Notas iniciais
Os desejos são realizados. Os saiyajins ficam...

— Shenron, você deve escutar os dois desejos antes de realiza-los. — Piccolo fala, seriamente.

— Entendo. Faça os desejos.

— Primeiro desejo. Transporte o planeta Terra junto com todos aqui do Tenkai, assim como os humanos, animais e feras, ao mesmo tempo. No caso de feras e animais falantes, com inteligência, desde que tenham um bom coração, sendo o mesmo para os terráqueos. Todos os animais e feras sem inteligência serão transportados. Quanto aos humanos, somente os que possuem bondade em seu coração serão transportados junto com o planeta, para um lugar semelhante ao nosso sistema solar, capaz de suportar a vida como conhecemos e longe do perigo, sendo que a Lua também deve ser transportada e deixada na mesma distância que ela se encontra agora. O meu segundo desejo é deixar estéreis os terráqueos, animais e feras que ficarão aqui.

— Vou demorar alguns minutos para contabilizar todos que serão transportados e o local no universo.

— Contamos com você, Shenron. — Karin fala esperançoso, com o dragão consentindo.

Os olhos brilham por vários minutos, até que ele fala:

— Irei realizar os dois desejos, agora.

Então, para espanto dos saiyajins, eles se encontram no vácuo do espaço, onde outrora existia a Terra. Os humanos, assim como animais e feras falantes que eram maus, morreram no vácuo, com exceção daqueles que já haviam sido armazenados nas naves, que sobreviveram, pois, estavam protegidos dentro das naves. Não havia androides capturados, pois, os mesmos, após perderem as lutas, explodiam, automaticamente.

Rapidamente, os saiyajins dão partida nas naves que flutuavam no espaço, para que não fossem tragados para o sol pela força da gravidade deste, enquanto se encontravam atônitos ao verem que vários chikyuujins, animais e feras desapareceram das jaulas, em um piscar de olhos.

Os corpos dos mortos pelo vácuo eram tragados rumo ao Sol, onde eram incinerados, sumariamente.

— Meu imperador, o planeta... o planeta desapareceu! — Nappa exclama aterrorizado.

— Percebi. — ele fala, controlando o seu espanto, enquanto tentava manter-se frio.

Então, lhe vem a mente a chikyuujin de cabelos e olhos azuis, sem saber que ela havia sido transportada junto dos outros, através de um ser mágico, em forma de dragão, que concede desejos.

Sem conseguir conter os seus atos em um primeiro momento, passa a procura-la no local onde ela estaria, com os saiyajins observando o comportamento estranho do seu imperador, ao ver deles, sendo que por mais que disfarçasse, mostrava preocupação no olhar, até que ele para e olha para o Sol, pensando consigo mesmo:

“O que estou fazendo? Nenhum desses inferiores sobrevive no espaço. No instante que o planeta desapareceu, todos que estavam no espaço morreram, com exceção de nós, saiyajins. Além disso, o que estou fazendo? Por que me preocupei com uma inferior como ela? Por que estou agindo assim pela perda de uma reles escrava? Ela pode ser exótica, mas, mesmo assim, é inferior a este Vegeta.”

Então, ele assume a sua usual face de poucos amigos, enquanto lutava arduamente para trancafiar as preocupações e tristeza descabidas a seu ver, uma vez que a fêmea era inferior e após alguns minutos, torcendo os punhos, se acalma, embora o sentimento ainda persistisse, para depois ele falar, asperamente:

— Quero saber quantos sobraram!

— Sim, senhor.

Outro saiyajin se aproxima e fala:

— Muitos inferiores desapareceram. Eles estavam nas jaulas e do nada, desapareceram envolvidos em um brilho, enquanto que os outros ficaram no local.

O imperador fica surpreso, para depois perguntar:

— Como eles desapareceram?

— Em um filete de luz, segundo alguns relatos. Brilharam rapidamente e depois sumiram, deixando todos atordoados. Nunca vimos algo assim.

— Essa raça não parece ter poderes inexplicáveis ou algo assim... — Vegeta comenta pensativo — Eles são uma das raças mais fracas que existem no universo. Se não tivessem uma forma que lembra a nossa, nem os faria escravos.

— Os que foram envoltos em um brilho estavam assustados e tentaram fugir. Não creio que seja algo deles, meu senhor. Se fosse, não haveria motivos para estarem assustados, assim como os que ficaram. Teve pânico em massa nas jaulas.

Após alguns minutos, pensativo, o monarca fala:

— Alguma raça pode ter tido interesse neles e roubaram esses inferiores de nós. Fui informado de algumas raças sem base definitiva que atacam naves de escravos e os toma para si. Pode ser uma nova tecnologia ou uma habilidade especial. — o monarca fala pensativo.

— É uma hipótese senhor.

— Mas, sumir com um planeta... Ou talvez, ele foi destruído, em um piscar de olhos?

— Bem, meu senhor, há vários relatos de brilhos salpicados e alguns juram que viram um feixe ou algo assim, instantes antes da Terra desaparecer.

— Quero que as naves que estão sem escravos, fiquem nesse local, recolhendo todos os dados possíveis. Também quero que ordene que a proteção planetária do nosso planeta, Bejiita II, seja ampliado.

— Sim, senhor. — o saiyajin fala humildemente, se curvando.

— Não se esqueça de avisar esses idiotas das minhas suspeitas. Quero que se dediquem ao trabalho, sem ficarem pensando em teorias, acabando por atrasar o trabalho deles.

— Sim, meu imperador.

O saiyajin se afasta, curvando-se levemente, enquanto acessava o seu scouter, transmitindo as ordens do seu imperador que olha em volta, para depois suspirar.

No outro extremo do universo, a Terra e a Lua são levadas até um sistema solar e deixadas na mesma posição e distância do Sol do antigo sistema solar, garantindo assim a vida, sendo que a sua rotação e transação não encontraria empecilhos, pois, não havia conflito em sua transação.

No Tenkai, Shenron fala:

— Os dois desejos foram realizados.

— O meu terceiro desejo é que a Terra seja restaurada ao que era antes da invasão dos saiyajins e que todos se esqueçam da invasão, da restauração que acabou de realizar e daqueles que não foram transportados.

Os olhos do enorme dragão brilham e ele fala:

— O desejo foi realizado.

— Eu desejo que todos que foram transportados pensem que sempre viveram nesse sistema solar e que o conhecimento similar que eles possuíam do outro sistema solar, seja o equivalente ao que teriam nessa parte do universo. Os que estão nesta plataforma serão os únicos com a memória inalterada.

Os olhos do dragão brilham e ele fala com a voz etérea, após alguns minutos.

— O quarto desejo foi realizado. Adeus.

Nisso, o corpo esguio do dragão reluz juntamente com as dragon balls, para depois as mesmas perderem o brilho, se transformando em pedras redondas que ficam agrupadas na Plataforma do Tenkai.

— Nós não conseguiríamos fazer alguns desses desejos. Somente você conseguiria fazer, Piccolo. — Kami-sama fala, após suspirar — Não me agrada a ideia de deixar pessoas com aqueles monstros ou então, com muitos morrendo no vácuo no espaço.

— Eles não prestavam. Possuíam maldade no coração. Agora, quem sabe, a Terra não se torne um lugar melhor? — Piccolo fala — As pessoas ruins foram removidas.

— Talvez... mas, tivemos muitos estupros. E se nascerem crianças dessa união? Como não se lembram, imagino como será a reação se nascerem com cauda. — Karin fala pensativo.

— Poderíamos treiná-los. Ainda mais se eles tiverem o poder daqueles monstros. Acho que devemos invocar Shenron novamente. Posso restaurar as dragon balls para novos desejos. O que acha tou-chan? — Pikoli pergunta para o seu genitor.

— Uma ideia interessante, filho. Precisamos saber tudo sobre essa raça e se há compatibilidade genética. Assim, poderemos saber o que fazer, caso aja compatibilidade, com as crianças começando a nascer, daqui a alguns meses. — Kami-sama fala pensativo.

— É uma ideia excelente, Pikoli-sama. — Karin fala respeitosamente.

— Concordo com Karin-sama. Foi uma ideia excelente. — Mister Popo fala.

— Quanto mais soubermos sobre essa raça melhor e somente Shenron pode responder para nós. Você é muito inteligente, otouto. — Piccolo fala, enquanto sorria, afagando a cabeça de Pikoli que sorri.

Há anos luz de onde a Terra estava, anteriormente, Raditz e Tights haviam se afastado o suficiente para não serem seguidos.

Raditz estava feliz em conhecer as filhas e saber sobre elas, enquanto que a Brief ficava emocionada ao ver a interação de Raditz com as gêmeas, que apesar de serem guerreiras, eram meigas e amáveis, com o saiyajin desejando saber tudo sobre elas e Tights, assim como o que aconteceu na ausência dele.

Ela contou tudo o que aconteceu na Terra, após a partida dele e depois pediu para ele explicar sobre a sua aparência.

O saiyajin explicou sobre as transformações, deixando Tights admirada, enquanto que as caudinhas das gêmeas abanavam animadamente, pois, estavam ansiosas para descobrir se podiam dominar as transformações super saiyajins. Inclusive, aquela que o pai delas exibia.

Tights não sabia que como estava longe do planeta quando os pedidos foram feitos para um ser poderoso, ela não foi transportada ao novo local onde a Terra estava.

Nas naves que estavam no local onde a Terra esteve anteriormente, mais precisamente em uma das celas, Sayuuki havia acabado de acordar, sentindo dores no corpo, pois, havia sido atingida por vários golpes, enquanto tentava salvar um grupo de crianças. Ela não sabia que por ser bioandroíde, Shenron não a considerou humana e que por isso, não foi levada junto com os outros. O desejo foi feito para impedir os androides de serem levados junto dos outros. Por isso frisaram apenas humanos, animais e feras.

Ela olhou para a jaula e viu que somente havia dez pessoas e frente a esta quantidade, arqueia o cenho, pois, notou que eles enchiam as jaulas, conforme era subjugada por um grupo de invasores. Por isso, era estranho ver muitas jaulas quase vazias, enquanto que as outras estavam lotadas, sendo isso o esperado pelo que testemunhou, enquanto observava os humanos sendo capturados, antes que perdesse a consciência.

Então, conforme os observava, se sentindo enfraquecida, a bioandroide percebeu que eles estavam apavorados e imaginava que era da captura, até que ouve eles falando entre si:

— Como eles puderam desaparecer? Quer dizer...

— Deve ser alguma habilidade desses monstros. Só pode ser isso.

— Eu não quero morrer!

— Não sei se vamos morrer! Não compreendo o que eles querem conosco! Somos tão fracos. Você viu o que eles conseguem fazer?

— Sim. Além disso, derrotaram os androides da Red Ribbon como senão fossem nada.

Então, eles param de falar entre si, quando observam um grupo de saiyajins entrando, no caso, fêmeas, sendo que uma delas fala:

— Se preparem para a tortura. Queremos saber tudo o que sabem sobre o sumiço dos outros. — ela fala com um sorriso maligno.

Sayuuki sentia que estava fraca e que não poderia lutar contra elas, enquanto via a mais pura maldade e igual crueldade em seus olhos, sendo visível certo prazer a menção da palavra tortura e frente a essa visão, não pôde deixar de sentir um forte medo e igual terror.

Portanto, somente havia uma forma e assim ela o fez.

Pegou a sua mente e a ocultou dentro dela, somente deixando a mente bioandroíde, para se auto preservar, visando alguma forma de fugir em algum momento, pois, dependendo da tortura, podiam destruir a mente dela e ela queria preservar a sua mente original, sabendo que a mente bioandroide iria buscar um comportamento condizente com o que

Ela nunca pensou que usaria essa habilidade tão cedo, quanto naquele instante, enquanto eram levados um por um.

Após quase um ano, as naves chegam ao planeta e conforme o esperado, a mente de muitos deles foram destruídos em decorrência das torturas, com Sayuuki conseguindo preservar a sua, enquanto que a mente bioandroíde dela havia lidado com as torturas, passando a agir como seria o esperado ao analisar a reação dos outros, criando assim um padrão de comportamento esperado frente às torturas, para disfarçar o fato de que a mente original estava sã e segura.

Ocasionalmente, quando era seguro, preferencialmente quando o corpo não doía mais, somente ficando com cicatrizes pelas torturas, a mente de Sayuuki surgia, para depois, ao sinal do primeiro perigo, voltar a se ocultar, sendo que para ela, era algo bem incômodo ter algo próximo de duas mentes.

Porém, sabia que era necessário fazer isso, para se manter sã e capaz de fugir em algum momento.

Todos usavam coleira para lidar com a gravidade e estavam sendo enviados para os leilões que seriam realizados em alguns minutos. Por ela ser uma bioandroíde, não perceberam que ela era mais poderosa que um humano comum, graças ao fato de suas peças simularem com perfeição as características de peças vivas.

Por isso, a sua coleira era igual ao dos outros e conforme eles andavam, ela buscava uma forma de fugir do planeta.

Naquele instante, não muito longe dali, em uma mansão, Kakarotto despertava.

Após se levantar, ele vai até o banho que foi preparado por uma de suas escravas, cujo corpo era laranja, com uma cabeça semelhante a de um inseto e um corpo peludo, sendo que tinha duas asas quase translucidas nas costas, enquanto os olhos eram grandes e negros.

A escrava fica de pé até ele terminar o banho, somente se curvando para limpar as costas dele, quando ele mandava.

Ela entrega a toalha e se prepara para secar o banheiro, quando o scouter de Kakarotto apita, indicando uma conecção e o mesmo atende, suspirando ao ver o nome no painel, identificando como sendo a sua companheira, que foi obrigado a ter, devido a lei que obrigava os saiyajins mais poderosos a se unirem as poucas fêmeas saiyajins, para gerarem crias poderosas, visando no futuro um aumento populacional, já que a população deles foi reduzida a menos da metade da população original.

— O que houve, Komato (Tomato – tomate)?

Notas finais
Yo! Eu quero agradecer ao comentário de: Red Dragon Emperor.