O pior desejo

40 O início do plano de Wiss


Notas iniciais
Wiss decide... Yukiko acaba... Na Terra...

Wiss pega a espécie de joia e fala:

— Tsukishiro, aqui é Wiss, atendente de Bills-sama. Poderia vir, por favor.

A joia brilha e uma dragoa da neve imensa aparece, sendo que boceja, para depois falar, ao olhar quem era:

— Jovem Wiss, que surpresa revê-lo! Imagino que chamou esta Tsukishiro para treinar alguém.

— Sim. Quero que treine uma criança, desde pequena. Quando ela for maior, assumirei o treino dela.

— Por ela ser criança, deseja que esta Tsukishiro a treine? – ela pergunta em tom de confirmação.

— Sim. Uma coisa é treinar jovens e adultos. Outra é treinar uma criança pequena. Além disso, não poderia separá-la de sua mãe.

— Verdade.

— Você pode aplicar um treino diferenciado na mente dela, que pode repercutir em seu corpo, sem que ninguém desconfie. Seria o treino ideal no momento. Para uma melhor assimilação, precisar estar no corpo desde que é pequeno, correto?

— Sim. Afinal, a criança precisa se acostumar comigo e preciso proteger a sua mente de eventuais danos. Há algum problema maior com ela, né?

Então, ele explica, com a dragoa comentando, pesarosa:

— Escrava... De fato, quanto mais cedo puder protegê-la, pelo menos a sua mente, melhor. Se for bebê, posso me assimilar, facilmente, conseguindo agir rapidamente, caso seja necessário. Agora, compreendo a sua preocupação.

— Sim.

— Por acaso, procura um adversário para o seu Deus? Confesso que essa criança tem um grande potencial. – ela fala olhando pensativa para o cajado de Wiss, que a mostrava – Ela será poderosa. Muito poderosa. Irei treiná-la com prazer. Ela é meio saiyajin, né?

— Sim. Vamos precisar que oculte a cauda dela, de todos. Temos que garantir que ninguém descubra que ela é meia saiyajin.

— Concordo. Se alguém descobrir, ela será eliminada, se conheço bem o demasiado orgulho saiyajin. Posso usar os meus poderes.

— Excelente.

— Vou partir agora.

— Conto com você, velha amiga.

A dragoa brilha e desaparece, como se teleportasse.

Em Bejiita, na mansão de Kakarotto, mais precisamente no porão onde havia os quartos dos escravos, Sayuuki dormia abraçada com a sua filha, que ressonava, até que aparece um símbolo de dragão na testa do bebê, que depois some, com o seu corpinho brilhando por alguns minutos, com o brilho se concentrando na área que antes tinha a sua cauda, com a dragoa bloqueando o crescimento da mesma, até que fosse seguro, conforme conseguia assimilar o corpo da pequena que não sentia nada.

Após terminar, Tsukishiro adormece, levemente, sendo que poderia acordar a qualquer momento, frente a qualquer emoção forte que a pequena vivenciasse, para intervir, rapidamente. Estava ansiosa para o dia que ela iria conhecê-la. Por enquanto, era apenas um bebê.

Após cinco anos, na mansão de Kakarotto, Sayuuki estava limpando o porão dos escravos, sendo que pediu para a sua filha ficar sentada na cela delas, esperando ela terminar e de fato, a criança estava sentada, até que olha para o lado e nota uma fresta de luz, da porta entreaberta.

Movida pela curiosidade, ela vai até a porta e sai, ao subir as escadas, sendo que era a primeira vez que via a parte de cima da casa.

As escravas notaram que ela estava andando pelos corredores, mas, ignoraram e muitas esperavam que ela fosse punida severamente pelo dono delas, por desobedecer as ordens dele.

Em sua inocência, se esquecendo das ordens que a sua mãe lhe ensinou, ela explora o local, até que ouve sons de algo sendo socado, graças a sua audição apurada. Ela encontra a origem dos sons e desce vários degraus, avistando uma enorme sala e vários aparelhos, vendo no centro um saiyajin de pelagem castanha avermelhada, reconhecendo como sendo o dono dela e de sua mãe, baseado no que a sua mãe falou.

Ela sentou quietinha no chão e observou ele treinando, sendo que estava curiosa, até que se levanta e ameaça se aproximar mais, ficando assustada com um alarme que soa, para depois, Kakarotto apertar um botão de uma máquina que faz um som estranho, sendo possível ouvir depois os seus rosnados ensurdecedores que apavoraram a criança, juntamente com o rosto dele ao se virar, sendo que estava imerso em ira e era possível ver uma película rubra neles, conforme olhava pela sala, até que avista Yukiko, que recuou vários passos e chorava silenciosamente, aterrorizada com o que via.

Ele se aproxima com as feições imersas em ira e fala:

— Você teria morrido com a gravidade elevada. Por sorte, há sistema de alarme embutido que detectaram a entrada de outra pessoa.

A criança chora silenciosamente, assustada com o olhar dele, sendo que fica mais aterrorizada, pois, tinha a impressão que uma enorme fera dourada rugia para ela, mostrando as suas presas afiadas. A onda de ki opressora de Kakarotto sobre a pequena, a faz ficar aterrorizada.

Dentro dela, Tsukishiro, que havia despertado, influencia a pequena para que corresse dali e assim, ela o faz, se levantando e saindo correndo, sendo que no caminho encontra a sua mãe que corria apavorada atrás de sua filha, temendo o pior e ao vê-la, suspira de alívio e imediatamente, a leva de volta ao porão dos escravos, o quanto antes, percebendo que a filha tremia em seu colo, enquanto chorava copiosamente, abraçando fortemente a mãe, notando em volta dela, que as escravas pareciam satisfeitas, fazendo a bioandroide odiá-las ainda mais, pois, com certeza viram a sua filha na parte de cima da mansão e mesmo assim, permitiram que ela continuasse. Ela jurou que se vingaria delas, algum dia.

Na sua cela, ela senta na cama, com a filha em seu colo e quando Yukiko, com os afagos da mãe, se acalma, ela conta o que ocorreu e a bioandroíde sente o sangue gelar ao saber que ela encontrou o dono delas e Sayuuki fala:

— Nunca mais faça isso. O nosso dono é perverso e cruel. Nunca se aproxime dele. Ou melhor, não saia sem estar comigo. Você teve muita sorte, hoje. Ele poderia acabar punindo, nós duas, pois, sou responsável por você.

— Punir? – ela pergunta sem entender.

— Fazer dodói. Ele pode fazer dodói em nós. Prometa que nunca mais vai fazer algo assim, minha filha.

— Eu prometo.

Ela decide nunca mais explorar, para que a sua mãe não sofresse dodói do dono delas. Ela não suportaria que a sua mãe sofresse por causa dela.

Enquanto isso, Sayuuki havia jurado que iria se vingar das escravas, algum dia, por terem permitido que a sua filha fosse exposta ao perigo, sendo que as odiava, ainda mais ao verem o sorriso satisfeito para com o estado de terror que a sua filha estava.

Na sala de treinamento, os pelos de Kakarotto abaixavam, sendo que ele odiava que o seu treino fosse interrompido. A presença da criança ali, o deixou irado, pois, havia dado ordens explicitas. Além disso, a criança despertava nele sentimentos que ele odiava, tal como o sentimento de proteção e carinho, que era algo ilógico para ele. Tudo isso fez ele despejar sua raiva para a pequena ao emitir o seu ki opressor sobre ela.

Ele tenta voltar ao treino e não consegue, conforme era acometido por novos sentimentos, revoltantes a seu ver, para se ter com os inferiores, inclusive o pesar, o sofrimento e a culpa que lhe martirizavam, fazendo ele ficar mais irado, ao se lembrar do estado de absoluto terror da criança, para com a onda opressora de ki que ele lançou e que estava imerso em sua ira.

Revoltado, ele cessa o treino e decide que iria sair de Bejiita por algum tempo, para tentar se livrar dos sentimentos revoltantes a seu ver.

Após sair da mansão, falando que iria se ausentar do planeta, deixando Miria responsável como sempre pelas escravas, ele parte dali, rumo ao hangar, para buscar a sua nave e partir o quanto antes.

Um ano depois, há centenas de milhares de anos luz dali, onde a Terra foi movida, reinava a paz e a tranquilidade. O mal era inexistente e somente havia pessoas boas. Era um planeta onde reinava a justiça e que não tinha miséria, fome e nem guerras, graças ao fato de não haver pessoas com maldade em seu coração.

Inclusive, as doenças foram erradicadas, graças a convergência do dinheiro para desenvolver todos as raças e nacionalidades, sem exceção, visando o bem comum e a paz, graças ao fato de só haver humanos bons na Terra, com todos aceitando a destinação do dinheiro, assim como o desenvolvimento da justiça, da saúde e da tecnologia pelo bem comum, com os chikyuujins conhecendo os namekuseijins, cujo patriarca, Moori, ficou surpreso ao ver que o Deus da Terra era um namekuseijin, descendente de Katatsu, assim como Piccolo, conhecendo o segredo da Terra, enquanto atendiam ao pedido de Kami-sama, para nunca revelar a verdade aos humanos.

Conforme nasciam meio saiyajins, Kami-sama, graças ao novo Shenron, criado pelo seu filho Pikoli, modificou a memória dos humanos, para que todos pensassem que era uma anomalia usual humana, causado por um acontecimento raro cósmico que influenciou algumas humanas, que estavam grávidas e a forma oozaru era impedida, graças ao treinamento que faziam, quando usaram o dragão, para que todos assimilassem que Piccolo era um mestre formidável e que todos que tinham cauda, precisavam passar por treinamento com ele. Piccolo assumiu a tarefa de treiná-los, com a ajuda de Karin, que era muito famoso entre as crianças. Elas estudavam e treinavam. Katatsu e os outros namekuseijins os ajudavam.

Os estudos eram ministrados por robôs professores, pois, podia haver desentendimento, usual entre crianças e os meio saiyajins eram fortes demais. Até terem controle total de sua força, estudavam separados dos chikyuujijns. Isso era possível graças aos Briefs, que auxiliavam com a sua tecnologia, que era aprimorada constantemente. Alternando com os robôs, havia professores namekuseijins, assim como os que auxiliavam Piccolo e Karin, nos treinamentos. Um deles era Katatsu, que sentia falta de Kakarotto, seu irmão, que cuidou dele, até que saiu do ovo e que depois, teve que partir, enquanto as suas memórias eram seladas. Ele sempre se perguntava como Kakarotto estava e se ainda estava vivo.

Todos elegeram os Briefs como soberanos, sendo que conseguiram administrar o planeta, distribuindo recursos, assim como os desenvolvendo, tornando-os amados pelo povo.

Naquele instante, as crianças estavam indo ao templo de Piccolo, em uma planície, para treinar, após se despedirem de seus pais, abanando a cauda animadamente.

Atrás do grupo, um jovem de cabelos curtos lilases, tendo olhos azuis, estava lendo alguns gráficos holográficos, quando outra, da mesma idade e de cabelos e olhos azuis se aproxima, com ambos mantendo as suas caudas enroladas nas suas próprias cinturas.

Notas finais
Yo! Quero agradecer ao comentário de: Red Dragon Emperor.