Notas iniciais
falo com voces lá em baixo

Acordei, já em casa, possessa de raiva e com uma vontade inacabada de voltar para Miami e acabar com aquele filho da mãe com um simples soco no rosto dele. Minha mãe ficou até sei lá que horas da noite conversando comigo- quer dizer- ela falava e eu concordava e dizia \'foi muito boa a viagem\' escondendo as lágrimas que queriam sair desesperadamente de meus olhos.

-Bom dia mãe- falei, ao vê-la na mesa do café da manhã.

-Bom dia minha princesa- minha mãe disse, enquanto passava a manteiga para meu pai.

Peguei uma maçã na mesa, e já ia subindo para o meu quarto para trocar de roupa. Alou, minha viagem de sonhos TERMINOU, estou na minha infeliz casa, indo pra minha infeliz escola, pensando naquele infeliz cafajeste, e com uma infeliz vontade de me matar. Exagero nenhum.

Penteei meu cabelo, e coloquei uma calça jeans e uma blusa da abercrombie azul. Amo meu colégio exatamente pelo fato que eu NÃO tenho que usar uniforme. Peguei minha mochila, e desci correndo, atrasada para variar a minha infeliz vida.

O colégio estava mutuado. Muito mutuado. Haviam milhões de paparazis, e eu- sem nem entender o que estava acontecendo – sai do carro.

TODOS os paparazis, exatamente TODOS, viraram as cameras para mim, e começaram a fazer uma série de perguntas. QUAL É O MOTIVO?!?! Arght, ele não merece ser lembrado.

-OLHA SÓ ISSO AMIGA! Todos estão a SUA procura!- Dani dizia enquanto se aproximava de mim, e quando viu que meu estado não estava nos melhores falou- Melhorou?

-Vamos dizer que estou indo.- falei, enquanto tentava passar despercebida pelas cameras.

Entramos no colégio, e fomos á caminho do locker.

-O que foi isso?!- Dani disse pra mim, sussurrando (como se fosse preciso...)

Peguei minha mochila, e tirei de dentro dela a revista, que eu havia comprado.

-Ele mentiu- falei, entre os dentes.

Dani me olhava chocada, e logo vi Luiza e Patrícia entrando no corredor. As duas usavam uma calça jeans, Patrícia usava uma blusa verde limão, e Luiza uma blusa laranja. Nem são bregas não.

-O que é isso meninas!- disse Patrícia, como se não fosse uma pergunta- Você tá famosa!

-Arght, que saco- falei.

Segurando uma lágrima de meus olhos, me virei pra Dani

-Vamos pra sala? Nossa aula começa em cinco minutos.

-Vamos nós.- ela falou, se despedindo da Lu e da Pat.

Entramos na sala de aula, e todos alunos viraram os olhares para mim.

Revirei os olhos, e me sentei na quarta cadeira, logo ao lado da Dani, que era minha dupla.

O professor quase não demorou para entrar, e logo, todos se sentaram e colocaram seu material na mesa.

-Bom dia turma.

-Bom dia.

-Passaram bem as férias?- ele tentou ser simpático, e a turma sonolênta concordou com a cabeça- Hoje vamos aprender sobre a revolução industrial- todos resmungaram baixo.- Mas antes, como estamos começando mais uma vez o simestre, vamos ter a troca de lugares.

Olhei pra Dani, e ela revirou os olhos.

-Eu vou colar os lugares aqui – ele disse apontando para a parede- e então vocês terão cinco minutos para se posicionarem

Todos concordaram, e em menos de cinco minutos eu estava ao lado de um desconheçido que pelo o que eu entendi se chamava Rodrigo.

Ele tinha cabelos jogados para o lado – que fez eu me lembrar de certa pessoa – olhos verdes, e cabelos castanhos. Era algo surreal. Só que aquele ser, ficava CALADO na maioria do tempo, e vamos dizer, era muito muito muito tímido.

A aula passou rápida, e logo estava em casa. Passei pela a cozinha, e peguei um pote de Nutella que eu havia comprado.

Entrei no computador, e lá estava ele. Novamente.

Eu sabia que seria difícil esquecê-lo, e sabia também que a distância trás saudades, mas nunca o esquecimento. E que eu tinha que lidar com isso, mesmo sendo a coisa mais impossível do mundo. Eu sabia que era apenas a realidade.

POV JUSTIN

-Bom dia JB- dizia Scott, enquanto levantava as cortinas do hotel.- Hora de acordar, você vai pegar um voo hoje, esquecido.

-Humpt.- resmungava enquanto revirava na cama.- Bom dia

Levantei da cama, e expulsei Scott do quarto. Logo que ele saiu, me enfiei dentro do primeiro casaco que eu vi, e da calça mais próxima. Me olhei no espelho, e vi o meu estado, fazendo eu lembrar tudo que havia acontecido.

FLASH BACK ON:

-Então, Justin Bieber, vamos responder a pergunta que todos queremos sabe a resposta.

-Vá em frente- disse.

-Como vai sua vida amorosa? Alguma namorada ou algo do tipo?

Pensei um pouco, limpei a garganta e falei.

-Sim, estou namorando.

FLASH BACK OFF

Por que eu fiz isso?!

Enquanto eu tentava achar alguma solução para esquecer Brenda, peguei meu violão e começei a tocar.

I just sit here, waiting for you to call
and then i wonder, if you\'re even calling at all

so many thoughts in my mind
wishing you could be here all the time

cause i\'m lost without you
and I can just doubt you
and there\'s something about you
I just can\'t live without you

Merd*. Essa música me lembra Brenda. Como fugir dela?!

Sai do quarto, e fui me encontrar com Scott, que estava junto ao Sean Kingston.

-Yey man- ele disse, enquanto fazíamos um toque.

-Sean- falava tentando manter uma expressão agradável no rosto.

-Como anda a vida? De leve na neve?

-Hm- fiz uma cara de pensativo- Não.

Sean me olhou, e eu dei ombros, como se tudo fosse normal. Mas eu sabia que não era. Primeiro pelo fato que

a) eu estava ao lado do cantor Sean Kingston- que havia se tornado um amigo- e que nãon estava e pÂnico

b)eu sou o cantor mais jovem conhecido pelo Youtube, o que me levou ao sucesso extremo e c)eu tinha todas as garotas do mundo atrás de mim, mas exatamente a que eu amava- sem exageros algum- não sentia o mesmo por mim.

Contei a história para Sean, e ele apenas concordava com a cabeça- o que me deixou totalmente estressado.

Quando eu percebi, eu tinha dormido no caminho do aeroporto. Milhões e milhões de meninas gritavam meu nome, e algumas seguravam cartazes imensos para mim. Acenei com a mão, e sorri com aquele sorriso de artista falso.

POV BRENDA

Estava na cozinha, preparando um miojo pelo fato que minha mãe não estava em casa, e se eu tentasse cozinhar alguma coisa mais complicada acho que eu botaria fogo na casa. O que não seria muito agrádavel.

Meu celular começou a tremer no meu bolso. Peguei e vi que havia uma mensagem não lida.

Preciso falar com você, beijos Chris

Estranhei pelo fato que o número do celular havia milhões de códigos internacionais, mas logo liguei.

-Oi Brendinha- ouvi a voz dele, mas antes que ele pudesse continuar exclamei:

-Liga de volta!

Rá, você acha MESMO que eu ia gastar MEUS preciosos créditos com aquele SER que estava no outro lado do mundo? Sonha.

-Oi...- falei- O que houve?

-Ahn... Por que você mandou eu te ligar de volta?

-Existe uma coisa chamada créditos, existe outra chamada classe média, e outra chamada classe alta. E existe uma grande diferença entre essas coisas.

-Hm... vou fingir que eu entendi.

-Arght... fala Chris.

-Cadê você? Sumiu de uma hora pra outra! Tentei falar com você no seu aniversário...

Senti meu estômago embrulhar.

-Brazil Chris! Na minha casa.

-Ah... — ele parou- Estou com saudades!

-Também Chris- falei sorrindo.

-Por que você foi embora sem se despedir?

-Vamos dizer que eu não estava nos meus melhores dias...

-Posso saber por que?

-Coisas.

-Então... eu sinto muito?

Ri, e concordei.

-E onde você passou seu aniversário?

-Bom, primeiro eu terminei com o meu namorado. Depois eu peguei o voo mais rápido e voltei pra casa.

-Namorado? Eu queria poder fazer uma festa pra você, mas eu não consegui falar com essa criatura brasileira.

Ri de leve e não respondi a primeira pergunta.

-Um minuto, Justin acabou de chegar.

-Hey, Chris.

Meu coração pulou ao ouvir aquela irritantemente suave voz. Eu conseguia imaginá-lo perfeitamente: com aqueles tênis imprestáveis, aquele cabelo irritantemente perfeito, aquele sorriso bobo (feito sua mão) , e aquele jeito desleixado e charmoso que fazia meu coração acelerar toda vez que eu ouvia/via aquela parte do paraíso.

-JB!

-Com quem você tá no telefone? Se for Scott diga pra ele que acabei de chegar no avião.

-Com Brenda;.

Pude imaginar mais uma vez a expressão de Justin, o que me fez ficar mais possessa de raiva. E por alguns segundos, pude agradeçer a Deus por estar na minha casa, longe daquele infeliz cafajeste.

-Eu vou desligar Chris...

-Deixa eu falar com ela!

-Até mais, depois a gente se fala...

-DEIXA EU FALAR COM ELA CHRIS!

-Beijos...

-BRENDA! POR FAVOR! ME OUVE!

Notas finais
bom gente, gostaram? odiaram?

saudades de vocês!hehe
comentem lindas(os)

beijãaaaaaooo

ps:a historia ta prometendo