O pior desejo
6 O treinamento severo e exigente de Kakarotto.
Notas iniciais

Planeta Freeza nº 56 — Age 749
No planeta onde Kakarotto treinava arduamente com um mestre exigente, ele enfim consegue ficar de pé, após o namekuseijin ter criado uma roupa pesada de treino, avisando que conforme ele se acostumasse com o peso, ele iria dobrar.
Após horas, lutando para se erguer, ele consegue ficar de pé, surpreendendo Katatsu, pois, não imaginava que ele conseguiria se adaptar ao peso extra tão facilmente, uma vez que cada peça de roupa baseado na vestimenta da raça kawarijin, usado por guerreiros, feita com os seus poderes e que consistia de uma espécie de haori azul, calça amarela, uma laço branco na cintura, sapato, assim como munhequeiras vermelhas e tornozereiras brancas, além de uma espécie de peso para a cauda que lembrava uma munhequeira, pesavam cada uma quinze quilos e cuja somatória chegava aos cento e cinco quilos, ao todo, sendo que avisou ao jovem saiyajin que iria duplicar esse peso, toda a vez que ele conseguisse se movimentar facilmente com o peso atual.
Ele também estava usando um dispositivo que o seu amigo Riruri, criou com peças desprezadas pelos soldados, sendo que fazia parte do plano de ambos, para quando encontrassem um saiyajin para treinar e era um aparelho gravitacional, que somente conseguia aumentar a gravidade, em uma pequena área. Porém, podia ser escolhida a gravidade que desejava até o limite de trezentas vezes a gravidade local.
Ele havia treinado com esse aparelho e sabia consertar, caso houvesse algum problema, pois, ele havia implorado para assimilar os seus conhecimentos científicos, caso acontecesse algo e não pudesse fugir com o namekuseijin.
O resultado disso, é que ele possuía também o intelecto de um cientista.
Atualmente, ele aumentou a gravidade para três vezes. Portanto, o peso das vestimentas triplicou e atualmente estava lidando com trezentos e quinze quilos, ao todo.
Então, após ficar de pé, o seu sensei passou uma série de flexões para ele fazer, usando apenas a ponta de um dedo para apoiar no chão, sendo que alterava a cada vinte flexões, o braço usado para apoiar e consequentemente, o dedo.
Atualmente, estava na centésima flexão.
— Anda logo, Kakarotto, ainda falta mais duzentas.
Ele falava, enquanto supervisionava o treinamento e estava surpreso ao ver o quanto ele era ferozmente determinado e tenaz, algo que o faz sorri de canto, pois, podia ver as chamas da determinação em seus olhos.
— Vou fazer mais de quatrocentas! – ele exclama, empolgado.
— São somente trezentas flexões. Afinal, vamos fazer outros exercícios, visando fortalecer outros grupos de músculos e inclusive fará uma sessão de flexões com a cauda para fortalecê-la. Afinal, segundo o que ouvi, a cauda de vocês é o ponto fraco de sua raça e Freeza sabe disso. Portanto, vamos fortalecer a sua cauda e irá treinar para mantê-la na cintura, como a sua raça fazia, conforme o que ouvi, assim como terá que aprimorar as suas técnicas de batalha. Com os poderes que tenho, poderemos trabalhar e muito as suas fraquezas, assim como irá auxilia-lo nos treinos. Além disso, vai aprender a meditar para acalmar a sua mente e coração, assim como controle de ki. Como pode ver, temos uma lista imensa de coisas para trabalharmos e desejo começa-las ainda hoje.
— Eu vou ficar mais forte do que você!
— Ótimo! Fique! Derrote-me! É o que mais desejo! Juntos, com certeza, destruiremos o bastardo do Freeza e a ordinária Ginyuu Tokusentai!
Goku não compreendia a vingança e não compartilhava do sentimento de seu sensei, embora ele tivesse falado o quanto o arcosiano era cruel e perverso, concordando com o fato de que ele merecia uma lição e quanto a sua raça, sobre o fato da mesma estar escravizada, ouvira sobre as maldades dele, logo, não conseguia ter qualquer pena em relação a eles. Portanto, não se importava com o que acontecia com a sua raça.
Porém, via o namekuseijin como uma espécie de avô e gostaria de poder fazê-lo feliz. Portanto, se isso implicasse na destruição de Freeza, ele assim o faria. Ademais, estava entusiasmado com a ideia de enfrenta-lo, pois, segundo o que o seu mestre disse, o arcosiano era absurdamente mais poderoso que o seu mestre, Katatsu, e isso apenas o estimulou ainda mais.
Além disso, fez questão de contar todas as habilidades e poderes que Freeza possuía, para auxilia-lo quando fosse lutar contra ele, assim como havia aprendido muitas coisas sobre a sua raça, os saiyajins, assim como sobre a raça de Katatsu, os namekuseijins e o planeta natal do bisavô do mesmo, Namekusei, sem saber que o mesmo ocultou algumas coisas, pois não sentiu confiança de contar todas as habilidades de sua raça para Kakarotto e uma dessas informações que não forneceu, foi a existência do clã do dragão e a habilidade da mesma.
O jovem saiyajin esperava que um dia pudesse retribuir todo o treinamento que ele deu, não somente derrotando Freeza, mas, talvez, ajudando de alguma forma o povo dele, pois ele explicou, ao acessar as recordações de seus ancestrais, que seu povo era pacífico, embora acreditasse que estava extinto, ao falar do violento cataclismo que tomou o planeta natal de seu bisavô.
Goku jurou a si mesmo, que se os reencontrassem, caso estivessem vivos, iria protegê-los, pois, percebeu o intenso carinho que seu sensei tinha por um povo que nunca chegou a conhecer.
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Chikyuu-sei (Planeta Terra) — Age 749
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Distante dali, mais precisamente em uma rica província marítima, Chichi está no imenso salão de jantar, comendo um delicioso banquete, assim como farto, sendo que o príncipe da província onde se encontrava, terminava de contar uma piada que a fez rir.
Então, ele fala, após tomar um suco fresco:
— Quando a vi, pensei que era uma amazona. Uma vez vi uma pintura que o meu tio-avô fez de uma tribo, a partir de uma foto que conseguiu tirar, antes de ser perseguido pelas amazonas. Ele teve que correr por sua vida e graças ao fato de ter uma espécie de mini helicóptero, conseguiu fugir com sucesso, deixando um grupo de amazonas completamente iradas.
Chichi ri levemente e fala, terminando de comer uma panqueca coberta de chocolate:
— Eu imagino... Bem, eu acredito que essa armadura que ele mandou confeccionar para mim, foi inspirada nas amazonas, que ele viu uma vez, com seu amigo Son Gohan. Segundo o meu pai, minha mãe era filha da líder das amazonas, mas, queria algo mais na vida e saiu do grupo. Acabou encontrando o meu pai e passaram a viajar juntos, já que ele estava em uma jornada a mando de seu mestre, Kame-sennin-sama.
— Fala de Kame-sennin-sama?! O lendário mestre de artes marciais? O famoso Muten Roshi! – o príncipe fica embasbacado. – O chamado Deus das artes marciais? E também há Son Gohan?! O renomado Mestre de artes marciais?! Discípulo do próprio Deus das Artes Marciais, assim como o seu honorável genitor?!
— Sim... Inclusive, eu estava procurando por ele, quando fui atacada por aquele monstro voador horrível. Inclusive, monstros terríveis me perseguiram.
— Que horror!
Ele se levanta e vai até ela, que desce da cadeira e é abraçada pelo mesmo, que a conforta, enquanto jurava a si mesmo que a protegeria a todo o custo.
— Vou ajuda-la a procurar o lendário mestre, Muten Roshi. O Deus das artes marciais.
— Vai? Obrigada.
Ele sorri e então, torna a sentar e ela também, com ambos terminando o café da manhã, sendo que pega na mão dela e a leva por corredores suntuosos, com a mesma notando os vários servos que surgiram, sendo que não os havia visto antes e os mesmos estavam, naquele momento, limpando a mesa.
Julgava que talvez ficassem ocultos, somente aparecendo quando eram ordenados ou necessários. Algo que a agradou, imensamente. Afinal, não passavam de serviçais e deviam saber o seu lugar.
— Quero lhe mostrar o motivo, de que, quando a vi, a achei familiar.
Nisso, ele avista um servo e se dirige a ele, gentilmente:
— Jarbas... Pode pedir ao Douglas que prepare o meu aero carro mais veloz?
— Sim, senhor Christopher.
Então, após passarem por corredores suntuosos, chegam a um imenso salão e em um dos quadros da espécie de hall, eles veem um quadro imenso em uma moldura dourada, destacando-o dos demais, que mostrava mulheres usando armaduras semelhantes a de Chichi, sendo muitas de couro, e que realizavam tarefas do cotidiano e o jovem aponta para uma criança dentre elas:
— Essa é a filha da líder, pelo que meu tio avô detectou e aquela era a líder.
Chichi percebe que se pareciam e muito. Ela era parecida com a criança e então, fica boquiaberta e fala:
— Deve ser a minha mãe quando criança!
— Então, você é parte amazona! Você não sabe o quanto eu admiro essas mulheres, que são tão diferentes dos homens, mas, confesso que não sou louco de ir vê-las. Fico feliz em conhecer uma descendente delas.
— Obrigada.
— Príncipe Christopher?
Os dois se viram e vem o mordomo, se curvando levemente e falando, polidamente:
— O aero carro já está pronto, meu senhor.
— Ótimo! Quero que pesquise onde se encontra o Deus das artes marciais, Muten Roshi.
— Vou solicitar aos melhores detetives, meu senhor.
— Venha por aqui.
— Mas, aonde vamos? – ela pergunta curiosa.
— Vamos ver o seu pai, o Rei Gyumao e tranquilizá-lo que está comigo. Ele deve estar preocupado com você.
— Verdade! Já faz meses que sai da área do castelo!
— Irei falar ao seu honorável genitor, que mandei investigar onde o Deus das artes marciais se encontra e que irei busca-lo e levá-lo, pessoalmente, as suas terras para ajudar a combater o fogo. Admiro-me que seja uma princesa também. É neta da líder das amazonas e uma princesa e ademais, seu honorável genitor foi discípulo do Deus das Artes Marciais, Muten Roshi. Não podia estar mais honrado.
— Muito obrigada.
Ele se curva, levemente e pegando delicadamente a mão dela, beija o dorso e fala:
— Tê-la comigo, já é uma honra.
— Para mim também. – ela fala corada, sentindo seu coração bater acelerado pelo belo príncipe a sua frente.
Então, segura a sua mão e ambos saem, sendo que uma jovem oculta nas sombras, observara ambos o tempo inteiro, sendo que se encontrava escondida atrás de uma pilastra e trajava vestes de copeira.
Apesar de ser uma criança, ajudava a sua mãe no castelo, após voltar da escola local, financiada e mantida pelo príncipe, que fazia muitas doações humanitárias para diversas causas, sendo um filantropo como o genitor.
Tanto ela, quando a sua genitora eram muito gratas ao príncipe por salva-las de um homem cruel. Seu padrasto e ademais, ofereceu a ambas um lar e para a sua mãe, um trabalho para se sustentar.
O príncipe também era gentil e amável com todos os empregados e os tratava com respeito e, portanto, era amado pelos mesmos.
Inclusive, somente aceitou que ela trabalhasse com a mãe, em seu tempo livre, após os estudos, pois, ele desejava que os seus empregados estudassem e conseguissem assim, melhores oportunidades na vida e frente a tal consideração e coração nobre e gentil, ele era amado e idolatrado por todos os funcionários.
Porém, seu fascínio e admiração cresceram, demasiadamente, principalmente quando ela, distraída, cruzava uma rua de terra e vinha um carro em alta velocidade. Se não fosse o príncipe e seu garanhão premiado a salvarem, ela teria morrido atropelada.
Isso só a fez se apaixonar ainda mais pelo belo príncipe, passando a sonhar com ele, enquanto fantasia viver com o mesmo, pois, o amaria, mesmo que ele fosse pobre.
Porém, ao ver o quanto a recém-chegada detinha a atenção dele, essa esperança morria, gradativamente e isso fez lágrimas peroladas brotarem de seus orbes em um pranto mudo, pois, não podia e nem ousaria competir com uma princesa e também neta das lideres amazonas, uma vez que era um grupo de mulheres que o príncipe admirava por sua tenacidade e coragem, assim como o fato de serem ousadas, sendo que sempre conversava isso com ela, quando ambos iam para o jardim, sendo que ela ainda tinha o aditivo de ser uma princesa e filha de um discípulo do renomado Deus das Artes Marciais, Muten Roshi.
Desde a chegada da jovem, percebeu pelo olhar dele o fascínio, assim como devoção e igual amor, pois, após observa-lo, muitas vezes escondida, sem o mesmo saber, ganhou a capacidade de interpretar facilmente os gestos dele, assim como o que sentia e desolada se lembra de que era apenas uma plebeia e nada mais.
Recorda-se do fato, de que quem ama alguém, apenas deseja a felicidade dessa pessoa e se essa pessoa será feliz com outra, faz-se necessário aceitar tal verdade e, portanto, decide que os sentimentos que tinha por ele, não poderiam crescer mais, assim como deveria “podar” o que já sentia pelo mesmo e inclusive, ria amargamente, enquanto chorava, por ser uma tola em achar que ela, uma simples camponesa e empregada, teria chances com alguém aristocrático, desde o berço.
Então, secando as lágrimas com os seus punhos, sendo que seus olhos e nariz estavam vermelhos de tanto chorar, a jovem de cabelos ruivos como o fogo se retira dali, sendo que ao passar por um espelho, suspirava para os seus orbes incomuns, pois, um era alaranjado e o outro dourado, sendo que se sentia estranha por essa dualidade de cor.
— Sayuuki-chan! Sayuuki-chan! — uma voz familiar chama a atenção da jovem que olha para trás.
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