O pior desejo
42 O pedido da meia saiyajin
Notas iniciais

O uso do poder dela foi detectado, mas, bem pouco. Como foi feito rapidamente, as escravas não tiveram tempo de gritar. Somente Kakarotto estava na mansão e estava treinando.
Ao sentir o ki e ir para a sala, avistou próximo dali dois jovens saiyajins lutando, até que o pai deles apareceu e os colocou para dentro de casa. Ele julgou erroneamente que o poder era deles, já que naquele momento, estava distraído com exercícios.
Sayuuki consegue se esgueirar pelas sombras, suprimindo o seu ki, sendo que a sua filha suprimia o seu, enquanto estava junto da mãe que observava vários saiyajins entrando nas casas, conforme procurava detectar fontes de ki.
Ela se esgueirava, enquanto desviava de grupos de saiyajins, ou então, saiyajins sozinhos, que deviam ser os guardas, até que após algum tempo, tentando controlar os batimentos cardíacos acelerados do seu coração, ela avista ao longe o local e lentamente, se aproxima, procurando fontes de ki de saiyajins.
Então, ao se aproximar, observa alarmada saiyajins se aproximando da nave com vários escravos próximos dela, simulando estarem sobre ordens de um saiyajin, sendo que ela notava por trás que era uma cauda postiça.
Eles começam a questionar o falso saiyajin e ela nota que o escravo, que disfarçou a coleira no pescoço se atrapalhava para explicar, estando nervoso, sendo que os outros escravos estavam tensos e então, vê que o saiyajin se aproxima do pescoço do mesmo, prestes a tirar a espécie de pano, quando ela se desloca e perfura o coração de ambos com uma rajada potente, afunilada, pegando os corpos e escondendo atrás da nave, sendo que naquele momento, por causa da lua cheia no céu, não havia quase saiyajins na rua, até que um som chama a atenção de todos, sendo rugidos, com eles vendo alguns oozarus descontrolados.
Os escravos se recuperam da surpresa e ficam estarrecidos ao verem que ela os eliminou e Sayuuki fala:
— Eram saiyajins de classe baixa. Melhor partirmos logo. Não só pelas metamorfoses deles. Eu não poderei fazer nada com saiyajin de classe média e muito menos com os de classe altas. Ou por acaso, querem ser capturados e punidos pelos seus donos por terem fugido?
Ela pergunta seriamente e eles se entreolhando, sendo que um deles fala:
— Ainda faltam alguns minutos para partirmos. Ainda pode haver alguns escravos que desejam fugir. – uma alienígena fala, nervosa.
Sayuuki suspira e pede para a sua filha entrar, sendo que a mesma gruda na genitora e se recusa a sair de perto dela que suspira, passando a observar em volta, os oozarus transformados, descontrolados e outros tentando controla-los, os golpeando. A bioandroide julgou que isso manteria a raça “cruel” e “bastarda”, ocupada.
Afinal, tinham que lidar com jovens que olharam para a lua cheia, sem terem controle da sua metamorfose. Isso exigia quase toda a atenção daquela raça, pois, poderiam provocar a perda de escravos e destruição de propriedades.
Chegam ao local mais alguns grupos que entram, sendo que na última leva, após alguns minutos, aconteceu o que ela mais temia. Surgiram mais saiyajins e Sayuuki rosna, pois, não são de classe baixa. Yukiko sente o tremor da sua mãe e na sua mente, encontra com a sua sensei e pede suplicante:
— Poderia me conceder os seus poderes? Disse que pode se fundir, temporariamente, comigo.
— Sim. Mas, se isso acontecer, terá um efeito colateral. Você pode morrer. Ficará entre a vida e a morte, o que é normal, já que mesmo sendo meia saiyajin, filha de um super saiyajin 4, ainda é uma criança. Você se tornará um dragão humano, juntamente com o sangue de saiyajin.
— Por favor. Eu imploro. Por favor. – ela pede com lágrimas nos olhos.
Tsukishiro sabe que senão fizer nada, mãe e filha serão punidas violentamente e podem morrer pela surra que irão levar de Kakarotto, considerando o que conhece dele, pelo seu comportamento anterior. Se isso acontecer, elas podem morrer. Se fizer a fusão com Yukiko, ela pode morrer, pois, seu corpo pode não conseguir lidar com o poder.
A dragoa pondera e descobre que não há escolha. Em ambas as escolhas, haverá o perigo de morrer. A diferença, é que em uma delas, havia a chance de sobreviver e essa era a fuga, longe do dono delas.
Suspirando, ela fala:
— Tudo bem. Você tem mais chances de sobreviver fugindo. De um jeito ou de outro, pode morrer, seja na fusão ou na punição do seu dono. Se fugir, há alguma esperança.
— Obrigada, sensei! – ela exclama, sorrindo.
Nisso, a mão da dragoa a envolve, enquanto a mesma murmurava palavras incompreensíveis e tão antigas quanto o próprio universo.
O corpo da imensa dragoa brilha, assim como da pequena meia saiyajin, até que se transformam em esferas de luz, se fundindo.
No lado de fora, os saiyajins capturavam os escravos, sendo que surgiram mais. Sayuuki havia sido rendida e levou um golpe no rosto, quando vê a sua filha rendida brilhando e desesperada, ao ver que o saiyajin planejava golpeá-la, consegue se libertar, porém, tem seu estômago acertado com um soco profundo, fazendo ela golfar sangue e cair inconsciente em frente a filha.
Yukiko, chorando, viu isso e gritou, se transformando em super saiyajin, juntamente com uma áurea dracônica que a envolvia. Naquele momento, não era Yukiko e sim, Tsukishiro, que subjugou a mente da criança, que aceitou a subjugação, para que a sua sensei pudesse lutar livremente, tendo pleno controle de seu corpo.
Os saiyajins ficam estarrecidos ao verem os cabelos se tornarem dourados e levemente espetados, assim como os olhos se tornaram verdes, sendo que as suas feições ganharam uma aparência dracônica.
Rugindo, ela se liberta e rapidamente, quebra o pescoço dos saiyajins, que não tem tempo de reagir e em um piscar de olhos, todos os vinte saiyajin estão mortos.
Desesperados, os escravos começam a correr para dentro da nave. Tsukishiro pega Sayuuki, que está inconsciente, a levando para a nave, junto dos outros, com o líder deles dando a partida.
Em um canto, no compartimento de carga lotado, ela cura o corpo de Sayuuki, pois, havia alguns danos internos, ficando aliviada ao ver que o corpo da criança resistia, milagrosamente.
Portanto, decide ficar no controle do corpo, mantendo a fusão, embora tenha desfeito a forma super saiyajin, até que Sayuuki recuperasse a sua consciência, pois, não sabia como os escravos que sofreram o inferno nas mãos dos saiyajins, lidariam com uma meia saiyajin e notou que eles ainda estavam assustados e a tensão era tão palpável que podia ser cortada com uma faca e o silêncio era absoluto, ao ponto de que seria possível ouvir um alfinete caindo.
Após alguns minutos, conforme ultrapassavam a atmosfera do planeta, notou que a tensão se esvanecia e o silêncio começava a ser rompido por murmúrios, com muitos deles olhando fugazmente para ela e Sayuuki.
Com a sua audição, ouvia perfeitamente o que falavam entre sussurros e estes não eram nada animadores.
Em virtude disso, decide testar a sua técnica de apagar memórias, usando o corpo da meia saiyajin e fica satisfeita ao ver que consegue usar. Se concentrando, libera um pulso quase invisível de ki que se propagava pela nave, apagando a memória deles do ataque dos saiyajins, antes de partirem e consequentemente, dos poderes de Yukiko.
Foi o melhor a ser feito, na opinião da dragoa, que após ver que Sayuuki recuperava a consciência, ela desfaz a fusão e a aparência de Yukiko volta a ser normal, com a mesma abraçando a mãe, que a abraça e chora.
Ela percebe que estranhamente, ninguém comentava sobre o ataque a pouco, com um grupo de saiyajins descobrindo a fuga e decide ficar quieta.
Além disso, não queria se misturar com eles e desejava ficar com a filha, sendo que toma a decisão de ir até a ponte de comando.
Conforme subia os andares, prestou atenção em todos os alienígenas que estavam na nave e notou que não viu nenhum outro humano.
No planeta que haviam acabado de sair, mais precisamente próximo do Hangar da capital, vários minutos após partirem, Chichi, andando quase seminua, chorava desesperada ao ver que a nave partiu, se amaldiçoando por não ter conseguido escapar a tempo.
Então, nota os corpos dos saiyajins, sendo que outros saiyajins que evitavam olhar para a lua, pousam em volta dela que sente o sangue gelar, olhando para o líder deles, o identificando como sendo Nappa, o seu dono e se põe a chorar desesperada, vendo o olhar de fúria dele que a pega violentamente pelos cabelos, a puxando, sendo que pergunta, asperamente:
— O que houve aqui, escrava? Pelo visto, estava com o grupo que fugiu. Mas, não chegou a tempo.
— Mestre... eu... por favor. Eu imploro. Eu não sei o que aconteceu.
Ele a observa atentamente e sorri malignamente, fazendo ela ficar aterrorizada, conforme falava:
— Pelo visto, é verdade. Bem, será punida quando eu chegar em casa e acredite, ainda não testemunhou a punição que pretendo dar a você ao chegarmos na minha mansão.
Ela fica com os olhos arregalados. Sofreu inúmeros tormentos. Castigos um pior que o outro, sem contar o fato dele sentir prazer ao provocar dor em suas escravas sexuais. Sua mente não conseguia pensar em nenhum castigo pior do que já sofreu e começa a chorar em desespero, com o saiyajin careca se deliciando com o terror estampado no rosto da outrora jovem cruel e perversa, que na Terra, transformava a vida dos servos em um autêntico inferno e que agora estava sofrendo um inferno nas mãos dos saiyajins.
— Vou dar você, por enquanto, para os meus subordinados se divertirem. A sua punição será depois e já estou sentindo muito prazer ao imaginar o inferno que estou preparando a você.
Nisso, rasga as parcas roupas dela e a joga para o seu subordinado mais próximo que passava a língua nos lábios, conforme passava a mão agressivamente no corpo da chikyuujin, sendo o mesmo para os outros.
— Se divirtam. Mas, não a matem. Entenderam?
— Sim! – eles fazem em usino.
Ela fica aterrorizada com o tamanho dos membros deles que não deviam muito para o do seu mestre, que era aterrorizante e sobre os gritos de desespero e agonia que são silenciados com um membro enorme na boca da chikyuujin, ela começava a ser penetrada, violentamente, pelos seus outros dois orifícios, sendo estuprada por três saiyajin malignos e cruéis, ao mesmo tempo, que iriam praticar tal ato hediondo com a humana.
De volta a nave, que estava há anos luz do planeta Bejiita, conseguindo driblar a estação espacial que monitorava o espaço em torno de Bejiita ao usar comandos de autorização que um escravo conseguiu surrupiar da nave de seu mestre que partiria dali a algumas horas, eles conseguem passar pela segurança, se fazendo passar por nave de captura de escravos, simulando ir a um planeta recém-subjugado para recolher os escravos.
Somente longe do controle aeroespacial de Bejiita, eles mudam a sua rota.
Sayuuki e sua filha entram nesse instante, observando os vários alienígenas monitorando instrumentos, sendo que ao se aproximar do líder, o mesmo se vira para ela, tendo um focinho reptiliano e fala, sorrindo:
— Vimos como lidou com aqueles dois saiyajins. Ficamos felizes em tê-la conosco.
— Obrigada. Mas, tivermos sorte. Eram saiyajins de classe baixa. Bem baixa. Se fossem mais poderosos...
— Sim. Tivermos sorte. Muita sorte.
— Temos algum planeta em mente?
— Diria mais quadrante. Há indícios de que os saiyajins não chegaram nesse quadrante que temos em mente, ainda. Lá deve ter algum planeta para sobrevivermos.
— E o que pensa em fazer com essa nave?
— Como assim?
— Eles podem rastreá-la. Não é seguro termos ela.
— Mas, precisamos de uma nave de fuga.
— Sim. Mas, o problema é que ela pode ser rastreada.
— Infelizmente, será um risco que temos que correr. Ninguém vai aceitar, destruí-la.
Sayuuki suspira e fala:
— Bem, se for assim, poderíamos ficar em algum porto espacial no caminho para esse quadrante?
— Porto espacial? Tem certeza? São duas mulheres.
— Sim. Eu posso me virar e inclusive, a minha filha.
— Bem, considerando a ajuda que nos prestou, creio que tem esse direito. Se não fosse por você, teríamos sido capturados. É uma pena que não quer ir conosco.
— Sim. Até chegarmos, posso ficar com a minha filha, próximo da ponte de comando?
— Claro.
Nisso, elas saem e um dos subordinados dele, fala:
— Vai mesmo fazer isso? Ela seria muito útil ao grupo.
— Não. Foi apenas para fazê-la ficar quieta. Se não falarmos que estamos passando próximos de um porto, elas não vão saber. Por enquanto, vamos deixa-las pensar que faremos o que elas pediram. Por isso, não as sigam. Elas podem desconfiar.
— Entendemos.
Próximo da porta da ponte, andando por um corredor, Yukiko pergunta a sua mãe:
— Confia neles, kaa-chan? Se quer saber a minha opinião, sinto que não podemos confiar neles. Não sei. É uma sensação.
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