Notas iniciais
Kakarotto acorda no dia seguinte e... Whiss se prepara para...

Kakarotto acorda, sentindo uma dor de cabeça imensa. Inicialmente tem uma ligeira desorientação que passa, sendo que fala, consigo mesmo:

— Creio que tomei muita siev. Só pode ser. Nem me lembro de chegar na cama.

A serva suspira aliviada ao ouvir isso e rapidamente, a outra que estava com ela, corre para avisar as demais. A que estava ainda no quarto, se curva para o saiyajin e prepara o banho dele, que se levanta nu, estranhando, mas, depois dando de ombro, decidindo tomar um banho relaxante, enquanto dava novas ordens em relação a uma das escravas adquiridas, já que ela mexia e muito com ele, de uma forma que ele repudiava por completo e que só o deixava exasperado, enquanto tentava compreender o motivo de compra-la.

Na parte de baixo da mansão, havia uma intensa comemoração, sendo que Sayuuki, ainda refugiada dentro da mente dela, deixando a mente androide ainda no controle e estava olhando para um ponto qualquer, alheia a comemoração, sendo que as outras servas a ignoravam, sendo visível o olhar de raiva delas, como se ela tivesse sido culpada pelo ato e que quase levou o dono delas a apreciar ter relações com as servas.

Porém, uma delas, a mais antiga, se aproxima de Sayuuki e toca na cabeça dela, de um jeito maternal, sendo que simpatizou com a bioandroíde, enquanto ignorava o olhar de indignação das outras, por ela se aproximar da novata, enquanto que se limitavam a fazer junta feia, pois, de todas as escravas, era a mais antiga e que lidava com as demais.

— Qual o seu nome, criança?

— Sayuuki, senhora.

— É um belo nome. Imagino que seja terráqueo.

— Sim.

— Então, acertei. É uma chikyuujin. Você precisa de algo?

— Vou beber daqui a pouco.

— Espere. – ela fala bondosamente.

Então, após alguns minutos volta com um copo de água e a bioandroíde bebe, com a senhora falando, admirada:

— Até que está lidando bem com o acontecido. Estava preocupada que tivesse em um estado mental bem ruim. Foi muito violento.

A mente androide dá de ombros e fala:

— É gerenciável.

— “Gerenciável”... Nunca imaginei ouvir essa palavra da boca de outra escrava. Eu me chamo Miria.

Uma jovem escrava se aproxima delas e fala a Miria:

— Kakarotto-sama, ordenou que a chamasse.

— Eu já volto, Sayuuki-chan.

A alienígena mais velha afaga a cabeça de Sayuuki, maternalmente, antes de se retirar.

Ela chega a sala e se curva para Kakarotto que fala, sendo que estava com a sua roupa e prestes a sair:

— É sobre a nova escrava que é terráquea. Eu desejo que ela fique longe da minha vista e dos ambientes comuns que eu ando. Não quero sentir sequer o cheiro dela.

— Temos funções do lado externo e do depósito. Creio que também posso direcioná-la a outros locais.

— Se não tiver função que a impeça de andar nos locais que eu utilizo, a confine em sua cela, se for necessário.

— Terei cuidado com isso, senhor. Não sentirá o cheiro dela em nenhum lugar que o senhor utiliza.

— isso é bom. Não me importo se ela ficar confinada ou isolada na área das celas. O que importa é não sentir o cheiro dela. Se eu sentir, já está avisada. Compreendeu? – ele termina o final em tom de ameaça.

— Sim, senhor.

Nisso, ele se retira, sendo que após ele sair, a responsável pelas outras escravas suspira e volta para onde Sayuuki estava, dando a notícia, com a bioandroide falando:

— Me indique os locais que não posso pisar. Além disso, senão tiver funções para eu fazer, ficarei feliz de ficar confinada. Não quero que sofra as consequências.

— Entendo. Você é muito gentil, criança. Mas, acho que você precisa tomar ar fresco. Por sorte, caíram muitas folhas no jardim, atrás da casa. Kakarotto-sama nunca vai para trás da casa. Poderia varrer e recolher elas?

— Sim, senhora. Onde fica a vassoura?

A alienígena estava surpresa com o fato de Sayuuki não exibir traços de alguém que acabou de ser estuprada a noite inteira. Agia indiferente. Se bem, que acreditava que devia ser o choque e que quando passasse, reagiria de forma diferente ou então, que o cérebro dela encontrou uma forma de lidar com o que aconteceu, para a sua sanidade mental, sendo que não sabia que aquela era a mente de uma bioandroide e não de Sayuuki, que ainda estava oculta, assustada demais para voltar a liderar o corpo.

Após alguns meses, Kakarotto descobre que o seu irmão deserdou e que era impossível localizá-lo, pois, ele tomou todas as medidas possíveis para não se encontrado e sem escolha, Vegeta o tornou um proscrito, com um prêmio por sua cabeça.

Naquele instante, ele voltava de uma sessão de luta com o imperador, já que agora eles eram os únicos super saiyajins 4 do planeta, sendo que sempre se enfrentavam em um local deserto de Bejiita.

Ele também soube que para alívio dos saiyajins, os chikyuujins não eram compatíveis, pois, tentaram engravidar fêmeas sem sucesso. Não houve nenhuma gestação.

Eles não sabiam que os terráqueos eram compatíveis e que o fato de ter sido feito o desejo a um ser com poderes, a esterilidade proporcionada pelo mesmo, não podia ser detectada. Não era algo físico ou hormonal.

Portanto, para os exames, o aparelho reprodutor funcionava, enquanto que começaram a achar estranho o fato dos humanos não procriarem entre si e julgaram que talvez o fenômeno estranho que testemunharam do sumiço misterioso do planeta, os influenciou de alguma forma.

Como eram só os saiyajins, com acesso a esses dados e não os escravos, na mansão de Kakarotto, o fato de Sayuuki estar grávida, as levou a cogitar a hipótese, que era plausível ao ver deles, que ela já veio grávida da Terra, uma vez que a única coisa que sabiam, pois, ouviram muitos saiyajins nas ruas murmurando aliviados, era a incompatibilidade com os saiyajins e de fato, havia inúmeras raças escravas e nenhuma nunca foi compatível e como as outras, com exceção de Miria, não se dignavam a conversar com ela, só a senhora sabia a verdade. De que Sayuuki nunca teve relações, a não ser uma vez com Kakarotto, evidenciando que ela tinha em seu ventre um meio saiyajin.

Claro que a alienígena não compreendeu como era possível uma gravidez, já que os escravos sabiam da incompatibilidade dos saiyajins com outras raças. Mas, julgava que fora uma exceção.

Nem ela e nem Sayuuki, sabiam que o fato dela ser uma bioandroíde, fez com que o dragão não a reconhecesse como humana e por isso, o desejo feito a Shenron, não a afetou.

Miria ficou preocupada que o dono delas descobrisse, pois, ainda se lembra do destino de uma cria dele com a companheira. Embora tenha sido ela que o executou, o pai dele, Kakarotto, não fez nada.

Além disso, sabia que ele era muito orgulhoso. Ela havia se afeiçoado a Sayuuki como uma filha e via o ser no ventre dela como uma neta. Queria proteger ambas, pois, mesmo que Kakarotto não fizesse nada, não duvida que Komato mataria ambas, com requintes de crueldade e que ele não faria nada, como foi com a cria dele e de Kakarotto.

Portanto, Sayuuki, que já havia voltado ao controle há alguns meses e a alienígena idosa, decidem que para todos os efeitos, ela veio grávida da Terra e que o bebê era terráqueo.

Miria se aproxima do saiyajin, que naquele instante relaxava no sofá, tomando uma siev e fala:

— A escrava terráquea veio grávida da Terra.

Ele fica surpreso e depois fala:

— Pelo visto, o corpo dela conseguiu lidar com o acontecimento estranho. Bem, há sempre exceções. Assim que nascer, me avise. Quando for um pouco mais velha, vou cadastrá-la como minha escrava. Acredito que será estéril como os outros e que essa terráquea também ficará. Quem diria que paguei por uma escrava e ganhei outra? Se bem, que eu paguei muito caro por uma e não sei se nesse ponto, eu obtive alguma vantagem.

Ele fala, suspirando, se acostumando a uma batalha interna que travava há meses, contra sentimentos vergonhosos a seu ver e totalmente inapropriados para um saiyajin poderoso como ele, sendo que sabia que o seu poder ultrapassava, um pouco, o do próprio imperador.

Ele se sentia patético, assim como sentia vergonha por nutrir sentimentos vexatórios por um ser inferior, pertencente as raças que tradicionalmente apunhalavam nas costas, conforme a sua vasta experiência.

— Sim, senhor.

Ela o avisou, pois, assim, teria a certeza de que a criança o teria como dono, pois, isso impediria Komato ou Karudo de fazerem algo contra a pequena, já que seria propriedade de Kakarotto e ele havia sido categórico quanto aos escravos dele, de que não suportaria que tocassem em suas propriedades. Tê-lo como dono, significava proteção. Além disso, não poderia manter um bebê oculto.

Após meses, sozinha, tendo apenas a ajuda de Miria, Sayuuki dá a luz a uma meia saiyajin, sendo que deu o nome de Yukiko, por adorar a neve, sendo que sentia falta de ver os flocos caindo do céu.

A cauda havia sido escondida, enquanto que a alienígena ensinava uma técnica para deixar a pequena inconsciente a força, caso chorasse demais, para não despertar a raiva das outras escravas ou de outros saiyajins, pois, quando menos chamasse a atenção, melhor. Sayuuki treinou até dominar a técnica, embora que Yukiko ajudava por ser um bebê calmo e tranquilo, que não chorava muito.

Como a bioandroíde quase não saia de sua cela, para não deixar o seu odor por aí, ela ficava muito tempo com a filha, sendo que após alguns anos, após deixa-la inconsciente, arrancam a cauda dela e com destreza, Miria cobre o local da cauda com muita maquiagem, conseguindo encobrir com sucesso.

Após fazer isso, leva a filha de Sayuuki em seu colo, sendo que a mãe ficaria na espécie de cela fechada, pois, Kakarotto queria evitar seu odor.

Portanto, Miria iria levar a pequena, que tinha apenas três anos, até o local de registro de escravos.

Como a pequena não tinha muito contato com o exterior, fica em um misto de medo e de curiosidade com o ambiente em volta, enquanto grudava em Miria, já que era a única conhecida.

Kakarotto olhou para a pequena por estar curioso, sendo que ela herdou cabelos negros e olhos azuis, que eram olhos diferentes, enquanto pensava em como os humanos eram coloridos no aspecto cabelos e olhos.

Por sua aparência imponente, todos abriam passagem, automaticamente, enquanto se curvavam com Kakarotto achando patético os saiyajins se curvarem como se pertencessem a raças inferiores.

Na Central de registro de escravos, eles providenciam uma coleira para a criança, além dela ser levada para a marcação a laser, sendo que temendo que a pequena chorasse, elevando o seu poder, como aconteceu uma vez, evidenciando que não era humana, a fez ficar grogue com a sua técnica e depois que ela ficou inconsciente, enquanto fingia se assustar com algo, a deixa cair de propósito, no chão.

Para todos os efeitos, ela ficou inconsciente pela queda e não por outra coisa.

Imediatamente, Kakarotto ordenou que fosse feito um exame que não detectou qualquer fratura e como os humanos tinham o cóccix, não era possível identificar a base de uma cauda, pois, havia esse início de cauda primitiva em todos os humanos.

Então, eles continuam o procedimento com o laser, sendo que a criança apenas demonstrou um esgar de dor no rosto, enquanto que não havia acordado, para alivio de Miria, que sabia que como ela era resistente, uma queda não a mataria. Na verdade, ficou surpresa ao ver que ela tinha um poder elevado, sendo que na maioria do tempo ficava bem baixo, além de resistência e força imensa, contrariando a ideia que ela tinha de que os meio saiyajins seriam fracos, já que os humanos eram fracos e acreditava que era uma espécie de mutação ou algo assim.

Enquanto voltavam, ela havia decidido que ela e Sayuuki deveriam manter a pequena inconsciente, até cicatrizar a marca, pois, se sentisse dor, poderia elevar o seu ki e isso era perigoso, já que nenhum humano demonstrava o nível de poder que ela tinha.

Então, alguns meses depois, Yukiko estava na sela fechada, sendo que havia sido trancada ali pela mãe, que estava cuidando da limpeza atrás da casa, pois temia que a qualquer momento a cauda crescesse, abruptamente, rasgando a roupa, revelando assim que era meio saiyajin.

Ela havia conseguido pegar algumas coisas do lixo, que após serem limpas, foram transformadas em espécie de brinquedos, com Yukiko brincando com eles.

Em outra dimensão, mais precisamente no planeta do Deus da Destruição e renovação, Bills, o mesmo estava dormindo, enquanto que Whiss, seu atendente e também sensei, caminhava até uma espécie de quarto com vários itens, sendo que sorria ao ver algo através da pedra em seu bastão, sendo que murmura feliz:

— Irei arranjar um oponente a altura do senhor, Bill-sama. Chegou o momento de por o meu plano em prática.

Notas finais
Yo! Quero agradecer ao comentário de: Red Dragon Emperor.