O pior desejo
22 O plano de Tights
Notas iniciais

– Irei devolver a granada e você poderá pegar as armas que desejar, assim como o grupo que está conosco, que vão pegar algumas armas. Só prometa não puxar o pino frente ao ato do meu grupo de se aproximar para pegar as armas. É capaz de prometer isso?
A Briefs concorda com a cabeça e ele devolve a granada como um sinal de boa fé e nisso, ela recolhe as suas armas, enquanto que muitos dos grupos pegavam algumas armas para si.
– Deseja se juntar a nós? – Kuririn pergunta, sorrindo.
– Se juntar?
– Bem... eles estão andando conosco, pois, podemos ajuda-los a evitar o encontro com os capangas bastardos do Rei dos demônios, assim como os protegemos de bandidos. Claro que precisa ter fibra, pois, não pode ficar alarmada na primeira situação complicada que tivermos. Aliais termos muitas. Além disso, deve obedecer as nossas ordens. Quando falarmos abaixe, você irá abaixar e se mandarmos você correr, você vai correr e assim por diante. Se nos pararmos, irá parar. Claro, que se não quiser nos seguir, tudo bem. Não é obrigada. Mas, saiba que caso deseje se juntar a nós, tem essas regras que deve seguir.
Tights sabia que não tinha opção, pois, eles pareciam poderosos e a maior prova que obteve, foi o fato de um deles terem tirado a granada dela, sem que ela percebesse e o outro, o guerreiro careca que sobreviveu em uma luta contra um capanga de Piccolo. Além disso, percebeu que mesmo tomando todas as precauções, podia acabar cercada por bandidos, novamente.
Pela primeira vez, desde que começou a andar sozinha para se proteger de outros humanos, se juntaria a um grupo.
Ela suspira e fala:
– Eu aceito os termos. Eu quero me juntar ao grupo.
– Ótimo. Será muito bom termos alguém que consegue trabalhar bem com armas, uma vez que era do exército, já que usa esse uniforme. Vocês também receberam diversos treinamentos que serão uteis ao grupo.
Enquanto o guerreiro careca falava, Tights guardava a granada no bolso da espécie de colete que usava, assim como avista um coldre de um dos banidos com armas no mesmo.
Então, ela se aproxima e se abaixa para pegar, além de conseguir algumas balas, guardando em espécies de bolsos especiais na calça e na espécie de colete do exército que usava, para depois abrir a mochila que tinha nas costas e que era de um soldado que morreu, conferindo se tudo estava em ordem, antes de colocar a mochila nas costas, novamente.
Novamente, verifica a munição que tinha, mexendo em cadáveres sem qualquer problema, pois, acabou se tornando insensível com o passar dos meses.
Então, ela suspira e fala:
– Não sou um soldado. Eu encontrei soldados mortos e peguei uma roupa que estava guardada, assim como recolhi armas e granadas, além de mantimentos que eles usavam e que podem durar meses, impedindo assim que eu precisasse ir a alguma vila pegar mantimentos, acabando por me expor ainda mais ao perigo. Eu sei muita coisa de táticas do exército, pois, sou escritora e estava querendo escrever um romance no meio de uma guerra e por isso, procurei pesquisar sobre o exercito, táticas e afins, a fim de escrever o meu livro.
– Nossa... – Kuririn comenta surpreso – Mesmo assim, foi incrível o quanto sobreviveu sozinha, apenas por ter estudado algumas coisas do exército. Você é muito inteligente e perspicaz!
Tights sorri discretamente frente ao elogio e o guerreiro careca sorri, sem jeito, sendo que estava corado frente ao sorriso sincero dela.
Então, Tenshinhan percebe as pequenas plaquinhas metálicas que a Briefs carregava em um dos bolsos da mochila, quando ela tirou alguns itens para ajeita-los melhor, sendo que pergunta, já que ela não era do exército:
– São plaquinhas de identificações usadas pelos soldados. Por que está carregando, uma vez que não é do exército?
– São dos soldados que peguei as armas, coletes e outros produtos. Já que tomei deles, mesmo mortos, tudo o que precisava, acho justo quando isso terminar, algum dia, tentar descobrir quem eram e os seus familiares. Isso pode confortar as famílias. Se eu fosse alguma familiar deles, iria querer saber o que aconteceu, assim como ter algo de alguém que me era querido. As plaquinhas eram mais fáceis de pegar do que as carteiras deles. Quem dera que eu pudesse pegar de todos os soldados que vi mortos. Eu não podia pegar de todos, pois seria muito peso e iria fazer muito barulho. Eu tive que imobilizar as poucas plaquinhas que peguei com papel, para impedir delas tilintarem, conforme eu andava ou corria.
– É um ato gentil. – Kuririn comenta, enquanto ajudava as pessoas do seu grupo a pegarem as armas dos corpos dos bandidos mortos — Pelo menos um ato gentil, nesse inferno que vivemos, atualmente.
– Você estava indo para onde? – o mitssumeijin pergunta curioso.
– Myako City.
– Myako City? Ela não foi uma das primeiras metrópoles a ser erradicada pelos capangas do bastardo do Piccolo?
– Sim. Mas, tenho a esperança que eu consiga rever a minha família, pois, acredito que eles estejam vivos.
Tights não ousava falar que era uma Briefs, pois, tinha receio que eles passassem a vê-la como moeda de troca, caso sua família estivesse viva e inclusive, se descobrisse que estavam vivos, iria despista-los, para ficar com a sua família.
Afinal, mesmo se juntando ao grupo, a contragosto, não confiaria em levar dois homens fortes e um grupo considerável, até onde a sua família vivia.
Ela somente precisava da proteção deles, até chegar aos limites de Myaoko City. Depois, iria despistá-los.
Claro, não era insensível ao ponto de se sentir bem fazendo algo assim. Na verdade, ela se sentia muito mal e a sua consciência a condenava por usá-los daquela forma, mas, estava vivenciando uma zona caótica de guerra sem qualquer lei ou ordem. Era uma época que tanto o melhor das pessoas, quanto o pior delas, ou então, a indiferença eram reveladas. Ou seja, esses tempos tenebrosos revelavam a verdadeira índole da pessoa, sem mentiras ou máscaras.
Afinal, a seu ver, o poder não corrompe. Ele apenas revela o que a pessoa é por dentro. Ou seja, a sua verdadeira essência. Há pessoas poderosas e boas e aquelas poderosas e ruins. Se o poder corrompesse, não haveria pessoas boas poderosas, mesmo que sejam poucas, ainda mais em uma realidade caótica em que se encontravam, dentre as que eram más.
Ela sai de seus pensamentos, quando ouve a voz do guerreiro careca:
– Bem, estamos indo para o norte. Myako fica naquela direção, não é, Tenshinhan? – Kuririn pergunta, enquanto verificava se todos já estavam junto deles.
O mittsumeijin pega um mapa e analisa, para depois falar:
– Sim. É caminho.
– Que bom. – ela sorri.
Após verificar se pegou tudo que era necessário, ela se junta a eles que partem dali, rumo ao norte.
Há milhares de anos luz dali, Freeza está em sua nave, mais precisamente em uma espécie de sala com imensas janelas circulares por onde se via o espaço, enquanto estava de pé, bebericando uma bebida rubra que repousava em uma refinada taça, enquanto encontrava-se pensativo, frente a algumas mudanças de plano que lhe ocorreram no último instante, antes de executar os planos que já haviam sido formulados e que eram igualmente seguros.
Então, um soldado entra e se prostra:
– Freeza-sama.
O arcosiano suspira com visível irritação e frente a isso, o soldado passa a ter medo, acabando por não conseguir controlar o tremor involuntário em seu corpo.
– Qual o motivo de interromper o meu repouso, bastardo? – ele pergunta em um tom frio, extremamente mortal.
Então, o soldado percebe que ele apoia a taça na espécie de uma mesinha flutuante, enquanto concentrava o seu poder na ponta de um dos dedos, com o scouter do soldado acusando o nível de poder do seu senhor que crescia cada vez mais e como se uma coragem súbita o preenchesse, ele fala, embora suasse frio, temendo o pior e amaldiçoando a sua sorte, quando fizeram um sorteio dentre eles, para saber quem daria a notícia ao arcosiano:
– A ordem já foi cumprida e recebemos relatos do planeta Freeza número noventa. O planeta acusa uma alta taxa de produção.
– Entendo... – ele para de concentrar o seu poder na ponta dos dedos – E os meus macacos pessoais adestrados?
– Vegeta, Nappa e Raditz estão terminando de conquistar o planeta Hiert. Eles preveem que irão subjuga-los por completo em três horas.
– Tsc... Que patético... Considerando o fato que Vegeta está com eles — Saia daqui seu verme, antes que eu mude de ideia e resolva dar o castigo que você merece. – ele fala olhando malignamente para o soldado que sai do recinto, o mais rápido que conseguia.
– Freeza-sama, o senhor não pode esperar que míseros macacos, possam fazer um trabalho no mínimo bom. – Zarbon entra, enquanto falava respeitosamente, após a saída apressada do soldado, enquanto se prostrava – Afinal, são meros animais inferiores e igualmente patéticos.
– Zarbon-san! Se está aqui, tem excelentes notícias. – ele falava, enquanto sorria para o seu braço direito.
– Sim. Os mecanismos de segurando do planeta Freeza número noventa foram aperfeiçoados e já foram implantados. Eles preveem um aumento de oitenta por cento na segurança, senhor.
– Excelente! São boas notícias.
– Com certeza, Freeza-sama. Com a sua licença, meu senhor. – ele fala humildemente.
– Está dispensado, Zarbon-san.
– Muito obrigado, Freeza-sama.
Nisso ele sai e o arcosiano torna bebericar a bebida rubra, enquanto estava pensativo, pesando os prós e os contras do plano que executou, conforme rumava para o planeta Freeza número cinquenta.
Após alguns minutos, ele decide não estragar o seu momento de descanso e de contemplação. Portanto, decide voltar a relaxar em sua poltrona confortável, ao sentar nela, enquanto olhava as estrelas.
Nesse universo, em uma Dimensão particular, Wiss olhava atentamente os eventos através do globo em seu cajado, sendo que Bills estava tomando o café que foi preparado pelo seu atendente.
– O que você me disse é verdade?
– Sim, Bill-sama. O ser chamado Pilaf, destruiu Son Goku. Ele é, agora, Kakarotto. Ou melhor, será um autêntico saiyajin daqui a alguns anos, devido a alguns acontecimentos.
– De fato, Shenron é perigoso se cair nas mãos erradas. O desejo que aquele desgraçado fez, destruiu a luta que eu tanto ansiava, conforme as minhas recordações de outra linha do tempo.
– Infelizmente, não podemos fazer nada.
– Poderia voltar no tempo e fazer Bulma encontrar Son Goku.
– Shenron leva os desejos a sério... Eu tenho poderes especiais. Mas, infelizmente, o desejo foi que ele não encontrasse Bulma. Mesmo que eu tentasse, a minha viagem no tempo seria bloqueada por ele, devido a uma das regras que devo seguir e que me impedem de desfazer o desejo realizado. Afinal, não encontrei nenhuma brecha nas regras que sou obrigado a seguir, para alterar esse passado.
– Mas que droga! – ele bate a sua cauda com raiva no chão.
– Não se preocupe Bill-sama. Eu avisei a Enma Daiou tudo o que Pilaf e aquela mulher fizeram. Além de irem ao mais profundo inferno, terão um tratamento “especial”, segundo ele, sendo que manda lembranças ao senhor.
– Pelo menos, isso... Quando não é aquela megera da Chichi, é o maldito Pilaf que condena o universo e destrói a luta que tanto anseio. Nesse universo, ela não será a causadora da quase destruição deles ou destruição do mesmo, como foi em outros universos, pois, não terá meios para fazer isso. Se tivesse meios, iria causa a destruição ou a quase destruição, como as contrapartes dela vivem fazendo em outros universos, além de agredir verbalmente e humilhar Son Goku, sempre que possível. Inclusive em público. Nessa linha do tempo, o bastardo do Pilaf foi o responsável por condenar o universo e atrapalhar a luta que tanto ansiava. Fico feliz pelo fato dele e daquela mulher desgraçada, estarem sendo torturados e espero que aquela mulher abominável, Chichi, também receba um tratamento “especial”, como acontece em todos os universos, quando ela fica em frente ao Juiz do Outro mundo. Todos os Enma Daious fizeram questão de reservar o inferno para ela, juntamente com um “tratamento especial”, após o meu pedido.
– Em relação a ela, Enma Daiou disse que é um dever, aliado ao prazer de fazê-la sofrer, por todo o mal que as versões dela causaram pelas demais realidades alternativas, causando a destruição de vários universos, assim como, quase condenando alguns. Ela é um perigo para qualquer universo e inclusive, Pilaf, com toda a sua irresponsabilidade.
– Fico feliz em saber que ela terá o que merece... – então, ele se levanta e fala – Bem, vou dormir, novamente, por alguns milênios. Eu estou desanimado demais, frente ao fato que não poderei lutar como desejo. Não há nenhum motivo para eu ficar acordado.
– Eu acordarei o senhor antes do seu horário, pois, o senhor tinha programado para poder lutar contra Son Goku, devido às recordações de outras realidades. Eu queria avisá-lo que nessa realidade, atual, isso não irá acontecer.
– Eu entendo e agradeço pelo aviso. Vou colocar para despertar daqui a um milênio.
– Faz bem, Bills-sama.
– Meu único consolo é saber que aquela mulher e seu chefe, o maldito Pilaf, estão sofrendo, sendo que aquela mulher abominável, cujas versões sempre prejudicam o universo e agridem verbalmente, assim como humilharam, inclusive em público, Son Goku, terá a sua merecida punição quando morrer, sendo que irá sofrer em vida.
– Acredite, a vida dela será um inferno, daqui a alguns anos e quando morrer terá um novo sofrimento.
– Tudo isso me conforta, de certa forma... Até daqui a mil anos, Wiss.
– Bons sonhos, Bills-sama.
Nisso, observa o seu Deus se recolhendo para a sua cama, deprimido, com as orelhas cabisbaixas, enquanto que Wiss fechava a porta que dava acesso ao quarto dele, sendo que suspira, pois, notou o quanto ele ficou decepcionado, assim como deprimido, ao saber que a luta que tanto ansiava não iria acontecer por causa de um desejo egoísta e igualmente inconsequentemente, feito por um ser ignóbil.
Então, ele tem uma ideia, sendo que decide consultar o seu cajado uma última vez, antes de tomar uma decisão. Havia algumas coisas que ele não podia fazer, devido a algumas regras que seguia.
Porém, podia encontrar uma brecha, para poder fazer o seu Deus feliz, pois, o tipo de luta que teria com Son Goku, seria a melhor dele em muitos milênios.
Movido pela vontade de fazer algo para animar o seu Deus, ele pega alguns livros de uma estante, onde havia as regras que devia seguir.
Afinal, em uma das realidades, quando Freeza, que foi ressuscitado, destruiu a Terra, após perder para Vegeta, ele conseguiu uma brecha nas regras e pôde intervir nos acontecimentos passados ao modifica-los, lamentando o fato que no processo, infelizmente, acabou salvando a mulher abominável de Goku. A perda dela seria um favor ao universo.
Em virtude de ter encontrado uma brecha, Wiss acreditava que se conseguiu encontrar uma brecha naquela realidade, não haveria motivos para não encontrar outra brecha, para o momento que estavam passando.
Afinal, ele queria ver o seu Deus feliz e não deprimido, como estava, atualmente.
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