O pior desejo
16 A decisão de Chaoz
Notas iniciais

Então, sem que Yamcha percebesse, Pual o derruba da moto, que se choca contra um pequeno monte de terra, acabando por fazer surgir uma parca nuvem de poeira, sendo que não havia explodido e quando o ladrão do deserto ia esbravejar com o companheiro, este assume a forma de uma mulher nua, embora corasse violentamente e conforme o esperado, o ladrão do deserto desmaia.
Pual desfaz a transformação e o esconde atrás do rochedo.
Em seguida, se transforma em uma mosca pequena e voa até o comboio, decidindo olhar dentro dos carros, vendo homens armados. Inclusive, avistou parcialmente coberto pelo casaco um pedaço de uma gravata vermelha com uma gravata branca e dois R´s, reconhecendo imediatamente como sendo da Red Ribbon.
“Eu sabia! Meus instintos nunca falharam! Não se preocupe, Yamcha-sama. Não deixarei você ser pego por esse exército cruel.” – Pual pensa consigo mesmo, determinado, sabendo que precisaria de alguma prova.
Então, se afasta dali e se transforma em um pássaro, para em seguida entrar em um dos carros, surpreendendo a todos, enquanto pegava um lenço do pescoço de um soldado que continha o símbolo da Red Ribbon e voa dali o mais rápido que consegue.
– Esse pássaro maldito roubou o meu lenço!
Ele ia sair do carro, já colocando o rifle em posição, quando é impedido pelo sargento que usava roupas do povo do deserto:
– Seu idiota! Quer nos denunciar?! Deixe o bastardo do pássaro levar o maldito lenço!
– Desculpe, sargento.
– Agora, fique de prontidão com os outros.
Então, ele volta para junto de Yamcha que ainda está desacordado e bate com a patinha no rosto dele várias vezes, até que ele desperta.
– Pual, seu...!
Ele ia ralhar com o gatinho, que, imediatamente, mostra o lenço com o símbolo da Red Ribbon e fala o que fez e o que presenciou, fazendo o humano suar frio.
– Você estava certo, Pual.
– Vamos voltar para o esconderijo, Yamcha-sama, para pegamos tudo de valor para podermos fugir daqui.
– Vamos fazer isso, Pual. – ele fala com um sorriso no rosto, enquanto afagava a cabeça do gatinho – Muito obrigado, meu amigo.
Então, pega uma moto ainda mais rápida, que a anterior e vai até o esconderijo.
Enquanto isso, os soldados ficam esperando o ataque, sabendo que ele, ás vezes, demorava, segundo relatos.
Portanto, o sargento decide esperar por mais algumas horas.
Longe dali, ele e Pual recolhem, rapidamente, tudo o que havia no esconderijo deles e partem dali, para ficarem o mais distante possível da Red Ribbon.
Algumas horas depois, o sargento desiste e manda os soldados revirarem o deserto atrás do esconderijo dele e quando o encontram, no dia seguinte, o mesmo está vazio e o sargento começa a suar frio, pois, o Comandante Black não perdoava erros.
Bem longe dali, no palácio do príncipe Christopher, o mesmo se encontrava no luxuoso escritório analisando alguns documentos, quando o seu mordomo, que estava na sala, recebe uma chamada apreensiva do porteiro, que falava que havia pessoas que queriam falar com o príncipe.
– Você sabe que precisa marcar hora. O príncipe está ocupado.
– Eles são da Red Ribbon.
Nisso, o sangue de Douglas gela, enquanto percebe que negar a entrada deles não era uma opção sábia e conforme suava, Richard, o chefe da segurança, que recebeu o aviso de sua equipe se aproxima e fala, apoiando a mão no ombro do mordomo:
– Não podemos fazer nada... O importante é protegemos todos os inocentes que há nesse castelo. Inclusive o jovem príncipe Christopher. Vou recepcionar a Red Ribbon e enquanto isso, você deve avisar o príncipe sobre os nossos visitantes inoportunos. Eu proibi a minha equipe de segurança de revelar aos demais quem eles são. Não podemos permitir que seja instaurado o pânico dentre os empregados. Vai saber do que eles são capazes de fazer. O importante é que nós devemos manter a calma.
– Você está certo. – ele fala em um suspiro e se afasta dali, se acalmando, gradativamente, com Richard pegando o telefone e falando:
– Permita a entrada deles e fale que serão recepcionados. Além disso, não fale a ninguém quem eles são. Não queremos provocar pânico. Entendeu?
– Sim, senhor.
Então, após alguns minutos, controlando o seu tremor, enquanto procurava se concentrar em não demonstrar medo, duas empregadas abrem a imensa porta dupla e se curvam para o grupo de homens de ternos escuros que entravam, sendo que um deles apaga o cigarro nas escadas, no lado de fora, enquanto retirava os óculos escuros e sorria, conforme olhava em volta, para depois exclamar surpreso, sendo o mesmo para os demais:
– É um belo castelo!
Richard se aproxima, curvando-se e fala com um sorriso falso:
– É o orgulho da família real dessa região. Foi erguido há mais de trezentos anos. Ficamos felizes em saber que apreciou a arquitetura e os ornamentos.
– É mesmo bem antigo...
Outro homem fala, olhando mais atentamente algumas pratarias que remontavam a duzentos anos atrás, enquanto assobiava
– É a construção mais antiga de toda a região. – o chefe de segurança comenta, sendo que também sentia orgulho do castelo.
– Incrível.
Nisso, uma empregada se aproxima, sendo que não sabia quem eram, pois, Richard e Douglas preferiam manter somente entre eles e o príncipe, para que os empregados não sentissem pavor:
– Os senhores gostariam de um café? Ou um chá?
– Um café, né, rapazes? – o líder pergunta e todos confirmam com um aceno.
– Açúcar ou adoçante? – ela pergunta humildemente.
– Açúcar e traga bastante.
– Vou trazer um pote caprichado de açúcar. Acabamos de coar um café maravilhoso. – ela comenta com um belo sorriso.
– Que bom! Vivemos praticamente de cafeína.
– Gostariam de doces ou salgados para acompanhar? – ela pergunta com o seu típico semblante sorridente.
– Ambos.
– Vou levar petiscos e café. Para onde devo levar?
– Para o escritório do senhor Christopher. Traga no nosso melhor carrinho. — Richard fala com um sorriso no rosto.
– Assim farei, senhor – nisso, ela olha para eles e se curva — Com a licença dos senhores.
– Claro, pode ir. – o líder do grupo, ainda sorrindo, fala educadamente.
Então, enquanto a empregada saía para providenciar o que fora requerido, o mordomo desce as escadas e se curva para todos, falando, polidamente:
– Lamento a demora. O príncipe Christopher vai recebê-los agora. Por favor, sigam-me.
– Vocês são bem eficientes... – o líder comenta – Ou é porque somos da Red Ribbon?
– A família real, por incontáveis gerações, se orgulha de sempre servir os convidados e mesmo aqueles que aparecem sem avisar com toda a educação e cordialidade, assim como nos dedicamos a servir exemplarmente. – ele fala educadamente.
– Interessante... São poucos o que fazem isso. Meus parabéns. – o líder fala e se despede, enquanto que os demais o seguiam.
Já, Richard, o chefe da segurança, apenas podia torcer os punhos sentindo uma raiva intensa, enquanto trincava os dentes, se sentindo um inútil.
Na noite do mesmo dia, Chistopher pede para o seu mordomo e amigo de longa data, Douglas, chamar Chichi, que ao entrar, nota o olhar dele e pergunta:
– O que houve?
Ele explica, resumidamente, o ocorrido, inclusive o poder bélico da Red Ribbon e pede perdão.
– Eu entendo... Por mais que nós os odiamos, não temos escolha, além de pagar para eles, como medida de “segurança”, né?
– Não. Ou isso, ou eles nos destroem e nos escravizam.
Chichi treme ao imaginar sendo uma escrava e ele a abraça, confortando-a e falando:
– Vou protegê-la. Eu prometo.
– Eu sei.
Nisso, se vira para ele e o beija.
.
.
Chikyuu-sei (Planeta Terra) — Age 751
.
.
Um ano depois, em um pequeno castelo no deserto, Pilaf ainda se remoía com a perda das Dragon Balls, sendo que o seu único consolo era o fato de saber, através do radar que as duas últimas Dragon Balls ainda estavam desaparecidas.
Portanto, a Red Ribbon continuava possuindo apenas cinco esferas, conforme o radar indicava.
Naquele momento, ele estava comendo um delicioso frango em uma mesa farta, até que Mai aparece no salão, arfante, mas, com um imenso sorriso, sendo que segurava uma espécie de recipiente rosa com desenhos de coelhinhos, que estava travado e com uma espécie de selo.
– Pilaf-sama! Enfim, encontrei o que precisávamos!
Pilaf salta da cadeira, entusiasmado e se aproxima do recipiente, passando a olha-lo como se fosse algo precioso, até que pergunta:
– O que seria isso? Parece uma panela de arroz comum... Porém, por mais estranho que seja, eu sinto que tem algo de muito importante aí dentro, sendo que é confirmado pela sua animação.
– Aqui dentro está selado o lendário rei dos demônios, Piccolo Daimaou. Ele aterrorizou o mundo há centenas de anos atrás, mas, foi selado e jogado em uma parte profunda do oceano. Era isso o que os pescadores se referiam.
– E por que demorou tanto? – ele pergunta, arqueando o cenho, com visível desagrado na voz.
– A vila de pescadores onde eu nasci foi abandonada e tive que revirar vários documentos e livros do local, até encontrar a localização desse item, que consistia na área evitada pelos pescadores, pois, falavam que era amaldiçoada por ter algo selado nas profundezas e conforme estudei os documentos, descobri a menção a palavra Piccolo Daimaou e decidi pesquisar em uma cidade próxima dali. Mais especificamente em uma biblioteca antiga e descobri quem foi Piccolo Daimaou.
– Não tenho esperanças de conseguir juntar as Dragon Balls por elas estarem nas mãos da Red Ribbon, sendo que as duas últimas esferas ainda não aparecem no radar. Portanto, agora, irei me contentar com o fim da Red Ribbon e quem sabe, pelo fato de o soltarmos, ele irá nos poupar e inclusive dar algum domínio para nós? – ele pergunta a si mesmo com um olhar sonhador.
– Como o senhor desejar, Pilaf-sama – ela fala curvando-se.
Nisso, eles saem dali, com ela o seguindo, enquanto carregava a panela e do lado de fora, Pilaf retira o selo e se afasta, vendo a tampa abrir, revelando um ser de cor verde e aparência idosa que se materializava de uma nuvem esverdeada que saiu do recipiente, sendo que Pilaf e Mai se entreolhavam, ao verem os olhos praticamente malignos dele.
No Tenkai, Kami-sama se aproxima da borda da plataforma do Tenkai, ao sentir uma sensação que nunca mais queria sentir e ao olhar para baixo, fica estático, vendo o seu pesadelo se tornando realidade, sendo que Mister Popo custava a acreditar que era real o que via e o Deus da Terra fala, pesarosamente:
– Piccolo Daimaou foi libertado... Uma nova era de trevas reinará na Terra.
Na Torre de Karin, o sennin custava a creditar que aquilo era real. Que dois humanos, inconsequentes, que sabiam do perigo de Piccolo Daimou, libertaram o mesmo, apenas por motivos mesquinhos, pelo que pode identificar e agradece o fato de Upa estar dormindo, devido ao dia cansativo que teve, ao tentar pegar dele a falsa choushinsui.
Então, ele suspira pesarosamente, sendo que odiava o fato de se recordar do tempo que Piccolo Daimaou estava solto, sendo que ele exterminou quase que dois terços da população mundial.
Porém, era inegável o fato, que podia sentir o ki extremamente maligno e por mais estranho que parecesse, ou fosse o temor que sentia, podia ouvir a risada maligna dele, sendo tal ki e risos, ouvidos também no Tenkai, enquanto que o Deus da Terra caía de joelhos e falava, tristemente:
– Um dia negro para a humanidade se inicia e não temos nenhum guerreiro capaz de enfrenta-lo.
Distante dali, em uma espécie de base pequena, Tenshinhan estava em seu quarto individual, olhando as estrelas, enquanto pensava em como estava Chaoz.
Havia feito um ano, que Tao Pai Pai levou ambos até o local que estavam recrutando jovens guerreiros para se inscreverem no programa dos Super Mercenários, sendo que assinou um documento que Tenshinhan e Chaoz haviam assinado instantes antes.
Em seguida, deixou ambos no local, falando que precisava sair, pois, precisava cumprir alguns assassinatos encomendados por um cliente, sendo que eles se curvam e agradecem ao assassino que acena, de costas, enquanto se afastava do local.
Tenshinhan foi rapidamente aceito e quando Chaoz pensou que não seria aceito por não ser poderoso, eles foram surpreendidos por um soldado que questionou as habilidades de seu amigo, que demonstrou com um imenso sorriso seus poderes psíquicos na esperança que fosse aceito.
Então, como se fosse um milagre, quando o soldado testemunhou tal poder, Chaoz foi aceito e falaram que ele seria integradoem um grupo especial composto de outros psíquicos como ele.
O problema disso, é que ambos ficaram em campos de treinamento separados, sendo um para guerreiros e outro, ao lado deste, para os psíquicos, sendo que eles somente conseguiam ver um ao outro, a distância e esporadicamente, devido a intensidade dos treinos que ambos enfrentavam.
Tenshinhan sentia que havia ficado poderoso, graças a maratona de treinos insanos e suprimentos, que fizeram ele desenvolver uma boa massa muscular, assim como o seu ki, que se expandiu e sentia orgulho pelo fato de conseguir derrubar todos os guerreiros do local, arrancando elogios de seus mestres e inclusive, conseguiu a patente de sargento, enquanto o elogiavam.
O que ele achava estranho era o fato que parecia diminuir o número de guerreiros, enquanto se amaldiçoava por tentar encontrar algo de errado, sendo que os treinos estavam dando “frutos excelentes”, a seu ver.
Longe dali, na outra base para o treinamento dos guerreiros psíquicos, Chaoz, que estava sentado em sua cama, pensativo, agradecia o fato dos seus poderes terem sido ampliados graças aos treinamentos severos e com equipamentos especiais, sendo que havia desenvolvido uma habilidade especial, pois, precisava investigar algo e se as suas suspeitas fossem confirmadas, precisava salvar, ao menos, o seu único amigo.
Essa habilidade permitia ao mesmo criar uma espécie de barreira em torno do seu corpo, graças ao fato de ter concentrado os seus poderes por duas noites consecutivas, descobrindo um novo poder, a barreira, que o permitia se deslocar sem que o chip implantado em seu cérebro, acusasse a movimentação dele.
Era um chip de contenção e rastreamento, pois, os psíquicos, por terem poderes especiais, podiam ser uma ameaça, considerável.
Portanto, encontrar uma forma de detê-los e “sela-los” em um local, era a melhor forma de lidar com eles, sendo que a implantação foi sem o conhecimento deles, com Chaoz acreditando que os doparam com alguma droga, sem que percebessem, para poderem fazer a cirurgia em segredo.
Ele só soube disso, pois, um dia, quando fazia os treinamentos, ouviu algo inquietante dos soldados e quando concentrou os seus poderes, usando outro poder dele que nunca revelou aos seus mestres, leu a mente deles e descobriu sobre o chip, assim como, sobre uma área anexa a ambas as bases, sendo composta por um imenso complexo de laboratórios, além de descobrir sobre o chip.
Frente a essas informações, passou a fica ressabiado e temeu por ele e seu amigo, sendo que não deixou transparecer em seu rosto a preocupação e receio, agindo como normalmente agia, enquanto percebia que o grupo de soldados não percebeu que ele ouviu o que eles falaram e que havia acessado a mente deles, rapidamente.
Afinal, ele mantinha muitos segredos de seus instrutores e cientistas que o auxiliavam a ampliar os seus poderes.
Então, em seu quarto, ele se concentra e usa a sua habilidade para impedir a detecção de seus movimentos, enquanto usava seus poderes ampliados para sair de seu quarto, decidido a investigar o complexo de laboratórios, sendo que procurava se concentrar em impedir que encontrasse soldados, assim como prestava atenção nas câmeras de segurança.
Fale com o autor