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2 Capítulo 1 - Chuva da manhã


Notas iniciais
Primeiramente, desculpem-me pela demora em atualizar esse capítulo! Eu precisei reescrevê-lo exatas 4 vezes até atingir o resultado final, por quatro vezes sentei-me diante do notebook e digitei, digitei e digitei.. Mas mesmo saindo, não sentia-me satisfeita, entendem? Eu sabia das cenas que queria colocar, mas falta algo para preencher as lacunas, entendem? Algo que devia ser colocado ali, ligando cada uma das cenas e sendo uma introdução digna para a história. E a resposta só veio essa madrugada, quando começou a chover.. E reestruturando tudo, escrevi mais uma vez.. Posso dizer que o foco desse capítulo é TodoDeku, não? Espero que eu tenha conseguido passar pra vocês os mesmos sentimentos que idealizei! Boa leitura!

Amanheceu chovendo naquela manhã, fazendo os sons das gotas carregarem uma melodia única de boas vindas a escola U.A. Por mais tempestuoso que parecesse o tempo, um sorriso discreto tomava os lábios do jovem Izuku, andando lentamente entre o portal da escola, carregando o seu guarda-chuva preto. Mesmo que o tempo parecesse revolto, seu peito estava quente como em uma manhã ensolarada, ciente que o que tornava uma manhã boa não era o sol, mas sim poder ter visto a pessoa que mais estimava, gerando uma mudança de humor que deixava sua alegria inabalável.

Pousou discretamente a mão livre no tórax, parando em meio ao caminho e observando as poças de água formando-se no caminho acimentado, vendo-as refletir claramente o ambiente em pequenos espelhos d'água. De forma súbita e não planejada, pulou com seus sapatos vermelhos em uma das poças, deixando a água se espalhar. O impacto gerou resultados, molhando a barra da sua calça e sentindo o quão fria essa estava, mas ao contrário do usual, essa sensação alargou ainda mais seu sorriso.

Um expectador a distância observou a cena, sem saber exatamente como devia interpretá-la. Era imatura, mas ao mesmo tempo contagiante, como se um impulso infantil deixasse-o tentado a fazer o mesmo. E fez, chutando discretamente uma das poça, correndo em um ritmo lento com sua fiel capa de chuva transparente, parando próximo ao rapaz arteiro. Pensava que apenas sairia para se exercitar aquela manhã, mas pelo jeito encontrou uma agradável surpresa.

— Bom dia, Midoriya. Está brincando logo cedo? — Perguntou-o, curioso por tais atitudes.

Os olhos verdes logo saíram das poças, desviando-os lentamente para o autor do comentário. O largo sorriso permaneceu nos lábios, que chegaram a abrir e cogitar a resposta, mas preferindo apenas pousar o dedo indicador sobre esses, rindo baixo. Aquele ali, surgindo em seu caminho, era Shinsou Hitoshi, aluno do curso de aulas gerais e portador de uma individualidade bem persuasiva. Por razão disso não cairia nesse truque de respondê-lo logo cedo, nesse momento a última coisa que buscava era sentir-se vulnerável.

A resposta silenciosa gerou curiosidade no corredor, deixando os olhos púrpuras congelarem no garoto sardento por alguns segundos. Raras foram as vezes que Midoriya não caiu em sua individualidade, ele tinha uma fraqueza absurda quando se tratava de ser sincero e espontâneo, mas dessa vez havia algo diferente nele, não? Ainda mais estando ali, na chuva, tão cedo e uniformizado.

— Você está diferente hoje — constatou, procurando alguma reação que ajudasse a decifrá-lo. A primeira aula começava apenas às 8:40 e era um pouco antes das sete agora, sendo cedo demais para ir para a classe. Sem falar que ele não vinha dos dormitórios, não é? Caso contrário teriam se cruzado antes.

A segunda resposta silenciosa veio através de um gesto, quando o garoto, movendo o guarda-chuva um tanto rápido, fez gotículas da água da chuva voarem contra o rosto do aluno do curso de estudos gerais, espantando-se. A atitude só não lhe surpreendeu mais que o resultado dela, vendo um pequeno arco-íris criado no ar pelas gotículas em movimento, acompanhadas junto de um radiante sorriso do Midoriya. Shinsou sabia que essa forma de evitar uma resposta não era uma atitude usual do outro rapaz, mas naquele momento apenas riu, sentindo energizado após o gesto, fazendo um aceno curto com as mãos antes de retomar seus exercícios.

E como um garotinho recém saído da pré-escola, Izuku passou a trilhar seu próprio caminho pela área externa da escola, procurando pisar propositalmente dentro de cada uma das poças que encontrava no caminho, saltando nelas e molhando-se mais nesse jogo. Só sentiu-se obrigado a parar só quando encarou os degraus da entrada da escola, olhando para o seu reflexo em uma poças próximas. Sua mente estava um pouco inquieta ao confrontar-se ali refletido, como se algo tivesse mudado dentro de si. Olhar-se, reconhecer-se e amar-se era algo proporcionado apenas quando seu coração se conectava ao de outra pessoa, não? E nesse momento sentia-se finalmente conectado, como se um grande vazio de incertezas tivesse sido preenchido por uma montanha de pequenos fragmentos calorosos.

Seus passos enquanto subiam os degraus foram ligeiros, curtos saltos empolgados antes de entrar no prédio, seguindo para o sapateiro para tirar os encharcados tênis vermelhos, substituindo-os pelos brancos e sem graças sapatos de uso interno. Antes de calçar o último sapato, entretando, notou a presença do diretor aparecendo mais adiante, olhando-o pacientemente. O radiante sorriso da manhã de Izuku teve de dar lugar para um semblante mais sério, sabendo exatamente sobre o que ele queria conversar.

Foram quatro dias ausente e três dias de aulas perdidas, saiu da escola no domingo de manhã e só estava retornando agora, na quinta-feira. Um aluno que desaparecia sem dar satisfação, sequer ia para casa e retornava sem mais nem menos era no mínimo inquietante. O jovem aprendiz de herói tinha total noção do risco que a escola corria ao permitir que fosse reintegrado aos demais alunos sem no mínimo uma conversa ou justificativa, por causa disso não demonstrou nenhuma objeção quando o diretor pediu para que o seguisse, andando atrás dele silenciosamente.

O interrogatório foi longo, mas surpreendentemente menor do que imaginou, tendo de se esquivar das perguntas mais relevantes com a sua usual sinceridade, expondo que não poderia responder a respeito. O clima desse também pesou quando nos professores vieram, ansiando por satisfações, entretanto os lábios do Midoriya apenas voltaram a respondê-los firmemente: Não posso falar sobre isso.

Não haviam danos físicos no garoto, também não puderam detectar nenhuma individualidade de substituição de aparência, confirmando que era mesmo o aluno Izuku Midoriya diante deles, mesmo assim não deixava de ser incomoda a ausência de respostas. Entretanto, ao fim do interrogatório, o diretor apenas sorriu, tentando confortá-lo e manifestar o mínimo de empatia.

— Se não é algo que você pode nos contar, imagino que seja pessoal, não? E importante.. — Comentou o urso, vendo um sorriso se formar nos lábios do estudante.

— Sim! — Confirmou, concordando. O olhar de reprovação dos demais professores se acentuou, mesmo assim evitou intimidar-se, mantendo o foco em seu diretor. — Eu prometi para uma pessoa importante para mim que não contaria nada, então, desculpem-me, mas realmente não posso dizer.

— Está bem.. Você receberá uma punição do professor encarregado por ter perdido as últimas aulas. Também terá de fazer aulas de detenção pelas próximas duas semanas. Por hora, vá para a sua classe, Midoriya — pediu o diretor, liberando-o.

Bastou o pedido ser feito para que o garoto levantasse, concordando e saindo silenciosamente da sala. Pode ouvir os professores questionando as atitudes do diretor logo que saiu, mas preferiu não ficar por perto para saber sobre o que se tratava, correndo para a sua turma antes que não conseguisse chegar a tempo da segunda aula.

Retomar os estudos depois de alguns dias ausente seria uma tarefa difícil, mas essa não se comparou em nada com a surpresa dos seus colegas de classe em vê-lo depois de tanto tempo. Uraraka foi a primeira a levantar de sua cadeira, ignorando a presença do professor ainda em classe.

— Deku! Onde você esteve? — Perguntou de imediato, deixando a sua preocupação transparecer.

— Uraraka, bom dia — respondeu-a, sorrindo, mas mostrar-se bem não pareceu ter efeito na garota.

Nos últimos três dias, quando constataram o desaparecimento do Deku, todos da turma debateram sobre as várias possibilidades do que teria ocorrido com ele, cogitando sequestro feito pela liga dos vilões, algum acidente, problemas familiares e tantos outros. Entre as discussões, logo vieram com a possibilidade de formar uma equipe de resgate para localizá-lo e salvá-lo, mas sem a mínima informação do que aconteceu, ficavam sem saber por onde começar. Pior foram os professores, Aizawa mesmo disse que se algum aluno faltasse sem justificativa ou usando as faltas do Midoriya como razão, esses seriam punidos com a expulsão. O clima de toda a classe tornou-se sufocante com todas as incertezas, mas vê-lo ali, voltando como se nada tivesse ocorrido, deixava-os ainda mais perplexos.

E no intervalo, quando os professores pararam de mandá-los se manterem em silêncio, toda a classe se reuniu junto a mesa do ex-desaparecido, fazendo-o dúzias e mais dúzias de questionamentos, tentando entender o que fizera sumir sem dar nenhuma satisfação e até perguntando se ele não cogitou avisá-los que estava bem.

— Me desculpem! Eu não tinha a intenção de preocupá-los! — Repetia Midoriya, abaixando a cabeça em uma referência, expondo a sinceridade de suas palavras.

Não tinha realmente nenhum desejo em deixar seus amigos inquietos, mas tudo o que ocorreu estava fora do seu controle e, depois, quando teve a escolha, os sentimentos de todas aquelas pessoas ali, encarando-o com tamanha aflição, não pareciam ter significância suficiente para que mudasse seus planos. Estava realmente feliz com cada uma das suas decisões, então, em situações assim, via-se obrigado à apenas pedir desculpas.

— Midoriya.. — Iida se pronunciou, colocando uma das mãos no ombro do amigo, alentando-o. — Você fez o que achou certo, não é?

E automaticamente um sorriso tomou os lábios do outro, sentindo a amizade verdadeira que tinha formado com aquelas pessoas, concordando com a cabeça. E o clima, antes de preocupação, amenizou consideravelmente após tal gesto, sendo quase como uma confirmação sútil da capacidade do Iida em tomar controle da situação, como um bom representante de classe.

— Na próxima vez que desaparecer, avise-nos — pediu a Mina, dando um tapinha na cabeça do colega.

— E eu pensando que seria algo grave.. Não acredito que fiquei preocupado — reclamou Kirishima, alongando-se e caminhando para fora, era hora do almoço afinal.

— Nerd estúpido — murmurou Bakugou, juntando suas coisas na carteira da frente e levantando-se para sair da turma também. Mais uma vez sentia-se como se fosse o único sem saber o que realmente estava acontecendo, tudo por culpa daquele idiota do Deku.

— Melhor irmos comer alguma coisa, Deku — sugeriu Uraraka, sendo convencida também pelos pedidos de desculpas dele.

— Ah! Iida, você poderia me emprestar seus cadernos? Eu estava pensando em usar o intervalo pra pegar a matéria que perdi nos últimos dias. Por favor! — Bateu uma das mãos nas outras, implorando.

Eram três dias sem aulas, não queria ser deixado para trás, tinha de correr atrás do prejuízo. Não apenas isso, com o tempo que perderia com a detenção, seria difícil estudar toda a matéria após as aulas, por isso não via possibilidade de perder um único segundo.

— Não se preocupe! Eu imaginei que você iria precisar disso quando voltasse e fiz as anotações mais detalhadas possíveis de todo conteúdo da aula — afirmou o Iida, confiante, indo buscar seus cadernos para emprestá-lo.

E aos poucos, lentamente, a sala foi se esvaziando de forma que apenas o Midoriya, Aoyama e Todoroki ficassem na classe, cada um em silêncio em suas cadeiras, usando esse tempo para diferentes atividades. O menor, sentado próximo a janela, estava com seus olhos congelados nos cadernos, anotando rapidamente todo o conteúdo em um bloco de notas extra, lendo e relendo cada trecho para não deixar nenhuma linha passar. O loiro, com sua personalidade excêntrica, desfrutava de um bom suco de uvas e pedaços de queijo, preferindo banquetear-se longe dos refeitórios, enquanto o último, portador de cabelos bicolores, demonstrava-se dividido em suas atividades. Metade do tempo seus olhos estavam em um livro de poemas haikai, emprestado pela representante de classe, enquanto a outra metade prendiam-se no Midoriya, querendo certificar-se que ele estava realmente bem.

Dos três colegas, o primeiro a desistir de se manter na sala silenciosa foi o loiro, recolhendo os talheres usados em sua refeição e saindo dali sem incomodar os demais, o segundo a fazê-lo foi o Midoriya, vendo-se obrigado a parar quando o seu bloco de papel chegou na última folha.

— Ah.. — Um suspiro frustrado escapou dele ao perceber que não teria mais onde escrever, tirando finalmente a atenção dos cadernos do Iida. Não havia o que fazer nessa situação, ao menos havia uma pequena venda de materiais na entrada do curso de estudos gerais, teria de ir até lá comprar um novo caderno.

Juntou lentamente cada um dos cadernos e livros para levá-los consigo, já cogitando pedir cópia de alguns desses para poder grifá-los e fazer notas extras da forma que quisesse. Ficou perplexo quando notou o tamanho da pilha que tinha em mãos, atrapalhando-se um pouco ao carregá-la, mas seguindo para fora da turma.

Os olhos furtivos de Todoroki deliciaram-se com a cena, apreciando sem razão aparente as expressões do outro garoto que mesclavam entre frustração e paciência. Depois de tantos dias sem ter como observar o fruto de sua secreta obsessão, qualquer expressão ou gesto feitos pelo Midoriya lhe pareciam agora especialmente extraordinários.

Foi quase que involuntário que, quando o contato visual se quebrou com o outro saindo da sala, suas pernas lhe fizessem levantar e segui-lo, acompanhando sem dificuldade o rumo que ele havia tomado, podendo sentir a flagrância agridoce que era deixada para trás conforme ele andava. A simples existência dele trazia uma coletânea completamente nova de sons, imagens e odores a turma que, pelo tempo em que ele se ausentou, sentiu-se obrigado a admitir o quão sem graça era toda essa escola sem a presença de seu alvo.

E foi acompanhando-o quase hipnotizadamente, observando os cabelos encaracolados fazendo cócegas na nuca de deu dono passos à sua frente, o cambalear dos passos ao atrapalhar-se com o número expressivo de cadernos carregados e até mesmo o pequeno risco que ele corria com um dos cadarços desamarrados. Mesmo planejando não perturbá-lo após seu retorno, como feito pelos demais colegas, o pequeno risco apresentado obrigava-o a fazê-lo.

— Midoriya — interrompeu o caminho dele ao chamá-lo, vendo-o virar-se em sua direção, olhando-o em dúvida.

O corredor estava vazio e, mesmo se não estivesse, já era comum para o herdeiro de Endeavor não dar atenção aos demais companheiros de classe, salvo ao que se referia agora. Sentia-se como uma mariposa no verão, correndo sempre desesperadamente atrás da luz, e por mais que soubesse que essa decisão não era racional, o poder atrativo que o seu pequeno herói emanava não lhe dava escapatória.

— Seu cadarço está desamarrado — avisou-o, andando lento em direção desse até alcançá-lo.

— O meu cadarço..? — Perguntou na dúvida, tentando olhar para os pés para se certificar disso. Assim que teve a confirmação visual, os olhos verdes dançaram em suas orbes de um lado para o outro, como se buscasse um meio de solucionar essa questão.

Estava com um número considerável de livros, cadernos e anotações em mãos, por mais que desejasse largá-las no chão e apenas amarrá-lo, não achava justo tratar seu material ou o material do Iida com tamanha displicência. Se houvesse onde apoiá-lo, poderia amarrá-lo sem problemas, mas o corredor em que se encontravam não possuia nenhum lugar para fazê-lo. Foi em meio a busca por ideias que encarou o outro, vendo o sorriso singelo e solicito que ele tinha enquanto lhe fitava, como um príncipe pronto para esticar-lhe as mãos e oferecer-lhe ajuda.

— Todoroki — começou, vendo-o tocar em seus livros antes mesmo de pedir por auxílio. — Você pode amarrar para mim? — Pediu-o, interrompendo a linha de raciocínio do maior, deixando a confiança ser tomada por curiosidade.

Por um segundo foi notável que o dono de duas individualidades precisou parar para traduzir a ousadia do pedido. Deku pedia para que amarrasse o cadarço do sapato dele? Não que fosse uma missão difícil, mas soava um tanto íntima, não? E bem menos razoável do que segurar-lhe o material.

Mesmo ponderando, o olhar do garoto que aguardava pacientemente a resposta lhe convenceu a assentir com a cabeça, ajoelhando-se diante desse. Levou suas mãos aos cadarços brancos, percebendo a umidade na bainha da calça dele, provavelmente de quando andou na chuva logo cedo. Queria ter a intimidade para perguntar-lhe por onde ele andou todo esse tempo e receber uma resposta concreta, mas ao mesmo tempo compreendia que haviam segredos que não deviam ser compartilhados.

Dentre todas as ideias e devaneios que tivera ao lado do outro, nunca imaginou-se em uma situação assim, como um cuidador que prestava auxílio para ele dessa forma, ao mesmo tempo lembrava-se de ter já visto a sua avó, bem cedo, em dias chuvosos como esse, ajudando o seu avô a calçar suas meias e sapatos, em um ato singelo de submissão e carinho.

Cuidadosamente fez um laço, puxando-o para mantê-lo firme, sentindo-se estranhamente mexido depois de atender esse pedido. Ergueu sua cabeça antes de levantar-se, percebendo as bochechas sardentas tomadas por um rosado suave, expondo um constrangimento pela situação que ele mesmo criou.

— Todoroki — chamou-o, não que isso fosse necessário para que ele tivesse a sua atenção, naquele momento toda a existência do Todoroki estava voltada aos dois. — Você está mesmo apaixonado por mim, não é?

E como uma tempestade, destruindo todos os muros e carregando toda a moral, Shoto sentiu todas as forças das suas pernas desaparecerem, mantendo-o ajoelhado ao chão, incapacitado diante do colega de classe. Sua face tomou um rubror tão intenso que era notável até mesmo na região próxima a sua queimadura, dando um adorável ar de vulnerabilidade ao garoto que foi eleito o rapaz mais bonito da classe.

— Si-sim — respondeu, gaguejando por um momento, sentindo-se incapaz de negar qualquer coisa ao outro nesse momento.

E Midoriya sorriu em resposta. Isso seria útil.

Notas finais
E a história finalmente começou! Eu tentei evitar deixar muito exposto o lado do Midoriya vilão, queria que fosse algo que fosse sendo exposto sutilmente, por isso imaginei que a última frase daria todo um impacto, sabe? Ele está analisando mais as situações, os amigos, vendo o que poderá ou não usar ao favor dele.. Porque, claro, ele tem planos - todos os vilões tem! O que vocês acharam, está interessante? E deu pra notar no começo que na mente do Midoriya ele está fascinado pelo Tomura? Confesso que estou ansiosa para escrever um capítulo dos dois, acho que a química entre eles será incrível! Bem, espero que esse capítulo não tenha parecido lento, as coisas ficarão mais agitadas daqui pra frente. Nem preciso dizer que o Kacchan está ficando incomodado com algo, não? Talvez ele comece logo a questionar..