O pior desejo

31 A descoberta de Tights


Notas iniciais
Após meses, Raditz decide... Então, Raditz descobre que...

Dois meses se passam. Raditz descobriu tudo o que aconteceu na Terra e havia acabado de receber a sua roupa e armadura de volta, sendo que o scouter demoraria mais um mês, segundo Tights, enquanto que passou a ficar com ela, a seguindo, sendo que estava fascinado pela capacidade dela de organizar e dirigir o grupo, assim como, com a capacidade de agir com determinação, quando era necessário ordenar a explosão de um soldado, sendo que via como um ato caridoso, após ouvir o que a Red Ribbon era capaz de fazer.

Claro que notou que mesmo sabendo que era um ato piedoso, ela se sentia mal e após ordenar a explosão pelo sistema, ela se recolhia aos seus aposentos e aquele dia não era diferente. Ela teve que matar a distância, dois e conforme o esperado, ela dá as ordens finais para depois se recolher ao quarto, somente após todos voltarem e após se certificar dos mecanismos de segurança.

Ele a segue, sendo que usava roupas casuais dos humanos, concordando que eram bem agradáveis.

Próximo dali, ele viu Sayuuki, que agia quase como uma sombra, o irritando, sendo que eles quase se enfrentaram algumas vezes, até a interferência providencial de Tights, sendo que para todos, ela se chamava Yume.

Ele suspira, enquanto batia na porta, lançando um olhar estreito para a jovem de cabelos rubros, que mostrou a língua e depois, deu de ombros.

— Quem é?

— É Raditz. Queria falar com você.

— Tem que ser agora?

— Sim.

Nisso, a porta é aberta e ele entra, sendo que Sayuuki encosta as costas do outro lado, olhando para a porta, enquanto sentia o ki dele, sendo que eles haviam ensinado ele a lidar com o ki, desde que nunca baixasse junto deles e não ensinasse a mais ninguém.

No quarto dela, que era espaçoso, ela está de pé e se vira para ele, sendo que não o temia, pois, notou que ele nunca ameaçou.

Além disso, por algum motivo, sentia que estava em segurança. Ela confiava nele, de uma forma desconcertante. Já, Raditz, desconfiava cada vez mais que eles tinham a ligação verdadeira e que isso justificava os seus atos incompreensíveis para com ela, como a preocupação e o fato de querer ficar junto dela.

— O que foi?

— Vim ver como estava. Precisou apertar duas vezes.

Ela se vira e suspira, controlando as suas lágrimas, enquanto falava:

— Foi necessário.

— Eu sei. Mas, também sei o quanto são sentimentais e emotivos, principalmente as fêmeas de sua raça.

Ele vai até ela e a abraça por trás, com Tights suspirando e permitindo-se encostar sua nuca no tórax do saiyajin, que a abraçava, até que as lágrimas brotam de seus orbes e ela desaba, sendo que a chikyuujin vira e afunda o seu rosto no tórax dele, que afaga os seus cabelos, enquanto evitava falar algo, pois, suspeitava que ela terminaria de desabar se qualquer palavra fosse pronunciada.

Eles ficam por vários minutos, juntos, com ela sendo amparada, sendo que por anos, sempre precisou ser forte por todos.

Portanto, chorar nos ombros de alguém, sendo que não precisava fingir que era forte para essa pessoa, era confortador, mesmo sendo um uchyuujin e por isso, anos de dor por apertar o botão, fluíam dela, sendo que eles sentam e após alguns minutos, ela adormece pela exaustão.

Ele deita na cama e a puxa para ficar ao seu lado, deitando o seu rosto em seu tórax, sendo que tirou a camiseta umedecida na gola pelas lágrimas desenfreadas dela, enquanto afagava gentilmente os cabelos dela, concordando que os chikyuujins tinham cabelos extremamente macios, ao mesmo tempo em que a sua cauda enrolava na cintura dela.

Após algumas horas, ela acorda e cora ao notar que estava deitada no tórax dele, sendo que ele estava de olhos fechados.

Ela ficou olhando os músculos definidos dele, até que percorreu timidamente com as mãos as reentrâncias, para depois se deparar com um par de olhos ônix que brilhavam de forma misteriosa, enquanto o mesmo sorria, fazendo-a corar ainda mais, sendo que sente a mão dele afagando o seu rosto, carinhosamente, com ela sentindo que cada vez mais, o seu coração sucumbia ao saiyajin, uma vez que ele revelou o que era.

Na análise dos dados do scouter, como ele chamou o aparelho pessoal dele e a analise do computador da nave, as informações estavam embaralhadas e tudo precisava ser codificado. Além disso, aos poucos, estava dominando o idioma espacial, sendo que ele revelou que era um idioma usado na maior parte do universo, a deixando maravilhada.

Então, ela se sente bem, como não se sentia há anos. Liberar toda a sua dor e tristeza, a fez se sentir bem e frente a isso se levanta, corada, sendo que ele fica de pé, enquanto colocava a camisa, novamente, para depois perguntar:

— Está melhor?

— Sim. Graças a você.

— Fico feliz em saber disso.

Então, eles saem, sendo que ele a seguia sempre que possível, sendo que junto dele, estava Sayuuki, que o vigiava, implacavelmente.

Após um mês, Tights devolve o scouter, sendo que Raditz notou que havia uma mensagem para ele, de Vegeta e tinha quase certeza que ela conseguiu tais dados.

Há várias semanas, ele vinha tomando a decisão de revelar a verdade para ela, antes que ela descobrisse ao decifrar o idioma, sendo que não duvidava que ela conseguisse dominar, devido a sua inteligência.

No instante em que ele estava pensando em chama-la em particular para conversar, ela surge no corredor, sendo que fala:

— Consegui identificar o local em que a nave do seu irmão caiu. Fica no Monte Paouz. Já informei Sayuuki. Ela o levará até o local. O importante é impedir que o seu irmão caia nas mãos da Red Ribbon, assim como, devemos reuni-los.

— Obrigado.

— Vamos.

Sayuuki passa por ele mal humorada e ele bufa, sendo que ele preferia qualquer um, menos ela, sendo o mesmo para ela, que preferia guiar outro e não ele.

Já, Tights, suspira cansada e questionava a si mesmo, se havia sido uma boa decisão deixar ambos juntos, sem ninguém para se intrometer, caso desejassem enfrentar um ao outro.

Então, ela suspira de novo, conforme eles partiam, sabendo que era tarde demais para alterar os planos.

Algumas horas depois, pois, eles ocultaram o seu ki por um longo trecho, para que a Red Ribbon não localizasse a base dos rebeldes, eles enfim puderam voar, bem longe dali, sendo que após algumas horas, chegam ao local, conforme Sayuuki se orientava por um aparelho.

Eles pousam em uma campina aberta há muito tempo atrás, cujo mato tentava cobrir novamente e de fato, houve o vestígio de uma nave oval, que não estava mais ali.

Conforme eles caminhavam no entorno, ele encontra uma casa simples, sendo que havia algumas roupas para criança, assim como ossos de animais no entorno, indicando que alguém tinha se alimentado, há algum tempo.

Eles voltam ao local da nave e ele percebe que houve uma partida da nave, ao analisar mais atentamente os danos no entorno, recém-cobertos pela mata e fala:

— Meu irmão deve ter partido há anos atrás.

— Eu lamento de coração, o fato de não pode encontra-lo.

Ele olha para ela, vendo uma face pesarosa, sendo que bufa e vira o rosto, falando:

— Não parece você. Afinal, sempre age como durona.

— Nós, humanos, somos emotivos e sentimentais. Por que não iria ficar triste por não ter podido encontrar o seu irmão, após ter voado pelo espaço para encontra-lo? Além disso, o universo é imenso e isso torna qualquer missão de busca, impossível.

Ele não fala nada e se levanta, olhando o entorno e depois para o céu, suspirando, sendo que fala:

— Sim. O universo é imenso. Espero um dia reencontrá-lo. Não entendo porque ele partiu.

— Talvez, quisesse ir atrás de sua família. Ou seja, as suas raízes.

— O universo não é um local seguro, ainda mais para um jovem saiyajin.

— O que quer dizer com isso? – Sayuuki arqueia o cenho.

— Nada...

— Está escondendo algo, né? – ela fala estreitando os olhos.

— Já faz algumas semanas, quero revelar muitas coisas. Prefiro revelar para Tights, primeiro. Penso em fazer hoje.

— É bom mesmo. Como você sabe, é questão de tempo para ela decifrar a linguagem que usam.

— Eu sei. Por isso, prefiro contar eu mesmo, do que ela descobrir por si mesmo. Além disso, tenho que partir em breve, para o bem do planeta de vocês.

— Partir?

— Sim.

— Como assim para o nosso bem?

Raditz pensa em Vegeta e Nappa, sabendo o que aconteceria, se eles viessem a Terra. Ele não conseguiria enfrentá-los para salvar Tights,

Ele recebeu a mensagem do seu príncipe e apesar de não abrir, acreditava que era uma convocação ou um ultimato, pois, fazia meses que ele estava no planeta. Eles poderiam querer se divertir na Terra e ele não podia permitir isso.

— Raditz? – ela pergunta, vendo ele perdido em pensamentos.

— Vamos voltar. Não tenho mais nada para fazer aqui.

Nisso, eles partem, sendo que ele desconfiava, que se Tights soubesse tudo sobre ele, a sua raça e os arcosianos, assim como o destino da Terra, se fosse atacada, ela acabaria se afastando dele, sendo o esperado por ele, que não poderia culpa-la.

Afinal, os humanos eram extremamente emotivos e sentimentais.

Longe dali, na Red Ribbon, o doutor Gero estava trabalhando no DNA colhido de Raditz, através de manchas de sangue nos androides, sendo que descobriu outro DNA alienígena, diferente do outro, sendo que era uma amostra quase que inviável. Ou seja, eram dois DNA´s alienígenas que ele estava pesquisando, incorporando os dados a sua maior criação. Ou futura criação, uma vez que estava na fase inicial. Seria o androide mais poderoso que iria criar, sendo que se inclinava para chama-lo de bioandroíde Cell.

Era o seu projeto mais ousado e há anos ele vinha se dedicando a sua maior criação, sendo que Black havia adorado descobrir sobre a nova criação dele, que iria garantir o fim dos rebeldes.

Ao mesmo tempo, ele colocou Dezessete e Dezoito em capsulas, para preservá-los, já que Cell precisaria se fundir a eles para ser perfeito.

Black entra no laboratório principal de Gero e permite contemplar Cell, que era apenas um embrião pequeno, flutuando em um liquido verde de uma cápsula, com vários circuitos e um sistema de tubos, sendo que sempre ficava maravilhado ao ver um androide que era capaz de crescer, como se fosse um ser vivo, embora não fosse um e sim, um bioandroíde.

Então, ele caminha até Gero e pergunta, sorrindo:

— Como vai o projeto do Cell?

— Está excelente. Já codifiquei os DNA´s e começarei a implantar nele. Também melhorei a sequência genética dele.

— Excelente! Devo compreender que essa é a sua maior criação, né?

— Sim. Quando nascer, ele será imperfeito. Ao absorver os números Dezessete e Dezoito, será perfeito.

— Então, por isso tirou de circulação os dois androides mais poderosos de nosso exército.

— Sim. Eles não podem sofrer danos. Eu os estou reservando para Cell. Quero ver a minha maior obra prima se tornar perfeita.

— Confesso que também estou ansioso.

— As amostras de material genético são incríveis. Ele vai ganhar um poder adicional. Parece surreal de tão fantástico.

Black fica com uma face preocupada e pergunta:

— Ele será submisso, né? Ainda mais, sendo tão poderoso.

— Sim. Vou tomar cuidado, assim como tomei com os outros. Todo o cuidado é pouco com seres tão poderosos.

— Com certeza e lembre-se, que não pouparei recursos. Você sempre teve carta branca e ira continuar assim.

— Sim. Eu me lembro. Graças a essa carta branca, eu pude desenvolver várias melhorias nos androides. Senão fosse por isso, acredito que não estaria no nível atual de tecnologia e criação.

— Fico feliz em saber disso. Agora, eu tenho que sair. Tenho uma reunião. Volto mais tarde.

— Vou terminar a implantação do material genético em Cell.

Nisso, eles sai, enquanto que o doutor voltava ao seu computador.

Longe dali, Raditz havia pedido um local para falar em particular com Tights e ela aceitou, sendo que estavam em uma sala. Ele havia visto a poucos minutos a mensagem de Vegeta e conforme esperado, era de fato, um ultimato para ele.

Ela já havia sido informada da busca infrutífera e havia ficado triste, enquanto o puxava para um abraço, o surpreendendo, enquanto sentia o doce cheiro da humana, que parecia mais tentador que de costume, com ele não compreendendo o motivo do odor está mais intenso e quase que, irresistível.

Na sala, ele pede para ela sentar e assim o faz, sendo que o saiyajin fica de costas e começa a contar tudo sobre o saiyajins, Freeza, os império dos arcosianos e o destino de planetas, deixando-a horrorizada, sendo que após o relato, enquanto ele sentia o cheiro salgado de lágrimas dela, que cortavam o seu coração, ela pergunta, fracamente:

— Qual seria o destino da Terra, caso fosse subjugada?

— Provavelmente, vocês seriam escravos. São exóticos demais. Valeriam muito no mercado intergaláctico, enquanto que a Terra seria vendida. Nem todos seriam escravizados, somente os sobreviventes. Crianças muito pequenas seriam eliminadas, sumariamente, assim como os muito velhos, por serem imprestáveis como escravos.

— Você matava os seres para poupa-los da escravidão, no caso as fêmeas e crianças?

Ele olha para ela, com a chikyuujin vendo a dor nos orbes dele, que eram iguais aos dela, quando precisava ordenar a explosão, via sistema, de algum rebelde capturado:

— Sim. Eu os matava rapidamente, para não serem escravos sexuais. Era muito mais piedoso mata-los do que deixa-los vivos. Eu gosto de lutar e treinar. Na verdade, eu amo lutar como todo o saiyajin e apesar de muitos apreciarem a destruição e exercerem a maldade, em outros seres, tido como inferiores, eu não gosto. De certa forma, sou um saiyajin diferente dos outros e acredite, é de família. Meus pais eram assim, principalmente a minha mãe.

Tights compreende as palavras dele, pois, era similar ao que ela fazia. Cortava o seu coração, o seu ato de matar um rebelde capturado, apesar de saber que era o ato mais humano e piedoso que existia. Mesmo assim, lhe trazia sofrimento e era a mesma coisa para ele.

Então, ela é tirada de seus pensamentos, com a voz ele:

— Vou entender se me odiar. É completamente plausível. Além disso, terei que partir em breve. Vegeta e Nappa podem vir atrás de mim e vocês conhecerão o sofrimento mais cedo do que iria acontecer. Em algum momento, a Terra será invadida e o destino de vocês, selado. Mas, se eu puder protelar, será melhor.

Notas finais
Yo! Eu quero agradecer ao comentário de: Red Dragon Emperor.