O quanto eu te amo?
2 Encurralada na loja de tintas.
Notas iniciais
Entrei em meu apartamento, deixei as malas no canto e fui direto procurar um banheiro para fazer minhas higienes e finalmente dormir.
É exatamente 8:56 quando acordei na manha seguinte,olhei ao meu redor e vi o quanto de afazeres eu tinha, o apartamento esta limpo mais eu tinha que colocar meu toque final, como estudante de arquitetura não podia conviver com tanta desorientação de cores, objetos ou ate mesmo móveis, podem me chamar de chata de metida mais com certeza não conseguiria conviver com aquele ambiente, dei um pulo da cama já disposta pelo longo dia a minha frente.
[...]
Armei o cabelo em um coque alto coloquei um vestido leve florido, comecei a planejar o que faria no primeiro momento sem as coisas ainda compradas. Olhei cuidadosamente cada cômodo do apartamento vi que podia aumentar o meu espaço,trocando os moveis.
~Bem é agora, você pode melhorar. (disse a mim mesma, mesmo sendo estudante ainda não sou formada, vim aqui pra isso, um melhor ensino, uma faculdade melhor do que a que eu estava, melhorar o "dom" que Deus me deu) Comecei a fazer as coisas, melhorando um canto e outro e fazendo uma lista com coisas que eu poderia comprar ou trocar para melhorar o ambiente. Apos 3 longas horas olhei ao meu redor e vi que melhorei bastante a sala e meu quarto. Parada ali vendo os detalhes que faltavam na cozinha ouvi a campainha tocar, fui correndo ver qual vizinho tinha vindo me visitar,abri a porta e vi um buque de rosas. Me esquivei pro lado tentando ver quem era, e vi 'ele' com um enorme sorriso.
~Oi, com foi dormi ai sozinha? (Respirei fundo, e tentei sorrir ironicamente)
~Melhor do que dormido com pessoas desconhecidas, obrigada(Ele deu um pequeno sorriso e revirou os olhos)
~hum..é, trouxe para você(ele disse me fitando) queria saber se estava precisando de algo.
~Na verd...deixa, não, não estou precisando de nada, e obrigada novamente...as flores são lindas(Tentei fechara porta mas ele colocou a mão impedindo de fechar, o olhei)
~E o que você esta fazendo?Talvez se você não tiver nada para hoje... ~Estou tentando melhor esse lugar..as cores e móveis não combinavam.(Falei interrompendo ele)
~Posso ajudar.
~Não quero te atrapalhar ou coisa do tipo.
~Deixe de ser tão reservada... (o interrompi novamente)
~Como?(Indaguei)
~É deixe pra lá, não tenho nada para fazer e seria uma honra em lhe ajudar na decoração de seu apartamento, sou bom nisso.
Dei-lhe espaço para entrar
~Você fez um ótimo trabalho aqui(Ele andava pelo meu apartamento)você tem taleto deveria fazer careira em decoração.
~Não, sou estudante de arquitetura e urbanismo, é meio que preciso saber decorar e aproveitar um espaço(felei olhando uma parede minha, não tendo coragem de enfrenta-lo)
~Eu entendo...faço arquitetura também.
Olhei para ele, ele também olhava a parede que eu admirava segundos atras. Ele começou a me fitar e eu, teimosa, sustentei o olhar.
~Sim, temos mais coisas em comum do que você pensava.
~Você não presta....(sorri)
Ele sorriu de volta e colocando a mão em minha cintura olhamos para a parede em nossa frente já imaginando algo que poderíamos juntos fazer por aquele local.
~Me mostre o resto da sua casa(ele pediu, e por um minuto tive a leve sensação de profissionalismo em sua voz, mas fui enganada, pois logo em seguida ele me apertou para junto ao seu corpo, me afastei cruzando os braços)
[...]
Ficamos revendo a planilha que fizemos, a planta do apartamento, cores na internet, móveis que pudessem ser reutilizados com uma boa reforma e com o tempo vi que 'ele' era muito mais que um cara bom de papo, ele é inteligente,gentil, e quando esta trabalhando não liga em outra coisa a não ser fazer o seu projeto no mais curto de tempo possível, ele é um profissional. Conversamos bastante, dei muita risada, e com o tempo resolvemos ir comprar tintas novas, como eu havia dito, ele estava muito empolgado. Pegamos um táxi e fomos ver algumas lojas de tinta.
~É na sua sala pensei na cor laranja, é uma cor viva,alegre, clara, combina com você(ele disse balançando descuidadosamente meu cabelo)
~De fato é uma cor bem chamativa...gostei, já na cozinha eu preferia branco, cozinha é um local de lazer e particularmente eu amo cozinhar, é algo pessoal chega a ser íntimo, e para isso seria bom uma cor bastante clara mais que ao mesmo tempo combinasse com as cores da comida.
~Não sabia que você cozinhava(ele ressaltou)
~Tem muitas coisas que você não sabe de mim.
~E eu adoraria conhecer todas elas.(Nos olhamos e ele sorriu, sorri logo em seguida com certeza já coroada)
Andamos um tempo procurando cores em tons perfeitos para cada cômodo, de primeira pode parecer um programa chato mais estar com ele fazendo piadas de tudo, é meio que impossível! Ele realmente valia a pena conhecer.
Ficamos em silencio por um tempo, e eu, como sempre, curiosa me dei a permissão de olha-lo enquanto escolhia as coisas para mim, percebe que ele me fitava de vez em quando em ponta de olho(como dizem) fiquei com vergonha e me virei imediatamente para uma outra pratilheira.
~O que foi?(ouço a sua voz atrás de mim)
~Nada, por quê?
~Você...
~Eeuuu...?
~É que é difícil saber o que você esta pensando.
~Em relação a que exatamente/( esse meu jogo entre os homens sempre me divertiu muito)
~A mim..a você.. a nós(admito que não pensei que ele falaria logo a palavra"nós", sim estava rolando algo, eu acho, entre nós, mas nunca pensei que ele se atreveria de falar, não antes de mim chamar para jantar, ou ir pro cinema)
~Nós? (indaguei já trêmula)
~Sim, não me diga que não esta interessada em mim, tanto quanto estou em você!
(Não acredito que ele estava mesmo falando sobre ''nós'' em uma loja de tintas..isso não é nada romântico. Não ainda, minha mãe sempre me dizia que o homem romântico não é aquele que te dá flores, bombons ou um jantar de gala que ele proporcionará e sim aquele que aproveita o momento, o clima que o casal estava, e eu como uma fã de carteirinha de minha mãe, sempre lhe admirava quando ela falava sobre amor, com uma ternura na voz como se estivesse falando mais para si do que para mim)
Atordoada com a situação, ainda de costas tentei lembrar seu nome e de repente percebe que ele ainda não me dissera o seu nome.
~Com tudo isso..como posso te chamar? Você ainda não me disse o seu nome.
Ele bufou atrás de mim, como de ira, esperei ele responder
~Hum...meu nome, é Taylor Williams, e...me desculpa pela falta de educação.
~Que nada. ( e por um momento pensei que a' conversa' sobre nos tinha se encerrado)
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