O pior desejo
23 O plano de Katatsu e Goku
Notas iniciais

AGE 755 – Wakusei Freeza nº 50 (Planeta Freeza nº 50)
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Haviam se passado seis anos, desde que Goku conheceu Katatsu. O jovem saiyajin tinha, atualmente, dezoito anos, sendo que dali a três anos iria atingir a maturidade sexual de um saiyajin, ao deixar de ser filhote, para se tornar um adulto.
Atualmente, o poder de Kakarotto aumentou demasiadamente, ao ponto das pedras Hirui não conseguirem mais bloquear efetivamente seus poderes.
Claro, Katatsu ficou orgulho pelo seu filho ter se tornado tão poderoso com o tempo, sendo que sua inteligência acompanhava o seu poder e isso não poderia deixa-lo mais orgulhoso.
Porém, sabia que precisavam se mudar para um planeta bem longe do que estavam atualmente e de qualquer rota usada pelas naves do império. Precisava ser um planeta insignificante, ao ponto de Freeza nunca se incomodar em conquistar, assim como destruí-lo por sua insignificância. As pedras poderiam bloquear desde que estivessem em um planeta que possuísse mais dessas pedras para fortalecê-las.
Portanto, não era qualquer planeta, pois, precisava contemplar essas duas exigências. Insignificância e pedras Harui.
Ao sondar as memórias de seus ancestrais, descobriu que havia mais um planeta com tais pedras e que seria ideal para camuflarem os seus poderes, principalmente o do seu filho.
Ele conseguiu criar uma criatura pequena, através de um ovo de sua boca, além de criar um vinculo com a mente da criatura, que se esgueirou pela base do planeta, a fim de acessar um computador, sendo que Goku apoiou a sua mão no ombro de seu pai, para ajuda-lo a acessar o computador ao unir a inteligência de ambos, principalmente a do saiyajin.
Quando o último soldado de Freeza saiu da sala para fazer o seu intervalo, resmungando que ficar naquele planeta era um castigo por algum erro que ele cometeu, eles conseguiram acessar o computador, pois, observaram o mesmo digitar a senha.
Dentre os dados que conseguiram, foram os planos de voo das naves, a localização da Ginyuu Tokusentai assim como de chegada e partida de naves programadas, além de plantas do local que eles memorizaram, conforme eram mostrados no monitor e outros dados, tal como a localização do planeta que procuravam ao pegar as coordenadas do mesmo.
Após pegarem tudo o que precisavam a criatura que Katatsu criou e que era pequena, passou a adormecer oculta em uma reentrância na sala de controle, caso fosse necessário fazer novamente algum acesso ao computador.
– Há um jeito de irmos até lá. Porém, precisaremos de alguma distração tou-chan.
– Sim, meu filho. Acredito que daqui a três dias será o melhor momento para atacarmos. Não há nenhum plano de entrada e saída de naves no planeta e a Ginyuu Tokusentai estará a centenas de anos luz dali.
– Então, será daqui a três dias.
Três dias mais tarde, Goku e Katatsu se aproximam da base, sendo que estavam ocultos atrás de pedras, assim como ocultaram o seu ki, sendo que Goku segurava uma espécie de mala, onde tinha tudo o que precisavam, além de ter prendido o seu bastão, a Nyouboi, firmemente em suas costas.
– Está pronto, tou-chan?
– Claro.
Ele consente sorrindo, para depois seus olhos brilharem, sendo que inúmeros raios saem de sua antena, se chocando contra uma área imensa que continha apenas rochas.
Os soldados de Freeza avistam, alarmados, várias rochas se tornando um único ser, sendo o mesmo para outros grupos de pedras que começam a ataca-los, sendo que o poder desses seres estava acima da maioria esmagadora dos soldados, pois, naquela base, somente existia soldados fracos. Por isso, decidiram atacar, quando somente houvesse eles na base.
Então, a dupla consegue entrar, conforme avistavam vários soldados sendo mortos pelas criaturas, cujas ordens eram eliminar os soldados, que tentavam inutilmente destruí-los.
Claro, haviam conseguido acerta-los, porém, mesmo que os quebrassem, os pedaços se juntavam e eles voltavam a atacar, já que não eram seres vivos e eram formados, meramente, por pedras.
Portanto, não podiam ser mortos.
Após entrarem na base, eles percorrem os corredores, se lembrando das plantas do local, sendo que matam, rapidamente, os soldados que surgem em seu caminho, evitando assim que eles tivessem tempo de contatar alguém ou de exclamar algo. Eles eram silenciados, rapidamente, com mortes rápidas ao quebrarem os seus pescoços.
O saiyajin se surpreende quando o namekuseijin revela que quer ir a outro lugar e ele concorda, o seguindo, com ambos matando mais soldados no caminho, sem usar explosões de ki, para não alarmar os demais.
Eles entram em uma pequena biblioteca, onde Katatsu pegava vários socsid´s, contendo informações de uma espécie de biblioteca, enquanto que as suas criações invadiam a base, distraindo os soldados de Freeza, que estavam ocupados tentando derrotar tais seres, sendo que ambos avistaram ao longe, os seres avançando na base, provocando o colapso de várias estruturas.
O pequeno ser que Katatsu criou, conforme uma conecção mental dele, conforme saíam da espécie de biblioteca, o fez ativar a sequência de destruição da base, para em seguida, destruir os painéis de controle, impossibilitando assim que conseguissem parar a sequência de destruição.
Quando os soldados chegam e encontram criatura, eles a abatem, sendo que não conseguem deter a sequência de destruição.
– Desarme isso logo, seu bastardo! – o que parecia ser o líder exclama.
– Não dá senhor. O painel foi destruído por essa criatura. Somente podemos fugir, embora que não consigo compreender como esse ser acessou o painel de controle para ordenar a destruição da base.
– Freeza vai nos matar! – o líder exclama aterrorizado – Ele não perdoa falhas. Avise a todos que essa base irá entrar em colapso em breve, e que haverá uma explosão imensa. Vou procurar uma nave para mim.
Nisso, enquanto um deles avisa aos demais, os outros fogem dali, sendo que aquele que avisava aos demais sai junto deles, após transmitir o recado a todos através do sistema de som da base.
Quando Goku e Katatsu conseguem chegar até o hangar com as naves, eles ouvem um soldado falar pelo alto falante, que a base iria explodir e que todos deveriam fugir.
O namekuseijin e o saiyajin conseguem encontrar naves completamente abastecidas, sendo que usam três. Duas para que eles viajassem e uma para os equipamentos, sendo que desativam o sistema de rastreamento das naves, enquanto digitavam o destino nelas.
Então, antes de entrar, Goku usa rajadas de ki para destruir todas as naves, impedindo a fuga dos soldados, para em seguida entrar e partir dali, sendo que do espaço, eles observam uma intensa explosão no solo do planeta, conforme se afastavam do mesmo, rumo ao planeta Huary, que apesar de insignificante, tinha animais grandes, permitindo assim que Goku se alimentasse, pois, essa era outra preocupação de Katatsu, embora que as naves podiam se reabastecer sozinhas.
Porém, demorava anos. Mesmo assim, isso garantia uma fuga deles, caso fosse necessário.
Além disso, havia outros planetas próximos, sendo que o seu filho podia se deslocar, facilmente, entre planetas vizinhos, graças a sua capacidade de adaptação e resistência ao conseguir lidar com o vácuo do espaço.
Portanto, mesmo que não houvesse muita comida, ele poderia comer em outro planeta e depois, voltar ao planeta Huary para treinar e se esconder.
Porém, antes de partirem, Goku se lembra de que precisava fazer algo e pausa o voo da nave, sendo que Katatsu pausa a sua nave, assim como aquela que levava os equipamentos e todo o material necessário para treino e estudo de Kakarotto, pois, havia uma conecçao dele com a nave que levava os equipamentos.
O saiyajin abre a porta da pequena nave circular, adorando ver o espaço e a sua imensidão sem medo, pois, o seu pai adotivo disse que a sua raça podia resistir por algum tempo no vácuo do espaço.
Ele avista algumas naves se afastando e estreita os olhos, para depois atingi-las com uma única rajada continua de ki, movimentando-a no sentido horizontal, implodindo todas as naves e os seus ocupantes, se certificando pelo ki, que não havia mais ninguém vivo a sua volta, com exceção do seu pai adotivo.
Então, ele se concentra, se recordando da técnica que ele ensinou, sendo que estica o braço para frente, enquanto concentrava o seu poder nas mãos, na forma de uma esfera, para em seguida lança-la em direção ao planeta, o explodindo, sendo que ficou surpreso com o brilho que gerava, confessando que havia gostado, sendo algo dentro dele, mais particularmente de seu sangue, que apreciou tal espetáculo.
“Vamos, meu filho” – Katatsu fala mentalmente com o saiyajin.
“É mesmo! Sinto muito, tou-chan”.
“Tudo bem”.
Nisso, ele entra na pequena nave e ambos prosseguem em sua viagem, sendo que destruíram o planeta para apagar qualquer rastro, evitando assim que Freeza soubesse da existência deles.
Claro, ele saberia que foi destruído por alguém, mas, não saberia quem foi.
Além disso, deviam eliminar as testemunhas, sendo algo imprescindível.
Havia também a possibilidade de rastrearem as naves, mesmo que tivessem desabilitado o rastreamento.
Com o registo correto das naves, o rastreamento poderia ser habilitado, novamente, á distância.
Portanto, era imprescindível destruir o planeta, impedindo assim que fossem contabilizadas quantas naves restaram, descobrindo assim, aquelas que sumiram caso algum circuito do computador central, sobrevivesse à explosão da base.
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AGE 755 – Wakusei Chikyuu (Planeta Terra)
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Há milhares de anos-luz dali, na Terra, mais precisamente no subsolo do antigo palácio da família de Richard, que se encontrava, atualmente, destruída, o jovem príncipe estava usando o subsolo do outrora castelo e que era imenso, sendo que foi projetado, inicialmente, para ajudar as famílias da região que no passado, fugiram de uma perseguição étnica implacável, sendo que a família dele usou o seu status, no caso, os seus bisavôs, para proteger inúmeras famílias que moravam, temporariamente no subsolo, até que pudesse leva-los em segurança para outro lugar, longe daquela região, para que pudessem reconstruir as suas vidas.
Havia um local que era usado para plantar, assim como, para criar pequenos animais, altamente prolíferos e com um crescimento rápido, para serem usados na alimentação, assim como existia uma espécie de mina d´água, onde brotava água das pedras, formando um pequeno riacho cristalino.
Havia pequenas plantações, assim como criavam pequenos animais, sendo que havia algumas máquinas em cápsulas, enquanto que a passagem à superfície tinha sido obstruída por toneladas de entulhos.
Mesmo assim, havia passagem de ar que era renovada, através de um pequeno acesso, oriunda de uma caverna oculta, cuja abertura dava para a encosta de um precipício próximo da mansão, sendo uma abertura não muito grande, onde era possível matar ou espantar algum animal, que ousasse usar a pequena caverna como toca.
Desde que fugiram para o subsolo, todos trabalhavam, inclusive Christopher. Somente Chichi não ajudava em nada, pois, segundo a jovem, ela era uma princesa e tinha que ser servida e não servir, sendo que a contragosto, se viu obrigada a aceitar o racionamento de comida, não podendo comer o quanto desejava, além de ter virado o nariz, frente a alimentação “pobre” ao seu ver, que consistia de algumas folhas de verdura, batatas e escassas carnes, sendo que não aprovava a origem da carne.
Além disso, para desagrado da princesa, havia o fato que ela e seu futuro marido dividiam um quarto simples e pequeno para horror dela, que estava acostumada a quartos imensos e lençóis feitos do mais puro cetim, além de colchões absurdamente macios.
Agora, ela tinha que usar algumas colchas de retalhos como lençol e sentia nojo, assim como repulsa, quando tinha que vestir “trapos”, como chamava as roupas demasiadamente simples, sendo roupas da época das famílias que haviam se refugiado no local, pois, quando um capanga de Piccolo se aproximou daquela região, Christopher ordenou que todos fugissem para o subsolo que possuía alicerces fortificados, além do fato de ter sido escavado em rocha bruta, sendo que foi fortificado por várias colunas, quando a mansão foi erguida há alguns séculos atrás.
Portanto, todos pegaram, rapidamente, com exceção de Chichi, itens e tudo que não era perecível, além de várias capsulas, transformando muitas outras coisas em capsulas, além de pegarem os pequenos animais que eram de estimação, para usarem os filhotes e não os adultos que eram os animais de estimação de alguém, para servirem como comida, já que precisavam de carne. Também transformaram as geladeiras em cápsulas, sendo que havia sido feita a compra mensal há pouco tempo.
Após todos se mobilizarem em um mutirão para pegar tudo que fosse essencial em poucos minutos, fugiram para o subsolo, minutos antes de um capanga de Piccolo destruir a mansão, sendo que sentiram o abalo, indicando que a mansão foi implodida.
Desde que fugiram para o subsolo, ela vivia ainda mais enfadada, enquanto que ofendia muitos, gratuitamente, descontando toda a sua raiva, revolta, indignação e ira sobre todos, com exceção do príncipe, sobrando para a pobre Sayuri lidar com o gênio cruel e egoísta da princesa mimada, enquanto que Christopher se juntava aos outros para ajudar no trabalho braçal, sendo que era amado por todos os funcionários, enquanto que eles tinham muita pena ao perceberem que ele estava perdidamente apaixonado por Chichi, ao ponto de se tornar, de certa forma, escravo dela, assim como, incapaz de se afastar da mesma.
Portanto, persistia ainda mais o boato que ela havia lançado um feitiço para subjugar qualquer discernimento do jovem príncipe, assim como escraviza-lo e frente a tal boato, todos eles suspiravam, tristemente.
Naquele instante, Sayuri estava em um dos aposentos que divida com várias pessoas e que naquele momento estava vazio, somente tendo ela e a sua genitora, sendo que a mesma estava muito doente, pois, não havia os medicamentos necessários para manter a sua saúde.
Se pudesse ter, novamente, o auxílio dos medicamentos, ela iria poder se curar.
Porém, duvidava que o rei dos demônios fosse derrotado, algum dia e com muito custo, a jovem procurava ser forte para não desabar na frente da princesa, pois, sabia que ela era cruel, sendo que iria escarnecer com a sua tristeza, assim como fez com outra empregada, que cometeu o erro de desabar no chão, chorando copiosamente, enquanto arrumava o quarto que a princesa iria compartilhar com Christopher.
A jovem empregada não conseguiu conter as lágrimas, frente à morte dos seus pais que estavam em uma vila na superfície, pois, duvidava que eles estivessem vivos, considerando os boatos sobre o rei dos demônios e os Mazokus. Chichi a fez se apressar, além de zombar do sofrimento dela, enquanto a chamava de “patética”, além de diversos outros nomes pejorativos.
Ela estava mais insuportável, rabugenta, perversa, cruel e mimada do que antes, quando estavam na superfície.
Afinal, se antes, no palácio, com todo o luxo e pompa, ela já era demasiadamente intragável, ficou pior ainda, quando foi confinada em um local “sujo”, ao ver dela, usando trapos como roupa, assim como usava restos de panos como lençol, além de ter uma alimentação “pobre” a seu ver.
Naquele instante, a genitora segurava a mão da filha, enquanto falava, após suspirar:
– Tenho que revelar um segredo para você, caso eu não sobreviva. É um segredo que guardei a sua vida inteira. Entenda Sayuri, que esse segredo existe por amá-la, demais. Porém, frente ao que passamos e pelo fato que eu estou morrendo, preciso revelar tal segredo, para que possa se proteger, sozinha. Lembre-se, não conte para ninguém. Não confie em ninguém. Quero que prometa que irá manter para si, o que irei contar.
– Segredo? – ela pergunta desesperada, enquanto mantinha as suas mãos segurando as da sua genitora – Como assim, kaa-chan? Claro, eu prometo que guardarei segredo.
Então, a jovem vê a sua amada mãe sorrir, aliviada, para depois falar:
– Essa é uma história de muitos anos atrás.
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