Notas iniciais
Thomas

Emma era muito diferente do que eu lembrava ou que eu esperava de uma princesa, pelo menos em seus momentos de ócio. Ela era mais espontânea e solta, sem se preocupar muito com os modos ou como tem que agir. Ela com certeza agia como uma princesa deveria agir de dia ou na frente das outras pessoas, mas aqui, ela parecia ser uma garota normal com vontades e manias normais, o que distorcia qualquer imagem que um dia já havia tido dela. Não era algo ruim de ver, e definitivamente foi uma boa surpresa.

Ela enfim pareceu satisfeita, então pegou a xicara e o pires e levou até a pia, mas peguei de suas mãos para que ela não precisasse fazer aquilo e então disse:

—Muito obrigado, Thomas. Me desculpe se te peguei de surpresa. –Ela diz, com uma afeição relaxada deixando transparecer o seu cansaço.

—Não tem problema alt... senhorita. –Me censuro, assim que ela levanta uma das sobrancelhas pronta para me repreender.

—Já é um começo. Então, posso considerar nosso acordo como oficial? –Ela diz, com um sorriso brincalhão.

—Sim, com certeza. Irei garantir que uma mesa esteja pronta para a senhorita todas as noites até o seu último dia de vida.

—Você não vai estar aqui nas próximas noites? –Ela diz, parecendo ter notado algo escondido em minha frase, mesmo que eu mesmo não tenha feito isso propositalmente.

—Creio que não. Estou aqui apenas para substituir um cozinheiro. Acredito que esse não seja o meu cargo oficial.

Ela solta um “oh” decepcionada, mas tentou disfarçar seu despontamento com um sorriso.

—Eu imagino que você está passando pelos testes do Mario, não é mesmo? Não se preocupe, você é esperto. Você vai conseguir!

Então ela gira com as pontas dos calcanhares e anda em direção a porta, pronta para voltar aos seus aposentos para poder desfrutar de uma boa noite de sono. Mas antes que saísse pela porta, eu digo impulsivamente:

—Não se preocupe. Vou garantir que tenha um doce esperando por você todas as noites.

Ela não responde, apenas dá um largo sorriso e concorda com a cabeça, e finalmente desaparece por detrás das portas.

Quando a princesa não estava mais no meu campo de visão, cai na cadeira mais próxima, finalmente me rendendo a todo aquele cansaço acumulado do dia.

Quando me dei conta, estava deitado de bruços sobre a mesa, com as marcas da madeira impressas em meu rosto e a dor tomando todo o meu corpo. O que me fez acordar foram os primeiros raios de sol da manhã aquecendo o meu corpo, que até então não havia notado que estava frio e a luz incomodando os meus olhos vermelhos e cansados.

No mesmo segundo, Mario apareceu pela porta, com uma roupa branca manchada e o velho avental jogado em seu ombro, exatamente como ele estava na noite anterior, mas dessa vez com uma aparência mais descansada. Ele não conteve um sorriso ao ver minha aparência acabada e desprezível.

—Como foi a noite? –Ele diz, caminhando pela cozinha procurando por algo.

—Tranquilo, eu acho. –Digo, com a voz pesada e enrolando em minhas próprias palavras, mas me obrigo a ficar de pé para me apresentar a ele.

—E como estão as preparações para o café da manhã?

—Prontas para servir.

Ele foi até os pães que estavam descansando em cima do balcão até serem servidos, e analisou um por um sem demonstrar qualquer afeição de aprovação ou desprezo. E depois de pegar um e provar, ele disse:

—Você conseguiu sobreviver ao primeiro dia. Meus parabéns.

Ele dizia com um tom sarcástico, porém, tinha um sorriso genuíno que me deixou confuso. Então antes de mais nada, ele jogou a metade do pão em minha direção que por pouco não consigo pegar.

—Sei que você está aqui para substituir o seu pai e tem feito um bom trabalho, mas nós estamos conseguindo nos virar muito bem sem ele, então no momento não vejo porque você ficar aqui com a gente.

Aquilo me fez sentir uma estranha mistura de sentimentos, principalmente depois de todas as horas que desperdicei ali provando o meu melhor, mas acima de tudo, senti raiva por acharem que meu pai era substituível e descartável, e estava preste a dizer isso e muitas outras coisas quando ele voltou a falar:

—É por isso que eu gostaria que você ficasse aqui no turno da noite. Assim poderá fazer tudo o que você quiser no seu tempo e ainda por cima sozinho, apesar de que ainda não tenho certeza se isso seria muito conveniente para você.

Por um momento fiquei paralisado, estava tão cansado que não tinha forças nem para pensar direito, mas quando finalmente compreendi o que aquela oferta significava, falei confuso:

—Eu ficaria trabalhando a noite toda... sozinho?

—E isso seria um problema? –Mario diz, cruzando os braços impaciente.

—Não, eu acho que não. –Digo, inseguro.

—Olha, isso não é um convite comum. –Ele diz, andando para o outro lado da cozinha. –Na verdade, não me lembro de ter um cozinheiro trabalhando no turno da noite nesse castelo, mas eu não queria me desfazer de você, mas também não posso abrir a mão dos funcionários que estão substituindo o seu pai. Então, se aceitar, você vai ficar a noite toda aqui. Irá preparar todas as sobremesas, os doces, e alguns pratos que serão servidos ao longo do dia. Você não vai ficar encarregado de eventos ou de jantares grandes, então acredito que você consiga dar conta de tudo. Além disso, terá que ficar à disposição de qualquer pedido do rei ou da rainha. E da princesa também, é claro.

A proposta como um todo não me pareceu ruim, nem mesmo fora do alcance. Porém, quando Mario enfatizou que eu teria que ficar à disposição até mesmo da princesa Emma, por algum motivo aquilo fez minha barriga gelar. Cozinhar para vossa majestade já era um grande desafio, mas em pensar que eu teria que cozinhar para a própria princesa, e talvez vê-la todas as noites como ela mesma havia dito, me fez ficar mais apreensivo. Porém, eu não estava em posição de negociar, e muito menos de escolher onde e quando eu gostaria de trabalhar, e apesar de tudo, a oferta era tentadora e muito atraente.

—Acho que não seria um problema eu ficar aqui a noite. –Digo, de forma confiante na intenção de provocar Mario, o que pareceu funcionar, já que ele franziu a testa e bufou.

—Você acha mesmo que eu estou te fazendo um favor? –Ele diz, dando um leve sorriso ao notar minhas intenções.

—Não, e é por causa disso que eu gostaria de dizer que é uma grande honra receber esse convite e o aceito humildemente. –Digo, recuando para mostrar meu genuíno respeito a ele.

—Bom, te darei uma semana pelo menos. Você vai ser responsável pelos doces e a parte de panificação, só! Se der conta e não causar nenhum problema, então muito bem. Mas se eu notar que as coisas estão desandando, que os pratos mudaram de sabor ou perderam a qualidade, nem que seja só um pouco, irei te chutar daqui.

Quando ele disse aquilo, toda a minha confiança e todo e qualquer traço de felicidade que eu estava cultivando ao saber que eu finalmente teria um emprego fixo que sustentaria a minha família desapareceu, restando apenas o medo e a insegurança.

—Acha que dá conta? –Ele diz, me olhando por baixo.

—Pode confiar em mim, senhor. –Digo, baixo demais, mas endireito a minha postura para mostrar o quão sério eu estava com a minha decisão. –Darei o meu melhor em cada receita, em cada segundo que eu estiver nesse castelo.

Ele não disse nada, apenas deu um meio sorriso andou em minha direção, batendo de leve em meu ombro e então entrando pela porta que dava para a cozinha principal, se colocando a trabalhar e a ditar uma ordem atrás da outra.

Quando notei que meu dia finalmente havia acabado, tirei o avental e sai pela porta para ver o sol aquecendo aquela manhã. Por um segundo, aquela luz forte me cegou, mas aos poucos a minha visão se acostumou com a luz do dia. Então, bati nas minhas roupas para tirar o excesso de farinha e caminhei de volta para casa.

Era cedo demais, e ainda dava para sentir o frio da noite anterior, então durante todo o caminho senti o vento frio arranhar meus braços e meu rosto, algo que me manteve mais alerta e me deu mais algumas pequenas doses de energia, o suficiente para conseguir chegar em casa.

Eu acordava bem cedo todos os dias, muitas vezes levantava antes mesmo do sol nascer, mas andar bem cedo pelo bosque antes de chegar a minha vila trazia uma paz enorme que nunca havia presenciado. O canto dos pássaros era mais alegre, a neblina da manhã era mais doce e o sol aquecendo a minha pele em meio ao vento frio era mais reconfortante, e me sentia muito acolhido no meio daquilo tudo.

Quando finalmente cheguei em casa, dava para sentir o cheio do café da manhã exalando pelas janelas, um cheiro que me fez relaxar e quase perder as últimas forças necessárias para chegar até a minha cama. Antes que eu conseguisse entrar, minha mãe me recebe na porta com um grande abraço como se eu estivesse voltando de uma longa viagem.

—Thommy! –Ela diz, me abraçando com força, então ela se afasta e segura o meu rosto, o analisando com cuidado e notando minhas afeiçoes de cansaço. –Meu amor, você está horrível!

Ela começou a gaguejar, procurando as palavras certas para tentar desfazer o que havia dito, mas tudo o que eu pude fazer foi rir, e isso foi o suficiente para faze-la relaxar. Então tocou novamente no meu rosto, de forma terna e diz:

—Você quer tomar café da manhã ou jantar?

—Quero qualquer coisa que já esteja pronto.

Ela beijou o meu rosto e se virou para entrar, e eu a segui até a cozinha. Lá dentro meu pai já estava sentado na sua cadeira de sempre e parecia estar no meio do trabalho, com metade de um pão na mão e a outra metade na boca, com as migalhas grudadas na barba por fazer e nas suas roupas. Quando me viu entrar, pareceu se surpreender com a minha aparência, então recuou e deu um meio sorriso maldoso.

—Ele acabou com você, não é mesmo? –Ele diz, se referindo a Mario.

Eu não tinha forças nem mesmo para retrucar, então tudo o que eu pude fazer foi concordar com a cabeça e jogar todo o peso do meu corpo na cadeira mais próxima. Em seguida, minha mãe colocou na mesa um assado que havia tirado do forno, comido pela metade e mais ressecada comparado com o momento que saiu do forno na noite anterior.

Peguei um pouco de pão, suco e comi junto com a carne, que não estava quente o suficiente, mas que ainda assim tinha um gosto incrível, e me deliciei com cada mordida como se a minha última refeição tivesse sido a dias.

Minha mãe me olhava de forma preocupada e orgulhosa ao mesmo tempo, me admirando comer e me deliciando com sua comida. Ela parecia estar curiosa com alguma coisa, provavelmente esperando que eu conte como foi o meu dia e como eram as coisas lá no palácio, mas ela pareceu guardar as suas perguntas para si mesma, já que compreendia que eu poderia estar cansado demais até mesmo para uma simples conversa ou que talvez, assim como o meu pai, não me daria o trabalho de contar nem um único detalhe do meu dia.

—Você não vai perguntar nada, mãe? –Digo, a pegando desprevenida.

—Eu ia esperar até mais tarde, querido, depois de você descansar.

—Bom, acho que a hora é agora, por que provavelmente só vou acordar para ir trabalhar.

—Eles te obrigaram a voltar ainda hoje? –Diz meu pai, alterado e colocando a caneca com força na mesa fazendo os pratos tremerem.

—Sim, mais ou menos. Na verdade, vou voltar bem mais tarde para lá.

—O quão tarde? –Ele diz, mais calmo, mas ainda desconfiado. –Por que precisamos desse dinheiro, mas não admito que você vá para lá para ser feito de escravo. Prefiro passar fome a ter um filho morto por causa de um trabalho que EU deveria estar fazendo!

—Está tudo bem, pai. Nós precisamos desse dinheiro, e vou fazer de tudo para manter esse emprego. Além disso, eu estaria trabalhando só a noite. Vou continuar tendo a mesma quantidade de horas de trabalho, mas em um turno diferente.

Ele pareceu entender o que eu disse, então se recostou na cadeira cruzando os braços, mas ainda parecia perturbado com alguma coisa.

—Mas porque você vai ter que ir à noite? –Minha mãe diz.

Então contei tudo o que Mario havia dito, mas de forma resumida, já que minhas forças estavam chegando ao fim e eles pareceram notar isso. Então, se deram por convencido, e quando terminei de comer, me levantei e coloquei os pratos na pia dizendo:

—Bom, acho que eu preciso da minha cama agora, se vocês não se importam. Vou levantar daqui a pouco e eu venho ajudar vocês.

E antes de subir, minha mãe veio novamente e me deu um último abraço e então disse:

—Eu estou muito feliz que deu tudo certo, Thommy. Mas, acima de tudo: estou muito orgulhosa de você.

Nessa hora olhei para o meu pai, que ainda estava sentado, mas olhando para nós. Ele não disse nada, mas pela sua expressão, ele parecia concordar com tudo o que a minha mãe dizia, e bastou isso para sentir que todo aquele cansaço e toda aquela dor valessem a pena.

Então retribui o abraço, e quando ela me beijou pela última vez, fui em direção ao meu quarto, e quando vi minha cama ali, pronta e esperando por mim, eu apenas me deitei. E essa é a última coisa que me lembro daquela manhã.

Acordei pela primeira vez algumas horas depois, com o cheiro do almoço sendo feito entrando pela minha porta e perfumando o meu quarto, mas acabei apagando de novo.

Na segunda vez, acordei com vontade de usar o banheiro, mas ainda me sentia cansado demais para me levantar, então apaguei novamente.

Na terceira vez, quando conseguir me despertar por completo, o sol já estava se pondo pela janela, e tive uma horrível sensação de que meu dia e tudo o que eu poderia ter feito nele foi jogado no lixo, horas muito preciosas que eu não conseguiria recuperar.

Porém, quando me levantei, ainda sentia meu corpo dolorido e a minha cabeça doendo, mas a sensação de estar descansado fez todas aquelas horas valerem a pena, e no fim, me senti menos culpado do que eu deveria me sentir.

Notei que havia dormindo com as mesmas roupas do trabalho, inclusive ainda estava usando os meus sapatos, então decidi tomar um banho para tirar toda a impureza do meu corpo e os vestígios do cansaço.

Para a minha surpresa, havia uma banheira pronta para uso, com a agua ainda morna, mas quase fria. Pensei que minha mãe tinha deixado pronta para o meu pai, já que ele ainda não tinha forças para carregar a própria agua até o banheiro. Mas, pela temperatura da agua, ela deveria estar pronta já a algumas horas, ela não parecia ter sido preparada para nenhum dos dois, então não hesitei em toma-la para mim.

Nunca um banho foi tão gratificante quanto esse, e poder tirar o suor, a sujeira, a farinha e o cheiro das especiarias da minha pele e do meu cabelo era algo incalculável, e quando me dei conta, a agua já tinha se esfriado por completo, indicando que eu estava ali a muito mais tempo do que deveria.

Quando finalmente saí do banheiro, trombei com a minha mãe passando pelo corredor e indo para o seu quarto, carregando ataduras limpas e alguns remédios, pronta para fazer um novo curativo em meu pai.

—Thomas, mais um minuto e eu ia chamar o coveiro para vir te buscar. –Ela diz sorrindo. -Como está se sentindo?

—Bem, mas eu perdi o dia todo. Porque não me chamou?

—E por que eu te chamaria? Você precisava descansar.

—Sim, mas não o dia todo...

—Já fiz suas tarefas, se é isso o que você está pensando. –Meu pai grita do andar debaixo. –Não estou tão debilitado assim.

—Mas... –Digo, mas sou interrompido de novo.

—Não era nada que não pudéssemos fazer. –Minha mãe volta a dizer. –Além disso, você precisava descansar. Seu dia foi longo, mas não acabou ainda. Você precisava de cada segundo de sono.

Queria dizer que aquilo não era necessário, que eu ainda poderia ajudar e era exatamente isso que eu deveria ter feito, mas no fundo fiquei agradecido por essa preocupação, então não tentei negociar com eles.

Como uma forma de me redimir, cozinhei o jantar daquela noite, o que foi um lembrete muito claro de que eu havia pulado uma refeição e que ainda não havia reposto minhas energias por completa, então, enquanto o jantar não ficava pronto, foi uma sessão de tortura do início ao fim.

Ao longo do jantar contei como o dia tinha sido, fazendo os olhos da minha mãe brilharem, já que meu pai nunca contava nada das coisas que acontecia no castelo, mas preferi omitir a parte que Emma aparece, para evitar perguntas. Por fim, quando todos estavam satisfeitos e a cozinha limpa, me despedi deles e fui em direção a um novo dia de trabalho.

Quando cheguei, no primeiro dia do meu novo turno, já estava preste a anoitecer. A cozinha ainda estava caótica, todos correndo de um lado para o outro para servir o jantar e o chá depois. Mario me viu chegando, então gritou do outro lado da cozinha:

—Já que você está aí vagabundeado, o que acha de dar uma força aqui?

Mario tinha sido treinado por meu próprio pai, e quando ele foi afastado, Mario naturalmente assumiria o seu lugar, e era fácil ver até que ponto meu pai o influenciou, e quando estava dentro da cozinha, ele acabava o refletindo bem.

Tentei a medida do possível ajudar a todos, mas como o jantar estava praticamente pronto e sendo servido, só me restou ajudar na parte da limpeza e da organização. Como ainda não havia me recuperado por completo do dia anterior, no fim do jantar, já estava cansado e ofegante, e Mario não deixou passar despercebido.

—Sabe, umas férias permanentes te fariam bem, Thomas. –Ele diz, com uma risada sarcástica.

—Não, obrigado. –Digo, me recuperando e me pondo para trabalhar mais rápido.

Então todos foram embora, deixando para trás uma cozinha limpa e tão brilhante quanto as joias da rainha. Mas, quando vazia, trazia uma sensação fantasmagórica que não havia notado na noite anterior. Por fim, Mario estava pronto para ir, com o seu velho avental jogado no ombro e com o suor marcando a blusa, uma imagem repugnante demais para alguém que alguém que alimenta a família real.

—Bom, meu trabalho termina aqui. –Ele diz, se alongando para aliviar a dor do peso do trabalho. –Quais os seus planos para hoje? –Diz, num tom falso descontraído.

—Acho que vou fazer alguns pães para as refeições, torta de morango para o café da manhã, bolo de laranja para o almoço e algo mais leve para o jantar, mas ainda não sei bem o que fazer.

—Bom. –Diz, franzindo a testa e olhando para um ponto invisível na parede. –Acho se você fizer aquelas bombas de amoras que o seu pai fazia, o rei vai gostar. Nunca vi um homem tão obcecado por amoras quanto ele.

—Obrigado pela dica.

Então ele deu um meio sorriso e se retirou, sem ao menos se despedir, algo que eu imagino ser característico dele, então, agora que eu estava finalmente liberado para fazer minhas próprias obrigações, me pus a trabalhar, e assim se estendeu por toda a noite.

Ou quase.