O pior desejo

15 Red Ribbon - Programa Super Mercenários


Notas iniciais
Quando se preparava para começar a sua jornada, Kuririn é abordado por... Enquanto isso, longe dali, Tenshinhan e Chaouz descobrem que...

Chikyuu-sei (Planeta Terra) — Age 750

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– Somos da Red Ribbon e estamos convidando jovens guerreiros para fazer parte de um grupo de ataque.

Kuririn sente receio, pois, sabe da fama da Red Ribbon, assim como sentia uma intensa raiva deles, pois, ouviu relatos da maldade deles.

Apesar disso, procurava não demonstrar seu desagrado em sua face e responde, educadamente:

– Obrigado pela proposta, mas, não estou interessado... Eu quero ser um mestre de artes marciais.

O guerreiro fala determinado, embora tivesse receio de sua negação, referente a um pedido do exército mais temível e cruel do mundo.

– Como o senhor é discípulo do Deus das artes marciais, Muten Roshi, seu salário inicial seria oitenta mil zenys e conforme conquistar patentes melhores, o seu salário pode chegar até o valor de quinhentos mil zenys.

– Não quero... Muito obrigado pelo convite.

Ele repudiava a Red Ribbon e procurou ser o mais delicado possível para não enfurecê-los, pois, não seria capaz de ir contra tal exército. Além disso, queria ser o melhor mestre possível.

Portanto, tal oferta de dinheiro era ofensiva, sendo que tinha noção, de que se fosse no passado, quando ainda tinha uma concepção imatura, após sair do Tempo Shaorin, teria aceitado tal quantia.

Porém, agora era outra pessoa, após o seu mestre ser obrigado a ceder a irmã dele, Uranai, para protegê-lo dos guerreiros dela. Após esse dia, seu sangue ferveu com o desejo de ser um guerreiro formidável como o lendário discípulo de Kame-sennin, Son Gohan, tido como o melhor discípulo dele.

Então, antes que eles rebatassem, ele sai rapidamente dali, levantando uma nuvem de poeira enquanto corria.

– Ei!

Um deles exclama, mas, alguém põe a mão no ombro dele e fala seriamente, olhando o jovem que se afastava, velozmente:

– Não adianta... Você não viu o olhar dele? Era um olhar determinado e por mais que tenha disfarçado a sua raiva pela Red Ribon em sua face, os seus olhos a denunciaram. Ou seja, ele nunca iria se aliar a nós, pois, já vi esses olhos várias vezes em minha vida. – ele falava tranquilamente, enquanto fumava.

– Então, devemos avisar o Quartel General... Ele pode se tornar um problema no futuro, uma vez que é discípulo do Deus das artes marciais, Muten Roshi. – outro homem fala, conforme se aproximava.

Após pensar por alguns minutos, o que era o líder e que fumava, fala, após soprar uma nuvem de fumaça:

– Vamos avisar a base. Ele ficará na lista de prováveis inimigos.

– Podíamos adicionar Muten Roshi também... Não duvido que seja igual a ele. – outro homem fala.

– Concordo... Mas, ele ficará cadastrado como provável inimigo, porém, intocado. Não é sábio mata-lo agora... A fama dele o protege. – o que parecia o líder fala, enquanto contemplava o céu — Vou avisar a Base Principal da Red Ribbon. Após falar com eles, desejo saber qual será o nosso próximo alvo.

Então, suspirando aborrecido, desviando os olhos do céu, sendo que adorava ficar olhando para o mesmo, liga para o seu superior, informando o ocorrido, enquanto que os demais liam alguns papéis, fazendo algumas anotações no cadastro de Kuririn.

– Pronto. – ele desliga o celular e olha para eles – Agora, informem o nosso próximo alvo.

– Não é um guerreiro, chefe. Já abordamos todos, hoje. Devemos ir até uma mansão. O projeto de rendição dos nobre e ricos irá começar agora.

– Fico pensando no sortudo que vai pegar os Briefs, para fazer uma visita a eles.

– Com certeza, serão fáceis de convencer... – um deles fala, dentre risadas.

– Bem... Qual o nosso alvo?

– Príncipe Christopher. Fica próximo daqui. Ele domina toda a região marítima e possuí um título nobre. Ouvimos dizer que ele está noivo de uma princesa.

– Ótimo. Vamos, homens.

O líder fala, jogando a butuca do cigarro no chão, pisando com o pé, enquanto saiam dali e entravam em dois carros negros, grandes e imponentes.

Distante dali, em um dos quartéis generais da Red Ribbon, pois, com a união de Doutor Gero e Black, eles desenvolveram ainda mais a organização e agora contavam não apenas com uma base, embora, que a Primeira Base era a Central, enquanto existiam bases menores e em maior número que no passado para apoio.

– Já possuímos quantos guerreiros? – um sargento pergunta, conforme folheava as páginas dos relatórios.

– Oitenta por cento. – um dos soldados fala, enquanto observava uma prancheta.

– Não se esqueça de que o comandante Black quer cem por cento.

– Mandei mais trinta equipes e temos previsão da chegada de cento e cinquenta jovens. Muitos serão trazidos por seus sishios.

– Quanto ao orçamento, está dentro do previsto? Observei que teremos um déficit nessa parte. – o sargento fala, preocupado, analisando melhor os papeis.

– Um pequeno déficit.

– Pequeno ou não, preciso contatar a base principal. Nós temos uma missão e vamos cumprir. O comandante Black não perdoa erros.

– Sim, senhor! – ele bate continência.

– Pode sair soldado. Quero outro relatório detalhado daqui a doze horas.

– O terá, senhor.

Nisso, bate continência mais uma vez, para depois se curvar e sair dali.

Então, suspirando, ele envia a folha através de um fax ao seu lado, digitando o número da central, para depois entrar em contato com o Quartel General.

Então, após falar com um soldado, a ligação é transferida e após a identificação do mesmo, o tesoureiro da Red Ribbon atende.

– Estou enviando um fax com os relatórios, aprovados por mim e quero avisar, previamente, que temos um déficit, pequeno. Ou melhor, seria dizer, teremos.

– A base do norte de Myako está com um excedente considerável. Iremos transferir para você.

– Muito obrigado, senhor.

– Espero que consigamos atingir cem por cento com o programa Super Mercenários.

– Conseguiremos, com certeza.

– A base que iremos usar para avaliação já está pronto. Em três anos, saberemos quais são os melhores.

– Com certeza.

– Meu braço está doendo... Vou ver se consigo uma dispensa. – o tesoureiro fala.

– Por que Douglas? – eles passam a se tratar informalmente, pois, eram amigos de longa data.

– Algumas das minhas escravas sexuais me desobedeceram, Logo, tive que puni-las... Meu braço doí.

– Já tive problemas com algumas... O ruim de ter muitas é isso. Quando tem que punir, normalmente, são várias. – o sargento comenta.

– Bem... depois das chicotadas violentas que levaram, elas vão aprender a me respeitar. – o tesoureiro fala – Eu me esmerei para isso.

– Vá para a ala médica e tome algum remédio para dor. Não acho que você será dispensado apenas por isso.

– Também acho... Valeu amigo.

– Bem, boa sorte com as suas escravas.

– Para você também.

– Obrigado.

Nisso, eles desligam, sendo que não era indicado que ficassem trocando assuntos pessoais durante o trabalho, sendo que volta a analisar as diversas papeladas em sua mesa.

Longe dali, em uma pequena casa, onde Tsuru e seu otouto continuavam conversando, o jovem Tenshinhan entra, sorrindo orgulhoso, embora estivesse ofegante e com alguns ferimentos nas costas, decorrente das pedras.

– Conseguir terminar as flexões, Tsuru-sama!

– Ótimo! Vou ensina-lo a última técnica que possuo. Kikou-ho.

– Muito obrigado, Tsuru-sama. – ele fala respeitosamente, enquanto se curvava.

– Meu otouto tem uma notícia incrível para você.

– Que bom! – ele exclama esperançoso, esperando que ele o levasse quando fosse assassinar alguém, para aprender o ofício.

– Uma excelente notícia, jovem Tenshinhan. A Red Ribbon está contratando jovens guerreiros para ingressarem em seu exército. Eles pagam muitíssimo bem e conforme são poderosos, irão avançar de patente, sendo que já começam com uma patente considerável. Você irá possuir várias regalias, conforme avança de patente e muitos possuem, inclusive, um harém de escravas sexuais. Irá passar por um treinamento básico, assim como irá participar de ataques e invasões, podendo matar a vontade. Considero um bom exercício para que no futuro seja um excelente assassino, além de conseguir um dinheiro considerável. – Tao Pai Pai fala.

Tenshinhan fica desanimado ao saber que não iria acompanha-lo, para seguir o seu sonho de ser um assassino.

Porém, ao ouvir sobre os treinamentos e assassinatos ficou interessado, pois, segundo Tao Pai Pai, seria um excelente começo para o seu ofício.

– Mas, eles permitem que você saia do exército para ser assassino, depois? – ele pergunta preocupado.

– Bem... Se preferir, pode se registrar como mercenário. Eles irão dar um treinamento considerável e mesmo dentre os mercenários, no caso, um grupo especial, que está sendo criado pela Red Ribbon, irá possuir algumas patentes, consideráveis. Claro, que nesse caso, começará sem nenhuma patente e terá que “galgar” o seu posto, por si mesmo, digamos assim.

– Acho que mercenário é melhor.

– De fato... Para ser no futuro um assassino é o melhor. E como é um mercenário, não estará preso ao regimento da Red Ribbon... Você foi muito inteligente ao notar as diferenças, ao se preocupar com a sua saída, algum dia, da Red Ribbon. Meus parabéns, Tenshinhan.

O jovem sente o peito explodir, pois, recebeu um elogio de quem idolatrava e isso era algo incrível.

Portanto, não pôde deixar de sentir uma intensa felicidade.

– E quanto a minha idade?

– O treinamento básico será de três anos. É feito uma seleção durante esse período. Os melhores podem conseguir uma patente. Os que não conseguirem em três anos, não terão patentes. Estão pegando jovens promissores, ao fazerem uma discreta aproximação deles.

– Eu vou ser o melhor e conseguirei uma patente! – Tenshinhan exclama, entusiasmado.

– É esse o espírito. – Tsuru fala com um sorriso.

– Ten-san... Será que eu consigo? – Chaoz pergunta timidamente.

Tenshinhan fica preocupado, até que o mestre deles fala:

– Duvido, Chaoz.

O pequeno fica cabisbaixo, até que o jovem fala:

– Vamos tentar, Chaoz!

– Ten-san? – o menor olha expectante para ele.

– Aprenda o Kikou-ho até amanhã e depois, irei levar ambos. – Tao Pai Pai fala.

Tsuru arqueia o cenho, pois, seu irmão nunca faria algo bom, mas, decide não perguntar na frente de seus discípulos.

Já, Tenshinhan, estava sentindo o peito explodir de felicidade por Tao Pai Pai levá-lo, sendo que considera uma honra e Chaoz fica entusiasmado com a felicidade de seu grande amigo.

O assassino nota a face incrédula de seu irmão mais velho, mas, finge não perceber.

– Bem, já que meu otouto vai levá-los, desde que Tenshinhan aprenda o Kikou-ho, vou ensina-lo agora.

– Muito obrigado, sishio-sama. – o jovem agradece, curvando-se.

Após os discípulos saírem, Tsuru para na batente da porta e pergunta para o seu irmão mais novo:

– Qual o seu plano? Você não é bondoso. Qual motivo teria para leva-los?

– Um muito bom, irmão, acredite. Pois, apesar de não ter a fama daquele bastardo do Kame, você tem um status excelente no submundo... Ou já se esqueceu do seu tempo de assassinatos, antes de decidir treinar alguém?

– Bons tempos, aqueles... Éramos uma dupla formidável. – ele comenta, sorrindo imensamente ao se recordar do passado. – Eu quero ser incluído nesse plano, hein?

Ele fala com os olhos estreitados e Tao Pai Pai sorri ainda mais e fala, após beber mais um gole de saquê:

– Com certeza, nii-san. Fomos uma dupla e sempre seremos. Você é o único em que confio no mundo inteiro.

– Eu também confio somente em você.

Nisso, o irmão mais velho sai, enquanto que o mais novo entornava mais um gole, servindo-se, enquanto sorria imensamente, ao ver que tudo estava acontecendo conforme o planejado e confessava que estava muito ansioso para o dia de amanhã.

Distante dali, no deserto, um jovem sargento estava com um binóculo, olhando a imensidão do mesmo, para depois, um soldado se aproximar, curvando-se:

– Os boatos foram confirmados. O temível lobo do deserto, Yamcha, se encontra na região.

– Excelente... Precisamos de uma isca.

– Ele sempre ataca comboios ou pessoas com veículos e equipamentos.

– Hum... Pegue alguns soldados e dê roupas de civis a eles. Coloquem alguns carros e simulem um comboio. Quero vários guerreiros armados escondidos nos veículos com roupas de civis. Para tornar uma presa ainda mais atrativa a esse lobo do deserto, simulem que um dos carros quebrou. E lembre os soldados que eles devem simular medo e receio. Também desejo que soldados com rifles de longo alcance fiquem em pontos estratégicos, para termos uma boa caçada. Não se esqueça de lembra-los que quero esse lobo do deserto vivo.

– Sim, senhor!

Então, ele parte dali, rapidamente, para cumprir exemplarmente as ordens.

Próximo dali, em seu carro, Yamcha olhava o deserto, aborrecido pelo fato dos comboios terem ficado demasiadamente escassos nos últimos meses, enquanto torcia para que algum aparecesse naquela imensidão desértica, enquanto que Pual comenta apavorado:

– Ouviu falar dos boatos sobre a Red Ribbon, Yamcha-sama?

– Sim, Pual... E são aterrorizantes.

Então, após alguns minutos, ele avista um comboio e fala:

– Veja Pual! Um comboio! E um dos carros quebrou.

– Que bom! – o gatinho exclama dando piruetas no ar.

Nisso, ele gruda no ombro dele e partem.

Porém, conforme se aproximavam, Pual fala, com visível receio na voz:

– Eu não estou com uma boa sensação, Yamcha-sama... Antes não estava sentindo, mas, conforme nós avançamos, eu posso sentir essa sensação desconcertante.

– Como assim, Pual?

Yamcha sabia que o seu companheiro era uma espécie de felino e quando ficava ressabiado por algo, algum motivo tinha.

Portanto, não pôde deixar de ficar preocupado.

– Não devemos atacar esse comboio e sim, fugir.

– Como assim, Pual? Um deles tem um carro quebrado e, portanto, se tornou uma excelente presa. – ele fala, sendo que não compreendia o tremor de seu parceiro – Acho que os boatos da Red Ribbon, deixou você demasiadamente ressabiado. Além disso, duvido que a Red Ribbon tenha algum interesse em um simples ladrão do deserto. Quanto a esse comboio, não posso perdê-lo, pois, faz semanas que não avistamos nenhum.

Ao ouvir a negação de seu parceiro, que decidiu continuar com a aproximação, Pual decide tomar uma decisão sem avisar Yamcha, pois, temia que o seu amigo não ouvisse seu pedido.

Além disso, confiava cegamente em seus instintos.

Notas finais
Yo! Quero agradecer ao comentário de: Red Dragon Emperor.