Notas iniciais
falo com vcs lá em baixo!

- Brenda, por favor! Me ouve! – ouvia voz rouca e desesperada Dele ecoar no telefone.

Fiquei em silencio, sem coragem para dizer nada e muito menos para desligar o telefone, por algum motivo eu congelei ao ouvir a sua voz. Minha respiração acelerada deve te-lo alertado que eu estava ouvindo, tanto que ele falou.

— Brenda, por favor eu te imploro me perdoa! Eu não sei mais o que fazer! Eu preciso de você! Eu sei que você esta ouvindo, então por favor Brenda... volta para mim! Eu faço tudo! O que você quiser, mas me perdoa por favor! Eu posso te explicar, tudo! O que você quiser! Mas pro favor me perdoa, volta para mim! Me deixa te fazer sorrir, por favor Brenda, volta! Eu preciso de você, eu nãos ei mais como eu posso viver sem você! Brenda você é tudo para mim! Nada mais importa! Você, você é só, sempre foi você. Por favor Brenda, me deixa te mostrar isso! Eu não quero mais ninguem! É você que eu amo Brenda! Sempre foi você! Eu nãos ei mais como posso viver sem você! Me da outra chance, eu prometo que não vou te desapontar! Por favor... eu te amo. – aquelas palavras, todas aquelas palavras pareciam verdadeiras, pareciam realmente verdadeiras. MA seu não queria me machucar de novo.

Acho que foi por isso, ou por simplesmente medo que eu fiz a coisa que poderia destruir tudo...

-Tarde de mais Justin. – avisei desligando o celular sem pensar em mais nada. Com raiva, joguei o aparelho longe e sufoquei um grito que queria sair. As lagrimas caíram insistentemente pelo meu rosto e eu tive noção naquele momento que eu amava incondicionalmente aquele cafajeste imprestável.

Respirei fundo, e me levantei pegando mais uma vez o BlackBerry que eu havia acabado de jogar no chão. Entrei no BBM.

LUIZALOVESYOU: oie amiga

BRENDALIMA95: oi... tudo bom?

LUIZALOVESYOU: aham! Falei com o xico hoje! E vc?

BRENDALIMA95: mais triste impossível :(

LUIZALOVESYOU: atende o telefone, beijos

BRENDALIMA95: ok.

Corri para alcançar o telefone.

-Alô?

-Oi linda- ela falou- O que houve? É sobre ele de novo?

-Sempre é.

Contei a história toda para ela,e pude imaginar seu estado que não merece ser recordado.

-Aquele filho-da-m...- UAU- Quem ele acha que é? Desgraçado! Esqueçe ele! Ele não merece NENHUMA lágrima sua!

Dei um sorriso, mas deixei uma lágrima escapar.

-EU JÁ SEI! Nós vamos sair hoje!

-Acho que eu não estou nos meus melhores dias... Além do mais depois de amanhã tem escola.

-Ou seja, hoje é SABÁDO! Você vai passar sábado á noite em CASA?! — ela parou – Te pego ás 20:00!

Luiza, impedindo que eu a interferisse e furar com ela, desligou o telefone.

O meu miojo já estava frio quando eu voltei, mas a fome que me possuia acabou com ele em menos de cinco minutos. Comi, e voltei para meu quarto á caminho do meu ármario.

Coloquei uma música no meu Ipod, e fui escolher a roupa.

(Música: http://www.youtube.com/watch?v=mdB3Oyd5HtU )

Peguei minha calça skinny, uma blusa que era azul marinho, e havia escrito \'PS: I LOVE YOU\' em vermelho. Coloquei meu AllStar vermelho e passei uma maquiagem levíssima na minha pele pálida. Desci as escadas da minha casa, e deixei um bilhete para minha mãe dizendo que voltava no máximo ás 1:00.

-Você acha MESMO que você vai para a boate mais conhecida do Rio de Janeiro assim?!?!

Olhei para a minha roupa e concordei com a cabeça. Rezava em minha mente para ela mudar de ideia e irmos em um lugar menos movimentado e desconhecido.

-Argth pra onde você quer ir?!- ela leu meus pensamentos!

-Hm... Boliche?

-Ah...- Luiza saiu do táxi – Vamos, me empresta logo uma roupa.

Eu e Luiza fomos á pé, pelo fato que o boliche era bem próximo. Agradecia interrompidamente por ir nesse boliche – que nunca estava cheio – até que chegamos.

-Eu preferia ir pra biblioteca do que isso!

Olhei em volta, e não vi nenhyum conhecido. Fomos para a pista, e começamos o jogo.

Vamos dizer que em cinco partidas, Luiza jogou duas. Nesses casos ODEIO o Francisco por ligar pra ela e ela falar “Não que isso, pode falar lindinho” ou “Não tô ocupada não!”

Me cansei de jogar técnicamente SOZINHA, e fui para o bar. Começei a ouvir uma mpusica extremamente conhecida, uma voz extremamente conhecida, e percebi que tocava na radio Baby. Pedi alguma bebiba qualquer (carteira falsa serve pra isso) e sentei em uma das mesas.

Senti alguma mão em minhas costas, e me virei.

-Isso vai ajudar em alguma coisa?

Era Rodrigo.

-O que você faz aqui?

-Trabalho aqui.- ele me olhou novamente- Você não me respondeu.

-Acho que isso não é da sua conta.

-Mas tem certeza que se afogar na bebida vai te ajudar em alguma coisa?

-Temporariamente...

-É. Mais quando você voltar ao normal tudo vai estar ainda pior do que agora.

-Tem alguma ideia melhor?- Falei fazendo menção de levar o copo aos meus lábios, porém a Rodrigo segurou meus pulsos e retirou de minhas mãos o copo, tirando-o de meu alcance.

-Deixa eu te ajudar.

Revirei os olhos, e ele se sentou em uma das cadeiras próximas á mim.

Olhei meio desconfiada para Rodrigo, e ele fez um sinal para que eu falasse o que havia acontecido. Com algumas mudanças na história drasticas ou não, contei á ele o que eu havia passado nos últimos meses. Eu realmente precisava desabafar com alguém.

Rodrigo me ouvia atentamente, e mantia seus olhos focados nos meus. Em alguns momentos ele fazia alguns comentários que me deixaram tímida, e outros que me fizeram rir. O que foi realmente bom.

Percebi que meu celular estava tremendo. Uma mensagem nova no BBM.

LUIZALOVESYOU: linda eu tenho que ir, cadê você?

BRENDALIMA95: encontrei um amigo... eu acho que não vou embora tão cedo...

LUIZALOVESYOU: então nos falamos depois?

BRENDALIMA95: ok! Beijos

***

Quando eu olhei o relógio percebi que já eram uma e meia da manhã. DROGA.

-Minha mãe vai me matar.

-Por que?

-Passei do horário... eu tenho que ir!

-Ah... você acha que você vai andar sozinha? Na rua? Hoje? Uma e meia da manhã no Domingo?

-Vou ué. Moro aqui no lado.

-Eu te acompanho, meu trabalho já acabou.

-Não precisa...

Isso já estava ficando estranho. O que ele queria?! Eu em...

-Eu faço questão- ele disse abrindo um sorriso no lado da boca.

Mordi os lábios e concordei.

Peguei minha bolsa e fui com Rodrigo ao meu lado ate a saída do Boliche, fomos em silencio pela rua pouco iluminada.

— Então... – ele começou. – onde você mora?

— Logo ali. É realmente muito perto. – disse dando ombros.

Ele nada disse e ficamos em silencio novamente. Um vento gelado e pouco habitual para o comum calor do Rio passou por mim, me fazendo arrepiar e esfregar as mãos nos braços em uma inútil tentativa de me esquentar. Percebendo isso Rodrigo disse:

— Você está com frio... Tome. – ele disse tirando a jaqueta e me passando.

— Não precisava, mas obrigada. – disse sem evitar de notar os músculos bem definidos do braço e o tanquinho que era levemente marcados pela blusa branca que ele usava. Pus a jaqueta e logo minhas mãos desapareceram sob as grandes mangas da jaqueta de couro preto e o cheiro do perfume masculino (e totalmente embriagante, diga-se de passagem) tomou meus sentidos... Oh God, o que eu estou falando?!

— Bem... Agora esta devidamente entregue. – ele disse quando chegou à portaria do meu prédio.

— Não precisava ter vindo até aqui comigo... Eu sei me defender muito bem, obrigado. – sorri e ri de leve.

— Bem... Sei. Vou fingir que acredito. – ele riu.

— E bom acreditar mesmo... – eu sorri verdadeiramente.

— Então... Nós vemos amanhã? – ele disse mudando de assunto, eu que já entrava no prédio parei e me virei dizendo.

— Claro, eu também tenho que entregar o trabalho sobre industrialização. – eu dei ombros e entrei na portaria do prédio rindo sozinha comigo mesma, como a tempos não fazia.

***

Acordei com uma infeliz musica canta pelo mais infeliz cantor do mundo berrando no meu ouvido. Baby era anunciada pela radio Mix, que neste momento passou de Nº 1 na minha lista de radio favorita para nº 11 entre as 10 colocadas. As 6h25min da manhã de segunda e eu já acordo comele na minha vida...! Belo jeito de acordar.

Me vesti no piloto automático, motivo pelo qual quando entrei na cozinha minha mãe deu um berro agudo quando me viu. Sorriu gentilmente e disse.

- Querida... Conselho de mãe para filha: Se olhe no espelho antes de ir para a escola. – ótimo, ate minha mãe me critica. Realmente ótimo.

Revirei os olhos e voltei para o quarto, troquei de roupa pondo uma calça jeans preta skinny e uma sapatilha preta e uma blusa branca com o símbolo da Rolling Stones. Ainda tinha tempo, fiz uma maquiagem rápida e soltei meus cabelos e penteei-os rapidamente, deixando-os presos em uma trança embutida. Quando ia para a cozinha vi a jaqueta de couro do Rodrigo, que havia esquecido comigo, logo a peguei com intenção de devolve-la hoje, mas não resisti ao impulso de cheirá-la e sentir o delicioso perfume masculino que ainda estava ali. Por um momento pensei se ele me acharia uma psicopata se lhe perguntasse qual era o seu perfume... Descedi ficar quieta, melhor não abusar da sorte. Peguei minha bolsa giga, onde tinha tudo e muito mais e fui ate a cozinha.

- Aprovada agora? – perguntei sarcástica dando uma voltinha para minha mãe ver.

- Muito melhor, meu bem! Por um momento achei que você tinha adquirido o estilo: gótica ou dark quando apareceu aqui antes... – ela tremeu rindo. Eu ri de leve e peguei uma maça e avisei saindo de casa.

- To indo logo mãe, vou passar na casa da Gabi. Beijos! – disse da porta.

Chamei um taxi e dei o endereço da casa da Gabi que já em esperava na portaria, em seguida fomos para a casa da Dani onde pegamos ela e Luisa que havia dormido lá, fomos ate a casa de Patrícia no caminho e fomos juntas para a escola...

Chegamos em cima da hora, corremos para os Locker’s e cada uma foi para sua respectiva aula... No meu caso, Química.

Horas mais tarde eu e as meninas conversávamos entre os intervalos de aulas. Ainda não tinha visto Rodrigo e precisava falar com ele, mais especificamente ente, precisava devolver sua jaqueta. Enquanto ouvia Gabi dizer como necessitava de um namorado vi Rodrigo vindo em direção a sala de Geografia, a sala na qual eu estava na porta. Tirei a sua jaqueta da minah bolsa/saco/mala e logo vi um olhar questionador das meninas.

- O que é isso?! – Dani perguntou.

- Nada, é do... – Rodrigo passou na minha frente então em interrompi e segurei seu braço.

- Oi Brenda. E ai? – ele disse sorrindo quando me viu.

- Tudo ótimo... Você esqueceu sua jaqueta comigo quando... estávamos envolvidos na conversa de sábado. – sorri de forma cúmplice e ele riu e pegou a jaqueta.

- E... Só lembrei-me dela mais tarde... De qualquer forma... Brigado. – ele sorriu e entrou na sala, indo ate o seu lugar ao lado do meu.

-OMG! – as meninas gritaram em uníssono e eu ri.

- Não é nada do que vocês pensam suas pervertidas! – eu ri.

- Como assim “envolvidos na conversa”? – Luiza praticamente gritou.

- Envolvidos? Tipo... Realmente envolvidos?! – Patrícia exclamou.

O sinal de aviso as aulas tocou e eu simplesmente dei ombros e me virei para ir para a sala, mas não antes de olhar para elas e sorrir dizendo...

- Quem sabe, quem sabe... – sorri e pisquei um olhos, como dizem: Está na chuva para se molhar.

Por que no final de tudo, não custa tentar.

Notas finais
bommm gostaram?odiaram?
aiiinnn eu amei esse capítulo hehe to apaixonada pelo futuro rodrigo

esperem pra ver lindas

beijossssss