O pior desejo

38 O conflito de Kakarotto


Notas iniciais
Kakarotto acaba tendo que ir ao... Então, ele acaba vendo... Kakarotto fica irado, quando começa a...

— Que desânimo... Apenas quero falar que a nossa cria conseguiu erradicar um quarto do planeta sozinho.

— A raça não era poderosa. Não posso considerar o ato de Karudo (chard – acelga) uma façanha.

— Contei que eles eram venenosos? Ele lidou com inúmeros venenos muito bem. Claro que agora está em uma medical machine. Afinal, ainda é um filhote. O Comandante disse que ficou impressionado com a resistência e poder dele. Creio que a nossa cria é poderosa. A nossa união gerou um saiyajin digno ao nosso império. Ao contrário do outro que era fraco e que precisei eliminar, já que não me ajudou.

— Eu disse, quando nos unimos. Só quero saber de treinar. Nunca quis me unir a uma fêmea. Só me uni com você por causa da lei. O que você faz ou deixa de fazer com as nossas crias é problema seu. Além disso, sei que é seu direito matar ou não. Agora, se me permite, preciso comprar um escravo novo. Karudo matou a outra escrava, por causa da violência do ato para com ela. Avise ele, de que a próxima que eu comprar, ele não chegará perto. Se chegar perto, ficar na Medical machine será o menor dos problemas dele. Isso vale para você. Já basta a última escrava que matou por causa da punição. — ele fala ameaçadoramente — detesto ir ao leilão comprar escravos por causa da conduta de vocês. Sabe o quanto é aborrecedor?

— Eu posso comprar quando chegar ao planeta.

— Moramos em uma mansão e as escravas não estão dando conta. Preciso comprar duas, pelo menos. Se vocês querem atormentar um escravo, comprem para vocês. Não serão os que eu compro. Quero que durem.

— Entendi... vamos manter as propriedades separadas. Bem, se não está entusiasmado com a nossa cria poderosa, eu vou...

Antes que ela continuasse falando, Kakarotto desliga aborrecido, enquanto terminava de se trocar, para ir ao mercado.

Uma escrava está parada ao lado dele e ele pergunta:

— O que quer?

— O que o senhor deseja para o almoço? — ela pergunta com adoração, pois, teve sorte de ser comprada por ele, sendo protegida de uma vida terrível.

Era preferível ser escrava dele, do que dos outros. Ele somente era frio e impassível, assim como sempre estava sério. Porém, não praticava atos cruéis ou estupros com os escravos.

Ele fala o que deseja, para depois sair dali.

Conforme andava pelas ruas, ele queria compreender como foram os seus primeiros anos, até o encontro com os demais saiyajins. Ele, Nappa, Raditz e Vegeta, sabiam que havia uma lacuna em suas memórias. Eles se lembravam de apenas de um planeta verde imenso e dele, Kakarotto, derrotando Freeza e a Ginyuu Tokusentai. Mas, mais nada.

Por anos, eles tentavam compreender essa lacuna, mas, não conseguiam descobrir o que era. Eles não sabiam que a memória deles foi apagada por Porunga, o dragão que concedia desejos, a pedido do próprio Kakarotto, a fim de manter os namekuseijins a salvo e que o desejo incluía todos que sabiam sobre as esferas mágicas, para que nunca procurassem os namekuseijins pelo universo. Kakarotto temia que algum alienígena lesse a mente dele e descobrisse sobre eles. Por isso, as suas memórias também foram apagadas, incluindo sobre Katatsu.

Com o advento dos anos, ele foi ficando cada vez mais frio e indiferente ao sofrimento. Nas poucas vezes, no passado, em que ele tentou proteger raças fracas, embora não compreendesse o motivo de fazer algo assim, foi traído por essas raças, sendo muitas vezes, foram traições brutais, com ele sentindo que já aconteceu algo assim.

Portanto, ele passou a não se importar, se tornando frio e insensível. Não se importava com o sofrimento dos escravos, pois, havia aprendido lições amargas sobre traição. O fato de conviver com os outros saiyajins, apenas ampliou a frialdade e a insensibilidade ao sofrimento alheio. Também havia aprendido sobre o prazer de humilhar o seu inimigo e fazê-lo implorar por clemência.

Não estuprava escravos, pois, eram inferiores e não queria se sujar.

Afinal, os inferiores eram traidores e suas promessas nada valiam, a seu ver e dos outros saiyajins. Traíam na primeira oportunidade e não era tolo de oferecer as costas, novamente. Os inferiores eram sórdidos e desleais, na visão de Kakarotto. Pelo menos, entre os saiyajins, a promessa envolvia a honra e nenhum saiyajin descumpriu promessas que fez a ele, ao contrário das outras raças inferiores que não tinham honra ou valor.

A seu ver, nunca iria se sujar e isso incluía ter relações sexuais.

Os demais saiyajins e alienígenas davam passagem automaticamente a Kakarotto, uma vez que o seu nível de poder, associado a fama e a aparência de puro poder da forma super saiyajin 4, intimidava todos a sua volta. Kakarotto achava patética a covardia deles que chegava a ser repulsiva.

Ele custava a acreditar que havia saiyajins entre o povo que se humilhava, pois, estes se comportavam como os inferiores em sua presença.

Kakarotto chega até um dos leilões e olha com um olhar crítico os escravos que eram ofertados no palco. Todos eram fracos e patéticos. Concordava que os chikyuujins eram exóticos. Mas, ser exótico, não era tudo, no caso dele.

Além disso, nunca teria relações com um escravo, logo, somente procurava escravos fortes. Na verdade, escravas. Preferia ter fêmeas ao seu lado por causa do odor. Era suave. Um super saiyajin 4 tinha o seu olfato demasiadamente apurado. Desejava que na sua mansão, houvesse somente odores agradáveis.

Claro que sabia que seria difícil arranjar escravas que não fossem fracas.

As fêmeas, com exceção de algumas raças, eram mais fracas do que os machos.

Portanto, a sua busca era demasiadamente demorada e isso somente fazia ampliar o seu desejo de surrar a sua cria para manda-lo a medical machine por vários meses, pois, se estava no mercado, era por culpa dele. Claro que também sentia vontade de surrar a sua companheira, que já havia matado uma das escravas dele, anteriormente.

Porém, sabia que a lei o impedia e precisava dar o exemplo para que nenhum outro saiyajin ousasse desafiar as leis do seu reino. Era consciente disso. Somente fêmeas podiam lutar entre si. Um macho nunca poderia lutar contra uma fêmea, a menos que fosse na cama, já que era uma batalha diferente quando era o período de fertilidade da fêmea, principalmente se caísse no período da lua cheia. Tanto o macho quanto a fêmea lutavam pelo controle nesses períodos.

Após alguns minutos, ele compra uma escrava de uma raça conhecida pelas fêmeas serem fortes. Podia não ser bonita, mas, era forte e tinha um odor agradável.

Ele estava saindo do local, após pagar pela escrava e pegar a mesma no palco, pois, acreditava que somente uma seria o suficiente, quando se vira e fica estupefato ao ver uma fêmea chikyuujin, cujos cabelos eram rubros como o céu do planeta em que estavam, sendo que a cor do seu olho direito era a mesma do sol de Bejiita e do olho esquerdo, era o céu ao amanhecer.

Havia notado que os traços eram delicados e que o odor dela era maravilhoso. Ele estreita os olhos ao notar algumas partes do seu corpo que eram estimuladas pela presença dela e rapidamente, contém as sensações, pois, eram inapropriadas.

O lógico para ele seria não compra-la, pois, sentia que poderia ter uma dor de cabeça com ela e que a mesma despertava sensações que não deveria despertar.

Porém, ao notar o vívido interesse de todos nela, passando a imaginá-la com outro saiyajin, não conseguiu reprimir um rosnado de ira frente a tal visão, para depois ficar estarrecido com os seus atos, passando a lutar contra as sensações conflitantes, até que houve o martelo:

— Dou-lhe uma... dou-lhe duas...

Kakarotto triplica o valor que o outro saiyajin ofereceu, deixando todos estarrecidos, sendo que os saiyajins que competiam pela escrava abanam as cabeças para os lados, dando-se por rendidos, pois, achavam o valor exacerbado demais por uma escrava, por mais exótica que fosse.

O leiloeiro, que era de uma das poucas raças alienígenas que eram parceiras dos saiyajins, chorou de felicidade pelo valor exorbitante, após se recuperar da surpresa, sendo que Kakarotto estava surpreso consigo mesmo, pois, somente ouviu ele mesmo dando o lance. Nem sequer percebeu a sua boca se mexendo.

Rosnando de ira, enquanto torcia a sua cauda na cintura, ele vai até o palco, pagando através do seu scouter, ao fazer a transferência do valor para o leiloeiro.

Após ser finalizada a transação, com o scouter de Kakarotto apitando, indicando a transação efetuada, a corda dourada que surgia da coleira, sendo feita de energia concentrada é dada para ele, que leva a escrava do palco.

Ao saber que seria leiloada, Sayuuki havia decidido manter a sua mente protegida, deixando apenas a mente androide, que começava a agir como uma escrava deveria agir.

Contendo a vontade quase insana de olhar para trás, Kakarotto tentava se concentrar para aplacar o seu corpo, enquanto julgava que seria melhor se afastar de sua mansão, para passar alguns anos treinando. Acreditava que seria o melhor, enquanto tentava compreender o motivo de sua possessividade e os seus atos, desde que viu a chikyuujin exótica no palco.

Kakarotto não havia percebido que próximo dele, havia alguns saiyajins conhecidos, que perceberam a reação dele para a chikyuujin e que os mesmos sorriam malignamente, ainda mais, ao olharem para o céu, sendo que um deles fala:

— Hoje é noite de lua cheia e será o momento ideal, não concordam?

— Sim. Eu já tenho o que é necessário.

— Ótimo.

— Melhor irmos fazer uma visita, no fim da tarde.

Então, todos concordam e passam a seguir Kakarotto, à distância.

Mais tarde, já na mansão, os níveis de estresse de Kakarotto estavam nas alturas, pois, algo o impulsionava a ficar com a chikyuujin e era algo tão intenso que o irritava, enquanto questionava se era a eventual lua cheia que o estimulava daquela forma.

Ele senta no sofá, começando a massagear as têmporas, com a sua cauda se contorcendo na cintura, enquanto cerrava os dentes, odiando o fato de desejar estar com uma inferior, sendo que o odor dela ainda estava impregnado na sala e isso só agrava a sua situação.

Então, a campainha toca e uma das escravas atende a porta, se curvando, sendo que anuncia os saiyajins.

— O que fazem aqui, infelizes?

— O que houve, Kakarotto-sama?

— Não sei e não importa a vocês. – ele fala asperamente.

— Nós queríamos agradecer o senhor, pois, graças ao que falou, não fomos punidos.

— Não tem o que agradecer. Os outros cometeram os erros. Vocês foram apenas consequências, naquele campo de batalha.

— Mesmo assim, queremos agradecer e trouxemos essa garrafa de Siev (seiva – bebida alcóolica mais refinada que a Korokila, cujo nome vem de clorofila), como agradecimento.

Eles sorriem, sendo que olhavam a escrava que era a principal da casa e que tinha adoração por Kakarotto. Uma vez sondaram um acontecimento entre eles e “inocentemente”, questionaram o que ela faria. A resposta os agradou e iria ajuda-los, sem ela saber, sendo que iriam manter uma distância imensa dele, por precaução.

Irritado, Kakarotto pega a garrafa e os saiyajins se despedem.

O almoço fica pronto e como esperado, ele limpa, rapidamente, uma mesa lotada de comida em tempo recorde, sendo servido com Siev por uma escrava, para depois se levantar, decidindo treinar e assim o faz, descendo até a área de treino, começando uma bateria de exercícios exigentes, modificando a gravidade da área de treino.

Mais tarde, ele sai do treino com uma toalha no pescoço e olha a garrafa na mesa, decidindo beber a mesma, fazendo isso com apenas um gole, para depois secar a boca, enquanto a despreza em uma mureta próxima dali.

Conforme rotina usual, uma escrava veio preparar o seu banho, enquanto ele via pela janela a noite caindo em Bejiita e acreditava que algum saiyajin irresponsável e sem controle da transformação, não iria respeitar o toque de recolher por causa da lua cheia, que naquele planeta, acontecia a cada dois anos.

Para seu desprazer e igual ira, foi a nova escrava que fora incumbida de preparar o seu banho, com ele se lembrando, amargamente, que se esqueceu de avisar a escrava principal e que coordenava as tarefas, de que deveria manter a escrava terráquea longe da vista dele e decidiu dar essa ordem no dia seguinte.

Afinal, ela mexia demais com ele e isso o exasperava, demasiadamente.

Sayuuki havia saído da mente bioandroíde, um pouco, pois, somente iria preparar um banho, sendo que estava atenta para se refugiar quando fosse necessário.

Kakarotto havia se despido, quando sente-se estranho, ao ponto de se curvar, conforme sentia seu corpo se aquecer, ao mesmo tempo que seus instintos se ampliavam, enquanto o seu membro reagia. Sem saber, ele havia tomado uma droga que estimulava ao extremo, mesmo um saiyajin, caso a dose fosse extrema alta e que, juntamente com a lua cheia, o deixava ainda mais sedento e pelo fato dele se sentir impelido a estar com a chikyuujin a sua frente, seus instintos lhe subjugaram por completo, fazendo-o rosnar de prazer ao imaginar subjugando a chikyuujin, que estava terminando de preparar o banho, quando sente o saiyajin envolvendo os dois braços em torno dela.

Rapidamente, troca de lugar com a sua mente bioandroíde, enquanto ocultava a sua verdadeira mente, desconfiando que nem tão cedo, ousaria sair da segurança em que estava, enquanto deixava a mente bioandroide no controle por algum tempo.

Com extrema volúpia e agressividade, ele a joga na cama e após rasgar as roupas dela, começa a estupra-la, sendo que ela não reage, enquanto que a mente bioandroide não conseguia sentir nada. Nem mesmo a dor.

Assim se segue a noite toda, até que o saiyajin desaba e adormece.

A escrava principal e responsável pela casa era a primeira a ir cuidar do banho matinal do dono e ao entrar e ver a cena, fica estarrecida.

Desesperada e com medo que ele ganhasse o gosto para estuprar escravas, rapidamente, tira a jovem, cuja mente bionadroíde estava desperta e após expulsá-la dali, dando um pano para conter o sangramento dela, se prepara para limpar a cama, puxando com dificuldade os lençóis, enquanto chamava outras duas escravas para ajudar.

Uma consegue banhar Kakarotto com panos, além de usar essências fortes para ludibriar o odor, além de arrumarem a cama, empenhando-se em passar o mesmo produto no colchão, enquanto jogavam perfume no ar, com a escrava principal ficando ali para fingir que entrava e preparava o banho dele, enquanto que todas faziam um pacto para não falarem entre si nada do que ocorreu, sendo que ameaçam a mente bioandroíde de Sayuuki, que adotando uma postura servil, concorda sem pestanejar.

As escravas esperavam que isso fosse por causa da lua cheia e torciam para que ele não se lembrasse. Limparam tudo na esperança que não se lembrasse. Caso se lembrasse, não poderiam fazer nada. Por isso, ao menos, tentaram ocultar o que aconteceu.

Quanto a Sayuuki, a colocaram na medical machine, sendo que uma delas sabia operar a máquina, para deixarem ela lá, ao menos um pouco, a fim de parar o sangramento e pelos ferimentos internos.

Após várias horas, Kakarotto dá sinal que vai acordar e a escrava principal dá um sinal para uma das escravas tirar Sayuuki na máquina, enquanto que todas que sabiam do acontecimento, oravam para que ele não se lembrasse do que fez e das sensações que experimentou.

Notas finais
Yo! Quero agradecer ao comentário de: Red Dragon Emperor.