O que você seria capaz de deixar por uma amizade?
66 O tempo tudo resolve
Notas iniciais
Alguns dias depois:
Valéria:
Eu estou tão feliz pelo Davi, afinal depois que a gente terminou ele vivia triste pelos cantos, porém agora que ele está namorando com a Alícia, ele vive sorrindo.
A professora Helena está mesmo esperando um bebê como a Laura suspeitou há alguns dias atrás, ela contou que foi no médico e descobriu que já estava com três meses, eu nem sei como ela não percebeu, mas também vida de professora já é corrida e difícil, imagina sendo diretora também, ás vezes ela fica até sem almoço, porém agora com o bebê, ela vai ter que se alimentar direitinho, o bebê deve ser para o final do ano.
Quase todo mundo está em casal e feliz na escola até eu e o Paulo vamos sair juntos hoje para resolvermos as coisas, menos a Majo, que está esperando Daniel se decidir e o pior é que ele acha que tem o direito de ter ciúmes dela, eu já falei para ela para procurar outro menino, entretanto ela insiste nessa história com o Daniel.
Em falar em sair com o Paulo eu acabei de olhar o relógio e perceber que eu estou cinco minutos atrasada, é melhor eu correr, pois como ele é impaciente é capaz de ele ir embora.
Peguei minha bolsa, saí de casa e fui correndo até a soverteria, ainda bem que é perto de casa, quer dizer da casa da Maria Joaquina.
Eu cheguei lá dez minutos atrasada.
— Desculpe a demora, Paulo. – Eu disse me sentando na mesa ou melhor na cadeira.
— Tudo bem, afinal a sua casa é tão longe daqui. – Ele falou rindo.
— Não teve graça, eu me atrasei porque eu estava pensando em umas coisas.
— Eu já disse que tudo bem.
— Então, o que você queria falar comigo?
— Conversa depois sorvete primeiro, de framboesa, certo? – Ele me perguntou.
Ai que fofo ele saber que eu amo soverte de framboesa.
— Sim, eu amo soverte de framboesa, pegue os sorvetes então, no entanto na volta a gente conversa, ok?
— Ok. – Ele disse se levantando.
Alguns minutos depois ele voltou com os sovertes, o meu de framboesa e o dele de chocolate, o seu sabor favorito.
— Está gostoso o seu soverte? – Ele perguntou.
— Porque você não experimenta? – Eu perguntei esfregando sorvete em seu nariz.
— Ah, vai ser assim? Então toma. – Ele disse me esfregando soverte no nariz também.
Então começamos uma verdadeira guerra de sorvete.
— Foi muito divertido. – Eu falei quando ele estava me deixando em casa.
— E a propósito o que você queria me falar? – Eu perguntei.
— Nada, deixa para lá.
— Você parece envergonhado. Eu pensei que você não tivesse vergonha de nada.
— Não é vergonha é medo, mas eu vou ter coragem, lá vai, Valéria Ferreira você quer namorar comigo? – Ele finalmente me pediu.
— Porque você ficou com medo se você já tinha me pedido antes?
— Porquê da outra vez você disse que ia pensar e esqueceu de responder, então eu fiquei com medo de você não aceitar.
— Entendo, mas dessa vez eu não tenho que pensar, a minha resposta é sim. – Eu disse o abraçando.
— Que bom que você aceitou. – Ele falou eufórico saindo do abraço.
Continuamos conversando um pouco até que ele foi para casa, agora eu só posso fazer uma coisa, contar para a Majo que eu e ele finalmente nós resolvemos e depois ir até a casa da Laura para contar a ela também, senão a Laura fica com ciúmes, né?
Entrei correndo e fui até o quarto de Majo.
— Oi, Mana, tudo bom? – Eu entrei no quarto de Majo.
— Oi, mais ou menos e o seu encontro com o Paulo, como foi? – Ela me perguntou tristinha.
Será que eu conto a ela que eu e Paulo começamos a namorar? Ou será que se eu contar ela pode pensar que eu estou jogando na cara dela a minha felicidade? Não ela não vai achar isso, eu acho.
— Foi legal, porque você está tristinha assim? Já sei começa com Da e termina com niel, acertei?
— Ah... que bom, acertou sim, eu estou assim só de pensar que amanhã eu vou ter que ver ele na escola, mas mudando de assunto, porque você está feliz? Pode contar para mim, o Paulo e você se acertaram, não é? E nem sonhe em achar que eu vou ficar achando que você quer se gabar que você está feliz e eu estou triste dia sim e no outro também.
É impressionante como ela me conhece, pois ela descobriu tudo só por eu estar pulando de felicidade.
— Isso que é sofrer por antecipação, eu não sabia se devia te contar, porém já que você disse que tudo bem, sim nós nos acertamos e estamos finalmente namorando.
— Que bom, eu estou super feliz por você, como você cogitou a possibilidade de eu ficar com raiva de você estar feliz?
— Sei lá, desculpa. Vamos esquecer isso e....
— Contar para a Laura. – Nós duas dissemos juntas e começamos a rir disto.
— Do que vocês estão rindo tanto, hein... meninas. – Tia Clara entrou no quarto de Majo.
— A gente está rindo porque nós estávamos pensando na mesma coisa. – Disse Majo para sua mãe.
— Vocês quase sempre pensam a mesma coisa, eu adoro essa amizade de vocês, a acho linda. – A mãe de Majo falou com um lindo sorriso.
— Vou dar uma de Laura e dizer que a senhora foi tão sentimental.
— Concordo plenamente. – Majo disse sorrindo.
— Então meninas, o que vocês vão fazer hoje? – A tia Clara perguntou.
— Nós vamos contar uma super novidade para a Laura. – Majo, respondeu.
— Ah... será que eu poderia saber que novidade é essa para vocês estarem assim tão felizes? – Tia Clara indagou.
— A novidade é que a Valéria está.... – Majo ia falando e eu tampei a boca dela rapidamente.
— Não é nada, não tia, é coisa nossa de adolescente.
— Então, está bem, meninas, eu vou indo que eu tenho que terminar de organizar algumas coisas. – Falou a tia Clara.
— Ok. – Nós duas dissemos.
— Porque você não me deixou contar a ela sobre o seu namoro? – Majo me perguntou.
— Porque ela ligaria na hora para meus pais e eu vou contar a eles com jeitinho, se não eles me obrigam a ir para a França, entendeu Majo?
— Entendi, então ainda bem que você não me deixou contar, mas vamos logo lá na casa da Laura.
— Vamos sim, você já está melhor sobre o lance de ver o Daniel amanhã nas aulas?
— Estou bem melhor, você sempre me anima amiga. – Ela disse e nós nos abraçamos.
Fomos até a casa de Laura.
Valéria off
Maria Joaquina:
— Oi, Laura. – Eu a cumprimentei entrando em seu quarto.
— Olá, amiga. – Falou, Vale.
A Laura nem nos ouviu, pois estava falando com...., eu imagino que com Mário pelo celular, então eu entrei em sua frente, aí ela me viu.
— A Vale e a Majo, chegaram aqui, eu vou ter que desligar. – Ela falou no celular.
— Melhor mesmo. – Eu brinquei.
— Não desliga você, desliga você... – Ela ia falando e eu peguei o telefone da mão dela.
— Deixa que eu desligo. – Eu disse desligando.
— Que isso Majo? – Laura me perguntou.
— Depois que você começou a namorar com o Mário, você não dá mais atenção as suas amigas.
— Tem razão, desculpem meninas, então o que vocês querem? – Laura nos perguntou.
— É que agora eu vou ser largada pelas duas, a Valéria e o Paulo estão namorando.
Laura levantou e ela e a Vale ficando pulando e gritando.
Eu definitivamente não estou com inveja de elas namoraram e eu não.
— Bem-vinda ao grupo das meninas com namorado. – Laura gritou para Vale e eu fiquei olhando com ódio para as duas até elas ficarem sem graça.
— Não fica triste Majo, você vai ser feliz em breve eu tenho certeza. – Disse Laura me abraçando, depois de parar de pular com Vale.
— Eu também tenho. – Falou Vale me abraçando também.
— Tem razão meninas, afinal o tempo tudo resolve. – Eu disse saindo do abraço.
Maria Joaquina off
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