O pior desejo
43 Reunião de emergência
Notas iniciais

— Não. Mas, não se preocupe.
— Por quê?
— Segredo. Vamos procurar um local discreto com algum painel. O que você verá é segredo. Não pode contar a ninguém.
— Sim.
Elas entram em uma sala e com habilidade, Sayuuki abre um painel onde tem passagem de circuitos, para depois pegar o seu braço esquerdo e mexer em algo na pele, com a criança ficando surpresa, até que vê surgir um fio com uma espécie de conecção na ponta, com a sua mãe soltando o plugue na ponta, para depois passar os dedos pelos fios, até que sorri e enrola o fio que saia do braço dela, no fio que encontrou e fecha os olhos.
Yukiko a olhava atentamente, vendo ela mexer o rosto, até que após longos minutos, ela sorri, abrindo os olhos, desconectando o fio dela de um dos fios da parede, para depois cobrir o painel, falando:
— Automaticamente, a nave vai descer em um porto com parâmetros que eu defini e vai abrir as portas. Vamos ficar perto de uma das saídas, minha filha.
Elas se levantam e saem do aposento, com a criança perguntando, curiosa:
— Como fez isso, mãe?
— Sou uma bioandroíde, filha. Eu usei a parte androide minha para fazer isso, assim como consegui, graças a ela, manter a minha sanidade.
— Entendo. Isso é tão legal! – a criança exclama animada.
— Mas, é segredo. Se lembra? – ela pergunta, sorrindo.
— Sim.
Conforme orientação dela, elas ficam perto das portas, pois, teriam pouco tempo para saírem da nave, antes deles acionarem a partida de novo e o comando que ela deu a nave passou despercebido pelos outros, pois, eles não detinham domínio total dos sistemas de navegação e havia muitos símbolos no painel na frente deles que eles não conseguiam interpretar. Um deles era de parada programada.
Em Bejiita, Kakarotto, na parte da manhã, estranha a falta de escravas e ao descer ao local que elas ficavam, sendo que desde ontem sentia falta de algo, se depara com elas mortas.
Incapaz de controlar o desespero súbito que o tomou, ele anda através dos corpos, pois, não conseguia controlar o fato de que a visão da escrava de cabelos ruivos como o céu do planeta e de olhos da cor do entardecer do planeta, morta, lhe vinha a mente e não compreendia porque a filha dela, também era motivo de preocupação. Era tudo confuso ao saiyajin.
Desesperado, ele revira os corpos e após vários minutos que pareciam uma eternidade, fica aliviado ao constatar que ela não estava entre eles e nem a filha dela, para depois do alívio ficar preocupado, enquanto tentava compreender o que ocorreu e porque não percebeu o acontecido, até que se recorda do ki que sentiu e que, erroneamente, achou que era de saiyajins jovens, próximo dali.
Ainda tentando compreender o que acontecia frente a visão estarrecedora, enquanto tentava compreender como a escrava ruiva conseguiria fazer algo assim, ele escuta o som de campainha e ao subir ao piso superior, abre a porta e três saiyajins se curvam respeitosamente, para depois um deles se aproximar com uma prancheta holográfica, falando:
— Desculpe incomodá-lo, senhor Kakarotto. Mas, uma nave nossa tomada por escravos, conseguiu fugir do planeta usando códigos de autorização. A Central julgou que estavam transferindo escravos. Graças as coleiras e chip´s neles, conseguimos saber quais escravos estavam na nave, além de termos capturados alguns que tentavam fugir e que haviam perdido a partida da nave. Duas escravas suas foram acusadas como pertencentes ao grupo de escravos que fugiram.
Nisso, ele aperta alguns botões no ar e surge projeção holográfica de Sayuuki e de Yukiko, sendo que o saiyajin continua falando:
— Também conseguimos detectar como última imagem do scouter de um saiyajin, essa mesma escrava derrotando um deles e depois essa criança neutralizando dois saiyajins, todos de terceira classe, com exceção de um que era de segunda classe. A mesma classe que essa criança derrotou. Se o senhor reparar na gravação ruim, há algo dourado em volta dela.
Nisso, ele acessa um botão holográfico e surge uma gravação ruim, em virtude de um scouter danificado. Mas, mesmo assim, era possível identificar Sayuuki derrotando os saiyajins e depois, quando ela estava presa, sendo espancada, com Kakarotto torcendo os punhos de ira frente a essa cena, após a surpresa das técnicas de batalha dela.
Então, ele vê a filha dela, derrubando dois saiyajins. Era visível algo dourado na gravação e ele julgava que dentre algumas cenas era possível ver os cabelos dourados e os olhos verdes da criança.
Vendo a face de assombro de Kakarotto, ele fala:
— Pelas reações do senhor, o senhor não sabia dessa transformação. Essa criança, de fato, é filha dessa escrava? Nasceu dela?
— Sim. Inclusive, como podem ver eu registrei ela. A Central de registros sabia do nascimento de uma criança, através de uma fêmea humana. Não recebi nenhuma orientação ou ordem direta do imperador para levar esse filhote para análise.
— De fato, isso bate com as nossas informações e por análise do vídeo, essa criança é meia saiyajin e apesar de ser apenas um filhote, já domina a forma super saiyajin. Só saiyajins puros, adultos, dominariam essa forma. Uma mestiça? Acima de tudo, todos os animais humanos são estéreis. Se estavam grávidos, sofreram abortos assim que começamos a retirar do planeta, antes do mesmo desaparecer. Mas, o império compreende que foi falha dos supervisores e dos que trabalhavam na Central de registros, de não informarem adequadamente ao império.
— Como pode haver saiyajins incompetentes nesses cargos? — Kakarotto pergunta irritando, cruzando os braços no tórax.
— Também estamos averiguando isso.
Então, eles recebem uma mensagem no scouter e após lerem a mensagem, este saiyajin fala, respeitosamente:
— Os dados já chegaram ao imperador. Ele irá fazer uma reunião em meia hora e está convocando todos os comandantes e o general, assim como todos os saiyajins poderosos. Os dados dessa híbrida repulsiva, pois, nosso sangue poderoso foi misturado com o desses inferiores e isso torna a existência desses híbridos uma afronta a nossa raça, foi enviado ao nosso imperador. Nós também estamos esquadrinhando o espaço, junto de outras naves em busca da nave usada na fuga. É questão de tempo até encontrarmos.
— Precisamos encontra-los. – Kakarotto fala, seriamente – Os escravos tem que pagar por essa afronta e roubo.
— Com certeza. Com a sua licença, senhor.
Nisso, eles se curvam levemente e se afastam.
Inspirando profundamente, decidido a ignorar tudo e se concentrar apenas na reunião, o super saiyajin 4 parte dali rumo ao castelo, sendo que decide dedicar a sua mente ao que precisava de imediata atenção. Como agiria com elas, deixaria para quando encontrasse ambas e acreditava que teriam sucesso em rastrear a nave usada na fuga.
Ele contata uma central responsável pela limpeza e ordena que limpem a sua mansão, retirando os corpos e limpando tudo, para deixar a mansão limpa. Uma veia salta na testa dele ao se lembrar de que precisava comprar novas escravas, sendo que ele detestava ir ao mercado. Torcendo os seus punhos, após ser acatada a ordem, com ele pagando pelo serviço dessa firma, ele avista o palácio logo a frente.
Meia hora depois, era realizada a reunião em uma sala imensa, numa mesa, com eles sendo servidos por escravos, enquanto o imperador se encontrava pensativo, com o seu semblante exigindo a típica face séria, enquanto eram lidos os relatórios, até que ele fala:
— Entendo. Então, esses são todos os dados que temos?
— Sim, meu imperador.
— Fico satisfeito em ver que as buscas já começaram. Qualquer nave de Bejiita tem o dever de fazer o scanner da parte do universo em que estiver passando. Todos tem o código de rastreamento da nave. Faça um memorando, lembrando-os que o império não tolera falhas e que preza a dedicação ao trabalho.
— Sim, senhor.
— Desejo compreender como uma mera humana, mesmo sendo guerreira, consegue derrubar dois guardas saiyajins de Terceira classe. Ou eles eram tão patéticos que não mereciam estar nessa classificação? – o imperador pergunta, irritado.
Nisso, um vídeo holográfico surge do centro da mesa e todos assistem ao vídeo, cuja imagem não estava totalmente nítida, mas, que permitia confirmar o fato, de que ela os havia derrubado, sumariamente.
Conforme Kakarotto assistia ao vídeo, ficava dividido entre o desprazer e o orgulho ao ver ela derrubar dois guerreiros saiyajins, que eram quase o dobro do seu tamanho, como se fossem meros lixos, sendo que a sua face nada demonstrada, enquanto estava atento as imagens.
— Kakarotto – ele olha para o seu imperador, já esperando perguntas em relação a ele – Ela era sua escrava. Não percebeu nenhum comportamento guerreiro ou poder nela?
— Ela era um mero animal. Tenho coisas mais importantes para fazer do que prestar atenção em um ser inferior, pois, esses seres inferiores são indignos de maior atenção. – ele fala, sendo que não compreendia por que sentia o fel na boca ao pronunciar tais palavras.
O imperador arqueia o cenho e fala:
— De fato. Eles são inferiores demais, para dedicarmos alguma atenção. Servem apenas para nos servir, conforme desejarmos. Você tem razão.
— Sim. Isso é fato. Todos devemos concordar no fato de que ela soube esconder bem o seu poder e habilidades, por mais amargo que tal pensamento seja. É humilhante ver um verme como ela, nocautear saiyajins. – outro saiyajin fala.
— Provavelmente, eles eram saiyajins patéticos que não honravam o seu sangue. Eram Terceira classe e segundo os dados deles de poder e luta – nisso, surgem hologramas da ficha de ambos os saiyajins mortos – Se tivessem um poder mais baixo, sequer poderiam ser classificados como saiyajins de terceira classe. Seriam enviados a algum planeta quando bebês. Eles só ficaram no planeta, pois, seu poder estava no limite para serem aceitos. Mais alguns pontos abaixo e seriam enviados a algum planeta. – outro saiyajin fala.
Houve um murmúrio de concordância.
— Sim. Isso explica o motivo de serem derrotados de uma forma tão vergonhosa por uma inferior e para piorar, uma fêmea. – Vegeta fala, apoiando a testa na mão, massageando as têmporas – Ter esse lixo em meu império é revoltante.
— Infelizmente, precisamos desse “lixo”, imperador. Eles servem para batalhas ao serem jogados na linha de frente e nas formas oozaru, podem mostrar algum valor ao império. – Kakarotto fala, seriamente.
— Isso é verdade. Porém, é uma amarga verdade. – o imperador fala pensativo.
Então, as projeções encerram e surge outro vídeo por projeção no ar, permitindo que todos vissem as imagens.
— Quanto a híbrida super saiyajin... – um deles comenta.
— Sim. Chegamos a um dado, que no início, achei estarrecedor. Achei que não era real e que a áurea dourada fosse algum erro da filmagem tosca, em virtude do estado danificado dos scouters. Mas, contrariando as expectativas, segundo aqueles que analisaram o vídeo, a transformação é real. Uma hibrida dominou a transformação em super saiyajin e neutralizou saiyajins de segunda classe, sendo que é apenas um filhote.
Junto das imagens, com todos prestando atenção, abaixo delas há as fichas e após o vídeo encerrar, as fichas dos saiyajins são exibidas a todos que observam o nível de poder.
— Eles honram o nível de Segunda classe. – um deles fala – Mas, não tinham qualquer chance contra um super saiyajin.
— Mas, como pode nascer uma mestiça? Todos esses animais humanos são estéreis! – um deles exclama descrente.
— Pelo visto, ela não era. A evidência é clara. E se esse animal era escrava de Kakarotto, o pai dessa mestiça nojenta só pode ser Kakarotto. – Vegeta fala, olhando seriamente para seu general.
Kakarotto revira os olhos e olha para o seu imperador, falando aborrecido:
— Não me lembro de ter feito sexo com algum ser inferior. Em virtude disso, a cria não pode ser minha. Vários saiyajins fizeram sexo com os escravos, enquanto a nave vinha para o planeta. Portanto, duvido que essa mestiça bastarda seja minha. Eu nunca sujaria o meu sangue, misturando ele com um inferior.
Muitos saiyajins concordam com ele e Vegeta fala, sorrindo:
— De fato, nunca faria isso. Portanto, provavelmente, essa híbrida é de algum dos saiyajins daquela nave. Azar desse saiyajin. Sujou o seu sangue com uma inferior. Quando capturamos esses escravos, vou mandar fazer exame de sangue nela, para descobrir quem é o pai dela, apenas para dar a notícia desagradável da mistura do sangue. Além disso, ele tem o seu direito de destruir essa mestiça imunda para manter a sua honra. – o imperador fala – Nenhum saiyajin decente aceitaria ter o seu sangue contaminado por uma escória.
De repente, Kakarotto imaginava o sofrimento da escrava ruiva que povoava a sua mente. Conhecendo o quanto a raça dela era emocional e sentimental, seria um pandemônio. Ela ficaria arrasada. Ele torce os punhos, enquanto odiava sentir tais sentimentos por uma inferior. Era revoltante e sentia muita raiva, sendo que impedia de transparecer em seu semblante, enquanto que a sua cauda se contorcia de raiva na cintura.
Então, o scouter do saiyajin responsável pelo Controle espacial de Bejiita apita, com ele recebendo uma mensagem, comentando enquanto lia a mesma:
— Temos uma mensagem sobre a nave roubada pelos escravos.
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