Notas iniciais
Goku surpreende seu sensei, quando revela que... Então, é a vez do jovem saiyajin ficar surpreso, quando o namekuseijin... Na Terra, Chaouz descobre que...

Planeta Freeza nº 56 — Age 753

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Há milhares de anos luz da Terra, mais precisamente no planeta Freeza número cinquenta e seis, Goku está encolhido contra o chão, enquanto observava de longe os soldados de Freeza e nisso, Katatsu se aproxima e pergunta, enquanto bebia água de uma espécie de garrafa que criou com os seus poderes:

– Por que está olhando para eles, Kakarotto?

– Eles estão se movimentando de forma estranha, sensei. – ele comenta, observando-os atentamente.

O namekusei-jin se aproxima da borda e observa o movimento deles, enquanto estreita os olhos e fala, pois, graças a sua audição, ele conseguiu ouvir, nitidamente, o que eles estavam falando, apesar da imensa distância em que eles se encontravam:

– É que a Ginyuu Tokusentai vai parar nesse planeta para abastecer, antes de seguir viagem.

– Como o senhor sabe disso? – ele arqueia o cenho – Consigo ouvir, apenas, parcamente. Ouvi algo sobre Ginyuu Tokusentai. Porém, não consegui ouvir, claramente, o resto.

– Esqueceu que a minha raça possuí uma audição muito mais apurada do que a sua? – o namekuseijin sorriu — Eu ouvi muito bem o que falavam. E se o capitão Ginyuu vai parar aqui, é melhor ficarmos somente estudando nos próximos dias. Vamos voltar aos treinos, após eles saírem.

Goku fica triste ao saber disso, pois, adorava treinar e lutar.

– O senhor falou “Ginyuu Tokusentai”... É aquele esquadrão que você me falou? E por acaso, o fato desse capitão vim ao planeta, ele pode nos localizar de alguma forma?

– Não “localizar”, mas, ele pode desconfiar e, portanto, há grandes chances dele investigar. Lidar com soldados burros e que não se importam com pequenas nuances de mudança no planeta é fácil. Agora, lidar com a experiência do capitão Ginyuu é outra coisa, completamente diferente. Não é a toa que ele é o capitão, assim como, é considerado um dos homens mais fieis de Freeza.

– Entendo.

– Venha, Kakarotto. Tem vários socsid (vem da palavra disco ao contrário) para estudar.

A criança se levanta e ao se aproximarem da caverna oculta entre rochas escarpadas, Goku fala:

– Já estudei os socsid´s até o trinta, sensei. Podemos começar do trinta e um, em diante.

Katatsu para e olha estarrecido para Goku, que sorria marotamente, enquanto ficava orgulhoso pelo fato de ter surpreendido o seu mestre.

– Você já fez até o trinta?! É impossível!

– Não é... E se o senhor duvida, basta fazer uma chamada oral. Com prazer, irei responder o que me perguntar.

Ele olha nos olhos do saiyajin peculiar, a seu ver e sorri, para depois falar:

– Você é honesto... Acredito em você e acho que uma chamada oral é uma boa forma de rever os tópicos principais. Aí, depois, iremos começar o trinta e um.

Ele fala com um sorriso, ainda digerindo o fato que ele conseguira estudar e muito, considerando o pouco tempo disponível que não seja treinando ou comendo, além de meditar, para aplacar o seu espirito e instintos inerentes da sua raça.

Em relação à caça, era o nameksueijin que caçava, pois, o jovem saiyajin podia ser entusiasmar, demasiadamente, fazendo com que os soldados, desconfiassem.

Por causa disso, as criaturas precisavam ser caçadas com cuidado e rapidez.

Ao mesmo tempo, sabia que em breve, teriam que abandonar o planeta e que deveria procurar outro planeta que suportasse o imenso apetite de um saiyajin, que ficava ainda mais faminto, após um conjunto de treinos intensivos e igualmente exacerbados, enquanto que se orgulhava da capacidade de peso que ele suportava, assim como resistência e velocidade, além de adaptação, confirmando o fato, de que eles podiam ficar no espaço, por algum tempo, se assim desejassem, sendo este tempo limitado.

Já, Goku, pensava no quanto ele mudou, ficando admirado com o seu próprio progresso, pois, quando o seu sensei apresentou o aparelho usado para ler os socsid, que eram aulas com vários conhecimentos, que ele conseguiu adquirir do banco de dados do planeta, graças ao fato dos guardas não prestarem atenção no que acontecia a sua volta, pois, o planeta em que se encontravam, era um posto consideravelmente afastado, inclusive de rotas usadas, usualmente, por naves.

Portanto, raramente recebiam visitas, com exceção de algumas naves do império, quando paravam para serem abastecidas, assim como forneciam alimento aos soldados que passavam pelo planeta.

Katatsu estava fascinado pelo conhecimento do jovem a sua frente e sorri, internamente, ao se lembrar de que um dia, ficou constrangido quando o saiyajin conseguiu ouvir, perfeitamente, uma conversa entre alguns soldados, enquanto que eles se preparavam para partir, sendo que falavam em se divertirem com algumas fêmeas em um prostibulo localizado em um planeta próximo dali.

Após ele ouvir a conversa, não entendeu a palavra se “divertir com fêmeas” e prostíbulo.

Portanto, como esperado, Kakarotto foi perguntar a ele, que ficou corado e que, para evitar responder o que era, desconversou, falando:

– Quando você crescer, eu conto. Você ainda é uma criança.

Claro que o saiyajin ficou chateado, mas, sabia que quando seu sensei falava naquele tom, não adiantava procurar maiores explicações, pois, ele não às teria, embora achasse estranho o fato dele ter corado, frente a sua pergunta.

Então, após dias de insistência por parte de Katatsu, Goku notou o quanto era divertido aprender e que não era chato, sendo que se orgulhava de muitas coisas que aprendera, assim como ficava imensamente feliz ao ver que o seu sensei, se orgulhava de sua melhora gradual e nada mais lhe deixava feliz do que surpreender o seu mestre e quem sabe, em um futuro próximo, superá-lo, pois, quando lutavam, ele sempre perdia. Esperava que um dia pudesse derrota-lo, enquanto se dedicava de corpo e alma aos estudos, além dos treinos insanos e igualmente severos.

Conforme transcorriam as perguntas, Katatsu ficava simplesmente maravilhado, pois, a criança, que inicialmente achava ruim estudar, ganhou gosto pelo estudo e revelou ser um gênio mirim com uma capacidade intelectual nata, embora conservasse muitos traços de inocência, o que achava normal, pois era criança.

Além disso, a convivência com ele o fez rever seu conceito sobre o jovem. De fato, ele pertencia a uma raça de monstros, mas, não agia como um.

Claro, tinha um temperamento forte, uma agressividade natural, mas, nada extremo, sendo inclusive gentil e de certa forma amável, fazendo-o se sentir muito bem em sua companhia e inclusive confiava nele, ao ponto de retirar a espécie de coleira de corda de seu pescoço, criado com os seus poderes, pois, visava usá-lo para poder contê-lo, caso se voltasse contra ele.

Afinal, estava lidando com um saiyajin.

Porém, ao longo dos meses, o jovem provou que não era uma ameaça a ele, enquanto que esperava que a gentileza dele e sua amabilidade não fossem perdidas, conforme ele enfrentasse seus inimigos no futuro.

Ao mesmo tempo, passou a vê-lo como um filho e alguém muito querido a ele.

De fato, desejava se vingar e seu plano inicial, era treinar arduamente um saiyajin, assim como instruí-lo, para ser um guerreiro poderoso e inteligente, visando assim se vingar do arcosiano e da Ginyuu Tokusentai.

Porém, conforme convivia com Kakarotto, os sentimentos paternos se misturavam ao de vingança e ultimamente, não apreciava a ideia de mergulha-lo em um mundo de vingança, passando a treiná-lo, somente, para ser forte e assim poder se proteger.

Então, ao notar o rumo de seus pensamentos, sorri e questiona a si mesmo quando os seus valores mudaram, passando a ver o jovem saiyajin a sua frente como um filho amado e não, meramente, uma arma para ser usada para a sua vingança.

– Por que está sorrindo, sensei?

Goku pergunta, arqueando o cenho, conforme colocava mais um socsid, para aprender o seu conteúdo, após o término da chamada oral.

– Por algo que estava pensando... Eu acho que o tratamento de sensei e de discípulo, não é o melhor para nós. – ele fala sorrindo.

O saiyajin estranhava o fato que ele, ultimamente, sorria e muito, assim como, os seus olhos eram calorosos quando o olhava, sendo que ele se preocupava, constantemente, com ele e seu bem estar.

– Como assim, sensei?

O namekuseijin fica contemplativo, para depois sorrir e afagar paternalmente a cabeça do jovem saiyajin, pois, somente conseguia ver o jovem a sua frente como um amado filho, sendo que os treinamentos quase insanos continuariam, pois, queria vê-lo poderoso, para que fosse capaz de se defender.

Afinal, não havia lugar seguro no universo com a presença dos arcosianos, que dominavam grande parte do universo em territórios, acreditando que seria a mesma coisa, se o planeta Bejiita ainda existisse, sem os arcosianos, enquanto pensava consigo mesmo:

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“Desculpe-me, Nyuri. Mas, não posso prosseguir com os planos de nossa vingança. Esse jovem na minha frente, não é uma arma para usarmos em nosso plano e sim, meu amado filho. Os planos mudaram ao longo desse tempo e não me arrependo. É incrível como a palavra vingança pode ficar tão esquecida, quando se convive com uma criança gentil, carinhosa e amável como ele.”

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– Sei que não sou o seu pai... Porém, iremos conviver ainda por muito tempo. Eu gostaria que me chamasse de pai, se possível.

Goku fica boquiaberto, para depois se surpreender com o pedido, sendo que no fundo, não conseguia vê-lo como um sensei, sendo que já nutria sentimentos como o que já sentira por alguém e adoraria se lembrar de quem era.

O jovem saiyajin sorri, enquanto falava:

– Assim será, tou-chan.

Então, ambos sorriem, enquanto que o namekuseijin continuava afagando paternalmente a cabeça de Kakarotto.

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Chikyuu-sei (Planeta Terra) — Age 753

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Após uma hora, desviando de câmeras e de soldados, Chaouz consegue se aproximar do complexo de laboratórios e avista uma janela pequena para um homem de estatura mediana, mas, não para ele, que tinha uma estatura pequena.

Então, ele entra, com um pouco de dificuldade, procurando fazer um silêncio absoluto, conforme seguia por corredores, sempre atento ao circuito interno de vigilância, assim como de eventuais soldados que se encontravam fazendo a ronda no complexo de laboratórios e após meia hora, ele encontra um laboratório imenso, sendo que aproveita o fato de um cientista sair e usa os seus poderes psíquicos para manter a porta aberta, pelo menos uma fresta, para em seguida se esgueirar, desviando da câmera.

Ao entrar, fica horrorizado com o que vê e ouve, sendo que compreende, plenamente, os motivos deles se dedicarem a treina-los.

Então, murmura agoniado:

– Eu preciso salvar o Ten-san.

Então, ele sai pela porta, atento a câmera se segurança, fechando-a, enquanto retornava pelo caminho que veio, visando sair pela mesma janela que entrou e quase é descoberto.

Por causa disso, fica escondido dentre algumas caixas, até que o soldado retorna a ronda, andando calmamente. Mesmo assim, ele espera alguns minutos, antes de sair da segurança de seu esconderijo, para voltar a voar com cuidado entre os corredores, pois, não tinha muito tempo.

Afinal, sabia que não podia manter a barreira por muito tempo e assim que fosse desfeita, ele iria ser paralisado, pois, o chip iria liberar um choque em seu cérebro, fazendo-o ficar inconsciente, após sentir uma dor lacerante, pelo que compreendeu, ao conseguir ler a mente de alguns soldados.

Mesmo com medo de morrer, estava decidido a salva-lo e sai dali rapidamente, passando a procurar o alojamento de seu amigo, pois, conseguiu saber a localização, após investigar, secretamente, várias mentes, enquanto que tomava cuidado com as câmeras e sorri ao ver que se aproximava de uma janela, onde provavelmente se encontrava o seu amigo.

Ao olhar para o lado, percebe que havia um guarda que fumava distraído perto de uma janela e avista uma cápsula no bolso dele, se recordando do fato de que os soldados usavam capsulas de motos, carros ou de aviões, sabendo que o seu amigo precisava de algum veículo para fugir dali.

Portanto, discretamente, aproveitando que ele ria junto dos outros soldados, após alguém contar alguma piada, ele consegue pegar a capsula ao usar seus poderes psíquicos, enquanto mantinha uma distância segura.

Afinal, era vital a ele, conseguir algum veículo e orava para que aquela cápsula fosse, de fato, um veículo e não uma arma.

Ao pegar a cápsula, voa até a janela do quarto de seu amigo.

Naquele instante, Tenshinhan estava dormindo com a janela aberta e acorda com o peso de algo em cima de seu tórax.

Rapidamente, pega uma faca curvada e serrilhada, mirando-a no pescoço daquele que estava em cima dele e para a apenas um centímetro do pescoço de Chaouz, que olhava apavorado para ele.

Ao perceber quem era, a lâmina cai no chão, enquanto que ele tremia ao saber que quase matou o seu amigo, para depois ficar emocionado, pois, fazia um ano que não o via.

Ele o abraça fortemente e Chaouz também, com ambos sorrindo, enquanto que o menor chorava emocionado pelo reencontro, até que ele conta para Tenshinhan o que viu no complexo dos laboratórios, torcendo para que ele acreditasse em seu relato.

Ele se surpreende ao ver que acreditava nele, pois, seu amigo revela o fato de que, mesmo no seu quartel, já tinha ouvido alguns boatos estranhos que eram sussurrados dentre os guerreiros e embora achasse que era mentira, ele confessava que havia ficado ressabiado, um pouco, com os boatos.

Tenshinhan fala ao seu amigo, que graças ao que ele contou, percebe que os boatos eram verdadeiros.

Então, torce os punhos com raiva, enquanto exclamava dentre os dentes, irado:

– Maldita Red Ribbon! É por causa disso que nos treinavam?

– Sim, Ten-san. Por sorte, tenho novos poderes e posso auxilia-lo a passar pelos guardas. Nós iremos fugir.

Ele mentia no aspecto de que ele iria fugir junto de seu amigo, ao esconder o fato de que não iria sair com ele, devido ao chip implantado em seu corpo, pois, temia que Tenshinhan não aceitasse o fato que somente ele poderia fugir.

– Então, vamos.

– Antes de sairmos daqui, fique com essa cápsula. Eu espero que ela seja um veículo para nos ajudar a fugir. – ele fala, entregando uma cápsula ao seu amigo, que guarda no bolso interno de seu casaco.

Tenshinhan fica surpreso ao ver que Chaouz usava seus novos poderes mentais para nocautear, facilmente, os guardas, assim como conseguia danificar o sistema de vigilância ao longo do caminho, conforme se concentrava, sendo que ele flutuava, enquanto que o seu amigo corria, até que ambos se deparam com um muro alto e o alarme que reverberava, sendo que podiam ouvir os cães e o barulho de botas, assim como o som de armas sendo travadas.

Desconfiado da facilidade com que conseguiram chegar à divisa do muro e do campo aberto próximo dali, ele lança uma pequena rajada de energia que é bloqueada por algo, que lembrava uma barreira quase que translúcida.

– Uma barreira?

Notas finais
Yo! Quero agradecer aos comentários de: Red Dragon Emperor e Wesley. Quero indicar algumas fanfictions maravilhosas do ficwriter Red Dragon Emperor https://fanfiction.com.br/u/589771/ https://fanfiction.com.br/historia/634324/Reescrevendo_a_Historia/ - Reescrevendo a história https://fanfiction.com.br/historia/632085/Saiyajin_da_Terra_Prologo/ https://fanfiction.com.br/historia/645082/Saiyajin_da_Terra/