O pior desejo

8 O teste de Kame-sennin


Notas iniciais
Enquanto Pilaf voltava para o seu castelo com três Dragon Balls, acaba se deparando com... Distante dali, em uma pequena ilha no meio do oceano, Kame-sennin se depara com Kuririn, que almeja ser seu discípulo. Porém, ele precisa passar por um teste... Será que conseguirá?

Nisso, um homem de cabelos loiros e olhos azuis, usando uma farda bege se aproxima com um sorriso que não chegava aos olhos e aponta para o emblema em seu braço, virando-o de lado.

Ao verem o emblema, os olhos do trio parecem saltar das órbitas, tamanho o pavor que sentiam, reconhecendo aquele símbolo muito bem.

– Sou o general Blue da Red Ribbon e vocês possuem algo que o comandante Red deseja.

– O que seria? – Pilaf pergunta, embora soubesse o que o comandante desejava e que estava bem seguro em seu bolso.

O general Blue dá uma risadinha com a mão na boca e depois fala, sarcasticamente, conforme se aproximava, exibindo olhos extremamente frios e igualmente malignos, que aterrorizaram o trio:

– É tão inocente... Quem diria? Acredita mesmo que não sabe o que desejamos?

Nisso, dá uma risadinha sarcástica com a mão na frente do rosto e isso só teve o efeito de apavora-los ainda mais.

– Pilaf-sama... Por favor. – Mai murmura, aterrorizada.

– Pilaf-sama... – Shuu clama escondido, desejando que ele desse as Dragon Balls, para que tivessem alguma chance de saírem vivos.

Enfim, ele cede, pois, sabia melhor do que ninguém do que a Red Ribbon era capaz e que provavelmente, o matariam senão desse as Dragon Balls e que dá-las, implicaria em tentar poupar a si mesmo, com sorte.

Ele range os dentes ao imaginar o seu sonho de governar o mundo escapando de suas mãos, enquanto era obrigado a entregar, amargamente, as Dragon Balls, em uma tentativa débil de salvar a sua vida.

Então, pega uma cápsula e a transforma em maleta, entregando a mesma ao general que abre e verifica a autenticidade, quando tenta quebra-las com as mãos, sendo algo infrutífero, fazendo-o sorrir, sendo que entra em contato com a central, pedindo confirmações e eles confirmam que ele estava com todas as esferas daquela área.

Satisfeito, encerra a ligação e transforma a maleta em cápsula, guardando-a no bolso.

– Inicialmente, eu iria poupá-los. Afinal, são tão patéticos, que seria um desperdício de munição. Porém, confesso que seu teatro de inocência me irritou, demasiadamente. Homens!

Nisso, todos se preparam para atirar, com o trio se encolhendo um nos outros e ao fazerem isso, Blue enfim percebe a pequena raposinha encolhida, sendo que não viu até aquele momento e não pode deixar de acha-lo fofo, principalmente com a roupa de ninja, passando a deseja-lo como sua mascote.

Ele levanta imperiosamente as mãos e os soldados relaxam sua postura, embora mantivessem as armas em punho e o trio olha em volta, não entendo o motivo, pois, já imaginaram os seus corpos sendo perfurados por inúmeras balas.

– Não vi essa linda raposinha com essa roupa fofinha, escondida atrás dessa mulher cafona. – ele fala e Mai cerra os dentes.

– Eu? – Shuu pergunta com a face inocente, embora estivesse apavorado.

“Que fofinho! Eu preciso. O quero para mim!”

Blue pensa consigo mesmo, exibindo um imenso sorriso e a raposa percebe que era um sorriso diferente dos outros que o mesmo exibiu. Não era de escárnio ou maligno e sim, sincero. Diria até amigável, senão estivesse tão apavorado e a beira das lágrimas.

– Vou poupa-los, em troca dessa raposinha linda vim comigo.

Shuu olha para Mai e Pilaf com confusão no olhar e nisso, a mulher e a espécie de duende se entreolham e rapidamente, ambos empurram a raposinha para o general, com Pilaf falando:

– Pode leva-lo... Só poupe a nossa vida, por favor.

Os dois falam, prostrando-se, encostando as testas no chão, tremendo apavorados, agradecendo o fato de terem ganhado uma segunda chance de viverem.

A raposinha fica triste, pois, iria se oferecer, voluntariamente, em troca de salvar a vida deles. Mas, o ato deles o empurrarem, ofertando-o facilmente como um acordo de paz, o entristeceu, pois, não imaginava que eles não possuíam nenhuma consideração por ele, sendo que em relação à Pilaf, não estranhara e até esperava, mas, vindo de Mai, o surpreendeu e o entristeceu, demasiadamente.

Nisso, ele fica apavorado quando é erguido e abraçado por Blue, que fala:

– É deprimente ser vendido tão facilmente pelos seus companheiros... Aliais, qual o seu nome?

– Shuu, Blue-sama.

– Me chama de Blue. Imagino que queira saber o motivo de querê-lo.

A raposinha tremia e acena com a cabeça, imaginando o pior.

– Não precisa ter medo. Eu adoro coisas lindas e fofas. O quero como minha mascote oficial. Terá um quarto excelente, com uma cama maravilhosa, a melhor comida que puder dar a você. Será paparicado e bem tratado.

– Mascote? – ele pergunta um tanto receoso.

– Por aí. O acho muito fofo, ainda mais com essa roupinha de ninja! Ademais, seu pelo é muito macio.

Shuu percebeu que aquele homem agia como uma mulher, em muitos momentos e notou que não era um olhar malicioso e sim, de felicidade, como quando Mai ficou encantada, uma vez, ao ver uma joia linda em um mostruário de uma joalheria requintada, quando acompanhavam Pilaf. Era o mesmo tipo de olhar.

– Eu aceito... – ele fala, pois, pelo que compreendeu, o general queria algo fofo para paparicar.

– Ótimo! – Blue o coloca no chão e se retira com Shuu – Podem deixa-los, homens.

Nisso, todos retornam aos seus helicópteros, rapidamente e guardam os tanques em cápsulas e após alguns minutos, não há qualquer indício de que um exército altamente armado os havia cercado, além das marcas na terra, onde os tanques estiveram momentos antes.

– A Red Ribbon é assustadora... – Mai comenta, sentindo que os seus batimentos cardíacos voltavam gradativamente ao normal.

– Nunca imaginei que aquele Shuu teria alguma serventia. – Pilaf comenta, aliviado – Graças a ele, estamos vivos, após nos encontramos com o temível exército Red Ribbon.

Após alguns minutos, ele cerra os punhos com raiva, para em seguida cair de joelhos no chão, golpeando com violência a terra abaixo dele.

– Pilaf-sama?

– Perdi as três Dragon Balls! Malditos!

Mai fica pensativa e fala:

– Estou me lembrando de uma lenda que ouvi quando era uma criança, relacionada a uma parte do vasto oceano que circundava a pequena ilha onde vivia com os meus pais e um grupo de moradores, que viviam da pesca e me lembro de que os pescadores não ousavam se aproximar de um local específico, pois, diziam que era amaldiçoado, senão me engano.

– O que está falando, Mai? – Pilaf se levanta e retira a terra de suas roupas, para depois arquear o cenho para ela.

– É algo que surgiu na minha mente. Claro que vou precisar de algum tempo para pesquisar.

– Se for alguma saída para a nossa situação, assim como para podermos nos vingar da Red Ribbon, tem o meu apoio. Inclusive, se pudesse, eu traria o próprio rei dos demônios para a Terra, apenas para ver esse exército sendo destruído, já que eles destruíram o meu sonho! – ele exclama imerso em ira.

– Vou partir agora mesmo. Tenho uma capsula de helicóptero. Talvez demore algum tempo, pois, a vila onde nasci, é bem longe daqui.

– Não demore! Preciso conseguir logo uma forma de me vingar dessa maldita Red Ribbon!

– Sim, senhor! – nisso, ela bate continência, para depois transformar a capsula em avião, partindo dali o mais rápido possível.

– Acho que um cochilo irá ajudar a lidar com a minha dor de cabeça e aborrecimento... – ele comenta para si mesmo, enquanto caminhava rumo ao seu castelo.

Distante dali, em uma ilha do meio do oceano, Kame-sennin comemorava o fato de ter compensado o cheque, pegando o dinheiro e guardando na casa, em um local secreto, sendo que ficou babando com seus planos pervertidos para o uso de tal quantia, quando percebe uma embarcação de madeira, simples, se aproximando e arqueia o cenho, notando que é um pequeno barco e que nele havia um jovem com uma espécie de roupa de templo, além de ser careca.

Então, o mesmo para o barco a uma distância considerável e salta, caindo de cabeça na praia, acabando por ficar entalado na areia fofa e macia.

Suspirando cansado, Mestre Kame o tira da areia e ele ajeita melhor as suas roupas, um tanto envergonhado:

– Peço desculpas, Kame-sennin-sama... Me chamo Kuririn e peço, por favor, que me aceite como discípulo. – ele fala, enquanto se protestava,

– Não aceito mais discípulos e com certeza, já ouviu sobre isso.

– Pensando nisso, eu trouxe algumas oferendas. Espero que o senhor aceite.

Nisso, dá ao mestre Kame diversas revistas pornográficas e os olhos dele parecem saltar, conforme olhava as revistas e após folheá-las, fala:

– Mesmo assim, não desejo mais discípulos...

– Tenho mais presentes e são todos seus, senhor.

Nisso, desesperado, entrega todas as revistas pornográficas que possuía, com o sennin as folheando, animadamente, notando que muitas eram edições que ele não tinha e que estava desejando adquirir para completar a sua coleção, sendo que ainda estava se sentindo muito feliz, conforme se lembrava da quantia exorbitante que recebeu pela sua esfera e ademais, confessava que estava se sentindo sozinho naquela ilha, pois, Kame, a tartaruga marinha que morava com ele, ainda não voltou e apesar de reclamar do fato dele ficar lendo revistas eróticas, pelo menos, havia alguém para conversar, uma vez que ele não se interessava pela vida na cidade, senão fosse para adquirir alguma revista pornográfica nova ou pagar por sexo, com alguma prostituta.

Além disso, sentia que os anos passavam e que viria bem treinar mais um discípulo, embora preferisse ao menos dois.

Além disso, confessava que sentia saudade do tempo que treinava jovens, sendo que os últimos foram Son Gohan e Gyumao.

Então, conforme meditava, acabou olhando para a sua casa e teve uma ideia, pois havia algumas coisas que ele odiava fazer e se tivesse alguém para realizar, seria melhor ainda.

Claro, o ideal seria uma mulher, mas, seria difícil achar uma que desejasse se mudar e se fosse procurar alguma, ou mandasse o jovem procurar, iria demorar muito, pois, a ilha era demasiadamente distante de qualquer litoral e ademais, com certeza, teria que pagar um salário e não desejava gastar dinheiro.

Se talvez tivesse um meio mais rápido de procurar uma mulher, ele iria propor essa condição e nisso, vem à imagem da kinto-un em sua mente.

Porém, ele abana a cabeça para os lados, descartando tal ideia fugaz, enquanto pensava consigo mesmo:

“Aquela nuvem não aceita ninguém montado nela e ademais, foi um presente de Karin-sama, sendo que sou o único no mundo que a possuí.”

Então, após pensar, com Kuririn ainda prostrado, fala, olhando seriamente para ele:

– Sabe cozinhar? Confesso que não me agrada cozinhar, assim como limpar a casa.

– Eu sei cozinhar maravilhosamente bem, mestre... Com certeza, ficará satisfeito com a minha comida. Quanto à limpeza da casa, no templo Orin, de onde vim, nos sempre cuidávamos de nosso quarto. Portanto, tenho muita prática com os afazeres domésticos.

“Que sorte! Arranjei um empregado de graça!”

Ele pensa consigo mesmo, animado, perante a ideia que teve e então ordena, sendo que desejava por a prova as palavras do jovem a sua frente:

– Me prepare uma refeição maravilhosa e arrume a casa. Se conseguir isso, em três horas, irei aceita-lo como discípulo.

– Eu começarei agora, senhor. Vou preparar uma bebida refrescante e igualmente deliciosa, enquanto o senhor descansa e aproveita as revistas, assim como depois, cuidarei da casa e do almoço. O senhor terá a comida ao meio-dia, pontualmente! Tem alguma preferência quanto ao refresco, assim como para o petisco?

– Não. Surpreenda-me.

– Farei isso, senhor! Sei fazer um aperitivo maravilhoso!

Nisso, ele corre para dentro da casa, enquanto que Kame-sennin pega as revistas e começa a folheá-las, ao deitar em sua cadeira de praia reclinável.

Após alguns minutos, Kuririn surge com um avental e coloca em cima da mesinha, ao lado da cadeira de praia reclinável, onde o Mestre Kame se encontrava, um copo requintado de uma batida que fez, contendo uma sombrinha bem colorida dentro do copo, o que chama a atenção do sennin, assim como surge com uma bandeja de petiscos, sendo que a bandeja era também bem ornamentada.

– Espero que seja do seu gosto, Muten Roshi-sama.

Nisso, após se curvar, entra na casa e começa a limpa-la o mais rápido que conseguia e com igual primor, pois, precisava ser aceito como discípulo do mesmo.

Então, o sennin prova a bebida e fica maravilhado, pois, era a melhor bebida que provou e os petiscos estavam simplesmente deliciosos, sendo que o jovem estava se revelando um empregado talentoso e, portanto, não havia porque não treiná-lo, ao mesmo tempo em que teria alguém para cuidar da casa, já que ele não apreciava as tarefas domésticas.

Dentro da casa, munido de uma vassoura, Kuririn começa a limpar a casa, somente não apreciando o fato de cuidar da roupa de outros homens, sendo que sabia que estava sendo usado por Muten Roshi como um simples empregado.

Porém, era uma honra ser treinado pelo Deus das Artes marciais e, portanto, faria tudo, ou quase tudo, para ser aceito e assim, poder se vingar dos monges do Templo Shaorin, que viviam o humilhando.

Então, após três horas, Mestre Kame entra na casa e fica maravilhado ao ver o quanto estava limpa e com um perfume agradável, assim como jazia na mesma uma refeição maravilhosa, cujo cheiro era simplesmente divino.

– Fique a vontade, Muten Roshi-sama. Espero que o senhor aprecie.

Nisso, ele senta e começa a se servir, ficando maravilhado com o sabor e após ambos comerem, ele se levanta e fala:

– Sou um mestre muito exigente. Fique sabendo disso.

– Muito obrigado, Kame-sennin-sama. Não tenho palavras para demonstrar a minha imensa gratidão. Não irei desapontar o senhor! – ele exclama animado.

– Ótimo! Hoje iremos descansar e seu treinamento irá começar amanhã... Agora, irei à cidade mais próxima e volto mais tarde.

– Terá um jantar maravilhoso esperando pelo senhor.

Nisso, Kame-sennin fica com água na boca e se retira dali, pegando a sua capsula submarino, que também flutuava, para ir à cidade mais próxima, se divertir com algumas prostitutas.

Há muitos quilômetros dali, uma garota de cabelos loiros volumosos fugia em uma espécie de moto de um carro de polícia, sendo que havia uma mala imensa de dinheiro ao seu lado, preso ao veículo, sendo que a mesma estava semiaberta, fazendo notas voarem pelo ar, conforme ela corria, inclusive disparando contra a polícia, ao usar uma espécie de metralhadora.

Então, um fio de cabelo toca em seu nariz e ela se apavora, enquanto lutava para não espirrar.

– Não... Agora não...! Atchim!

Ela espirra e seu cabelo se torna azul, assim como a sua feição muda e nisso, perde o controle da moto, acabando por cair.

Então, o carro que a perseguia para e ela fica alarmada ao ver dois homens com farda se aproximando e começa a gritar, pois, não se lembrava do que fez, embora suspeitasse:

– Socorro! Socorro! Alguém me ajude!

– Por que está gritando, sua ladra? Somos policiais e está presa por inúmeros crimes, inclusive o assalto ao banco, essa manhã.

Nisso, com a jovem se debatendo, eles a rendem e a algemam, levando-a para o carro de polícia, enquanto ela falava desesperada:

– Não sou eu. É a minha outra personalidade que fez essa maldade!

– Até parece que acreditaremos nisso, jovenzinha! Você vai ficar um bom tempo presa. – nisso, ele pega a valise imensa com dinheiro e coloca no carro, assim como transforma a moto dela em cápsula. – Iremos fazer uma visita à delegacia mais próxima.

Então, após prendê-la, eles saem dali.

Após uma semana, distante dali, mais precisamente na Base Principal da Red Ribbon, o comandante Red mostrava toda a sua raiva e ira, batendo com violência em sua mesa com o seu charuto no canto dos lábios, no lado direito, enquanto que o estranho animal que possuía de estimação, saía rapidamente do colo do mesmo, indo se esconder atrás de um vaso, enquanto rosnava.

– Como assim não conseguiu encontrar as duas últimas Dragon Balls?! Seu bastardo imprestável!

Notas finais
Yo! Quero agradecer ao comentário de: Wesley