O príncipe e a feiticeira

1 Capítulo 1 - Fogo e gelo não se misturam?


Notas iniciais
Está aventura estava em minha mente ha muito tempo mas somente agora resolvi postar. Nao sei se é do agrado de todos, mas, como ja disse diversas vezes, sou uma contadora de histórias e está é de um mundo que que particularmente amo. Feiticeiras, magos, elfos, príncipes, princesas, reis e rainhas irão desfilar por aqui no que, provavelmente, será uma short fic (ainda nao decidi). O fato que resolvi me aventura nesta área. Espero que gostem. Alguns personagens irão aparcer apenas no início da trama. Outros poderão seguir durante toda histporia. Alguns ainda podem fazer pequenas aparições. Nao encontrei na lista oferecida pelo site,mas irei homenagear sir. J.R.R Tolkien aqui com diversos de seus maravilhosos personagens da trilogia do anel, que serão coadjuvantes dos principais. Fantasia está sempre em alta e serve para relaxar e nos divertir. Esta será a principal função desta fic: divertir e nos fazer viajar nas asas da imaginação! Bjinhos flores!!

“The world can be a nasty place;

You know, I konw it, yeah;

We don’t have to fall from grace;

Put down the weapons you fight with;

And kill ‘em with kindness;

Kill ‘em with kindness;

Kill ‘em, kill ‘em, kill ‘em, kill ‘em with kindness;

Kill ‘em with kindness;

Kill ‘em with kindness;

Go ahead, go ahead go ahead now...”

Kill ‘Em With Kindness

Selena Gomez

Arredores do reino Unido (sábado, 4:55 a.m)

Narrador

—Minerva, apareça!! – o jovem príncipe chama, erguendo-se em seu cavalo, olhando a volta – Minnie, por favor! – implora, estreitando os olhos ao detectar movimento num arbusto alguns metros a sua frente – Felicity, Thea e lady Reese estão preocupadas – diz, rindo com o canto da boca — Até mesmo Tommy e Sara estão e sabe como eles são: nada os tira do sério! – brinca o loiro, o som baixo do riso infantil dando-lhe a certeza de haver atingido seu objetivo.

—Apenas por estar realmente preocupado e ser uma boa causa, irei desconsiderar sua observação desrespeitosa acerca de minha pessoa, meu caro Ollie! – o moreno afirma, parando ao lado deste, apoiando ambos os braços sobre a sela, olhando-o torto.

—Oh, perdoe-me alteza, não pretendia lhe ferir os sentimentos! – prossegue Oliver, o moreno a seu lado enrugando o nariz numa careta de desagrado.

—Agora sim feriu-me de fato!!– exagera Thomas, levando as duas mãos ao peito, sobre o coração, fingindo que cairia do cavalo.

—Não sei por que se nada disse além da verdade!! – a voz infantil exclama, fazendo ambos rirem satisfeitos, desapeando e caminhando até o arbusto diante deles, cruzando os braços em paciente espera.

—Não iremos embora sem você Minnie – Oliver avisa após algum tempo sem que a menina deixasse seu esconderijo.

—Temos o dia inteiro pela frente – Thomas completa, rolando os olhos ao escutar o bufar impaciente a suas costas.

—Não temos não, como bem sabem, vossa Alteza – o chefe da guarda real, John Diggle resmunga – É aniversário da rainha e o palácio está uma correria louca. Decerto o rei não ficara nada satisfeito em saber que nos ausentamos, por mais justo que tenha sido o motivo – discursa, uma lufada de vento mais forte seguida de um ruído baixo e agudo o pondo em alerta – Além do que, estamos muito distantes das muralhas do palácio. Não é seguro aqui – alerta, sinalizando a um dos guardas avançar alguns metros.

—E somente agora que percebeu isto!! – Barry Allen, filho de um dos alquimistas do reino reclama, olhando a volta, tenso – Não estou gostando nadinha deste lugar. Podemos ir embora? – interroga, a sensação de aflição o tomando de súbito.

—Não sem nossa pequena bruxinha!! – Tommy brinca, agachando-se – Minnie, saia por favor. Aquelas pessoas são idiotas. Sabe que a amamos do jeitinho que é não sabe? – inquire, a garotinha esticando o pescoço por entre uma fresta entre o emaranhado de folhas e galhos, olhando-os em dúvida.

—Mesmo? – devolve, mordendo o dedinho, os olhos brilhantes da cor de magenta destacando-se na pele alva.

—Mesmo – Oliver garante, sorridente, apoiando a mão no cabo de sua espada.

—Mesmo que eu tenha destruído seus escudos prediletos e entortado suas espadas? – questiona a menina, aparecendo um pouco mais – Ainda que tenha quebrado o anel de noivado que deu a Felicity sem querer ou amassado as tiaras das gêmeas ou ainda posto a perder uma fórmula ou duas de sir Allen? – acresce, Barry sobressaltando-se.

—Foi você que estourou o artefato de meu pai provocando o pequeno incêndio no laboratório? – inquire Barry, boquiaberto.

—Fez tudo isto em uma única tarde? – Sir Thawne pergunta, arqueando a sobrancelha ao vê-la confirma com um aceno, baixando o olhar, temerosa – Uau!! – limita-se dizer o loiro, coçando o pescoço.

—Ainda que tivesse posto fogo em algum cômodo do palácio a amaríamos pequena! – Tommy assegura, sorrindo-lhe.

—Não seria a gêmea número dois a ter atração por fogo? – Sir West indaga em tom divertido.

—Agatha não. É Scarlett – Minerva o corrige, aparecendo finalmente, olhando-os ainda temerosa – E quanto aos outros, não me odeiam? Ouvi chamarem-me de monstro por ...

—Quem disse isto? Diga-nos e será castigado – Oliver esbraveja, sério.

—Ollie, estamos querendo que volte conosco, não a assustar mais – Tommy admoesta-o, indicando a expressão de pavor no rosto da menina ao mesmo tempo em que sente o colete de ferro oprimindo seu peito, os demais demonstrando o mesmo incomodo.

—Desculpe-me anjo, não quis dizer isto – apressa-se em dizer o loiro, agachando-se também – Apenas zanguei-me em saber que alguém a destratou de tal maneira – afirma, esticando o braço em direção a ela – Venha aqui pequena – convida, a menina hesitando antes de o atender, segurando a mão que lhe era oferecida – Ter poderes não é uma maldição e sim uma dádiva. Não deve temê-los e sim aprender usá-los a fim de evitar acidentes – diz, carinhoso, arrumando uma mecha ruiva para trás da orelha dela.

—Mas não quero ter poderes!! As pessoas olham-me estranho, têm medo de mim – confidencia, chorosa.

—Porque não a conhecem direito – Tommy diz, afagando-lhe o rostinho ainda úmido pelas lágrimas derramadas – Temos, todos nós, tendência a temer o que desconhecemos. Veja sir Allen, o pai não nosso amigo aqui – indica Barry com um gesto de cabeça – E sir Goodwin. Várias pessoas os temem por mexerem com fórmulas e porções entre outras coisas – lembra – E quanto a, perdoem-me todas as damas, falecidas ou não, por usar este termo ao me referir a loira em questão... – pede antecipadamente, deixando Oliver e Minerva confusos – Lady Sara Lance – cita, fazendo ambos e o demais rirem ao entenderem a referência – Quantos a temem mesmo sendo ela uma...dama!?! – brinca, a gargalhada da menina trazendo alívio aos presentes. De diversas formas – O que estou a dizer meu bem, é que todos somos temidos de alguma forma e por vezes vistos como monstros, tendo poderes especiais, como os seus, ou não, no entanto não o somos – frisa, ganhando um largo sorriso.

—Alguns o são sim – sir Thawne comenta baixinho junto a sir Diggle, que anui, atento a tudo a volta deles, uma sensação ruim o tomando – Está sentindo, não é? Essa sensação de estar sendo observado – sir Thawne indaga, voltando-se para Barry e outro guarda, que olhavam em volta, desconfiados – E não somos os únicos.

—Notei – sir John diz, fazendo seu cavalo adiantar duas passadas, estreitando os olhos.

—Mas serei castigada, não serei? – pergunta a garotinha, fazendo bico.

—Apenas sobre nossos cadáveres!! – dizem os príncipes ao mesmo tempo, a menina abrindo novo e largo sorriso.

—Então eu vou! – decide-se ela, atirando-se ao pescoço do loiro, que se acalma.

—Altezas, se já resolveram tudo, devemos ir. O dia não tarda raiar e seria aconselhável estarmos de volta ao palácio e a segurança dos muros o mais rapidamente que nos for possível– Joe West sugere, sinalizando ao guarda ir em auxílio aos príncipes, este desapeando e obedecendo, postando-se a direita de Oliver.

—E também evitar aos regentes e reis saberem desta nossa pequena...aventura – Diggle lembra, piscando para a menina, que abaixa a vista, encabulada.

—Desculpa ter causado problema – pede a garotinha.

—Você não causou nada fadinha – Oliver afirma, levantando-se, Tommy fazendo o mesmo – Aqueles que a destrataram que foram responsáveis por...

—FLECHAS!! – o grito de alerta corta-o, o guarda pondo-se a frente de seus soberanos com o escudo erguido, evitando a maioria das flechas negras que caem como chuva sobre o grupo.

—Todos bem? – John quer saber tão logo o ataque inesperado cessa, olhando em volta, direcionando sua atenção aos príncipes – Altezas??? – inquire ao mesmo tempo em que desapeia, indo até eles, o alerta de Barry vindo antes de os alcançar.

—TOMMY!! – grita o jovem, saltando ao chão – Tommy foi atingido!! – indica o ombro do príncipe fazendo Oliver voltar-se para o amigo a seu lado, retendo o ar ao ver a flecha negra caprichosamente cravada no ínfimo espaço entre o ombro e a armadura do moreno, que se ajoelha lentamente com expressão de dor.

Antes que qualquer um pudesse fazer ou dizer algo, novo alerta é dado.

—FLECHAS!! – grita o mesmo guarda, desta feita todos unindo-se em formação, erguendo escudos de maneira a formarem uma proteção, evitando mais alguém ser atingido.

—De onde estão vindo? – Thawne questiona, cerrando os punhos ao ver os corpos de dois guardas atingidos no primeiro ataque – Malditos!! – esbraveja, erguendo-se juntamente com Oliver, que pusera a pequena Minerva no chão imediatamente a suas costas, protegendo-a com seu corpo, Barry e outro guarda tão logo as flechas param de cair, tomando seus arcos em mãos e disparando diversas vezes em direções diferentes, um grito sendo ouvido não muito distante de onde encontravam-se.

—Estamos vulneráveis. Precisamos buscar abrigo – Diggle racionaliza, protegendo Tommy enquanto olha a volta a procura de um lugar para se protegerem, seu sangue gelando ao ver a figura fantasmagórica aparecer próxima ao guarda morto – Savage! – rosna o chefe da guarda real, chamando atenção de ambos príncipes.

—Savage? Então as lendas são verdadeiras? – inquire Tommy, sustentando o braço que começava ficar dormente, uma careta de dor sendo perceptível em seu rosto.

—Pensei que fora exilado – Oliver expressa, pondo seu arco em mãos, retirando nova flecha da aljava, a postos para disparar a qualquer momento.

—Essas vozes!?! Não pode ser!! – Savage vocifera, voltando atenção a eles, o cenho enrugado – Deveriam estar velhos a esta altura. Acaso os malditos elfos os beneficiaram com alguma dádiva? Ou seus alquimistas descobriram algum elixir de longevidade? – interroga mais para si mesmo, abrindo bem os olhos ao fitar o loiro e o moreno alguns metros a sua frente – Vocês não são eles.... Não ... Não são – diz, farejando o ar – Mas têm o sangue deles!! – exclama, um brilho maléfico no olhar – Filhos. Herdeiros – desvenda, rindo acintosamente – Ora vejam só! Os deuses finalmente me favoreceram pondo em minhas mãos a chance de vingança contra dois de meus algozes! – declara, satisfeito.

—Temos de proteger os príncipes – sir Thawne diz em tom baixo, os olhos sagazes buscando por rotas de fuga, o mago rindo alto uma vez mais.

—Não há para onde fugir. Estão em campo aberto meu caro! – anuncia, abrindo os braços – A caverna mais perto encontra-se cerca de quatrocentos metros naquela direção – indica um ponto distante a sua esquerda – Se acha que consegue ser mais rápido que flechas, carregando seus mortos e um ferido, vá em frente. Divirta-me!! – desdenha, exibindo todos os dentes em desafio, Thawne tencionando atacá-lo.

—É isto que ele quer. Separar-nos – West adverte, retendo-o – Teremos mais chance se ficarmos juntos – afirma.

—Não têm chance alguma meu caro! Estão cercados, caso não tenha notado ainda, e seu precioso príncipe foi atingido por uma de minhas flechas envenenadas. Muito em breve definhara lenta e dolorosamente, até morrer – anuncia, esfregando as mãos – Mas não fiquem tristes. Pegaram-me num dia generoso. Irie abreviar o sofrimento dele.... e o vosso!! – afirma, erguendo a mão e ao fazê-lo seus arqueiros disparam sem aviso prévio, mago abrindo a boca, estupefato, quando a chuva de flehas é retida em pleno ar – Mas o quê.... – inclina-se de um lado para o outro até visualizar a garotinha ruiva de mãos erguidas e expressão assustada – Ora... ora...ora... o que temos aqui!! – abaixa-se até ficar da altura da menina, rindo com o canto da boca – Então agora os monarcas fazem uso de magos e feiticeiras? – questiona, olhando-a atentamente – Não é muito jovem para tal?? – inquere, massageando o queixo por cima da barba.

—Não fazemos uso de pessoas, tenham elas poderes ou não. Não somos como você! – Tommy declara, revoltado, inclinando o corpo quando a dor o acomete acabando por cair de joelhos sendo prontamente amparado por Oliver, este largando seu arco.

—Tommy! – exclama, o temor estampado em sua face ao amparar o amigo – Aguente firme – pede, dirigindo um olhar tenso a Diggle e outro preocupado a Minerva, que esforçava-se em impedir os artefatos caírem sobre eles – Precisamos protegê-los. Aos dois – determina, John anuindo com um gesto, pondo-se em posição de defesa a menina enquanto West e Thawne reagrupam os guardas em volta de Tommy e Oliver, que tenta erguer-se.

—Não, meu príncipe. Permaneça aonde está. Poderemos proteger a todos um pouco melhor se ficarmos nestas posições – pede o guarda que alertara do ataque.

—Proteger? Acha mesmo que pode proteger seus soberanos com estes ridículos escudos? Ou estará pondo sua fé nesta garotinha medrosa que mal consegue manter-se de pé!! – ironiza, passando a falar com a mesma de maneira sedutora – Escute minha pequena preciosidade, que acha de deixar estes seres desagradáveis que desejam apenas usufruir de seus poderes e...

—Sir Dig, que é usufruir?? – a menina pergunta, franzindo o cenho, encarando o chefe da guarda sem descuidar das flechas.

—Quer dizer usar algo ou alguém em proveito próprio – explica o homem, rindo minimamente ao notar a confusão no rostinho vermelho pelo esforço – Significa fazer você trabalhar para nós sem nada lhe dar em troca ou como se isto lhe fosse uma obrigação apenas por sermos seus superiores, entende? – indaga.

—Sim – responde a menina, dando atenção ao mago novamente – Não sou obrigada trabalhar pra ninguém!! Sou irmã deles!! – declara a garotinha, emocionando os príncipes.

—Mesmo? Foi isto que disseram? Então mora num palácio como uma princesa de ...

—Moro sim!! – afirma a menina, sorridente, desbancando o mago..., mas irritando-o também.

—Neste caso, ficará feliz em morrer com seus.... irmãos – ameaça, sinalizando seus arqueiros prepararem-se para nova saraivada de flechas – Vejamos do que é capaz menininha! – desafia, fazendo-a tremer.

—Dig.... — chama a garotinha em busca de apoio.

—Estamos aqui meu bem – apoia-a, segurando seus ombros pequenos.

—Minnie, nada que acontecer aqui será sua culpa está ouvindo? – Tommy declara, sorrindo-lhe fraco, enrugando o cenho, confuso, ao soltar o ar com mais força, o gesto provocando “fumaça” – O que está acontecendo Ollie? – inquire o moreno.

—Eu...não sei – assume o loiro, soprando o ar, olhando em volta, vendo o mesmo efeito repetir-se quando os demais respiram.

—Estão sentindo? – inquire a garotinha, relaxando minimamente – É como se o inverno estivesse chegando! – exclama, baixando as mãos quando uma forte lufada de vento gélido arremessa longe a ameaça das flechas.

—Não foi o inverno que chegou... foi a morte branca!! – o guarda exclama, soltando ar que reitera nos pulmões, o medo expressando-se em sua face.

—Ohhh.... Droga!! – Savage bufa, olhando seus homens, irritando-se ao notar que alguns já recuavam discretamente, ameaçando correr– Covardes! – rosna, a voz imperiosa ecoando através do ar em conjunto com mais vento

—Como ousa adentrar meus domínios mago?? – questiona a feiticeira, o vento soprando mais forte.

—Primeiramente, bom dia Frost! Bom vê-la, melhor dizendo, ouvi-la novamente – ironiza o mago, estreitando os olhos na tentativa de visualizá-la – Em segundo lugar...Como assim Eu adentrei seus domínios? E quanto a eles? Estavam aqui antes de mim. Irrite-se com eles antes!! – protesta de maneira infantil, fazendo com que os príncipes e seus guardas trocassem um olhar divertido mesmo em meio a situação na qual encontravam-se.

—Não os vi ameaçando uma criança com o fez, mago – contesta a feiticeira, sua voz trazendo mais vento e neve.

—Então este é o problema? – inquire — Não ameacei criança alguma, ameacei pequenina? – Savage comete o erro de perguntar, olhando de maneira fingidamente gentil para a menina.

—Ameaçou sim – responde Minerva, de pronto – E assustou também!! – reclama ela, agarrando-se a perna de Diggle – E machucou meu irmão – acusa.

—Ora sua pequena diabinha! – Savage rosna, fazendo menção ir até ela, a ventania intensificando-se até tomar a forma de uma nevasca forte que vai aumentando, gradativamente.

Pesados flocos de neve caem sobre os homens e animais acompanhados por vento intenso, obrigando-os agarrarem-se uns aos outros a fim de não serem arrastados. Logo o chão começa a ficar fofo, a neve acumulando-se sobre os corpos encurvados, o frio fazendo-os tremerem.

Assustados, a maioria dos capangas de Savage bate em retirada, provocando sua ira expressa em forma de xingamentos e palavrões que se perdem na medida em que o próprio vê-se obrigado a recuar diante da força da tempestade.

—Nos encontraremos outras vezes feiticeira. E neste dia irá arrepender-se de haver-se intrometido em meu caminho! – ameaça, tentando em vão vê-la mais uma vez – O mesmo vale para vocês meus caros príncipes. De uma próxima não serei tão piedoso...Se houver uma próxima! – insinua, o riso sarcástico perdendo-se lentamente em meio ao uivar do vento.

—Alteza, temos de nos abrigar ou morremos, todos, de frio! Além de que o príncipe Thomas carece de cuidados urgentes!! – Eddie discursa junto ao ouvido de Oliver, que anui com um menear, forçando a vista em direção sudoeste.

—Savage mencionou uma caverna para lá – relembra – Temos de tentar chegar no lugar se quisermos sobreviver a ...- seu raciocínio sendo cortado pelo pedido infantil.

—Feiticeira, por favor nos ajude! Se meu irmão morrer a culpa terá sido minha. Veio a minha procura e por isso foi ferido – argumenta a menina olhando fixamente para o mesmo ponto que Thomas – Por favor, não o deixe morrer por minha causa! – implora a pequena com lágrimas nos olhos, a tempestade cessando quase que imediatamente, para surpresa dos homens.

—Sigam a trilha e encontrarão ajuda para salvá-lo – ordena a feiticeira sem mostrar-se, instantes antes de a nevasca dissipar completamente, restando apenas a neve acumulada sobre e a volta deles.

—Onde ela está? A feiticeira, onde está? E sobre qual trilha falava? – Barry questiona, espantado, olhando em todas direções tão logo consegue erguer-se.

—Aquela trilha – John indica, surpreso, o único caminho livre de neve nas redondezas, seguindo reto a direita de onde estavam – Quanto a feiticeira.... não a vi em momento algum. Apenas senti sua presença e não somente pela neve e frio – relata, ajudando Tommy erguer-se, Oliver e os demais levantando-se aos poucos – Sigamos a trilha – comanda, apoiando o príncipe.

—Devemos confiar em alguém cuja alcunha é morte branca?? – Thawne questiona, admirando-se ao notar a calma aparente de suas montarias que em momento algum tentaram fugir.

—Não temos escolha. Tommy precisa de ajudar e não podemos arriscar cavalgar até o palácio sem retirar a flecha e tratar o ferimento – Oliver pondera, estendendo a mão a Minerva – Venha pequena – convida, a menina obedecendo, deixando-se pôr sobre a cela – Joe, siga a frente com Barry. Eddie e Scott, na retaguarda. Paul, a nossa esquerda. Seguirei com Diggle, Tommy e Minerva, ao centro – ordena o príncipe, sendo prontamente obedecido – Consegue levá-lo John? – quer saber ao ver o chefe da guarda balançar.

—Sim, alteza. Estava apenas retirando suas armas e o posicionando melhor a fim de diminuir a dor – explica, entregando a espada e o arco de Tommy ao guarda Paul – Sigamos em frente – comanda, o grupo iniciando a caminhada através do vale, seguindo pela trilha demarcada na neve, que persistia firme apesar de o sol já haver despontado.

—O sol nasceu e sequer notamos – o guarda Scott comenta, segurando as rédeas de seu cavalo e do de Tommy, enrugando cenho – Apenas eu estou a achar estranho a neve não estar a derreter? — inquire

—Não – responde o grupo em uníssono.

—Eu a vi – Minerva diz de repente, Oliver olhando-a confuso – A feiticeira branca, eu a vi assim que se aproximou. Esteve bem perto de onde sir Barry se encontrava. Na verdade, se ele esticasse o braço totalmente a sua direita, a teria tocado – garante a menina.

—Sério?? – Barry pergunta, voltando-se assustado, quase tropeçando em um galho – Como não a vi?? – espanta-se, dirigindo um olhar atônito a Joe, que dá de ombros.

—Em determinados momentos julguei ter visto um vulto passar entre nós e sumir rapidamente – diz o segundo em comando da guarda real – Pensei tratar-se de alguma ilusão causada pelo frio intenso – acresce, atento ao caminho.

—Já eu senti um frio intenso que ia muito além do vento. Parecia cortar-me os ossos!! – guarda Paul exclama, esfregando um braço – Agora entendo por que a chamam de morte branca!! – exclama.

—Se a feiticeira nos quisesse mortos, estaríamos, assim como Savage e seus homens – Eddie diz, sério – Por que não o fez é a grande questão – pondera, reflexivo.

—Não que esteja reclamando! – guarda Scott exclama, provocando risos discretos, aliviando, em parte, o clima tenso.

—Talvez por não a termos ameaçado ou por ter-nos visto desde o início e saber a razão pela qual adentramos seu ... Sabia que ela havia demarcado território Dig? – Oliver pergunta, não o dando tempo responder -Tommy, como está? – quer saber, estranhando o silencio do amigo, que caminhava com dificuldade mesmo contando com o apoio do chefe da guarda.

—Cansado – responde o moreno, ofegante, o suor escorrendo lhe pela face mesmo estando ainda relativamente frio.

—Não seria melhor o colocarmos sobre um cavalo? – Barry sugere, preocupado.

—Não, pode cair e ferir-se mais – John descarta – E caminhar ajuda a mantê-lo desperto. Desmaiar antes de tratarmos o ferimento não será nada bom – acresce – Respondendo sua pergunta alteza, sim, sabia sobre um provável território demarcado pela feiticeira branca. A última patrulha avançada relatara haver escutado boatos acerca disto, porém não verificaram a veracidade por razões óbvias– informa, olhando em volta– Só não percebi que havíamos vindo tão longe – murmura.

—E quem os condenaria por temerem a morte branca? – guarda Paul questiona – Eu é que não!! – completa, fazendo o mesmo que John.

—Nem eu — Oliver anui – Não os condenaria e também não notei havermos distanciado tanto dos murros do palácio – admite, preocupado, buscando com o olhar alguma construção que lhes fosse fornecer socorro a Tommy – Começo a pensar que caímos numa armadilha da bruxa – pensa em voz alta.

—Penso o mesmo – Eddie anui, empertigando-se de repente – Ou talvez não! – retifica-se de repente, indicando a cabana que surgia após uma curva alguns metros a frente – Parece que a feiticeira não mentiu afinal – diz, trocando um olhar preocupado com Oliver.

—Estejam alertas – previne o loiro, deixando seu arco preparado para atirar – Olá. Alguém em casa?? – chama tão logo se aproximam, a porta da cabana abrindo-se quase ao mesmo tempo em que uma jovem aparece do lado esquerdo da mesma carregando uma pequena cesta contendo verduras e folhas consigo, parando ao lado do rapaz alto e magro que saíra de dentro do imóvel ao escutar o chamado – Precisamos de ajuda. Meu amigo foi ferido por uma flecha envenenada – avisa, cobrindo, discretamente, o brasão da família real, John fazendo o mesmo nos trajes de Thomas, os demais imitando-os cuidadosamente – Disseram-nos que aqui encontraríamos ajuda – informa, omitindo quem dera tal informação, parando próximo ao jovem casal, fechando os olhos ao escutar Minerva falar.

—Foi a feiticeira branca quem nos mandou seguir a trilha. Disse que encontraríamos ajuda para meu irmão – declara a menina enquanto Oliver a retirava da cela – Vão ajudá-lo, não é? Por favor senhorita!! – implora, unindo as mãos, os jovens trocando um rápido olhar antes de o rapaz tomar a frente, respondendo.

—Entrem – convida, a jovem precipitando-se ao interior da cabana sem nada dizer, o rapaz, sustentando a porta aberta a fim de permitir-lhes passar.

—Tirem sua armadura e camisa com cuidado. Esperem que prepare o emplasto antes de retirar a flecha – ordena a moça, indicando uma cama no canto da sala, John obedecendo-a tendo Oliver e Eddie a seu lado – Ralph, atice o fogo, esquente água para uma infusão e traga-me compressas limpas – comanda, ele seguindo suas instruções sem pestanejar – Precisamos ser rápidos, o veneno já começa agir – alerta, inclinando-se sobre Tommy tão logo Oliver e John o deitam após despirem parte de suas veste conforme ordenara-lhes, verificando o ferimento com atenção.

Volta-se ligeiro, indo a uma mesa próxima aonde começa macerar algumas folhas que retira da cesta, o cheiro forte e ao mesmo tempo doce espalhando-se pelo cômodo, provocando diferentes reações naqueles que o sentiam.

—Está pronto – anuncia alguns minutos depois, levando o pilão contendo a massa em tom verde e marrom consigo, postando-se ao lado da cama – Podem retirar a flecha– libera, aguardando alguém o fazer.

Sem nada dizer, John aproxima-se, sinalizando a Eddie e Oliver fazerem o mesmo.

—Segurem-no enquanto puxo-a – ordena, posicionando-se, os dois mais jovens postando-se um de cada lado, segurando braços e tronco de Thomas com firmeza – Prontos? – pergunta, ambos acenando afirmativamente – No três – avisa, encarando o príncipe, que anui com um aceno, preparando-se – Três!! – exclama o chefe da guarda, retirando a flecha de ponta negra com um movimento único e preciso, provocando um grito de dor.

—Esqueceu o dois e o um!! – resmunga Thomas enquanto o deitam novamente, Oliver espremendo os lábios num riso discreto.

—Afastam-se por favor – Ralph pede, munido da vasilha com água morna e várias compressas, posicionando-se ao lado da garota, ambos acercando-se do príncipe a fim de cuidar do ferimento.

Compenetrada, a garota senta-se no banquinho que puxara com o pé de sob a cama, molhando a compressa entregue-lhe por Ralph na água morna, limpando o ferimento e seu entorno cuidadosamente, repetindo o gesto mais duas vezes. A seguir, inclina-se mais sobre ele, tapando parte da visão de Oliver e os demais, que observavam a tudo atentamente, espalmando a mão sobre o local atingido durante alguns segundos, a região tornando-se arroxeada como se fora exposta a frio intenso, provocando um curto gemido e certa inquietação por parte de Thomas fazendo com ela cessasse o contato. A seguir, introduz minimamente seu dedo indicador na ferida a fim de retirar qualquer impureza que porventura pudesse conter , provocado novos gemidos e protestos, ignorando-os, repetindo a operação até dar-se por satisfeita.

A seguir, pega uma quantidade generosa do emplasto que preparara, pondo-a sobre o ferimento, fazendo com que parte entrasse no ferimento, espalhando um pouco nas bordas. Põe outra quantidade menor sobre um pedaço de tecido o qual comprime sobre o local, Ralph assumindo seu lugar quando pede enquanto ela desenrola as ataduras. Os dois trabalham juntos, envolvendo parte do ombro e tórax do príncipe num curativo preciso e firme, ambos estancando e olhando em direção a porta de trás da cabana ao escutarem-na ser aberta de supetão, um outro jovem de pele morena e cabelos longos e negros adentrando sem aviso prévio.

—Caitlin, Ralph, não imaginam o que vi nos cam...pos!! – estanca ele, surpreso – Ou talvez imaginem!! Olá – cumprimenta, erguendo a mão, rindo amarelo.

—Ramon, pegue uma caneca com a infusão e traga até aqui – ordena a garota sem dar-lhe chance falar mais alguma coisa, voltando dar atenção a Thomas.

—Certo – anui Ramon, indo rapidamente a um armário, pegando uma caneca onde despeja parte do líquido fumegante e novamente o cheiro forte e doce invade o ambiente, provocando novas reações naqueles que o aspiram – Aqui – diz, entregando-a a Caitlin – Hã.... eles... como vieram parar aqui?? – cochicha ao ouvido de Ralph, olhando do guarda postado a porta de entrada da cabana para suas armas alternadamente, este devolvendo o olhar, desconfiado.

—Adivinha não?!? – devolve Ralph, em tom igualmente baixo.

—Frost?? Sério!?!? – questiona, enrugando o cenho – O que ela...

—Mais infusão – Caitlin interrompe o diálogo sussurrado, olhando-os com dureza, ambos calando-se de imediato.

—Oook!! – exclama Ramon, pegando a caneca, enchendo-a novamente antes de devolver a Caitlin, que faz com que Thomas beba todo o líquido mais uma vez, mesmo ele protestando, para somente então deixá-lo deitar-se.

—O que deveria ser feito o foi. A ferida está limpa e coberta, as ervas já começam agir, a infusão ajudará no combate ao veneno e a febre que certamente terá nos próximos dias, o que é esperado – enumera Caitlin, pondo-se de pé, voltando-se, olhando diretamente para Oliver e John – O curativo deve ser trocado a cada oito horas nos dois primeiros dias e o ferimento limpo com água morna. Este intervalo pode ir aumentando conforme vá melhorando, o mesmo valendo para a infusão que também pode ser usada para lavar o local – recomenda, enxugando as mãos a encará-los, um silencio curto repleto de significados se fazendo presente por algum tempo.

—Perdoe-me Milady, mas entendi erroneamente ou está nos expulsando de vossa residência? – Oliver interroga-a, estreitando os olhos, desconfiado e irritado.

—De forma alguma meu Lord!! – Ralph adianta-se responder, tomando a frente de Caitlin – Minha irmã quis apenas informar, adiantadamente, quais cuidados vosso amigo irá necessitar quando se forem, e que o fizemos agora, nada mais – assegura, sorrindo, simpático – Evidente meus senhores podem permanecer o tempo que desejarem em nossa humilde residência – prontifica-se, fazendo uma reverência exagerada – Perdoem-na se não se fez entender – pede, o encarando, tenso, o loiro o encarando de volta, um novo e incomodo silencio caindo sobre eles.

—Ollie, estou com sede!! – Minerva quebra-o, segurando a mão do loiro, que baixo o olhar para ela – E tenho fome também – acresce a garotinha, corando minimamente.

—Mas que indelicadeza de nossa parte, minha irmã! Não oferecemos nada a nossos hóspedes – Ralph exclama, voltando-se para Caitlin, que arqueia a sobrancelha em resposta.

—Talvez porque estivéssemos ocupados cuidando do ferido?! – indaga ela de volta com certa rudeza, não o dando chance retrucar – Sentem-se, se desejarem. Irei servi-lhes algo para comer e beber – avisa, sorrindo apenas para a menina – Gosta de bolo de frutas pequenina? – pergunta, estendendo-lhe a mão, que prontamente é aceita.

—Sim. Muito Milady – responde a ruivinha, animando-se.

—Bom – diz Caitlin, conduzindo-a a mesa – Ramon, por favor, ponha mais água no fogo para que possa fazer mais chá – pede, ele atendendo-a – Os senhores podem sentarem-se. Meus irmãos e eu iremos servi-los agora – anuncia ela após sentar a garotinha e servir-lhe uma fatia de bolo, voltando assumir uma atitude distante e formal, deixando Oliver intrigado.

—Agradecidos Milady, mas devemos declinar. Está ficando tarde e temos um longo caminho de volta a cidade – John agradece, fazendo uma reverência breve, sinalizando aos guardas saírem.

—Ah John, temos tempo ao menos para uma fatia de bolo e um pouco de chá. Estou faminto e o bolo parece-me delicioso! – Barry protesta – E ainda temos de pensar em uma forma de levar Tommy que não pondo-o sobre um cavalo – acrescenta, sentando-se ao lado de Minerva, aceitando bolo e chá que lhes eram oferecidos – Grato Milady – agradece, dando uma mordida generosa na fatia – Hummm, muito bom – elogia, suspirando.

—Ele não pode cavalgar. Nem hoje nem nos próximos dias – Caitlin adverte, cortando e servindo mais fatias em pratos, Ralph ajudando-a.

—Vê?? Não podemos partir antes de resolver esta questão – diz Barry, satisfeito, aceitando mais bolo e chá – Grato Milady – agradece novamente.

—Barry está certo John. Não podemos ir sem uma forma adequado de levá-lo – Oliver concorda, indo até Tommy, levando a mão a fronte do amigo, preocupado – E como acaba de dizer, temos um longo caminho. Estarmos minimamente alimentados será providencial – acresce, olhando Caitlin – Que tipo de erva é esta que usou? Não lembro de tê-la visto ou mesmo sentido seu cheiro antes – quer saber, pegando uma folha, macerando-a com os dedos, cheirando, o odor exalado fazendo-o recordar-se de manhãs ensolaradas, risos e conversas ao redor da mesa posta em meio aos jardins do palácio.

—Athelas – é a resposta seca que dá-lhe Cait, servindo Joe West, que agradece com um aceno, olhando-a intrigado quando afasta-se.

—Erva do rei!?! – questiona Diggle, surpreso ao vê-la confirmar com um aceno – Pensei que fora extinta anos atrás. Muitos anos atrás – comenta ele.

—Em algumas regiões sim – informa ela, servindo Oliver – Separarei algumas para que levem consigo. Outras ervas podem ser usadas quando ele estiver mais forte. Por hora é preferível usar apenas Athelas – recomenda, fazendo menção afastar-se, sua mão sendo retida por Tommy, que despertara.

Durante longos segundos os dois se encaram sem nada dizer, Caitlin quebrando o vínculo invisível que os prendia pelo olhar, soltando-se delicadamente, sorrindo doce antes de se afastar, saindo pela porta dos fundos em direção ao quintal.

—Quem...é ela? -Tommy sussurra, seguindo-a com o olhar.

—Não deveria estar preocupado com o que te aconteceu ao invés de flertar com uma desconhecida?!? – Oliver questiona-o, rindo com o canto da boca.

—Você me conhece.... não perco ... a chance ... de flertar com uma bela mulher – brinca Tommy, entrecortada mente, rindo sem vontade, a resposta de Oliver adiada pelo retorno de Caitlin.

—Eis aqui uma boa quantidade. Embalarei para que levem – avisa, colocando-as numa sacola de pano, está numa cesta – Porei algumas frutas e um bolo para a viagem – diz, andando de um lado para o outro.

—Além do que, ela parece estar louquinha para livrar-se de nós! – Oliver sussurra junto ao ouvido do amigo, fazendo-o rir minimamente.

—Fazendo novas ....amizades...com seu charme, meu amigo?– provoca-o, seguindo cada passo que a jovem dá com o olhar – O que o leva pensar que deseja...livrar-se de nós? – questiona, dando atenção ao loiro, que faz uma careta de desagrado.

—Talvez porque esta já é a segunda vez que sugere, indiretamente, nossa partida! – exclama, ficando sério no mesmo instante– E reconheço estar certa. Não devemos nos demorar muito. Além da distância, não podemos arriscar um novo encontro com Savage...e ainda temos de buscar os corpos dos guardas mortos – lembra, entristecendo.

—Aquele maldito!! – Tommy xinga, tentando erguer-se, a dor no ombro fazendo-o desistir – Irá pagar por isto, eu juro – afirma, decidido.

—Sim. Mas não agora. Não hoje – Oliver anui, pondo a mão em seu ombro cuidadosamente – E a punição começou ao ser vencido tão facilmente pela Feiticeira – lembra o loiro, rindo divertido – Ficou fulo por ela o haver desbancado tão rapidamente — lembra.

—Eu a vi – Thomas revela, pegando-o de surpresa – A vi perto de Barry – reitera, indo de encontro ao que Minerva dissera – É linda Ollie. Simplesmente linda! – elogia, suspirando.

—Tommy, flertar com uma bela desconhecida é uma coisa. Mas flertar com a morte é outra bem diferente. E perigosa, meu amigo. Muito perigosa – adverte-o, preocupado, a aproximação de Minerva os interrompendo.

—Tommy, acordou. Que bom!! – anima-se a menina, subindo no banquinho, envolvendo o pescoço dele com os braços, beijando-lhe a bochecha – Fiquei com tanto medo que morresse – confessa, deitando a cabeça no ombro do moreno.

—Mas não morri minha pequena. Estou bem, parte graças a você, que não deixou aquele crápula intimidá-la e reteve a segunda tentativa dele em nos atingir – lembra, afagando o cabelo da menina, retribuindo o beijo.

—E a Frost, que o enxotou e nos mandou vir aqui para Caitlin curar você – acrescenta, erguendo-se, olhando em direção a jovem – Ela é linda, não é? Tanto quanto a feiticeira branca – elogia a ruiva, enrugando o nariz ao rir.

—É sim – concorda Tommy, procurando a jovem com o olhar – Caitlin... – repete o nome baixinho, sem deixar de olhá-la.

—Altezas, devemos partir. O dia adianta-se e temos um longo caminho pela frente – adverte John, aproximando-se.

—Está certo – Oliver anui, enrugando o cenho – Como faremos? Tommy não deve cavalgar e temos os corpos...

—Hã...perdoem-me a intromissão, mas não há corpos no campo donde, suponho, vieram – Ramon avisa, aproximando-se cuidadoso – Sei disto porque passei por lá quando a caminho daqui – completa.

—Impossível!! Dois de meus homens caíram em virtude das flechas. Como podem ter-se esvaído como fumaça?? – inquire John, tenso.

—Talvez não estivessem mortos, apenas feridos – supõe Ramon – Podem haver despertado após terem partido e estarem desorientados a vagar po aí. Se quiserem, posso procurá-los – sugere.

—Não se faz necessário. Ordenarei a Scott, Paul e West irem a frente verificar o que diz – dispensa John, desconfiado, voltando-se para Oliver – Meu Lord, devemos partir. Agora – enfatiza.

—Está bem – anui mais uma vez o loiro, respirando profundamente – Thomas cavalgara comigo e você levara Minnie – determina, afastando a menina com carinho, ajudando o moreno a sentar-se.

—Não é recomendável – Caitlin adverte mais uma vez, entregando a cesta a John.

—Podem levar nossa carroça – Ralph sugere de repente.

—Não irá fazer-lhes falta? – John questiona, recolhendo a armadura enquanto Oliver ajuda Thomas vestir a camisa.

—Não – Caitlin garante, sorrindo gentil quando a menina vem até ela, afagando a cabeça de Minerva com carinho.

—Neste caso, aceitamos a oferta – Oliver diz, apoiando Thomas, auxiliando-o caminhar em direção a porta tendo John a seu lado.

—Buscarei a carroça – Ramon avisa, saindo pela porta dos fundos.

—E eu pegarei mais bolo e frutas, para o caso de encontrarem os guardas pelo caminho – Ralph avisa, seguindo-o.

—Eu a vi – Minerva começa dizer, segurando a mão de Caitlin, fazendo com ela a olhasse – A Frost. Eu a vi – reitera, sorrindo – E Tommy também – acresce – Ela é bonita. Muito bonita. E você também. De fato, ambas são lindas!– elogia, a jovem sorrindo discretamente, conduzindo a menina para fora logo atrás de Oliver e John sem nada dizer .

Defronte a cabana, os guardas ajudam Ramon e Ralph atrelarem o cavalo de Thomas e outro a carroça. Em seguida, John faz com que Tommy deite-se o mais confortavelmente possível, Minerva sentando-se a sua cabeceira, a cesta com ervas e comida sendo posta ao lado da menina juntamente com a armadura e armas do príncipe, os demais montando seus cavalos, agrupando-se em torno da carroça enquanto o guarda Paul assume as rédeas .

—Mandarei a carroça ser-lhes devolvida tão logo cheguemos em casa – Oliver avisa – Sou-lhes imensamente agradecido em ter-nos socorrido e principalmente salvo a vida de meu amigo. Não se arrependerão de o ter feito – assegura o loiro, fazendo uma reverência pomposa, os três retribuindo, em silencio.

—Em frente, marchem!! – John comanda, West, Scott e Eddie assumindo a dianteira, cavalgando rápido a fim de tentarem encontrar os corpos ou mesmo os guardas feridos no ataque, Barry e Oliver ao lado de Dig – Preocupado, alteza!? – John questiona o loiro enquanto se afastam da cabana.

—Também – admite ele, dando uma última olhada em direção ao trio de pé defronte a construção, voltando-se para o chefe da guarda novamente – Estranhando como esta construção nunca dantes foi mencionada em nenhum relato de nossas patrulhas avançadas ou mesmo de algum viajante – pondera, a atenção ambos sendo chamada pela observação feita por Barry.

—Apenas eu estou achando estranho a neve não haver derretido ainda?? – inquire o rapaz, olhando-os confuso.

—Não – respondem Oliver e John ao mesmo tempo, trocando um olhar de preocupação enquanto seguem afastando-se.

—Lembre-me de ensinar-lhe algumas boas maneiras para evitar novos vexames na próxima vez – Ralph provoca-a, levando as mãos aos bolsos, voltando-se para Caitlin.

—Não haverá uma próxima vez – responde seca, sua voz soando forte, os olhos assumindo a tonalidade branca, girando nos calcanhares, seguindo para a casa sem esperar resposta.

—Não?? – inquire Ralph, ele e Ramon trocando um olhar cúmplice antes de a seguirem de volta ao interior da cabana, Ramon dirigindo seu olhar uma última a comitiva.

—Algo me diz que este foi apenas o primeiro encontro!! – murmura, tomando forte respiração antes de fechar a porta.

“....We’re running out of time;

Chansing our lies;

Everyday a small piece of you dies;

Always somebody;

You’re willing to fight, to be right;

Your lies are bullets;

Your mounth’s a gun;

And no war in anger;

Was ever won;

Put out the fire before igniting;

Next time you’re fighting;

Kill ‘em with kindness;

Kill ‘em with kindness;

Kill ‘em, kill ‘em, kill ‘em, kill ‘em with kindness;

Kill ‘em with kindness;

Kill ‘em with kindness;

Go ahead, go ahead, go ahead now”

Notas finais
Me digam o que acharam. Bjinhos flores