Notas iniciais
Será que Paulo vai aceitar ajuda? Esse é o último capítulo da primeira fase da nossa história, na segunda fase veremos o que essa turma vai aprontar no 5° ano, haverá algumas mudanças e eles estarão com 9 para 10 anos menos Paulo, Mário e Jaime que são mais velhos Boa leitura

Continuação:

Valéria:

– Qual é essa ideia? Fala logo. – Eu perguntei.

– É óbvio que é passar maquiagem no Mário, depois de terminar de cuidar do corte. – Majo disse. – Essa é uma ideia tão fraquinha, eu mesma poderia ter tido ela.

– Eu não aprovo essa ideia, em mim ninguém chega perto com maquiagem. – Mário falou e nós meninas rimos.

– Não riam de mim. – Ele pediu.

– Não é isso Mário, é que o que você disse foi muito engraçado, até para mim.

– Ah... – ele falou.

– Voltando ao assunto, isso é para o seu bem Mário, ou você prefere ficar de castigo, hein...? – Laura perguntou.

– Não, eu passo a droga da maquiagem. – Mário falou.

– Primeiro Maquiagem não é droga, é maravilhoso, depois prometo que ninguém vai notar. – Majo falou.

– Bom mesmo. – Mário disse.

– Pode acreditar na Majo, Mário ele vai te ajudar. – Laura falou, sorrindo.

Peguei o kit e entreguei a Laura, e ela cuidou do corte, então:

– Droga, acabei de lembrar, que eu esqueci o kit de maquiagem em cima da cama de manhã e agora? – Majo disse.

Ela é muito despreparada mesmo, né. – Pensei.

– Relax pessoas, eu tenho Maquiagem.

– Que bom vai pegar, por favor. – Pediu Laura.

– Ok, é rapidinho, esperem aqui.

– Ok. – Responderam todos.

Voltei e achei meu kit de maquiagem, quando vi uma cena bem desagradável.

– Me conta logo, quem te contou ou eu vou te bater, entendeu? – Paulo ameaçava Marcelina.

– Eu já disse a verdade, eu descobri sozinha Paulo. – Marce disse.

– Eu sei que você está mentindo e a orca jurou que não foi ela. – Paulo falou.

Não podia permitir que aquilo continuasse.

– Fui eu que contei a ela, porque? – Eu me meti entre os dois e falei olhando naqueles lindos olhos de Paulo. – Risca os lindos, ok.

– Foi você então Chataléria, eu sabia. – Ele disse, parecendo louco.

– Se você realmente soubesse, não iria perguntar a Marce. – Eu falei e percebi que Marcelina nos observava de longe, devia estar com medo, ele é muito covarde mesmo.

– Só quem faz piadas aqui sou eu, entendeu? – Ele disse, vindo para cima de mim.

Eu ri na cara dele e ele foi ficando com raiva.

– Vem comigo. – Eu falei e o puxei pelo braço.

– Aqui quem eu trouxe, para nos fazer companhia. – Eu disse cantarolando e rindo.

– Puxado pelo braço por uma menina Paulo, francamente. – Mário falou e todos rimos menos Paulo, é claro.

– Eu só vim, porque queria saber do que se tratava. – Paulo disse mentindo, óbvio.

– Sei ............- dissemos todos.

– Parem é verdade. – Paulo falou.

– Ok, você é o segundo da fila. – Eu o informei.

– Que fila? – Ele perguntou.

– Para passar maquiagem. – Majo disse.

Majo começou a passar a maquiagem em Mário.

– Eu vou sair daqui, se o Mário gosta disso, eu não tenho nada a ver, mais em mim vocês não chegam perto com isso. – Paulo falou.

Mário se levantou e quase bate de novo em Paulo.

– Não. — Nós meninas, gritamos.

E ele graças a deus desistiu.

Então tentamos convencer o Paulo por dois minutos, agora faltavam quatro minutos para as aulas, tínhamos que agir rápido, mas como?

– Tive uma ideia, segurem ele. – Majo disse.

Nós o seguramos e conseguimos passar a maquiagem nele.

– Não. – Ele gritava desesperado, eu tive que pôr a minha mão para tampar sua boca.

– Prontinho, vejam meninos. – Majo disse lhes entregando um espelho a cada um, a maquiagem era minha, mas preferi que ela fizesse, não que ela fizesse melhor que eu, mas tive que me concentrar no Paulo.

– Obrigada Maria Joaquina, está bem melhor, assim ninguém verá. — Mário disse.

– Eu só não tiro está porcaria do meu rosto agora mesmo, porque não quero levar mais uma advertência e ficar para a detenção. – Paulo falou e saiu.

O sinal tocou.

Fomos para a fila.

Valéria off

Paulo:

Hoje as três primeiras aulas passaram rápido, que bom, irei me vingar de todos, Valéria – duas vezes, Maria chatonilda, Mário demente Ayala e Laura a orca, mas agora no recreio irei me vingar da demente da minha irmã.

Fui completar meu plano e para isso chamei a Marcelina para a sala de música e como ela é tonta nem desconfiou de nada.

– O que você quer Paulo? – Ela perguntou inocentemente.

– Eu quero te mostrar o meu amigo, que te fará companhia. – Eu disse, sorrindo.

– O que? Não entendi. – A burra falou.

Mas ela logo entendeu, quando eu soltei o rato na sala e saí e a tranquei lá sozinha, foi ótimo roubar todas as chaves do colégio, né, nunca se sabe quando vai precisar. – Risos.

– E aí Paulo, deu certo? – KOKI perguntou.

– Claro, né, burra do jeito que é. – Eu respondi e saímos rindo.

Paulo off

Valéria:

Eu tinha acabado de sair para o recreio e eu estava passando em frente a sala de música, que era o caminho para a cantina, quando de repente:

– Alguém me ajuda, socorro eu estou presa. – Ouvi alguém gritar e parecia uma voz que eu bem conhecida.

Era a Marcelina, Paulo seu doente.

– Marce é você? – Eu perguntei.

– Sim é você Vale? Me ajude, o Paulo me trancou aqui, para se vingar de mim. – Ela gritou.

– Sou eu claro, minha voz é inconfundível, né. – Eu gritei de volta.

– Vou te ajudar, vou pegar a chave com o Paulo, agora mesmo. – Eu completei.

– Não pegue com o Firmino, a gente inventa algo. – Ela disse, triste.

– Ele vai pagar. – Eu disse com raiva.

– Não. – Deixei ela gritando.

Fui atrás do Paulo, assim que o vi gritei.

– Sai KOKI.

KOKI ficou com medo e saiu, pois, eu avancei em cima de Paulo.

– Não vou pedir de novo, me dá a chave, agora mesmo seu IDIOTA. – Eu gritei.

– Que chave? Você está doida eh Valéria? – Ele disse, que cínico.

– Para de mentir, você trancou a Marcelina. – Eu falei com ódio.

– Você está doida – Ele disse, quase rindo.

De repente estávamos discutindo bem alto e a Diretora estava passando naquela hora, que azar.

– Vocês vêm comigo. – Ela gritou.

Nós tentamos falar que só estávamos conversando, porém tivemos que ir contra a nossa vontade.

– Vocês ficarão hoje na detenção, até as seis da tarde. – A gorda, ops, excelentíssima diretora nos informou.

– Não. – Nós gritamos.

– E vou chamar, os Pais de vocês. – Ela falou.

– O Paulo trancou a Marcelina na sala de música. — Eu disse rapidamente.

– Sua dedo duro. – Paulo falou para mim, sussurrando.

– Vou tirar ela de lá agora mesmo, se fosse outra pessoa não acreditaria, mas sendo Paulo eu acredito, venham. – A diretora falou.

Nós a seguimos, libertamos Marcelina e o sinal tocou e a Marce foi para a sala.

– Permissão para ir para a sala, senhora Diretora. – Eu disse com esperanças.

– Não, vocês entram depois, agora voltem para minha sala, imediatamente. — Ela falou e nós voltamos com ela para sua sala.

– Você está muito encrencado Paulo, vou chamar só os seus pais. – Olívia disse e eu adorei.

– Porque? É muito injusto. – Ele falou fingindo tristeza, como ele é falso, meu deus.

– Porque a Valéria tinha motivos para discutir com você, pois você trancou sua própria irmã na sala de música. – A diretora disse.

– Mas os dois vão para a detenção. – Ela completou.

– Bem feito. – Paulo sussurrou em meu ouvido.

Voltamos para a sala, depois de acabar as aulas, fomos para a detenção.

5:30

Estava quase acabado a detenção.

Valéria off

Paulo:

Eu estava só com a Valéria numa sala, há horas, sonho? Claro que não pesadelo, o Firmino vinha de vez em quando ver se estávamos bem, o pior era ter que copiar cem vezes essa frase:

Nunca mais vou brigar na escola.

E eu tive que copiar duzentas vezes, cem essa, mais cem essa aqui:

Nunca mais vou trancar ninguém.

– Terminei.

– Eu já terminei, faz uma hora. – Ela disse e riu.

– Claro você só copiou cem vezes e eu tive de copiar duzentas vezes.

– Mas o que você fez foi muito pior do que eu fiz. – Ela falou.

– Sei.........

– Agora eu vou apagar o quadro. – Eu completei.

Me levantei para apagar o quadro.

Então eu escrevi uma frase engraçada no quadro e começamos a fazer jogos de forca e outros, rimos muito juntos, até que ficar com a Valéria não era tão mal, assim.

Paulo off

Valéria:

O Paulo sendo legal, ainda mais comigo, ele só podia estar com febre, ou talvez ele não seja tão mal assim, errei quem está com febre sou eu.

Saímos da detenção e cada um foi para sua casa.

Valéria off

Mais tarde na casa dos Gianolli

Laura:

O que será que meu pai e minha mãe querem me dizer, minha mãe falou que só me contaria depois que meu pai chegar.

– Venha Laura, seu pai chegou. – Minha mãe gritou.

Eu fui para a cozinha.

– Olá pai, mãe, falem logo, o que aconteceu? – Eu perguntei Ansinervosa.

– É uma notícia incrível, nós estamos ricos. – Meu pai disse.

– Serio? Como, ganhamos na loteria como os Riviera? – Eu perguntei.

– Não, seu pai abriu uma empresa, já tem dois meses. – Minha mãe falou.

– Então é por isso que você anda trabalhando tanto, né? – Eu perguntei.

– Sim. – Eles disseram juntos.

Eu fiquei feliz.

Laura off

Notas finais
Gostaram? Até o próximo