O pior desejo

7 Os sentimentos de Sayuuki


Notas iniciais
Frente ao que testemunhou, Sayuuki decide... Então, após sair de suas Terras, há alguns meses, Chichi descobre que...

Chikyuu (Terra) – Age 749

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— Aqui, kaa-chan! – ela seca as lágrimas e mostra o seu melhor sorriso, pois, não queria entristecer a sua amada genitora.

Então, corre até a mãe, que a procurava preocupada pelos corredores, pois, sabia que sua amada filha não sentia apenas admiração pelo príncipe e sim, algo mais, muito mais profundo e por causa disso, temia que a mesma sofresse por esse amor não correspondido, já que ele era um nobre e elas eram apenas camponesas.

Ambas se abraçam e a genitora se agacha, perguntando gentilmente:

— Estava olhando o príncipe, de novo, né?

— Sim. – ela consente timidamente, sendo que a genitora percebeu os orbes úmidos e vermelhos da jovem.

— Meu amor... Não pode nutrir tais sentimentos. Pertencemos a mundos completamente diferentes. – a mãe acarinhava a cabeça dela, maternalmente – Ele é um nobre, nos somos camponesas. Nobres se casam com outros que possuem a mesma posição social... Não quero vê-la sofrer, meu bebê.

— Eu sei... Inclusive, eu vi como ele se comporta com a recém-chegada, que ele salvou outro dia.

— Ó, céus! Querida... – ela olha tristemente para a filha, compreendendo a dor que via nos orbes da mesma.

— Eu deveria estar feliz, pois, quem eu o amo está feliz, mas... – ela fala, controlando debilmente as lágrimas que insistiam em querer brotar – Mas, não consigo... Acho que não irei superar tão cedo, kaa-chan.

A genitora a abraça para em seguida, dá a mão para a filha, enquanto andavam pelos corredores, com a mesma imaginando a dor que a sua amada filha está sentindo em seu pequeno coração.

Portanto, iria esperar para que ela iniciasse a conversa, decidindo esperar o tempo que fosse necessário, para que Sayuuki, desabafasse.

Após alguns minutos, se aproximando da entrada do imenso castelo, Sayuuki suspira e fala:

— Ela é uma princesa, tal como ele, além de ser neta da líder das amazonas. Portanto, a mãe dela e avó se encontram na exuberante pintura, no hall de entrada, que ele tanto admira, sendo o seu quadro favorito, como todos nos sabemos. Ademais, o pai dela, o rei Gyumao, foi um dos discípulos do Deus das Artes Marciais, Muten Roshi.

— Ó, querida!

Ela abraça a jovem, que não consegue mais conter as lágrimas e as mesmas começam a brotar sem qualquer controle, com ambas abraçadas, sendo que a genitora tenta confortar a sua amada filha, acarinhando os cabelos dela e ficam assim por alguns minutos, até que a jovem se afasta e seca as suas lágrimas com os punhos.

Então, ambas tornam a caminhar e a genitora fala, gentilmente:

— Você vai superar... Apenas “de tempo ao tempo”. Ainda é muito cedo para superar o sentimento de amor que sente por ele. Com o passar do tempo, tente vê-lo apenas com os sentimentos de gratidão e admiração, assim como todos nós sentimos por ele. E até porque, se você ama alguém de verdade, se é um sentimento puro, tudo o que você deseja é que tal pessoa seja feliz, não é? Vê-la feliz, a deixa feliz e necessariamente, não quer dizer com você. Isso é o verdadeiro amor, pois, o amor puro, apenas quer o bem e felicidade de quem ama. O amor egoísta deseja aquela pessoa para si, não se importando com a felicidade da mesma ou o que é melhor, pois, somente pensa no que é melhor para si mesmo, assim como preferível a seu ver. Só pelo fato do seu amor ser puro, já a torna especial, pois, não são todos que pensam apenas na felicidade de quem ama. Nem eu fui assim. Meu amor foi egoísta, assim como é com a maioria das pessoas.

As palavras da genitora confortaram a jovem, que sorri, sendo que concordava com tais palavras, enquanto se sentia especial.

Afinal, ela o amava com toda a força do seu coração e se ele fosse feliz com outra, era somente isso que deveria importar e nada mais, pois, a felicidade da pessoa amada, é tudo o que importa.

Portanto, se ele encontrasse o amor e consequentemente a felicidade com outra, ela, deveria manter a devida distância e ficar feliz, por mais que fosse difícil.

— Verdade, kaa-chan.

— Com o tempo, você irá superar seus sentimentos. “Dê tempo ao tempo”, meu bebê.

— Darei, kaa-chan... Mas... – ela consegue controlar novamente um novo fluxo de lágrimas que ousou irromper de seus orbes singulares.

— Sim, chore hoje, em seu quarto e libere a dor, para poder lidar com ela. Guardar para si, sem libera-la, é horrível.

Nisso, descem alguns degraus e saem no jardim, sendo que a mãe dela caminhava para o portão e o mesmo abria, com a jovem não entendo, até que eles chegam a uma cabana modesta, mas, espaçosa e bem acabada, dada pelo príncipe aos seus empregados.

Ela olha para a mãe que fala:

— Fique em casa, hoje. Libere o que sente. Acredito que prefere ficar sozinha para lidar com os seus sentimentos.

— Mas, tenho que limpar o mezanino... De manhã não limpo, pois estou na escola. – e nisso, se lembra de que ele fazia questão que os empregados estudassem.

— Pode deixar que eu limpo, meu amor. Agora, você precisa de um tempo só seu.

Ela sorri fracamente e agradece:

— Obrigada, kaa-chan.

A genitora dá um beijo maternal na cabeça da mesma, para depois sorrir gentilmente e em seguida se afasta, para voltar ao castelo.

Nisso, Sayuuki entra na casa e percebe, pelo canto da janela da cozinha, a sua mãe retornando ao palácio e suspira.

Então, senta no chão e abraça as suas pernas, começando a chorar, compulsivamente, permitindo que toda a sua dor e a tristeza a abandonem através de suas lágrimas peroladas, pois, não poderia mudar nada.

Além disso, se o príncipe se envolvesse com a princesa, inclusive se casando, ela sabia que a jovem se tornaria sua patroa e em virtude disso, deveria respeita-la e obedecê-la.

Por causa disso, precisava superar o quanto antes o que sentia por Christopher, embora, duvidasse que superasse tão cedo, pois, chegou a sonhar demasiadamente com o mesmo e agora, precisava dispersar tais sonhos, o quanto antes.

— Ambos são nobres e ela é neta da líder das amazonas, sendo que o príncipe é fascinado por elas, além do pai dela ser um dos discípulos do Deus das artes marciais, Muten Roshi... Essa Sayuuki é camponesa e empregada... Além disso, ambos são perfeitos um para o outro.

Com essa amarga constatação, seu choro aumenta, demasiadamente, enquanto esperava que conseguisse parar de chorar até a noite, pois, ficar chorando não adiantava nada, sendo que ela jurou a si mesma, que guardaria seus sentimentos em seu coração e os levaria ao tumulo com ela, e apesar do céu estar claro, seu coração estava tomado pela tristeza e dor.

Então, após horas, com Chichi sendo tratada como uma rainha pelo príncipe Christopher, que servia a mesma um suco proveniente do minibar dentro da aero limusine luxuosa e requintada, o chofer avisa, pela pequena janela entre eles e o motorista, sendo que o veículo era seguido por dois carros, com guarda costas armados e altamente profissionais:

— Estamos chegando ao monte Fly-pan, senhor.

— Obrigado, Willian.

— Por nada, senhor.

A jovem achava algo absurdo, um nobre de berço, agradecer a um reles empregado, a seu ver.

— Mal vejo de apresenta-lo ao meu tou-san! – ela fala animada, decidindo deixar o pensamento anterior para escanteio.

— Ficarei honrado, minha princesa.

Nisso, ela ri e passa a se sentir nas nuvens com o tratamento respeitoso por parte dos empregados dele, assim como pela atenção que ele dispensa a ela.

Então, o aero carro para e ambos esperam o chofer abrir e o príncipe agradece, com o seu típico sorriso gentil:

— Muito obrigada, Willian.

— É um prazer, príncipe Christopher.

Então, eles descem, com o príncipe estendendo a mão para ajuda-la a descer e ela pergunta, notando o quanto ele era respeitoso e educado com os empregados:

— Notei que é bastante educado com os empregados.

— Meus pais me ensinaram a tratar todos com o devido respeito. Desde outros nobres e chefes, assim como os empregados.

— Mas, não são serviçais?

— Sim. Afinal, muitos estão presentes em minha família, mesmo antes de eu nascer. Por causa disso, também os considero como parte da minha família.

Ele fala com um sorriso, sem se abalar pelo comentário dela, sendo que a sua admiração e amor não diminuiu nada perante o que ela falou, como se uma espécie de surdez o tomasse, sempre que Chichi criticava os empregados.

Afinal, a amava com toda a força do seu coração e faria de tudo para agradá-la e dar uma vida de rainha, repleta de luxo e tudo o que pudesse fornecer a sua princesa.

— Entendo...

“Mas, que é inapropriado, isso é. São meros serviçais. Não pertencem ao nosso nível.”

Nisso, eles andam com os guarda-costas dele, até que o príncipe comenta, enquanto arqueava o cenho:

— Você disse que o castelo estava em chamas... Mas, ele está apagado.

— Apagado? Será que meu pai conseguiu, de alguma maneira, contatar o mestre dele? – ela pergunta a si mesmo, animada.

— Pode ser... – ele concorda, embora estivesse desconfiado.

Então, a jovem corre e ele a segue, com os guarda-costas e o fiel mordomo os seguindo.

Porém, quando Chichi chega ao local, emite um grito de dor e desespero, para em seguida abraçar o príncipe, que corresponde, enquanto procurava tampar a cena com o seu corpo, sentindo-se pesaroso pelo que ela viu, sendo que a mesma gritava e seu corpo convulsionava em dor.

— Por Kami-sama! Quem poderia...

Nisso, o chefe dos guarda-costas, ultrapassa o casal e se aproxima do local, percebendo que o castelo estava destruído e ao observar, mais atentamente, o local e seus arredores, vê mais a frente, o pai dela assassinado, sendo que exalava um odor forte e pela aparência, assim como odor, encontrava-se em adiantado processo de decomposição, indicando que fora assassinado há quase uma semana atrás, se ele fosse considerar o clima atual, assim como notou diversas marcas e partes queimadas no corpo, além de diversas perfurações, indicando que fora usado, provavelmente, um armamento pesado, além de rifles, pelo que deduziu através dos furos e marcas, considerando o fato de que ele era imenso e consideravelmente robusto, assim como musculoso, sendo que adicionava o fato de que ele foi um dos discípulos do renomado Deus das Artes Marciais, Muten Roshi.

Portanto, não seriam armas com baixo poder de ataque, que conseguiriam mata-lo.

Afinal, já trabalhou como investigador criminal, até que se aposentou e tomou o lugar do seu grande amigo, que foi o chefe anterior da segurança, que ficou no cargo por mais de sessenta anos, servindo a família do príncipe.

Então, assumiu o cargo, porque também não queria ficar em casa, sem fazer nada. Prefira ficar ativo, de alguma maneira e foi indicado por seu grande amigo, como substituto do mesmo.

Imediatamente, pega um lenço para tampar a boca e o nariz, para em seguida olhar tudo a sua volta, investigando o que aconteceu no local ao buscar por pistas, até que encontra, além de pedaços de metais retorcidos, um símbolo, que faz o sangue dele gelar, passando a compreender melhor o que ocorreu, assim como explicava o nível de destruição e o caráter da mesma, sendo uma assinatura amplamente conhecida dos responsáveis por tal ataque.

Ele pega o pedaço de pano vermelho com as iniciais e se aproxima do príncipe, que confortava Chichi, sendo que ambos se encontravam longe do local, naquele momento:

— Eis os responsáveis pelo ataque a essas terras. O rei Gyumao, não teve qualquer chance contra eles, pelo que conheço do poder bélico deles, mesmo sendo um discípulo do renomado Deus das Artes marciais, Muten Roshi.

Ele estende um pedaço de bandeira com dois R´s brancos, dentro de uma gravata vermelha.

— Red Ribon! – ele exclama pesaroso — Bem, tal ato perverso, só podia ser obra deles, pois, também possuem armamento para destruir um castelo, facilmente. – fala com raiva.

— Red Ribbon? – a jovem pergunta, ainda chorando, nos braços protetores dele.

— Uma organização cruel e perversa. Ela é tão influente e igualmente poderosa, que o Rei mundial tem medo deles. Já tentaram neutralizá-los de diversas formas, mas, falharam miseravelmente em todas. É praticamente impossível destruí-los e eles são tão vis e cruéis, que são chamados de “soldados do inferno”.

— Mas, por quê? – ela pergunta confusa, não compreendendo o interesse deles em suas terras.

— Bem, seu pai era um rei... – ele comenta pensativo — Tenho uma pergunta. Vocês tinham riquezas, né?

— Sim. Meu pai protegia as nossas riquezas.

— Provavelmente, além das riquezas, vocês deviam ter algo que eles desejavam, ainda mais. Normalmente, eles não atacam a toa. Algum motivo eles tiveram. Claro que não justifica, mas, demonstra o fato que eles não atacam a esmo. Somente as riquezas, não seria o alvo, pois, o líder deles, chamado de comandante Red, senão me engano, tem muito dinheiro. Dizem que a riqueza dele rivaliza-se com o do rei mundial. E você me contou que seu pai era forte. Percebi que ocorreu uma batalha e me arrependo de não ter notado os pedaços de metais que evidenciavam que alguma coisa aconteceu aqui, assim como a demasiada destruição, tal como as marcas de queimado, que indicavam o fato de que houve uma batalha, nesse local. Ademais, somente um motivo demasiadamente forte, os levaria a usar os seus recursos bélicos dessa forma, ainda mais contra alguém tão poderoso.

— Deve ser isso... – ela comenta com a voz embargada — Mas, não faço ideia do que seria tão valioso, para que nos atacassem e matassem o meu tou-san.

Nisso, ela chora ainda mais e o príncipe Christopher avista um senhor de idade, que acabou de chegar ao local e que veio de aero limusine e que era o médico de sua família, que ao se aproximar do casal, os cumprimenta, com a jovem arqueando o cenho:

— Chichi, este é o medico da minha família. Ele quer aplicar um calmante em você. Eu irei cuidar do funeral de seu honorável genitor. Se desejar, podemos enterrá-lo aqui ou no cemitério da minha família. O cemitério da minha família é lindo. Além disso, quero cuidar de você e inclusive protegê-la. A Red Ribbon não encostará um dedo em você, eu prometo.

Ela olha para ele e cora, ao ver o belo sorriso e os olhos que exibiam uma confiança inabalável e frente a isso, fala:

— Pode aplicar.

Nisso, o medico aplica o medicamento e alguns segundos depois, ela adormece e é levada no colo por ele até a aero limusine e o mesmo a deita no banco, enquanto dá algumas ordens ao seu mordomo, que começa a mobilizar uma funerária próxima dali e tudo mais que se fazia necessário para fornecer um funeral digno de um rei, sendo que ele iria garantir que fosse assim.

Alguns dias depois, Pilaf havia acabado de chegar ao seu castelo, feliz, pois, já possuía três esferas, sendo que havia acabado de comprar uma, de um porco pervertido, trajando uma espécie de uniforme e boina de cor verde, que era capaz de se transformar.

Inclusive, mal acreditou o que ele exibia em suas mãos, enquanto tentava vender tal esfera em algumas lojas.

Ele ficou mais do que feliz de pagar uma quantia exorbitante pela joia e estava extremamente animado, pois, somente faltava quatro, sendo que o fato do temível Rei Gyumao da montanha FryPan ter uma, o aterrorizava, enquanto que sabia que teria muito trabalho para adquirir a Dragon Ball dele.

Além disso, estava preocupado com o fato de que duas esferas não eram visíveis no radar e acreditava que talvez tivessem sido engolidas por feras.

Enquanto se preparava para entrar em seu castelo, inúmeras naves pousam em volta de Pilaf e dos demais e nisso, eles veem vários homens e feras humanoides, assim como feras, trajando roupas militares, assim como se encontravam extremamente armados, além de aparecer de cápsulas, dezenas de tanques.

Então, os soldados assumem, imediatamente, uma postura ofensiva, erguendo as armas e apontando para o trio, sendo que os cercaram em um piscar de olhos para os mesmos.

— Pilaf-sama... – Mai murmura, apavorada.

Shuu, a raposinha, gruda na perna de Mai, tremendo e Pilaf, tenta reunir o pouco de coragem que ainda possuía e pergunta altivo:

— Quem são vocês?!

Notas finais
Yo! Quero agradecer ao comentário de: Wesley.