O pior desejo
30 Raditz e Tights
Notas iniciais

Ele passa a observar atentamente a humana, percebendo o quanto ela era linda, com os cabelos loiros como o sol e com uma pele clara, assim como sedosa, conforme sentia o toque das mãos dela. Ela era delicada, de uma forma que inspirava proteção.
Não sabia o motivo, mas, nunca olhou para uma fêmea como olhava para ela, enquanto ronronava, passando a sentir o incomodo em seu membro e não resistindo mais, enrola a cauda na cintura dela, a puxando para si, a surpreendendo, para depois beija-la, provando o doce gosto dos lábios dela, com as suas mãos grandes passeando pelo corpo dela por cima da roupa, enquanto grunhia pelos tecidos que ela usava.
Ela dá um gritinho abafado, quando ele aperta os glúteos dela, que está extremamente corada, até que fica alarmada ao notar as mãos passeando pelo seu corpo novamente e não pode impedir que uma lágrima rolasse nos olhos dela, ainda mais ao sentir a dureza do volume dentre as pernas dele, que a assustava.
O cheiro salgado o desperta e foi como receber um banho congelante, acabando por aplacar a sua libido de forma instantânea.
Ele a solta e se senta, vendo a jovem se afastar dele, abraçando o tórax, sendo que ele suspira e fala:
— Lamento. Mas, mexer tanto na cauda de um saiyajin, é atiçar a sua libido. Deve tomar mais cuidado.
Então, a chikyuujin se recorda de seu ato com ele inconsciente e fica surpresa ao descobrir o efeito na cauda dele, decidindo que ela também tinha a sua parcela de culpa, pois, inadvertidamente, estava estimulando a libido de um homem de uma forma intensa demais ao manipular a cauda dele.
A chikyuujin consente com a cabeça e relaxa, para depois ele notar que ela fica tensa ao perguntar:
— O que veio fazer na Terra? Afinal, para os padrões humanos, você é muito poderoso.
Ele suspira e fala:
— Vim atrás do meu otouto. Ele foi enviado para a Terra quando era só um filhote. Eu não sei a localização dele.
— Por que ele foi enviado para a Terra?
— Para escapar da destruição do meu planeta pelo bastardo do Freeza. – ele acreditava nessa versão, pois, envia-lo para destruir a Terra seria algo que a sua mãe nunca aprovaria.
Além disso, sabia que o seu pai impediu o envio dele quando bebê.
Portanto, conhecendo a sua mãe, aliado a esse fato, duvidava piamente que ele foi enviado para conquistar, embora fosse perigoso para os habitantes devido a metamorfose oozaru, pelo fato do planeta ter sete noites de lua cheia por mês. O motivo mais plausível e lógico ao ver dele, foi que o seu pai deve ter desconfiado de Freeza e por isso, enviou Kakarotto para a Terra, que em tese, era habitado por seres absurdamente fracos.
Portanto, ao ver dele, não estava mentindo, sendo que Vegeta e Nappa acreditavam na versão de Kakarotto ter sido enviado para destruir a Terra e não pretendia desfazer a visão deles disso, pois, eles poderiam querer vim para o planeta para se divertir. Eles pensavam que os habitantes já haviam sido exterminados.
— Entendo... Então, você não pretende fazer nada contra um chikyuujin?
— Não. – ele fala firmemente, até porque odiava as missões de invasão.
Ele amava lutar e treinar. Matar inocentes era outra coisa. De fato, nunca pensou que herdaria tanto de sua mãe. Ele não tinha dificuldade com seres com aparência de feras ou monstros. Se sentia um pouco mal, mas, nem tanto, se fosse comparar quando os habitantes eram humanoides.
Ele também procura salvar os inocentes ao mata-los. Se ficassem vivos seriam escravizados e as mulheres e crianças se tornariam escravas sexuais. O mais piedoso era mata-los rapidamente, até para evitar, também, que Nappa conseguisse se divertir de forma doentia com algum deles.
— Fico aliviada. Mesmo assim, sabe que será mantido sobre vigilância, né?
— É compreensível.
— Você ainda não perguntou sobre o que fizeram com você.
— Eu não estou preso e estão me tratando bem. Vocês são diferentes dos que me nocautearam. Compreendo a ausência da minha armadura, roupas e scouter, o aparelho que uso no rosto.
Ele estava tranquilo, pois, antes de ir para a Terra, por medida de segurança, ele apagou do scouter qualquer dado relevante que pudesse alarmar os chikyuujins, caso perdesse o aparelho ou algo assim.
— Entendo...
— Além disso, acordar e me deparar com uma beldade como você é um privilégio.
Ela cora intensamente com o elogio, sendo que sentia seu coração batendo acelerado e não pode deixar de sentir calafrios de prazer ao se recordar do toque gentil e suave das mãos dele pelo seu corpo, até que percebe o rumo de seus pensamentos e sacode a cabeça para os lados, arrancando um sorriso de Raditz, que sentiu o parco cheiro de desejo dela, os batimentos cardíacos acelerados, assim como viu a face corada dela, sendo uma visão extremamente prazerosa para ele.
O saiyajin questionava a si mesmo, o fato de se sentir de certa forma unido com a humana, seria por ter uma ligação verdadeira com ela, ao se lembrar dos relatos de sua mãe, sendo que decide deixar para mais tarde tal análise, apesar do efeito dela nele e o fato imutável de que as lágrimas dela doíam mais nele do que qualquer ferimento e podiam cessar a sua libido rapidamente, sendo mais potente que uma ducha fria.
— Eu irei devolver o seu aparelho em alguns dias, assim como as roupas.
— Fico feliz em saber disso... Por acaso, já ouviu falar de algum homem com cauda além de mim?
— Não. E eu sei que a Red Ribbon não possuí ninguém assim em sua base. Nunca encontrei qualquer vestígio disso no sistema deles.
— Entendo...
— Bem... Eu me lembro do meu pai me contar de uma estranha estrela cadente circular que caiu em um ponto da Terra. Vou forçar a minha memória sobre o local que ele falou. Talvez possa ser a nave de seu irmão. O melhor que podem fazer é saírem do planeta, antes de serem capturados.
— Me ajudaria? – o saiyajin fica surpreso.
— Você está sendo legal e agindo de forma diferente do que imaginávamos. Além disso, já tive família e você dever querer muito reencontrá-lo. – ela fala com um sorriso, sendo correspondido por ele – Qual o seu nome?
— Raditz.
— “Raditz”? É um nome diferente.
— Você não está surpresa com a cauda.
— Nós temos animais bípedes, assim como falantes, além dos ookami-otoko e otoko ookami. Portanto, um ser semelhante a um humano com cauda não é nada demais.
— “Ookami Otoko e Otoko Ookami”? Não é tudo a mesma coisa? Os nomes são similares.
— O Otoko ookami é um lobisomen que se transforma em homem na lua cheia. O Ookami otoko é um homem que vira lobisomem na lua cheia. Um lobisomen é um homem lobo bípede.
— Entendo. Bem... Eu estou cansado de ficar em uma cama... sozinho. – Raditz fala o final em um sussurro rouco, fazendo a cientista corar, enquanto ele sorria ainda mais.
Nisso, o saiyajin se levanta e está nu, fazendo-a corar intensamente, conforme olhava o corpo dele como veio ao mundo, até que seus olhos ficam esbugalhados ao verem embaixo da virilha dele e apesar de nunca ter visto pessoalmente um membro de um homem, o dele parecia anormalmente grande. Sorrindo de canto, Raditz se vira, com ela vendo ele de costas, para depois perguntar com a voz rouca, virando de frente, enquanto Tights arregalava os olhos e os fechava, com a imagem dele nu gravado a ferro e fogo em sua mente:
— Vê algo que você gosta?
“Sim” – ela pensa consigo mesma, reconhecendo essa verdade inconveniente, só que para si mesma.
— Não.
— Mentirosa. – ele fala em um sussurro rouco – Vi como me olhou.
Ao ouvir o tom novamente não pode deixar de corar intensamente, enquanto sentia ondas de prazer se espalhando pelo seu corpo.
Ele vai até a cadeira vizinha e vê roupas terráqueas, decifrando como coloca-las, até que fala:
— Já estou vestido. Pode olhar.
Tights abre um olho e depois outro, para depois bufar ao vê-lo rir levemente, sendo que ele fala com ela se vendo refletida nos orbes negros como a noite mais profunda, quando ele se aproxima dela e fala com a voz aveludada:
— És linda corada... E sente tanto desejo quanto eu.
— Seu...!
Ela exclama torcendo os punhos, querendo estrangula-lo, algo que não passou despercebido para Raditz, que apenas sorria.
— Yume-san?
Tights se vira para Sayuuki que estava intensamente corada, desejando olhar para qualquer direção, menos para o saiyajin. Frente à reação da jovem, imaginava o que ela havia visto.
A Brief olhou com censura para o saiyajin, pondo as mãos no quadril, o fuzilando com os olhos. O saiyajin dá de ombros e fala:
— Ela não devia espionar os outros. Não vou me desculpar por isso.
Sayuuki fica emburrada, enquanto vira a cabeça para o lado, bufando, sendo que cruza os braços na frente do tórax, com Raditz notando que os cabelos ruivos dela eram da mesma cor do céu de Bejiita e um olho de cada cor representava as cores do por do sol de seu planeta natal. Não que a fêmea chikyuujin exótica lhe interessava, somente achava a aparência intrigante.
Afinal, ele somente tinha olhos para uma chikyuujin cujos cabelos lembravam a cor do sol.
— Ela vai ficar com você, enquanto durar a sua permanência nessa base. Ela tem poder suficiente para derrotá-lo. É a escolha lógica.
Tights falou, notando que ele agia de forma diferente em relação a ela, se fosse comparar ao comportamento com os outros, sendo que decidiu esperar um pouco mais para avaliar o uchyuujin, enquanto que um pensamento proibido a seu ver passou em sua mente e que consistia no fato dele sentia algo por ela, sendo que censura essa parte, pois, precisava manter o foco.
— De fato, é bem lógico... vai me dizer que ela é mais poderosa do que este Raditz? – ele pergunta curiosamente.
— Por quê, duvida? – Sayuuki pergunta, enquanto estreitava os olhos.
— Você não parece forte.
— Tente me socar. Venha!
— Vai se arrepender por pedir isso, chikyuujin.
Nisso, ele concentra o seu ki e a golpeia, sendo que ela segura o seu punho com a ponta do dedo esticado, para depois dar um peteleco nele, ao flutuar um pouco acima dele, fazendo-o cair contra o solo, para que não quebrasse a parede atrás dele.
— E agora? Quem é a fraca?
— Sua...! – ele fala dentre rosnados.
— Chega! Dá para se acalmarem? – Tighs se põem na frente deles e olha de um para o outro, com ambos virando o rosto para o lado.
— Isso mesmo. Se acalmem.
Então, após alguns minutos, após suspirar aliviada que eles cessaram as animosidades, o celular dela toca e ela atende:
— Sim?
Então, após alguns minutos, ela fala:
— Tudo bem. Estou indo para o laboratório.
Ela desliga o celular e guarda, se virando para Raditz, falando:
— Preciso ir para o laboratório. Sayuuki-chan irá mostrar a base a você.
— Antes que você saia... Notei que isso parece um quartel general. Os que me atacaram, eles eram o quê? Não podiam ser humanos por causa dos olhos que pareciam estar sem vida, enquanto que pareciam agir de uma forma coordenada demais.
— São androides da Red Ribbon.
— Red Ribbon?
— Enquanto Sayuuki-chan mostra para você a base, ela irá explicar o que está acontecendo no nosso planeta. Saiba que consegui descobrir sobre a sua nave, no caso, onde ela iria pousar, ao invadir os satélites da Red Ribbon, assim como sabia do “comitê de boas vindas” para você, ao acessar o sistema deles. – ela fala o final em uma careta – Era assim que eles chamaram o plano de te capturar. Eu me adiantei e mandei dois grupos para interceptar os androides. Perdemos alguns, mas pelo menos, tiramos você das garras da Red Ribbon, assim como a sua tecnologia.
— O nome desse plano era bem cínico.
O saiyajin comenta, sendo que estava fascinado pela inteligência da humana que podia invadir sistemas, sendo bela e inteligente ao mesmo tempo e senão estiver enganado, a seu ver, a fêmea de cabelos loiros parecia ser a líder de todo aquele complexo e grupo, o enchendo de orgulho.
— Sim... Bem, eu tenho que ir. Mais tarde venho ver você.
— Onde eu vou ficar?
— Vou arranjar um dormitório para você. Bem... eu tenho que ir.
Ela se vira e nota que ambos, Sayuuki e Raditz, olhavam um para o outro desejando o mais puro mal e suspira cansada, percebendo que seria uma “longa” estadia.
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