Notas iniciais
Salve, salve minna-san!!! Finalmente mais um capítulo! xD Boa leitura à todos!

Era difícil para si, ser tão diferente dos demais. Sempre o fora, mas era realmente complicado lidar com sua assexualidade, ainda mais em mundo cada vez mais sexual. Ainda podia sentir o gosto do beijo doce que o rapaz dera em si. Era a primeira vez que beijava um homem, e mentiria se dissesse que não gostara. Fazia tempo que não sabia o que era isso. Talvez desde a adolescência... Sim, fazia muito tempo... A última namorada que tivera, fora um verdadeiro pesadelo. Lembrava-se de ter que fugir das investidas da garota, que praticamente o queria forçar a algo que ele não podia dar. Ninguém o entendia, e sofrera muito com isso. Pois sabia que ficaria sozinho... Indignava-se com as pessoas, que não viam nada além de sexo e prazer. O que tinha de tão importante em sempre ter que transar com alguém? Não valiam amizade, companheirismo e amor? Onde ficavam as coisas mais importantes de um relacionamento? Ninguém sabia o que era amar de verdade, e por ninguém saber, talvez nunca seria amado por alguém... Desde aquela vez, não voltara a ter relacionamentos amorosos. Tinha medo de se apaixonar novamente, e ser descartado por ser diferente, por não poder oferecer sexo para com quem estivesse. Mas a vida tinha o infeliz e clichê hábito de surpreender. Agora se via ali, sentado naquele pedaço de pedra de sua varanda, segurando as lágrimas que pediam loucamente para sair, mas que ele firmemente impedia. Não podia chorar, não por um motivo tão tosco e fugaz. Era por isso que odiava relacionamentos, eram sempre tão difíceis de se resolver... Preferia mil vezes os negócios, lidar com dinheiro e finanças não era complicado, era muito mais simples e prático. Não podia acreditar na ideia de estar realmente gostando daquele moleque relaxado e sem modos. Era muito mais velho do que ele, sem contar que eram primos de primeiro grau! Estava literalmente, como diz os jovens, ferrado! Seria magoado, seria descartado, mais uma vez... Como pode deixar que isso chegasse tão longe? Desde quando estivera gostado daquele garoto? As muitas perguntas não paravam de surgir em sua mente, embora não tivesse resposta para nenhuma delas... O vento frio golpeara lhe o corpo, faltava alguns dias para o inverno... Mirara a rua vazia e silenciosa do condomínio. A chuva dera uma trégua. Queria fugir de Chelsy, queria fugir de seus olhos dourados e libertinos. Estava sendo covarde, sabia. Mas não via escolha...

– Vai pegar um resfriado. O chão está frio. — Gary lembrara-se daquela frase. Sentira algo pousar suavemente sobre si. Chelsy havia lhe coberto com um pulôver, e sentara-se ao seu lado em seguida. Surpreendera-se, pois não havia notado a aproximação do rapaz. — Eh... Desculpe. — Dissera, pigarreando. Gary não o olhara. — Eu havia me esquecido sobre... aquilo. — A presença do rapaz era forte, e pareceu a Gary jamais ter reparado nisso. Por mais devasso que fosse, Chelsy as vezes parecia mais experiente do que si, e aquilo o incomodava. — Acho que vai nevar esse ano... — Falara por alto. Gary permanecera em silêncio, apreciando inconscientemente a energia quente e segura que o rapaz lhe transmitia. — Não vai falar comigo? — Gary não respondera. — Ok! Desculpe ter apalpado sua bunda! Satisfeito? — Gary arregalara os olhos. — GARY!

– Dá pra fazer silêncio? — Pedira.

– Não enquanto não olhar pra mim! — Gary o fitara por fim. — Estava chorando? — Perguntara ao reparar nos olhos vermelhos do primo.

– É claro que não! — Dissera, a voz levemente exaltada.

– Olha... Me desculpa, viu? Eu não fiz por querer, isso foi... Automático, entende? Pra mim é um pouco difícil lidar com isso... Quer dizer, isso é uma coisa nova pra mim... Eu nunca conheci alguém que não gostasse da coisa, sabe?

– Quero que me entenda, não é que eu não goste... Não há como gostar ou não, eu simplesmente não consigo, não dá! Não pense que isso é fácil pra mim, porque não é! Não é fácil ser diferente, não é fácil ser excluído, primeiro por meus excessos de manias, e depois por isso... — Gary levara as mãos ao rosto, esfregando as palmas por sua face. Estava confuso e com medo. Não queria que ninguém o visse daquela forma, muito menos Chelsy. Até que sentira os longos braços desajeitados do rapaz, rodearem o seu corpo, em um abraço terno e aquecido, apesar do frio, podia sentir a quentura que emanava dele.

– Está tudo bem... Eu nunca iria te julgar Gary... Eu sei o que é ser diferente, sei o que é ser excluído e deixado de lado... Eu te entendo, e nunca disse que não entendia. — Ele puxara Gary, beijando sua testa. — Eu te amo.. E já disse isso a você. Não me importo com seus excessos, nem com o fato de ser assexual. — Gary sentira o coração aquecer com aquelas palavras. Não imaginava que Chelsy, aquele corvo tonto, podia ser tão sábio. Talvez estivesse enganado, ou talvez fosse Chelsy quem estivesse.

– Você é jovem... É bonito e ainda possui muito vigor. Vai encontrar alguém melhor do que eu... — Dissera, afastando-se dele, o mirando com ternura.

– Não! Eu não quero! Eu sempre o admirei Gary! Sempre desejei encontrar você novamente, porque eu nunca te esqueci... Sempre quis ter você comigo!

– Mas eu não posso dar o que você naturalmente me pediria! Você enjoaria de mim! — Chelsy silenciara. Sim, ele gostava de sexo, possuía muita vitalidade e libido... Era igual a tantas pessoas por aí. — Vai por mim... Eu sei o que estou dizendo. — Finalizara. Levantara-se rapidamente, segurando o pulôver. — Vamos entrar. — Dissera, assumindo o seu tom habitual de frieza e indiferença. Chelsy girara os olhos nas órbitas... Preferia mais o Gary sensível.

***

A manhã começara fria. Gary se arrumara para o trabalho, e não havia reparado até então que começara a nevar. Chelsy não se levantara. E ele agradecera mentalmente por isso. Não conseguiria encará-lo por hora. Teria que manter distância até que colocasse seus sentimentos em ordem.

– O que houve Gary? — Tom esperava-o em sua sala. Sentado em sua cadeira. As pernas cruzadas, uma xícara de café nas mãos. Gary não gostara da atitude invasiva do chefe.

– O que houve o que? — Perguntara, com claro azedume em sua voz.

– Seu rosto, o que aconteceu? Que problemas teve com sua família? Tem a ver com seu primo? — Gary não entendera realmente onde Tom queria chegar. Jamais dera vazão para falarem sobre a vida pessoal, não eram amigos, companheiros de trabalho era o máximo que poderiam ser.

– Porque quer saber? Não lhe devo satisfações de minha vida pessoal, Thomas. — Tom o fitara, levantando-se. Chegara perto de si, rodeando-o.

– Não, não deve... Só estava curioso. — Falara. — Temos que rever algumas papeladas depois, te espero em minha sala. — Dissera, dando-lhe um olhar profundo antes de sair. Gary engolira em seco. O que aquele cara queria? Perguntava-se, confuso.

Gary saíra mais cedo. A neve aumentara consideravelmente, e ficaria difícil voltar para casa se ficassem mais tempo. O frio da rua estava terrível, e nem os grossos casacos e as luvas que ele havia posto, resolveram o problema. Ao chegar em sua casa porém, um cheiro suave invadira suas narinas. O interior aquecido e aconchegante, lhe dera a maravilhosa sensação de estar entrando em sua velha casa. Adentrara o hall, deixando sua bolsa e o casaco em sua poltrona. Então seguira para a cozinha.

– Você chegou mais cedo! — Chelsy estava em frente ao fogão, remexendo uma panela fumegante.

– E-eu.. Fui liberado mais cedo... — Dissera corando, desviando o olhar após fitar os olhos dourados de Chelsy. Automaticamente se lembrara do beijo, e de sua entrega a ele. Arrependera-se de ter dito o que disse ao rapaz. Jamais quisera mostrar aquele seu lado a alguém. Chelsy porém notara a vermelhidão expressa na face sem jeito do primo, e sorrira internamente com tamanha inocência... Ele é tão verdadeiro... Pensara.

– Eu sabia que ia nevar hoje! Eu lhe disse!!! — Falara sorrindo. — Estou fazendo uma sopa... Se troque e venha comer. Vai ajudar a aquecê-lo. Gary levantara os olhos, surpreso.

– Desde quando cozinha? Não venha me dizer que isso aí é couple noodles?

– Nahh... Eu catei essa receita na internet agora pouco... Sei que você ama legumes e esses trecos que só virginianos gostam...

– Ei! Quem disse que sou virgem?

– E não é? — Dissera Chelsy, abusando da dualidade da frase em questão.

– Eu não quis dizer isso! — Retrucara Gary, que corara novamente, mas sustentara o olhar. Como é orgulhoso... Pensara Chelsy.

– Que seja... Agora vá... Isso aqui já está quase pronto! — Sorrira. Gary porém permanecera sério, mas acabara indo.

De fato, Chelsy havia acertado na "sopa da internet". Gary estava prestes a repeti-la. Estava realmente com fome. Talvez o frio, mesclado com o gosto leve, saboroso e quente da refeição, o tivesse feito render-se ao prato. Chelsy havia comido pouco, e se divertia em apenas observá-lo apreciar sua comida.

– Isso está muito bom. — Dissera Gary, sem jeito.

– Eu notei... — Respondera sorrindo.

– Porque está me olhando assim? — Perguntara, sentindo-se incomodado.

– Nada... — Dissera, apoiando o queixo sobre as mãos, cujo os cotovelos estavam apoiados na mesa. — Só fiquei feliz que esteja gostando... Afinal é minha primeira vez cozinhando algo que não fosse instantâneo... — Dissera. — Só você pra me fazer executar uma proeza dessas...

– Pois você deveria pegar esse costume de aprender a cozinhar coisas saudáveis.

– Na verdade eu... — Começara, abaixando o olhar. — Quis agradecer você e também... Pedir desculpas... Por ontem.

– Vamos esquecer isso... Já passou. — Encerrara, comendo mais algumas colheradas.

– Está bem...

Gary pode notar uma mudança no temperamento de Chelsy. Embora continuasse com suas insinuações em algumas frases, ainda assim estava diferente. Talvez mais quieto, ou apenas mais... responsável? Talvez assustara o rapaz com seu comportamento infantil... Concluíra, após analisar melhor isso. Olhava o teto do quarto. Sua luminária de luz amarelada e suave, fazia-o divagar intensamente. Fechara os olhos por alguns minutos, mas acabara abrindo-os em seguida, ao sentir um corpo se jogar em sua cama, ao seu lado.

– Aquele quarto é muito frio, Gary... — Dissera Chelsy, que se aconchegava entre as grossas cobertas do primo.

– Ahh não, Chelsy! — Retrucara Gary.

– Ahh sim! Deixa eu dormir aqui? — Perguntara o rapaz, que virara os olhos para si, mirando-o profundamente. Gary pode sentir seu coração disparar instantaneamente. Respirara fundo.

– Está bem... Mas se você me chutar de noite, eu juro que te faço voar pro Ártico!

– Ai ai! Tá bem! Eu não me mexo de noite, sabia?

– Não... Eu nunca dormi com você... — Dissera, desviando os olhos.

– Você é mais frio que a neve que tá caindo lá fora, Gary... Pelo amor de Deus! — Resmungara o rapaz, que virara as costas para o primo, em posição de "conchinha". O cheiro de shampoo exalara nas narinas de Gary. O cheiro dele era bom... Pensara. Até se lembrar que era ele quem escolhia o shampoo para os banheiros. Rira-se de si mesmo... Eu tenho mesmo muito bom gosto! Pensara.

– Do que está rindo? — Perguntara o rapaz.

– Nada não... — Respondera Gary, que dera as costas para o mais novo, virando para o outro lado. Chelsy não pensara duas vezes, colara-se no corpo do primo, beijando seu cangote.

– Pode parar com isso, Chelsy! — Resmungara, virando-se para olhá-lo. Chelsy segurara seu rosto, beijando seus lábios. Gary arregalara os olhos, tentara empurrar o rapaz, que resistira, sua língua pedindo passagem. Gary embora tentasse empurrá-lo, acabara por desistir, e quando dera por si, já havia cedido ao beijo, abrindo levemente a boca, deixando-a ser invadida avidamente. Seus lábios foram levemente mordiscados, o hálito com cheiro de menta, tornava o beijo mais agradável.

– C-Chel... — Balbuciara.

– Xiii... — Chelsy lhe dera pequenos selinhos nos lábios, ao notar os olhos azuis abrindo-se após o claro torpor de Gary, cuja respiração oscilava perigosamente. — Vai me mandar pro Ártico? — Brincara o rapaz.

– Talvez... — Chelsy rira. Afastara-se, encostando-se ao travesseiro. Gary virara-se, mirando-o.

– Você me disse certa vez, que tínhamos que nos amar do jeito que éramos... Se lembra?

– Sim.

– Você não parece seguir o que dizia... — Gary abaixara os olhos, mirando os lençóis. Chelsy repara em seus lábios vermelhos e levemente inchados. Será que o beijara forte demais? Perguntara-se.

– Eu... Sempre quis ser igual à minha mãe... Ela é sempre tão segura, orgulhosa de si mesma. Autossuficiente... Eu nunca me acostumei em ser diferente. Nas escolas em que estudei, não haviam muitas pessoas dispostas a serem meus amigos.. Sempre me achei, como você costuma dizer, um chato. Mas também, nunca consegui mudar. Cresci alimentando a ideia de ter que me aceitar como sou. Essa frase que minha mãe sempre me disse, e que sempre tentei seguir, mas...

– Mas...? — Gary levantara os olhos, fitando os dourados à frente.

– Acho que falhei.

– Eu acho que você não deveria tentar ser igual a sua mãe... Você é o Gary, não a tia Carmen. Ela teve uma vida diferente da sua, portanto pra ela ser como é hoje, passou por coisas diferentes de você. As dificuldades nos moldam, os obstáculos que ela enfrentou, a fizeram ser como é atualmente. Ela só tentou te ensinar o que aprendeu, não quer dizer que você tenha que ser exatamente como ela diz. O que você aprendeu com seus obstáculos, Gary? — Gary parecia atordoado, jamais pensaria, nem em seus sonhos, que escutaria palavras tão boas daquele “gato corvo” pervertido. Piscara algumas vezes, tentando discernir se aquilo que ouvira era realmente verdade.

– Ehh... Eu... Não sei. Acho que esse tempo inteiro usei uma máscara. — Ao dizer isso, a ficha caíra. Talvez, jamais se dera conta disso. — Droga Chelsy...!

– O que foi?

– Você!

– Eu?

– Sim! Você! Olha o que você está fazendo comigo!

– O que eu fiz? — Chelsy arregalara os olhos, não estava entendendo.

– Tudo que não devia ter feito... Eu... eu me sinto confuso. Você está me deixando confuso!

– Ahhh então.. Devo ser o primeiro a conseguir essa façanha, não é? — Um sorriso safado brotara dos lábios do menor, agora que o mesmo compreendia a situação.

– Não fique se achando, eu não sou assim!

– “Assim” como?

– Assim! Eu não falo dos meus sentimentos com qualquer um!

– Espera aí! “Qualquer um”? Eu sou um “qualquer” pra você? – Chelsy não gostara da frase que ouvira, estava sério.

– Você é um pivete que ainda não viveu nada! – Chelsy coçara a cabeça, sentando-se na cama. Gary ouviria umas boas verdades no que dependesse dele.

– Posso não ter vivido muito, mas vivi o suficiente pra saber mais da vida real, do que você! Que sempre viveu nesse mundinho seu! Você não é o único com problemas no mundo, Gary! Há pessoas que não tem a sua inteligência, ou a sorte de ter nascido em uma família que te acolhe e apoia! Que não é pobre e que não precisou de grandes sacrifícios pra te dar uma boa educação! – Chelsy tinha a respiração ofegante, mirava Gary com olhos ferinos.

– Está dizendo que estou me fazendo de vítima? – Gary adotara seu tom costumeiro, frio e indiferente.

– Estou! Pare de achar que você é melhor do que os outros! Pare de achar que nunca vai precisar de alguém na vida! Você não sabe como foi a minha vida, não sabe nada do que eu passei, no entanto eu não ostento essa cara azeda, e esse ar de superioridade!

– É claro que não, somos pessoas diferentes. E engana-se ao pensar que preciso de alguém na minha vida, porque eu não preciso...! – Chelsy torcera os lábios trincando os dentes.

– Você... – Gary mantinha-se da mesma forma, apoiando a cabeça no travesseiro, encarando o rapaz. Chelsy puxara as cobertas de cima dele, encavalando o corpo sobre o de Gary.

– Idiota o que você...! – Antes que pudesse dizer mais alguma coisa, sentira seus pulsos serem presos sobre o travesseiro.

– Você não precisa de ninguém, é? – Dissera Chelsy. Gary tentara se mover, mas sentira Chelsy o prender as pernas no colchão. – Você não vai conseguir sair, a menos que me chute e me mande pro Ártico! Eu aprendi cinco tipos de luta, só pra você saber. – Dissera, admirando as íris azuis com desejo. Porque gostava desse cara frio e insensível?

– Então você vai fazer uma viagem...

– Tente! – Não deixara Gary retrucar, selara sua boca com um beijo ávido e sensual, lambendo seus lábios, antes de penetrar a própria língua na boca quente de Gary. Mostraria a esse idiota que ele precisava de si, pensava. Sentira Gary amolecer os punhos, ele não lutava para sair. Chelsy sorrira por dentro. Soltara-lhe as pulsos, espalmando o abdômen firme do mais velho, até alcançar as laterais de sua perna. Então sentara-se sobre ele, mirando-o. – Você precisa de mim... Acabou de provar isso. – Gary o mirara, até começar a rir, então aos poucos sua risada se transformara em uma gargalhada.

– Está de brincadeira, não é? – Perguntara.

– Não, eu não estou. Eu sei que você sente falta de calor humano, sei também que ama minhas investidas...

– Isso não tem nada a ver, garoto...

– Eu não sou um garoto, sou muito mais velho mentalmente do que você... Até uma criança consegue ver isso.

– O que você quer de mim, Chelsy? – O rapaz não sabia bem o que responder.

– Eu...

– É...! O que quer de mim? Se critica tanto meu modo de ser, porque ainda perde seu tempo em me procurar? – Chelsy torcera os lábios.

– Porque eu te amo! É por isso... – O sorriso que ainda brincava no rosto de Gary, fora desaparecendo.

– Pare de dizer isso. – Dissera, desviando o olhar. Chelsy deitara parte do corpo sobre o primo, esticara as mãos, segurando seu rosto, virando-o levemente, para que o olhasse.

– Você parece não acreditar em mim. Acha que estou mentindo? – Gary virara os olhos na direção do mesmo.

– Acho. Você é jovem... Não sabe o que diz. Amar é algo muito forte. Algo que você, com sua idade não deve entender... – Dissera.

– Ahh! Mais uma vez, mostrando seu lado “superior”, senhor Frost?

– Não é isso!

– É sim! Você é mesmo muito ingênuo, Gary... Não me conhece mesmo... Nunca reparou em como eu olhava pra você? Nunca reparou que sempre gostei de ficar perto de ti? Não repara agora? Porque será que eu insisto? Porque será Gary, que ainda perco meu tempo? – Dissera, chegando mais perto de seu rosto. – É bom aproveitar enquanto eu ainda estou aqui... Eu posso não ficar aqui para sempre...

– Porque está dizendo isso? – Gary o mirara, erguendo uma sobrancelha. Chelsy rira.

– Eu não sei.. Eu posso morrer, ou posso... – Antes que terminasse de falar, Gary invertera as posições, prendendo o menor entre seu corpo e a cama. – Ai...

– Não fale besteiras! Seu corvo sem noção! – O beijara, apertando-o contra si, abraçando-o. – Você não vai a lugar nenhum... – Falara, entre os lábios fartos e sedutores de Chelsy, que o beijara na mesma intensidade. Embora o mais novo soubesse que nada sairia dali, não pode deixar de sentir uma forte pontada no baixo ventre, que o fez envergar-se sob o corpo maior. Procurou disfarçar porém, mas Gary notara. – Desculpe, eu... – Dissera, o rosto corado, após sentir a ereção do outro. Se afastara, indo para o outro lado da cama rapidamente. Chelsy achara graça.

– Tudo bem, isso é normal Gary... – Dissera, o sorriso brincalhão lhe enfeitando o rosto belo e tranquilo. — Como diz o ditado “Beijo é que nem ferro elétrico: liga em cima, esquenta em baixo!” – Gargalhara após notar a coloração vermelha, cada vez maior no rosto do primo.

– Besta... Você ainda está rindo de algo assim... – Falara sem jeito.

– Oras! Mas você queria o que? Isso é normal mesmo. Agora me diz... – Ele se aproximara, engatinhando na cama. – Diz que precisa de mim... Que ama minha companhia, meu cheiro, meus lábios... – Gary torcera os lábios, tinha mesmo que admitir isso?

– Eu... – Ele fitara o rapaz. – Não sei Chelsy... – O mais novo sorrira, a expressão terna lhe tomando a face.

– Eu sei que deve ser difícil pra você, admitir seus próprios sentimentos... Isso é normal nos virginianos, certo? – Dissera rindo, e acabara levando uma almofadada de leve. – Ei! – Ambos riram, e para Chelsy já era uma conquista ver o primo daquela forma. — Mas eu espero, viu? Espero até você perceber que me ama...

– Você é um convencido! – Falara, pousando a mão no topo da cabeça do menor.

– Eu sou mesmo... – Dissera, levantando-se.

– Aonde vai? – Perguntara Gary, que pensara que ele dormiria consigo aquela noite.

– Vou ao banheiro... Não preciso dizer o que vou fazer, não é? Acho que você já sabe... – Dissera, e Gary corara ainda mais quando se deu conta do que o mais novo se referia, ao notar o volume sob suas calças. – Volto logo... Não morra de saudades minhas, ok? – Chelsy disse, dando uma piscadela para ele, antes de se retirar, em direção ao quarto de hóspedes.

Notas finais
É claro que se não tiver perversão, não é o Chelsy... u_u Como diria minha amiga Princess of Roses "Chelsy sempre estraga tudo!" xD Esse capítulo saiu grande, né? xD Ah sim, qualquer erro de ortografia, me perdoem, por mais que eu revise, sempre passa algo.. x_x Well, espero que tenham curtido, e em breve mais um capítulo! Obrigada a todos que estão lendo e comentando! Isso significa muito pra mim! *o*