Notas iniciais
O que será que Paulo quer com Laura?

Continuação:

Laura:

– Então o que você quer comigo, afinal? – Eu perguntei.

– Quero saber baleia, porque você andou fazendo fofocas para a Chatolina? – Ele perguntou bem grosso.

Eu fazendo fofocas? como assim, ainda mais com a Marce, eu não fiz isso. – Eu pensei.

– Primeiro Paulo, respeite sua irmã a Marcelina, depois eu não fiz fofoca nenhuma para ela. – Eu falei, com certeza, afinal eu não contei nada a Marce.

– Para de mentir sua orca amestrada, eu sei que você falou para ela, com certeza ligou para ela, só para se vingar de mim. – Ele disse demostrando ódio.

– Paulo, você sabe que eu nunca faria isso com ninguém, ainda mais com você. – Eu falei, triste.

– Então a Marcelina vai me contar isso direitinho, agora mesmo. – Ele disse me empurrando.

Eu caí no chão, foi a pior humilhação e sensação da minha vida quando de repente:

– O que você acha que está fazendo Paulo? – O Mário perguntou.

– Saindo. – O Paulo respondeu com sarcasmo.

– E não vai ajudar a dama a se levantar, afinal você a deixou cair sem querer, né, amigão. – O Mário, também disse com sarcasmo.

– Não estou vendo dama nenhuma, só uma baleia, mesmo. – Paulo falou, enquanto o Mário gentilmente me ajudava a levantar.

– Obrigada Mário, deixa para lá, eu devo ter escorregado. – Eu falei mentindo.

– Vê se presta mais atenção, então, né, baleia. — O Paulo disse e me magoou, muito.

– Agora já chega, desculpa Laura, mas eu vou ter que quebrar a cara do Paulo. – Mário falou enquanto partia para cima de Paulo, o Mário é um verdadeiro herói mesmo.

– Não. — Gritei horrorizada, tomara que o Mário não se machuque.

Laura off

Mário:

Mesmo depois de ele a empurrar e humilhar, ela o defende, acho que a Laura gosta mesmo de sofrer por amor, mesmo assim comecei a bater no Paulo.

– Parem. — Ela gritava.

– Como você pode me bater por essa baleia? Nós somos melhores amigos, lembra? – Paulo dizia enquanto apanhava.

– Éramos. – Eu respondi.

– Parem, a diretora pode ver e vocês podem levar detenção. – Disse Laura nos separando.

Eu o larguei.

– Só paro, por que você é tão insignificante e idiota, que não merece que eu leve uma detenção, por você. – Eu disse, com vontade de bater mais nele.

– Isso mesmo. – Disse Laura.

Paulo saiu e tinha ficado bem pior que eu.

– Vamos na enfermaria, essa hora não tem ninguém lá, você precisa cuidar desse corte no rosto. – Ela disse tocando o meu rosto.

– Eu sei, mas não agora, porque o Paulo deve ter ido para lá.

Eu não queria encontra-lo agora, se não será difícil de me controlar.

– Você sabe que todo mundo vai perceber, né, inclusive os professores, afinal você e o Paulo estão machucados. – Ela falou e eu fiquei apreensivo.

– Lembrei que a Majo tem um kit de primeiros socorros, já volto não sai daí, está bem. – Ela completou.

– Ok e obrigada por cuidar de mim. — Eu respondi.

– E isso que amigos fazem, é o mínimo que eu posso fazer por ti. – ela falou.

– Isso é coisa de melhores amigos, isso sim. – Eu disse e a abracei.

Mário off

Laura:

– Melhores amigos, então. – Eu falei.

Senti que a partir daquele momento seríamos amigos para sempre, amigos, não, os melhores amigos do mundo.

– Eu vou lá, ver a Majo, já volto. – Eu disse, me levantando.

– Você vai ter que contar para ela? – Ele perguntou, o óbvio.

– Claro né, se não como ela vai poder nos ajudar, ela é de confiança. – Eu respondi.

– É que no ano passado, ela mal falava conosco no início, não sei se confio tanto assim nela. – Ele falou.

– Eu entendo, mais confia em mim, ela mudou, eu sei.

– Mas, alguma das outras meninas não teria esse tal kit? – Ele perguntou.

– Não, ela tem porque o pai dela é médico e mesmo se tivesse eu confio nela e na Vale também, pois com esse lance da banda nos aproximamos muito.

– Tudo bem vai lá, eu confio em você de olhos fechados, pode deixar que eu vou ficar aqui bem quietinho. – Ele disse, colocando a mão em cima dos olhos e nós rimos.

Fui procurar pela Maria Joaquina e já eram 6:49, eu tinha onze minutos para resolver esse problema, a vi com as meninas e a chamei com as mãos, para ninguém perceber, mas a Vale percebeu e veio junto, acho que não tem problema.

– Oi Laura, algum problema? – Majo perguntou.

– Eu acho, que é só comigo, Valéria. – Majo disse a Vale.

– Eu também quero ajudar, e não vai ser uma fresquinha como você, que vai me impedir. – Vale falou com certa raiva nos olhos.

– Meninas foca aqui, eu estou com um sério problema, não briguem. – Eu disse nervosa.

– Está bem, mas só porque você precisa de ajuda. – Vale respondeu.

– Ok, eu não ia brigar mesmo. – Majo disse.

Sei…. Eu pensei.

– Mas, Laura o que houve com você? – Vale perguntou, interessada.

– Não é exatamente comigo, houve com o Mário. – Eu disse triste.

– Hum......... – elas me zoaram.

– É sério meninas, não brinquem com isso.

– Desculpe Laura, mas é que essa relação de amizade de vocês é estranha. – Majo disse.

– Igual a sua com o Jorge, você não pode julgar, ninguém. – Vale retrucou.

– Meninas por favor, só me ajudem, está bem, não discutam. – Eu disse e elas ficaram quietas e fizeram que sim com a cabeça.

– O que houve com o Mário? – Majo perguntou.

– Ele e o Paulo brigaram, e o Mário está com um corte, por isso vim pedir seu kit de primeiros socorros emprestado. – Eu falei, explicando o ocorrido a elas.

– Eles brigaram por você? – Majo perguntou super interessada. – Que estranho.

– Óbvio que não, né, Majo, eles brigaram porque o Paulo me humilhou e me empurrou, eu caí no chão, o Mário viu a cena de longe e foi me defender. – Eu respondi, quase chorando.

– Não fique assim Laurinha, esse Paulo é um verdadeiro monstro mesmo, o Mário foi seu herói. – Vale disse.

– É mesmo, não vale a pena ficar assim pelo Paulo e o Mário foi um verdadeiro príncipe de contos de fadas para você, hoje. – Majo falou.

– É, mas só vale se for o da Cinderela. – Eu disse todas começamos a rir.

– Vou pegar o kit e vocês vão indo onde o Mário se encontra, vou encontrar vocês lá, onde ele está? Majo perguntou.

– Lá na frente da escola, onde é escondido e ninguém vê. – Eu disse baixinho.

– Ok, vão indo. – Majo disse.

– Oi Mário, voltei. – Eu disse, quando o eu o vi.

– Não ia ser a Maria Joaquina que ia te ajudar? – Mário perguntou.

– As duas vão nos ajudar agora, tudo bem? – Eu perguntei.

– Claro. – Ele respondeu.

– Está com dor Mário? – Vale perguntou.

– Não, mais. – Ele respondeu.

Que bom. – pensei.

Laura off

Maria Joaquina:

Eu fui pegar o kit na minha mochila, o achei rápido, peguei de um jeito que as meninas não vissem, se não ia ter muita fofoca, e fui andando em direção ao local e vi os três.

– Oi pessoal.

Quando vi o corte no rosto do Mário, eu gritei.

– Não grita Majo, quer que todo o colégio nos veja, aqui. – Laura disse.

– Eu não disse que essa, aí, era uma escandalosa. — Falou Vale.

– Desculpe pelo grito, é que eu me assustei com a dimensão do corte.

– Tudo bem, mas o Paulo está bem pior, que eu. – Mário disse.

– Serio? – Vale perguntou. – Que estranho ela preocupada com ele.

– Ele está muito machucado? – Eu perguntei. – Muito estranho, eu preocupada com ele.

– Sim e o pior e que todos vão descobrir e vou me ferrar. – Mário falou.

– Tenho uma ideia, Só tem um jeito de ninguém descobrir isso e teremos de agir rápido faltam apenas oito minutos para o começo da aula.

Que dia mais longo. – Pensei.

E o pior, é que só está no começo. – Pensei novamente.

Maria Joaquina off

Notas finais
Qual será essa ideia de Majo? Bjss e obrigada por ler