O que você seria capaz de deixar por uma amizade?
12 Maquiagem?
Notas iniciais
Continuação:
Valéria:
– Qual é essa ideia? Fala logo. – Eu perguntei.
– É óbvio que é passar maquiagem no Mário, depois de terminar de cuidar do corte. – Majo disse. – Essa é uma ideia tão fraquinha, eu mesma poderia ter tido ela.
– Eu não aprovo essa ideia, em mim ninguém chega perto com maquiagem. – Mário falou e nós meninas rimos.
– Não riam de mim. – Ele pediu.
– Não é isso Mário, é que o que você disse foi muito engraçado, até para mim.
– Ah... – ele falou.
– Voltando ao assunto, isso é para o seu bem Mário, ou você prefere ficar de castigo, hein...? – Laura perguntou.
– Não, eu passo a droga da maquiagem. – Mário falou.
– Primeiro Maquiagem não é droga, é maravilhoso, depois prometo que ninguém vai notar. – Majo falou.
– Bom mesmo. – Mário disse.
– Pode acreditar na Majo, Mário ele vai te ajudar. – Laura falou, sorrindo.
Peguei o kit e entreguei a Laura, e ela cuidou do corte, então:
– Droga, acabei de lembrar, que eu esqueci o kit de maquiagem em cima da cama de manhã e agora? – Majo disse.
Ela é muito despreparada mesmo, né. – Pensei.
– Relax pessoas, eu tenho Maquiagem.
– Que bom vai pegar, por favor. – Pediu Laura.
– Ok, é rapidinho, esperem aqui.
– Ok. – Responderam todos.
Voltei e achei meu kit de maquiagem, quando vi uma cena bem desagradável.
– Me conta logo, quem te contou ou eu vou te bater, entendeu? – Paulo ameaçava Marcelina.
– Eu já disse a verdade, eu descobri sozinha Paulo. – Marce disse.
– Eu sei que você está mentindo e a orca jurou que não foi ela. – Paulo falou.
Não podia permitir que aquilo continuasse.
– Fui eu que contei a ela, porque? – Eu me meti entre os dois e falei olhando naqueles lindos olhos de Paulo. – Risca os lindos, ok.
– Foi você então Chataléria, eu sabia. – Ele disse, parecendo louco.
– Se você realmente soubesse, não iria perguntar a Marce. – Eu falei e percebi que Marcelina nos observava de longe, devia estar com medo, ele é muito covarde mesmo.
– Só quem faz piadas aqui sou eu, entendeu? – Ele disse, vindo para cima de mim.
Eu ri na cara dele e ele foi ficando com raiva.
– Vem comigo. – Eu falei e o puxei pelo braço.
– Aqui quem eu trouxe, para nos fazer companhia. – Eu disse cantarolando e rindo.
– Puxado pelo braço por uma menina Paulo, francamente. – Mário falou e todos rimos menos Paulo, é claro.
– Eu só vim, porque queria saber do que se tratava. – Paulo disse mentindo, óbvio.
– Sei ............- dissemos todos.
– Parem é verdade. – Paulo falou.
– Ok, você é o segundo da fila. – Eu o informei.
– Que fila? – Ele perguntou.
– Para passar maquiagem. – Majo disse.
Majo começou a passar a maquiagem em Mário.
– Eu vou sair daqui, se o Mário gosta disso, eu não tenho nada a ver, mais em mim vocês não chegam perto com isso. – Paulo falou.
Mário se levantou e quase bate de novo em Paulo.
– Não. — Nós meninas, gritamos.
E ele graças a deus desistiu.
Então tentamos convencer o Paulo por dois minutos, agora faltavam quatro minutos para as aulas, tínhamos que agir rápido, mas como?
– Tive uma ideia, segurem ele. – Majo disse.
Nós o seguramos e conseguimos passar a maquiagem nele.
– Não. – Ele gritava desesperado, eu tive que pôr a minha mão para tampar sua boca.
– Prontinho, vejam meninos. – Majo disse lhes entregando um espelho a cada um, a maquiagem era minha, mas preferi que ela fizesse, não que ela fizesse melhor que eu, mas tive que me concentrar no Paulo.
– Obrigada Maria Joaquina, está bem melhor, assim ninguém verá. — Mário disse.
– Eu só não tiro está porcaria do meu rosto agora mesmo, porque não quero levar mais uma advertência e ficar para a detenção. – Paulo falou e saiu.
O sinal tocou.
Fomos para a fila.
Valéria off
Paulo:
Hoje as três primeiras aulas passaram rápido, que bom, irei me vingar de todos, Valéria – duas vezes, Maria chatonilda, Mário demente Ayala e Laura a orca, mas agora no recreio irei me vingar da demente da minha irmã.
Fui completar meu plano e para isso chamei a Marcelina para a sala de música e como ela é tonta nem desconfiou de nada.
– O que você quer Paulo? – Ela perguntou inocentemente.
– Eu quero te mostrar o meu amigo, que te fará companhia. – Eu disse, sorrindo.
– O que? Não entendi. – A burra falou.
Mas ela logo entendeu, quando eu soltei o rato na sala e saí e a tranquei lá sozinha, foi ótimo roubar todas as chaves do colégio, né, nunca se sabe quando vai precisar. – Risos.
– E aí Paulo, deu certo? – KOKI perguntou.
– Claro, né, burra do jeito que é. – Eu respondi e saímos rindo.
Paulo off
Valéria:
Eu tinha acabado de sair para o recreio e eu estava passando em frente a sala de música, que era o caminho para a cantina, quando de repente:
– Alguém me ajuda, socorro eu estou presa. – Ouvi alguém gritar e parecia uma voz que eu bem conhecida.
Era a Marcelina, Paulo seu doente.
– Marce é você? – Eu perguntei.
– Sim é você Vale? Me ajude, o Paulo me trancou aqui, para se vingar de mim. – Ela gritou.
– Sou eu claro, minha voz é inconfundível, né. – Eu gritei de volta.
– Vou te ajudar, vou pegar a chave com o Paulo, agora mesmo. – Eu completei.
– Não pegue com o Firmino, a gente inventa algo. – Ela disse, triste.
– Ele vai pagar. – Eu disse com raiva.
– Não. – Deixei ela gritando.
Fui atrás do Paulo, assim que o vi gritei.
– Sai KOKI.
KOKI ficou com medo e saiu, pois, eu avancei em cima de Paulo.
– Não vou pedir de novo, me dá a chave, agora mesmo seu IDIOTA. – Eu gritei.
– Que chave? Você está doida eh Valéria? – Ele disse, que cínico.
– Para de mentir, você trancou a Marcelina. – Eu falei com ódio.
– Você está doida – Ele disse, quase rindo.
De repente estávamos discutindo bem alto e a Diretora estava passando naquela hora, que azar.
– Vocês vêm comigo. – Ela gritou.
Nós tentamos falar que só estávamos conversando, porém tivemos que ir contra a nossa vontade.
– Vocês ficarão hoje na detenção, até as seis da tarde. – A gorda, ops, excelentíssima diretora nos informou.
– Não. – Nós gritamos.
– E vou chamar, os Pais de vocês. – Ela falou.
– O Paulo trancou a Marcelina na sala de música. — Eu disse rapidamente.
– Sua dedo duro. – Paulo falou para mim, sussurrando.
– Vou tirar ela de lá agora mesmo, se fosse outra pessoa não acreditaria, mas sendo Paulo eu acredito, venham. – A diretora falou.
Nós a seguimos, libertamos Marcelina e o sinal tocou e a Marce foi para a sala.
– Permissão para ir para a sala, senhora Diretora. – Eu disse com esperanças.
– Não, vocês entram depois, agora voltem para minha sala, imediatamente. — Ela falou e nós voltamos com ela para sua sala.
– Você está muito encrencado Paulo, vou chamar só os seus pais. – Olívia disse e eu adorei.
– Porque? É muito injusto. – Ele falou fingindo tristeza, como ele é falso, meu deus.
– Porque a Valéria tinha motivos para discutir com você, pois você trancou sua própria irmã na sala de música. – A diretora disse.
– Mas os dois vão para a detenção. – Ela completou.
– Bem feito. – Paulo sussurrou em meu ouvido.
Voltamos para a sala, depois de acabar as aulas, fomos para a detenção.
5:30
Estava quase acabado a detenção.
Valéria off
Paulo:
Eu estava só com a Valéria numa sala, há horas, sonho? Claro que não pesadelo, o Firmino vinha de vez em quando ver se estávamos bem, o pior era ter que copiar cem vezes essa frase:
Nunca mais vou brigar na escola.
E eu tive que copiar duzentas vezes, cem essa, mais cem essa aqui:
Nunca mais vou trancar ninguém.
– Terminei.
– Eu já terminei, faz uma hora. – Ela disse e riu.
– Claro você só copiou cem vezes e eu tive de copiar duzentas vezes.
– Mas o que você fez foi muito pior do que eu fiz. – Ela falou.
– Sei.........
– Agora eu vou apagar o quadro. – Eu completei.
Me levantei para apagar o quadro.
Então eu escrevi uma frase engraçada no quadro e começamos a fazer jogos de forca e outros, rimos muito juntos, até que ficar com a Valéria não era tão mal, assim.
Paulo off
Valéria:
O Paulo sendo legal, ainda mais comigo, ele só podia estar com febre, ou talvez ele não seja tão mal assim, errei quem está com febre sou eu.
Saímos da detenção e cada um foi para sua casa.
Valéria off
Mais tarde na casa dos Gianolli
Laura:
O que será que meu pai e minha mãe querem me dizer, minha mãe falou que só me contaria depois que meu pai chegar.
– Venha Laura, seu pai chegou. – Minha mãe gritou.
Eu fui para a cozinha.
– Olá pai, mãe, falem logo, o que aconteceu? – Eu perguntei Ansinervosa.
– É uma notícia incrível, nós estamos ricos. – Meu pai disse.
– Serio? Como, ganhamos na loteria como os Riviera? – Eu perguntei.
– Não, seu pai abriu uma empresa, já tem dois meses. – Minha mãe falou.
– Então é por isso que você anda trabalhando tanto, né? – Eu perguntei.
– Sim. – Eles disseram juntos.
Eu fiquei feliz.
Laura off
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