Notas iniciais
Aleluia e____e Terminei o cap aushaushauhs Me deu um pouco de trabalho porque eu estava pensando em como escrever a parte mais importante da fic, o motivo de se chamar: "O raio e a morte não nos deram só um presente" Mas, isso é so para daqui a uns 3 capitulos haha Boa leitura

Relembrando o ultimo capitulo.

– E... – O Perna-de-Peixe disse.

– E o que? – A Astrid perguntou.

– Eles deixaram uma coisa escrita ali na parede, não me parece ser amigável.

Olhei para o lado, no fundo de uma das jaulas dos dragões estava escrito:

“Se encostarem um dedo em qualquer um dos meus dragões, corto-lhes as gargantas.”

– É. – Eu disse. – Com certeza esses ladrões não são amigos.

Capitulo 5 – Eu sou um covarde.

– Soluço, vamos reforça a guarda. – Astrid disse. – Parece que essa mensagem é seria. Acho melhor...

– Não precisa. – Interrompi. – Nós não estamos roubando nenhum dragão, estamos? E nós só estamos encostando nos nossos próprios dragões, não temos o porque ter medo. Não chamam? – Perguntei olhando para todos.

– Pensando assim o Soluço tem razão. – O Melequento disse. – Não vou ter medo de anões.

– Mas, Soluço. – O Perna-de-Peixe disse. – Nós não estamos roubando dragões, correto, mas estamos resgatando eles... Nós já resgatamos dragões que estavam feridos na floresta, talvez esses ladrões achem que nós os roubamos.

– Então vamos só conversa com eles e mostrar que não estamos roubando e sim protegendo. – O Cabeça-Dura disse.

– Ai para de ser um idiota. – A Cabeça-Quente falou.

– Não, não... Ele esta certo. – Eu disse. – Talvez esses ladrões até virem nossos amigos.

– Não sei, Soluço. – Astrid disse. – Pode ser muito perigoso.

– Somos vikings, é um risco ocupacional. – Eu disse e dei uma piscada para ela. – Bom, limpem essa bagunça, por favor. – Minha voz saiu estranha, ainda não consigo falar como uma pessoa que pode dar ordens. – Eu e a Astrid vamos procurar pistas sobre os roubos.

– Que roubos? – A Cabeça-Quente perguntou, dei um tapa na minha própria testa.

– Os roubos das armas e das peças de couro, minha lindinha. – O Melequento disse fazendo biquinho.

– Eca. – A Cabeça-Quente deu um soco nele e se virou.

Olhei para o Perna-de-Peixe e ele estava como uma cara triste, com certeza ele não queria ficar lá limpando a bagunça.

– Pensa assim. – Eu cochichei no ouvido dele. – Você vai passar mais tempo com a Cabeça-Quente e pode até mesmo tirar o Melequento de jogada. – E como resposta ele sorriu e saiu correndo para falar com ela. — Vamos? – Me virei para a Astrid e perguntei.

Voei com a Astrid até leva-la a onde eu encontrei o peça de couro.

– Foi aqui, no alto dessa arvore. – Apontei para cima.

– Ok, vamos procurar na área. – Ela disse ainda em cima da Tempestade.

– Não vai me pergunta como eu fui parar lá?

– Não. – Ela revirou os olhos.

– Bom, mas para você saber, o Banguela. – Dei um tapa na cabeça dele. – Me jogou lá em cima.

– Legal, vou olhar no norte e oeste, você olha no sul e leste. – Ela disse apontando para cada área.

–Será que só por um minuto você pode fingir que se importa comigo? – Eu disse, mas a minha voz estava um pouco elevada. – Pelos Deuses, a 2 dias você me trata como se eu fosse um nada, você não ta me dando nem a menor atenção possível, o que foi? – Me aproximei dela. – Não gosta mais de mim? Se é isso então fala, fala logo, eu to ficando maluco.

Ela me olhou seria, desceu da Tempestade e fez um sinal falando para ela ir se diverti com o Banguela. Ela chegou perto de mim, mais perto, nossos corpos estavam colados, ela apontou o dedo na minha cara e disse:

– Você é um covarde, Soluço. – Os olhos dela estavam marejados. – Eu não me importo com você? EU? Eu não estou te dando atenção? EU? Eu não gosto mais de você? – Ela pausou. — EU? – Ela gritou de novo. – Você é o menino mais froxo que eu já conheci. – Ela se virou de costas e saiu andando.

Fiquei parado olhando para ela indo embora, ela estava chorando, eu conseguia ouvir, cada vez mais baixo, mas conseguia. As palavras dela ficaram se repetindo na minha cabeça: “Você é o menino mais froxo que eu já conheci.”, “Você é um covarde, Soluço.”.

Eu não entendi nada, não sei o porquê de ela ter gritado comigo, mas eu uma coisa que eu sempre amei na Astrid foi, ela nunca diz que esta certa ou age como se estiver se não ela realmente não estiver, ela é muito racional, então se ela acha que eu estou errado ou algo do tipo, com certeza tem um OTIMO ponto de vista dela me acusando disso.

Assobiei chamando o Banguela, ele chegou rápido, mesmo sem estar voando, e atrás dele estava Tempestade. Então a Astrid não estava montada, ela não devia ter ido muito longe. Voei o mais rápido possível com a Tempestade me seguindo, olhei para baixo e vi uma menina de capuz correndo, não me lembro da Astrid esta de capuz, mas do jeito que eu não presto atenção em nada pelo jeito, talvez fosse ela.

– ASTRID! – Gritei. – ASTRID! – Pousei o Banguela. – Astrid para. – Segurei no braço dela e a puxei. – Ah, me desculpe, te confundi com uma amiga.

Quando puxei o braço da menina para se virar para mim, vi que não era a Astrid, ela uma menina branca, com olhos negros, ela me olhou assustada e se jogou para trás, acho que em uma tentativa de se afastar de mim.

– Opa, te peguei. – Sorri para ela e a coloquei de pé. – Eu te conheço? Com esse capuz não consigo ver seu rosto direito.

Ela não me respondeu, mas foi andando para trás, e tropeçou em uma pedra.

– Te peguei de novo. – Ri. – Acho que você tem um equilíbrio meio ruim hein.

Consegui olhar mais para o seu rosto, percebi que no rosto dela havia uma cicatriz em diagonal, na bochecha direita, e seus olhos... Pareciam que estavam olhando no fundo da minha alma.

– Eu... – Ela disse. – Tenho que ir.

Ela saiu correndo e entrou no meio das arvores.

– Mas espera, eu... Eu nem sei seu nome. – Eu disse perdendo-a de vista entre as arvores.

Olhei para o Banguela e lembrei.

– Meus Deuses, a Astrid. – Montei nele e fui a procura dela.

Cheguei em casa a noite, não encontrei nem peças roubadas nem Astrid, avanço da missão: 0.

Comi algumas coisas e me joguei na cama, eu estava exausto e minha cabeça estava a mil. Olhei para o Banguela e vi que ele também estava exausto.

– Hoje foi um dia e tanto, amigão. – Fui até ele e fiz carinho em sua cabeça. – Mas não vou conseguir dormi. – Ele resmungou. – É serio Banguela, só vou ter paz quando me resolver com a Astrid, temos que ir lá na casa dela. – Ele arregalou os olhos. – Seeeeeeerio, amigão. – Me joguei em cima dele. – Aquela garota não sai da minha cabeça, odeio ficar brigado com ela. – Me levantei. – Vamos logo, seu preguiçoso. – Puxei ele pela cauda. – Se você me der outra rabada não te dou mais comida. – Ele resmungou, mas por fim, levantou.

Voei até a casa da Astrid o mais silenciosamente possível, e quando cheguei lá, sabe o que encontrei? Ela sentada no telhado. Pousei do lado dela, ela não teve nenhuma reação.

– Astrid? Vamos conversa. – Me sentei ao lado dela. – Por favor.

– Soluço, eu já disse o que eu tinha para falar. – Ela continuou olhando para o horizonte.

– Mas, mas... Astrid, você sabe como eu sou, eu não entendi. – Eu choraminguei olhando para o alto.

– Ai Soluço. – Ela se virou e me olhou com fúria. – Nos começamos esse nosso “relacionamento”. – Ela fez as aspas com as mãos. – A 5 anos, e até hoje você por acaso me pediu em namoro? Ou algo assim? – Ela falava apontando o dedo na minha cara.

– Mas, mas... – Gaguejei. – Para mim nós já somos namorados.

– Aaaaaaaaai, Soluço, eu sou uma menina, eu quero, preciso, me importo com um pedido de namoro. – A voz dela estava saindo fraca. – Eu sei que te bato, que sou bruta, mas eu ainda sou uma menina, parece que você se esquece disso as vezes. – Vi a primeira lagrima dela caindo.

– Não, não. – Segurei as mãos dela. – Eu sei que você é uma menina, claro que sei, uma menina forte, mas eu sei. Não achei que era necessário te pedir em namoro e torna nosso relacionamento... Formal.

– Mas agora você sabe que precisa. – Ela olhou para o chão. – E então?

– E então o que? – Perguntei.

– Serio isso, Soluço? Serio mesmo? – Havia ódio e tristeza na sua voz. – É... O que as outras pessoas falam está certo, eu devia ter ouvido as pessoas ao invés de fica fazendo papel de idiota.

– O que? Han? – Arregalei os olhos. – O que as pessoas falam?

– Serio que você nunca ouviu? – Ela riu. — Eu não sei se você é mais tapado do que eu acho ou se esta fingindo. – Ela parou e respiro. – Sabe o que me falam? Todas as pessoas, as meninas que te querem como namorado, os outros que querem o meu bem ou o meu mal... Todos. – Ela girou o braço como se estivesse apontando para cada casa da aldeia. – Todos falam que eu sou só um brinquedo pra você, que quando você se cansar vai me larga. – Os olhos dela estavam marejados. – E sabe Soluço, eu concordo com o que dizem, com qualquer um que diga isso. Quando você me beijou na frente de Berk eu pensei, não, ele realmente gosta de mim, agora todos vão ver isso. Mas sabe o que eu aconteceu? O que as pessoas falavam só piorou, porque aquela foi a ÚNICA vez que você me tratou como se eu não fosse uma guerreira na frente dos outros, porque quando tem outras pessoas em volta... Quem olha acha que somos somente amigos ou que eu sou só mais uma guerreira na sua tropa. — As lágrimas dela começaram a cair violentamente. – Mesmo depois de você me beijar na frente de Berk eu ainda me sinto como um brinquedo, porque você não me da nenhuma prova de que eu sou mais que isso... Você só me trata como sua namorada quando estamos sozinhos, você nem me da um beijo na bochecha, um abraça, ou segura a minha mão quando estamos em Berk... – Ela se levantou. – Eu cansei Soluço, estou cansada de você não demonstrar que gosta de mim, estou cansada de me sentir um brinquedo. Você... – Ela riu com desdém. – Você é um covarde... Nos primeiros 3 anos achei que você tivesse dificuldade de expressar o que sente. E OLHA QUE EU FUI MUITO PACIENTE AGUENTANDO ISSO POR 3 ANOS. – Ela parou para respirar. – Mas agora... A única coisa que me vem a cabeça é que você não gosta de mim, que eu só sou um brinquedo, um mero, um misero brinquedo. – Ela falava chorando, eu as vezes tinha que chegar a fazer um esforço para entender o que ela dizia. – Eu tenho sentimentos, Soluço... Eu nunca gostei de demonstrar o que sinto, mas sabe quando eu comecei a fazer? Quando eu comecei a gostar de você, eu só consigo ser verdadeira com você, só com você eu consigo parar por 1 minuto de ser uma guerreira e ser... A Astrid. – Ela parou, secou as lagrimas e continuou. – Eu gosto de você a 5 anos, mesmo quando você era uma espinha de peixe falante, gostei de você por você ser corajoso, e mesmo sendo diferente continuou sendo e não mudou por ninguém, mesmo com os outros falando que você não ETA um viking, foi por esse Soluço que eu me apaixonei, mas agora... – Ela riu de novo. – Eu vejo um moleque que não sabe chegar na cara de uma menina e fala: Eu não quero ter nada serio com você, só quero me diverti e voar como meu dragão. – As lagrimas dela estavam caindo mais rápido. – Viu, é fácil falar, agora por que você não levanta e me fala isso de uma vez? – Ela disse soluçando.

Minha cabeça estava girando, ela tinha toda a razão, eu sou um covarde, um completo covarde, nunca demonstrei meus sentimentos direito, ela esta totalmente certa, eu sou um idiota, eu estou fazendo a menina que eu mais amo sofrer e chorar, e eu nunca vi a Astrid chorar.

– Hein, Soluço? – Ela disse me tirando de meus pensamentos. – Me fala logo que eu só sou um... Um brinquedo. – Ela falou calmamente, eu sentia a dor em sua voz.

– Porque você não é. – Eu me levantei a beijei.

Notas finais
Astrid esta certa u_u Soluço tem que parar de ser molenga u_u Ele tem que dizer que gosta dela e pronto, ele é tapado.... Aiai Eae, o que acharam? Me contem *U* ************Spoilers: Proximo capitulo o Soluço irar provar para a Astrid que realmente gosta dela.****************