempestade, claro. Falei para os dois irem brincar, e de quebra, eu ainda podia ficar sozinho com a Astrid.
– Então... – Eu disse coçando a cabeça. – O que achou da pedra?
– Linda, Soluço, muito linda. – Ela tirou a pedra da bolsa e a admirou. – Muito obrigada. – Ela colocou a pedra na bolsa.
– Pelo o que? – Me encostei em uma arvore e sentei.
– Por se importa comigo. – Ela sentou do meu lado.
– Você é a coisa que eu mais me importo. – Abracei ela. – Ai. — O Banguela estava ali atrás da gente, e me deu uma rabada quando ouviu o que eu disse. – Mas eu também me importo MUITO com o meu melhor amigo, Banguela, o Fúria da Noite.
Dizendo isso ouvi ele bufa e seus passos foram ficando mais baixos. Ele devia ter voltado a brincar com a Tempestade. Eu e a Astrid rimos com isso.
– Dragão ciumento... – Eu disse, ela riu e me abraçou forte.
– Tem certeza de que quer se casar? Comigo? – Ela ficou brincando com as tranças no meu cabelo.
– Mas é claro. – Virei o rosto dela segurando em seu queixo e olhei em seus olhos. – Você é a única que eu já amei, e a única que me faz sentir assim, completo. – Fiz carrinho em sua bochecha. – Eu preciso de você comigo.
Ela me abraçou forte, quase quebrando minhas costelas, retribui o abraço, porém mais fraco.
– Eu te amo, Astrid.
– Eu também te amo, Soluço. – Ela sorriu.
Aproximei meu rosto do dela e a beijei, os lábios da Astrid eram incríveis, macios, fofos, gostosos, meu Odin, eu precisava me controlar.
****Aparti dessa parte as cenas ficam um cado mais ousadas e_e, então se você não gosta, vá descendo a pagina que eu vou avisar quando voltar a ler.****
O beijo foi ficando mais rápido, mais forte e mais bruto... Pedi passagem para usar minha língua e ela deixou. Estavamos sentados no chão, um do lado do outro, mas eu consegui puxar a Astrid para cima do meu colo, e ela ficou sentada em cima de mim. Minhas mãos começaram a deslizar sobre sua cintura, e as mãos dela sobre minha nuca. Coloquei minhas mãos debaixo da sua blusa e apertei sua cintura, e ela gemeu bem baixo, mas consegui ouvir. Estava ficando mais quente, Astrid puxava meus cabelos. Subi minhas mãos sobre suas costas e fiquei passando minha mão por ali. A pele dela era quente e macia, tive vontade de fica passando minhas mãos no corpo dela para sempre.
– Soluço... – Ela disse enquanto me beijava.
– Sim? – Continuei a beijando.
– Melhor a gente parar. – Ela começou a virar o rosto.
– Aaaaaaa não. – Segurei o rosto dela e olhei em seus olhos. – Não tem ninguém aqui.
Ela revirou os olhos e voltou a me beijar. Mas voltou a me beijar mais forte, mais... brutamente, e eu gostava, me deixava mais... Han, como posso dizer... A Astrid estava me beijando do jeito mais sensual possível, o meu coleguinha lá de baixo começou a se animar, ué, eu não tinha como me controlar, e pra me deixar mais nervoso do que eu já estava, a Astrid percebeu o meu dito cujo crescendo por debaixo da minha calça.
– Han... – Eu disse com os olhos arregalados. – Desculpa, é que com você me beijando assim eu meio que... – Ela riu.
– Tudo bem. – Ela voltou a me beijar.
Senti meus ombros se abaixarem de alivio. Menina mais perfeito, por Odin...
Como ela não tinha ligado com aquele volume aparecendo, imaginei que ela não iria ligar se eu começasse a percorrer mais o seu corpo com as minhas mãos. Comecei a deslizei minhas mãos de suas costas para a sua barriga, era lisa e forte, depois comecei a levantar sua blusa para poder subir mais minhas mais, fui subindo de vagar, chegando ao inicio de sua costela, e fiquei com as mãos lá, para ver a reação dela, ela deixou, e começou a descer os beijos para o meu pescoço. Aquilo me deu um arrepio incrível, eu comecei a subir mais as minhas mãos, e quando cheguei bem embaixo dos seus peitos, ela me empurrou... BROXANTEEEEE!
****Acabou as cenas um cado ousadas, pode voltar a ler, querido leitor de mente não poluída ♥****
– Soluço! – Ela disse espantada. – O você esta fazendo? – Ela se levantou e se afastou de mim.
– Mas, mas... Aaaaah, Astrid, a gente vai se casar, poxa... Qual o problema? – Cocei minha cabeça.
– É que... Nós estamos no meio de uma floresta, não quero que a nossa primeira vez seja aqui. – Ela ficou vermelha.
– Concordo, mas acho que não tem problema apimentar mais as coisas, né? – Falei gesticulando com as mãos, para variar...
– Homens... – Ela revirou os olhos. – Tempestade. – Ela assobiou depois, e logo a Tempestade apareceu, ela a montou e olhou para mim. – Boa noite, futuro marido. – Ela riu, e eu também. Pelo menos ela não estava brava comigo
– Bom, amigão... Agora somos só eu e você. – Me virei para trás. — Amigão? – Chamei olhando pro nada. — BANGUELA? – Comecei a ficar nervoso, ele não me respondia, não rugia, não atirava plasma para o alto.
Comecei a correr pela floresta, cada vez mais rápido, quanto mais eu corria mais meu coração batia, mais desesperado eu ficava... E eu acabei me deparando com uma cena que eu nunca imaginaria ver.
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