O pior desejo
41 O plano de Sayuuki
Notas iniciais

Então, ela fala animada:
— Hoje, Piccolo-sama irá nos ensinar a voar!
A criança guarda a prancheta holográfica e pergunta surpresa:
— Vamos mesmos aprender a voar, Bra?
— Sim. Trunks. Todos estão falando isso e hoje, muitos chegaram mais cedo para aprenderem a voar. Mal vejo a hora de voar pelo céu! – a menina exclama animada.
— Será maravilhoso, irmã.
Eles eram irmãos gêmeos, filhos de Bulma Briefs e por isso, bem conhecidos dentre os demais. Ambos eram guerreiros e possuíam um cérebro primoroso, com os irmãos fazendo jus ao seu sobrenome. Eram considerados gênios mirins e que além de guerreiros, desenvolviam, ocasionalmente, alguma tecnologia ou aprimoravam algum projeto da mãe e do avô.
As crianças chegam a sala de treino e sentam no chão em meio circulo, sendo que estavam animados. Haveriam mais meio saiyajins, mas, tiveram muitos abortos espontâneos e outros, que foram abortados, sendo que havia a lei que permitia o aborto pela mãe até um determinado mês de gestação, sendo um vitória em muitos aspectos, pelo direito de decidir morrer ou não em uma gestação ou então, pelo direito de se arriscar ou não em ganhar uma doença para o resto da vida, por causa da gestação, com a mãe sendo obrigada a tomar medicamentos para o resto de sua vida, por causa da gestação.
Afinal, toda a gestação tinha os seus perigos, desde a morte da mãe à uma doença crônica para o resto da vida. Nenhuma gravidez era totalmente segura. Em todas havia esse risco. Algumas mais, outras menos.
Claro que como havia o risco de ficarem inférteis ou de terem problemas para engravidarem em decorrência do aborto, com todas sabendo dos riscos e de procedimentos alternativos, a taxa de abortos era baixa em todo o globo, juntamente com métodos novos e cem por cento eficazes, sendo que antigamente, mesmo com os anticoncepcionais, era apenas 99,99% de eficácia e a camisinha podia vim avariada. Além disso, as relações não eram tratadas de forma leviana e não havia promiscuidade, graças ao tipo de humanos e de seres transportados para a Terra, salvos do destino da escravidão.
Em virtude disso tudo, raramente havia gestações acidentais. A maioria eram gestações desejadas e planejadas, graças aos projetos de planejamento familiar, com uma taxa altíssima de sucesso.
Todas as crianças estavam animadas, enquanto Piccolo entrava, sendo que era severo e facilmente, fazia as crianças ficarem quietas, sendo preciso apenas um gesto de sua mão para fazê-los prestarem atenção exclusiva nele, enquanto ensinava e mostrava como voar, com todos assimilando e começando a praticar. Piccolo contava com a ajuda de outros namekuseijins, devido a quantidade de meio saiyajins para supervisionar, sendo que havia junto delas, crianças namekuseijins, que faziam aulas junto com os meio saiyajins.
Afinal, crianças extasiadas e com um poder considerável, como os meio saiyajins, sempre ofertavam algum perigo as fundações, principalmente quando não tinham um controle preciso sobre uma nova técnica.
Há centenas de milhares de anos luz dali, no outro ponto do universo, mais precisamente em Bejiita, todas as tentativas para clonar humanos ou procriá-los foram frustradas, com nenhum cientista compreendendo o motivo da infertilidade e a sua causa, até que o projeto foi abandonado, pois, os humanos eram fracos e não compensava o esforço, mesmo se fosse por serem exóticos, com as diversas cores de cabelos e olhos, assim como de pele.
Por não ser possível a procriação, se tornaram demasiadamente caríssimos por também haver poucos exemplares e o império, apesar de ter o cadastro de Yukiko, julgavam que ela veio da Terra junto da mãe e como era escrava de Kakarotto, sendo que as experiências com os demais escravos fracassaram, nunca procuraram pedi-la emprestado para pesquisas e nem mesmo a mãe dela.
Há mais de três anos, Kakarotto havia saído de Bejiita, para treinar em um planeta, indo esporadicamente ao planeta Bejiita para lutar contra Vegeta e se deitar com várias saiyajins por alguns dias, antes de voltar ao seu treino, pois, não suportava a influência que Sayuuki tinha nele, quando estava na mansão, mesmo com ela ficando fora de sua vista e pela ausência do cheiro. A visão dela o incomodava a todo o momento e isso o exasperava. Decidiu mergulhar em treinos constantes e batalhas para esquecê-la, para depois, decidir sair do planeta para treinar sem precisar ser conter.
Quando a companheira e cria dele chegaram em Bejiita, Kakarotto já havia partido, sendo que deixou um lembrete ameaçador das consequências de tocar em suas escravas. Komato e Karudo, não eram doidos de desobedecer a ordem. Portanto, compraram os seus próprios escravos e como não se interessavam pelo que acontecia aos inferiores, apenas se fosse para punir ou se “divertir” com eles, não sabiam sobre a existência de Sayuuki e da criança, já que a bioandroide continuava sendo ocultada da vista dos saiyajins ao fazer trabalhos longe deles, seguindo a ordem dada por Kakarotto.
Já, Yukiko, ficava junto da mãe, embora que Sayuuki, ao perceber que havia saiyajins na casa, havia mandado que a sua filha ficasse no quarto e a mesma ficava brincando com alguns brinquedos que a sua genitora fez com pedaços encontrados no lixo.
Quando Komato e Karudo saíam da casa, para cumprir as missões de invadir planetas, Yukiko podia sair do quarto, sendo que sempre estava com a sua mãe e somente confiava em Miria. Em relação as demais, mantinha distância sobre ordens de sua mãe e em contrapartida, todas as demais, com exceção de Miria, desprezavam ambas.
Um dia, Yukiko estava deitada na cama baixa e rústica, adormecida, quando nota que está em uma floresta, sendo visível uma enorme clareira, assim como um lago imenso e uma bela cachoeira.
Ela fica maravilhada, olhando a paisagem, sendo que somente sabia o nome de algumas coisas, até que escuta uma voz:
— Yukiko-chan... venha...
Era uma voz maternal e rapidamente, a pequena olha para os lados, com a voz repetindo a mesma coisa, até que ela nota que vinha de um rochedo, próximo dali. Sem medo, sendo que estava curiosa, ela anda até o rochedo e sobe no mesmo.
Então, uma enorme sombra surge em cima dela e ao olhar para cima, fica maravilhada ao ver um dragão alvo, peludo e enorme que exibia um olhar maternal.
Rapidamente, ela corre até a dragoa, que pousa em um rochedo e toca o focinho dela, o afagando, enquanto sorria animadamente, esfregando o rostinho no focinho da mesma, que a tira do rochedo, atento caso ela caísse e nota que a pequena voava sozinha, por si mesma, ficando maravilhada.
Yukiko não havia notado e apenas murmura:
— É lindo!
— Obrigado, pequena Yukiko.
— Sabe quem eu sou? – ela pergunta curiosa.
— Sim.
— Qual o seu nome?
— Tsukishiro. Sou uma mestra dragão. Treino guerreiros ao longo dos milênios.
— Treina guerreiros?
— Sim. No estilo do dragão. Claro.
— Dragão? É um dragão?
— Sim. Está com medo?
— Não.
— Já notou que está voando?
A criança olha para baixo e fica maravilhada ao ver que flutuava, falando:
— Já vi os saiyajins voarem. Então, essa é a sensação?
— Isso mesmo. Pelo visto, podemos partir para o treinamento de ki e de luta. Você deve manter o nosso treino em segredo da sua mãe. Ela não pode saber. Aliais, ninguém pode saber da minha existência. Ou por acaso, não quer treinar?
— Treinar?
Ela se lembra de ver o seu dono treinando em uma sala, sendo que esta recordação vinha com uma face de ira do mesmo que a fez chorar em silêncio, enquanto pedia perdão, se curvando, temendo que a sua mãe pagasse por seu erro, pois, ela saiu do quarto, movida pela curiosidade infantil.
Ela pediu perdão, pois, ouvia relatos das outras escravas e saiu correndo dali, quando ele falou com evidente ira, para que voltasse a cela e assim ela o fez, apenas para ver depois a sua mãe, agoniada.
Ela abraçou a mãe e chorou, pedindo perdão, sendo que a genitora dela a abraçou e falou que não foi culpa dela. Naquele momento, era impossível saber quem confortava quem.
Daquele em diante, ela nunca mais saiu da cela, sem uma autorização expressa da sua mãe e somente aceitava a proximidade de Miria, ao descobrir que podiam tê-la impedido e não fizeram, apenas para ver mãe e filha sendo punidas.
Tudo isso vinha na mente da criança que olha para o dragão e consente, temendo que a sua mãe fosse punida.
— Não vou contar, Tsukishiro-san.
— Ótimo. Vamos treinar, pequena. – ela fala maternalmente.
Dois anos depois, Sayuuki sentia pena dos escravos que serviam a esposa e filho de Kakarotto, pois, ambos eram simplesmente monstruosos, os estuprando direito, sendo que alguns morreram e eles tinham que comprar novos.
Ela ainda se lembra do medo que sentiu quando o filho de Kakarotto se aproximou dela e de sua filha, sendo que a responsável pelos escravos, falou que elas eram escravas de Kakarotto e por isso, não podiam usá-las, fazendo o jovem cerrar os punhos e se afastar.
Desde então, ela procurou ficar longe da vista dele e da mãe deste, outro monstro abominável.
Conforme estava atrás da mansão, cuidando da limpeza das folhas, com a sua filha a ajudando, enquanto agradecia mentalmente pela cauda dela não ter crescido mais e a marca de uma cauda não estar mais evidente, não sabendo que isso era em decorrência dos poderes de Tsukishiro, para que ninguém descobrisse que ela era meia saiyajin, a bioandroíde ouve a conversa de alguns escravos próximos do portão.
— Está tudo pronto? Teremos um transporte?
— Sim. A nossa líder conseguiu. Porém, precisamos de outros escravos que tenham um nível de poder bom.
Ela se aproxima e fala, sem se revelar:
— Eu fui uma guerreira na Terra e sei usar ki. Posso ajuda-los, se garantir a fuga para mim e outra escrava.
Eles tentam ver quem é, mas, não conseguem e ficam preocupados, sendo que ela só deixa seu pescoço a mostra, mostrando a coleira, fazendo eles suspirarem aliviados.
— Entendo. Vamos fazer uma fuga em massa. Hoje será lua cheia. Muitos saiyajins ficam em suas casas e somente os que têm um controle total ficam nas ruas. Hoje a noite, será a oportunidade de ouro para fugirmos. Vamos precisar de guerreiros, pois, podem usar ki e criar uma distração, se necessário.
— Eu posso fazer isso.
Nisso, o escravo fala como seria a fuga e Sayuuki, sorri, pois, havia a chance de sair daquele planeta com a sua filha.
Afinal, Kakarotto poderia estupra-las ou então, se ele morresse, elas seriam propriedades da esposa e do filho saiyajin puro dele, sendo uma visão, simplesmente assustadora. Se havia uma chance de fugirem daquele inferno, ela deveria aproveitar.
Após eles se afastarem, a filha dela mostra uma esfera de ki na mão, surpreendendo a mãe, até que cancela a técnica e fala animada:
— Eu também consigo, kaa-chan. Posso ajuda-la.
— Isso é incrível.
Ela afaga a cabeça dela e fala:
— Agora, vamos voltar para as tarefas. Sairemos antes que as portas das celas sejam fechadas.
— Sim.
Elas retornam as suas tarefas e ao cair da noite, sendo que Kakarotto havia voltado aquela tarde, elas se dirigem a cela, assim como as outras, sendo que a idosa que era amiga delas, havia falecido e outra assumiu o cargo, sendo uma que odiava Sayuuki e a filha dela.
Conforme mãe e filha se dirigiam as celas, ela fala a filha:
— Feche os olhos e somente olhe para a saída. Vá até lá.
A criança passa pelas escravas, sendo que a responsável exclama irada:
— Volte aqui, desgraçada! O seu lugar é na cela!
— Será? – Sayuuki pergunta com um sorriso maligno.
— O que está falando, bastarda? – a responsável ergue um chicote de energia para bater em Sayuuki.
— Isso.
Nisso, ela usa rajadas de ki, com baixo poder, que se dispersa para todas, as acertando, inclusive a responsável, para depois ela pegar a filha e fugir da mansão, com a filha mantendo os olhos fechados, ainda.
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