O pior desejo

24 Especial - Reminiscências - O desespero de uma família


Notas iniciais
A mãe de Sayuuki permite se perder em reminiscências, conforme conta tudo o que ocorreu, desde o principio e o que Sayuri é... Yo! Eu peço desculpas pela demora. Não consegui revisar os capítulos adequadamente para postar no domingo. Tenham uma boa leitura. PS: Mudei a imagem de cima da minha página. ^ ^

— Yusuke! Ei, Yusuke! – uma mulher chamava o seu filho, sendo que ela usava um jaleco.

— Já vai, kaa-chan! – uma voz masculina visivelmente irritada é ouvida

— Por que não é como a sua irmã, a Keiko? Ela já está pronta!

— Kaa-chan... a senhora sabe o quanto o Yusuke deixa tudo para a última hora. Com certeza, deve estar procurando os tênis que ganhou da namorada. – uma jovem falava, enquanto estava sentada na mesa, comendo alguns biscoitos.

— Eu queria que o seu irmão fosse mais responsável, Keiko. – ela fala desanimada – Eu e o seu pai precisamos sair logo. Temos que estar no horário.

— O que a sua kaa-chan disse é verdade, minha princesa. – um homem surge usando terno e um jaleco por cima.

— Vamos arrumar melhor essa gravata. – a mulher fala se aproximando dele, ajeitando a sua gravata.

— Obrigada, meu amor. Não sei o que faria sem você. – ele fala em um tom sedutor, a abraçando, enquanto a beijava no pescoço.

— Yuko! Controle-se! Temos uma criança na sala. – ela se afasta, dando tapinhas no tórax dele.

— Fala sério, mãe, já sou uma moça. – a jovem fala, revirando os olhos.

— Yuko, você precisa falar para o nosso filho descer. Estou chamando ele a mais de meia hora.

Ele sobe um degrau da escada e fala:

— Vamos logo, campeão! Sua mãe e eu precisamos estar no trabalho.

— Já vai, tou-san!

— Eu conheço esse “já vai”. – a mulher comenta, revirando os olhos.

Então, eles ouvem “mama”... “papa”.

Eles vão até a sala, sorrindo, vendo a filha mais nova que comia biscoitos na sua cadeira de bebê.

— Minha princesinha! – o pai fala se aproximando, dando um beijo na testa dela.

— Como está o bebê da mamãe? – ela fala sorrindo, afagando as mãozinhas da pequena que sorria, sendo um bebê de um ano e meio.

— Ela estava tentando encontrar um modo de fugir da cadeira. – a mais velha fala, sendo que estava ao lado dela, terminando de tomar o seu leite com chocolate.

— Já quer fugir? – o pai pergunta com um sorriso – Vai fundo, filhota!

— Yuko! Você quer estimular esse ato nela? Já basta ela tentar por si mesma. – a mulher fala com um olhar de censura para o seu esposo.

— A Sayuuki tem direito a liberdade... – nisso, olha para ela, sorrindo – Quer a sua liberdade, né?

Como se entendesse o pai, ela sacode os bracinhos, rindo e fazendo farra.

— Somente após os dezoito anos e com restrições. – a mãe fala sorrindo para a filha mais nova.

— Eu concordo meu amor. – ele fala abraçando elas pelas costas.

Keiko revira os olhos, pois, era uma cena típica na parte da manhã. Seus pais sendo bobos para com o bebê, enquanto o seu irmão se atrasava, como sempre.

Então, a babá da família aparece na cozinha e fala:

— Um telefone para os senhores. É do laboratório Hoshiri. O senhor Yamamoto está no telefone.

— Yamamoto-san?

O casal pergunta em usino, se entreolhando e arqueando o cenho, pois, ele era o diretor da divisão em que eles trabalhavam. No caso, o setor de bioengenharia, sendo que havia um projeto que desejavam vender aos militares. Yamamoto liderava o grupo que era formado pelo casal e mais alguns cientistas, sendo que um cientista chamado Brief e outro cientista chamado de Gero eram os cientistas mais proeminentes de seu grupo. Principalmente o jovem Brief.

Então, eles vão até o telefone, sendo que Yuko atende, enquanto olhava para a sua esposa, Hanna.

— É Yuko, falando.

— Preciso que venham agora ao laboratório. Encontrarmos uma forma de aperfeiçoar a sequência genética dos compostos orgânicos que nós estávamos estudando. Preciso que auxiliem os demais nos cálculos a serem realizados para a implantação, de ao menos, uma matriz na sequência genética que deciframos.

— Agora, Yamamoto-san?

— Sim.

O casal se entreolha e Yuko fala:

— Estaremos em quinze minutos, senhor.

— Cheguem em cinco minutos.

Nisso, ele desliga e rapidamente, Yuko pega as chaves, enquanto que Hana falava com a baba Kimi.

— Vamos ter que sair agora. Poderia leva-los para a escola, por favor?

— Claro, Hana-san.

— Vou deixar o meu carro. Já está instalado o bebê conforto. Eu vou com o do meu marido.

— Vamos, querida? – o marido pergunta, enquanto confirmava se havia pegado os documentos e a chave do carro.

— Sim, meu amor. Já falei com Kimi-san e ela vai levar as crianças.

— Ótimo!

Nisso, ela vai até a filha mais velha e beija o topo da cabeça dela, assim como o pai, sendo que fazem o mesmo com a bebê, enquanto falavam:

— Vamos ter que fazer hora extra no laboratório, provavelmente. Kimi-san ficará com vocês até voltarmos. – Yuko falava, enquanto terminava de abotoar um botão do punho.

— Eu e Yusuke não somos mais crianças... Precisamos mesmo de uma babá? Temos dezesseis anos.

— Sim. – os pais falam em usino.

— Mas, kaa-san...

— Mesmo que vocês não precisassem, o que não é esse o caso, tem a Sayuuki-chan. Ela precisa de uma babá e vocês, de alguém para fiscalizá-los. – a mãe fala, enquanto se aproximava da porta da cozinha.

Os pais se despedem do filho ao se aproximarem da escada, para depois saírem e antes que a filha protestasse sobre a presença de uma babá para ela e seu irmão gêmeo, o casal sai afobado.

Alguns minutos depois, Yusuke desce as escadas, visivelmente sonolento, sendo que olha para os lados e pergunta para a sua irmã gêmea:

— Não é cedo demais para eles saírem?

— Aquele chefe chato ligou e ordenou que eles chegassem rapidamente na empresa. Isso justifica o fato que estavam tão afoitos. – ela fala em muxoxo – Nos ficaremos com a babá, pois, eles irão fazer hora extra.

— Com a babá?! – Yusuke exclama, desanimado – Não somos crianças.

— Eu tentei argumentar sobre isso e como sempre, ignoraram, falando que nos precisamos de babá, assim como a Sayuuki-chan. A Sayuuki-chan, sim, precisa de uma babá. Mas, a gente não. Temos dezesseis anos. É revoltante.

— Concordo irmã. Ainda bem que ninguém do colégio sabe que temos uma babá. Eu morreria de vergonha. Mesmo que vissem Kimi-san com a gente, não ia associá-la como nossa babá, graças a Sayuuki.

Enquanto isso, sorrindo, Kimi pega o bebê para trocar, levando-o para cima.

Alguns minutos depois, todos eles estavam no carro que havia acabado de sair da garagem.

Longe dali, na Empresa Hoshiri, o casal estava com os outros cientistas e elaboravam os cálculos complexos, sendo que cada dupla de cientista trabalha em um dos problemas, sendo que precisavam pesquisar as variáveis em cada experimento, após aplicar os cálculos em um programa de simulação desenvolvido pelos doutores Brief e Gero.

Após horas, Yamamoto entra na sala onde o casal estava, sendo que haviam acabado de fazer as contas complexas, sendo que aplicaram as variáveis no simulador, com ambos comemorando o sucesso que obtiveram na simulação.

Naquele exato momento, estavam terminando o relatório.

Quando Yamamoto se aproxima, Yuko estende várias folhas com os cálculos, assim como mostra um relatório, sendo que havia acabado há um minuto, atrás, enquanto falava:

— Terminamos!

O casal se entreolha, quando percebem que o seu chefe, Yamamoto estava nervoso e Hana pergunta visivelmente preocupada:

— Tudo bem, senhor?

O chefe inspira profundamente, antes de falar:

— Seus filhos sofreram um acidente, enquanto voltavam do colégio... Um carro com bandidos que haviam acabado de assaltar o banco se chocou com o carro onde os seus filhos e a babá, estavam. Somente Sayuuki sobreviveu, embora esteja em estado crítico.

As pernas do casal falharam, sendo que Yuko está em choque, enquanto que Hana chorava compulsivamente, com o seu corpo convulsionando, para em seguida o marido se recuperar, embora chorasse, sendo que amparava a sua esposa.

— Yuko e Hana, vamos no meu carro. Vou leva-los até o hospital. Qual é o hospital, senhor?

O doutor Brief, um jovem cientista entusiasta e igualmente gênio surge, sendo que naquele momento olhava pesarosamente para o casal.

Yamamoto passa o endereço e o casal sai, rapidamente, seguindo o doutor Brief.

Quando chegam ao hospital, olham a sua pequena filha entubada, sendo que havia vários soros, assim como máquinas, inclusive de respiração artificial, enquanto que o rostinho estava todo enfaixado, sendo que a mãe chorava, não querendo acreditar que aquilo era real, enquanto que o esposo mantinha-se firme, pois, alguém precisava ampará-la, mesmo que por dentro, ele sentisse uma dor lacerante e estivesse em pedaços.

Afinal, alguém precisava ser forte naquele momento e ele como homem, sentia-se no dever moral de sustentar a sua esposa nesse momento tão difícil que passavam.

— Yuko-san? Hana-san?

Eles viraram para a origem da voz e encontram um policial que entra e fala:

— Meus pêsames... Sei que o momento é difícil, mas, precisamos que identifiquem os corpos de seus filhos e da babá.

— Minha esposa pode ficar?

Yuko pergunta preocupado, pois, não sabia dos estados dos corpos e não queria que ela se deprimisse, mais do que já estava, assim como pelo fato que precisava estar sozinho, quando desabasse na frente dos seus outros filhos mortos.

— Sim. Só precisamos de um familiar.

— Eu vou, meu amor, mas, já volto.

Ele fala com a mão tremendo de dor, enquanto beijava a cabeça da sua esposa, que sentou em uma poltrona ao lado da filha, enquanto segurava as mãozinhas dela, sendo que afagava maternalmente o rostinho dela, sem deixar de chorar um instante sequer.

No necrotério, ele acabou desabando em um pranto mudo e igualmente convulsivo ao ver os seus filhos, sendo que o legista apenas mostrou o rosto, enquanto que um lençol cobria todo o corpo.

Yuko agradecia e muito, que a sua esposa fosse poupada de ver tal cena, sendo que depois reconheceu a babá.

O policial percebeu que ele estava à beira de um colapso e o fez se sentar no corredor, enquanto falava:

— Ainda estamos investigando, senhor... Temos o relato de testemunhas, de que a babá estava seguindo as leis de trânsito, sendo que foi o carro roubado, com bandidos que haviam acabado de assaltar um banco, que atravessou o sinal e se chocou contra o carro que tinha a sua babá e os seus filhos. Saiba senhor, que Kimi-san não poderia fazer nada para impedir o acidente, pelo que vimos através das câmeras de uma loja que fica em frente ao local do acidente.

— E os bastardos?

— Um morreu. Os outros três sobreviveram. Eles irão responder por homicídio, tentativa de homicídio, excesso de velocidade, desrespeito a sinalização, roubo de carro e pelo assalto ao banco hoje de manhã... Quer que eu leve o senhor ao hospital? A sua esposa precisa de você.

— Vou querer sim, policial. Muito obrigado, senhor.

— Vamos.

Nisso, o policial o leva até o hospital, para depois voltar até a delegacia.

Ele se junta a sua esposa em vigília, sendo que a médica responsável por Sayuuki entra e fala:

— Ela teve hemorragia cerebral severa e tivemos que retirar quase que metade do seu cérebro para evitar um edema severo que iria acarretar em uma morte cerebral. Induzimos o coma nela. Ela está com queimaduras de terceiro grau em cinco por cento do corpo e queimaduras de segundo grau em dez por cento do corpo, além de ter tido fraturas em vários ossos. Um dos pulmões não funciona por causa do edema e o outro está com a capacidade reduzida. Ela está começando a ficar estável.

— Como assim, fraturas?

— Ela foi atirada para fora, juntamente com a cadeira do bebê conforto que evitou maiores danos, considerando a distância e o fato que o asfalto estava absurdamente quente, justifica as queimaduras no corpo dela.

— Para o cinto se romper, meu amor, quer dizer que a força G foi de... – a mulher fala apavorada.

— Eu sei... Foi muito violenta. – ele fala, abraçando ainda mais a sua amada, enquanto olhava pesarosamente para a sua única filha sobrevivente.

— Vocês são cientistas?

— Sim.

— Achei estranho não perguntarem sobre a perda do cérebro, edema cerebral e mais detalhes sobre o meu diagnóstico e procedimento.

— Sabemos que o cérebro, até certa idade, não se encontra com os seus lobos definidos, assim como as funções de cada um deles. Mesmo que um bebê perca metade do cérebro, ele pode viver normalmente. – Yuko fala dentre as lágrimas – E compreendemos todos os procedimentos, assim como o risco de um edema cerebral.

A médica se aproxima para ler alguns dados dos diversos equipamentos que rodeavam a pequena, para depois se afastar, deixando o casal junto do bebê, sendo que sentia muita pena deles e da criança.

Alguns meses depois, o casal estava na empresa, enquanto que Hana desejava confirmar o plano deles, pois, Sayuuki permanecia em coma e havia apresentado complicações severas devido a uma grave infecção hospitalar que debilitou o seu organismo, além de provocar danos, através das toxinas liberadas por uma super bactéria.

— Tem certeza?

— Sim, meu amor. Precisamos fazer isso. Nossa filha teve sequelas e quero reverter com a tecnologia que eles têm.

— Vamos conseguir?

— Sim. Tenha fé.

— Pelo menos, conseguimos retirar nossa filha do hospital, sem que percebessem.

— Mas, achei arriscado o que fizemos... Por sorte, tudo estava ao nosso favor. Mesmo assim, será difícil movê-la. O que a mantém viva são os aparelhos que compramos, já que o seu estado é delicado.

— Iremos nos preocupar com isso, depois. Agora, precisamos de alguns dados. Acredito que conseguiremos trabalhar em nosso projeto.

— Vão precisar de ajuda e estou disposto a ajudá-los. Inclusive, pedi a minha demissão agora há pouco.

Eles se viram assustados para a origem da voz e encontram o doutor Brief, sorrindo bondosamente para eles.

— Permitam-me ajudá-los. Com a minha ajuda, irão conseguir terminar o projeto de vocês.

— Como assim projeto? – Yuko pergunta preocupado.

— O plano de vocês convertem Sayuuki-chan em uma bioandroíde, para que possa ter uma vida normal, sem saber da verdade.

— Como sabia disso? – Hana pergunta estarrecida.

— Se eu estivesse na situação de vocês, faria a mesma coisa. Contém com a minha discrição.

Nisso, ele pega uma espécie de sacola, onde há vários cd´s em um estojo e fala:

— Já copiei todos os bancos de dados do projeto. Podemos trabalhar nele.

— Por que o senhor está nos ajudando? – Hana pergunta emocionada, pois, o Brief era um gênio.

— Eu conheço a natureza interna das pessoas... Acredito que se fossem os seus filhos, vocês fariam a mesma coisa por mim. Vocês são pessoas boas que se encontram em uma situação difícil e eu posso ajudá-los com o meu intelecto.

O casal se entreolha, sabendo que precisariam de ajuda.

Eles consentem com a cabeça e entregam a sua carta de demissão, sendo que a noite, eles partem dali, sendo que o doutor Brief desenvolveu uma câmara criogênica, onde colocaram Sayuuki para preservar as suas funções vitais para que a reanimassem, somente quando fosse o momento, sendo que tiveram muito trabalho para colocar a câmara no carro.

Como o Brief era solteiro e seus pais faleceram, ele seguiu com o casal, sendo que ficaram em um local remoto, onde montaram um laboratório em uma casa abandonada.

Após seis anos, os três desenvolveram os princípios de um corpo bioandroíde.

Portanto, eles a retiram da criogenia, para depois conectar Sayuuki a diversas máquinas, começando o processo de substituição dos órgãos por versões de bioengenharia, sendo que colocaram na pele células de substituição de materiais para que cobrissem a pele, sendo que tais células eram capazes de envelhecer, pela peculiaridade da tecnologia impregnada nela, sendo que ela seria forte e poderosa, devido à transição para um corpo androide.

O único problema é que ela envelheceria lentamente e não no tempo normal de um humano como desejavam, para que ela tivesse uma vida normal.

Afinal, se ela não envelhecesse, iria estranhar e eles queriam o mais realista possível.

Esperavam que ela não estranhasse, demasiadamente, esse envelhecimento lento.

Além disso, se um dia, ela quisesse ter uma família, deveria ser capaz de engravidar e gerar uma criança, para que ela nunca descobrisse a verdade. Por isso, fizeram questão de fazê-la capaz de engravidar e de arcar, futuramente, com uma gestação como qualquer outra.

Quando terminaram o processo, transformando-a em um bioandroíde, colocaram a filha que estava dormindo na cama da casa simples, enquanto se despediam do Brief que jurou guardar segredo, sendo que os pais dela falaram na porta da casa:

— Leve esse chip. Ele tem os dados dos projetos.

— Não preciso... Na verdade, é melhor que ninguém saiba disso.

— Pegue, por favor. Vai que o senhor precisa para alguma emergência? Nunca se sabe o dia de amanhã. Acredito que o senhor não vai deixar tais dados caírem nas mãos erradas. Também leve todos os cd´s. Não precisamos mais.

— O que vão fazer? – ele pergunta, enquanto pegava o chip e a sacola.

— Precisamos de empregos novos, assim como, de uma nova identidade, pois, eles podem reconhecer a Sayuuki e não queremos que ela vire cobaia de experimentos. A família Miashi não existe mais.

— Desejo-lhes sorte.

Ele fala sorrindo, sendo que se cumprimentam, para depois ele partir.

Anos depois, Hana e Yuko se tornaram faxineiros e mesmo que eles quisessem rever os túmulos dos outros filhos, não podiam arriscar a serem presos, pois, haviam retirado uma criança do hospital.

Quanto ao trabalho atual deles, eles podiam ter empregos melhores.

Porém, queriam profissões, cujas pessoas passassem despercebidas nos locais, por não chamarem a atenção das pessoas, que inclusive, os ignoravam.

Porém, por infortuno, alguns anos depois, um cientista da Empresa Hoshiri os reconheceu e comunicou os seus superiores, pois, foi identificado que eles roubaram os dados, pois, ao contrário do Brief, eles não foram cuidadosos o suficiente para apagar por completo os rastros da retirada dos dados e os militares souberam imediatamente de tais roubos, sendo que na verdade, eles eram da Red Ribbon e ficaram preocupados com o fato que duas pessoas tinham dados dos projetos.

Enquanto a família estava jantando, o casal estranha a movimentação, enquanto que a filha deles de cinco anos olhava para os seus pais que estavam preocupados, sendo que a sua mãe a pegou no colo e quando ela ia chorar pelo ato abrupto, o pai, que havia pegado uma garrafa de vidro, vira o liquido em um pano e o resto na pia, jogando água por cima, enquanto a mãe colocava o pano no rosto da filha, sendo que a substância iria deixa-la inconsciente.

Yuko ficou para trás, para atrasar os militares, sendo que ficou alarmado ao ver o símbolo da Red Ribbon, enquanto que Hana fugia com Sayuuki.

A última coisa que ela ouviu, antes de fugir por uma passagem secreta, que ambos criaram para alguma emergência, foi Yuko falando “Não vão pega-los desgraçados!” e depois, ouvem um tiro, com o marido dela ceifando a sua própria vida para não o torturarem, a fim de descobrir onde podiam estar.

Longe dali, ela consegue subir, sorrateiramente em um trem, sendo que Sayuuki estava inconsciente e com muito custo, consegue caminhar para uma sessão do trem que estava aberta, sendo que se ocultava na sombra, enquanto via, ao longe, vários carros da Red Ribbon ao redor de sua casa, sendo que abraçava a sua amada filha, enquanto chorava copiosamente, sendo que ela levava na bolsa uma grande soma de dinheiro para poderem sobreviver, até terem alguma forma de se sustentarem, assim como levava joias que pegou antes deles saírem da antiga casa deles, sendo que havia alguns mecanismos de segurança na bolsa para protegê-las de bandidos.

Alguns anos depois, ela decidiu se unir a um homem, para usar o sobrenome dele e assim fez, sendo que mudou o sobrenome da filha também, conseguindo assim, uma nova vida.

Ele era violento, porém, ela o usava como um disfarce, pois, o que importava era a sua amada filha e por causa disso, aturava todos os maus tratos e a violência, enquanto procurava poupar Sayuuki de ver tais cenas, embora a criança sempre visse as marcas no corpo da genitora e as lágrimas da mesma.

Como Sayuuki tinha apenas quatro anos quando o pai se matou, ela se esqueceu com o tempo de Yuko, passando a ver o padrasto como pai, sendo que após alguns anos, Hana usou seu conhecimento cientifico e conseguiu ministrar um grupo de medicamentos que provocariam um infarto violento nele, sem deixar qualquer rastro de seus atos.

Munida da coragem que restava e aproveitando o fato que ele era diabético e tomava insulina via injetável, ela conseguiu colocar dentre as seringas o medicamento que ela preparou para mata-lo rapidamente, sem deixar qualquer rastro em seu sistema, sendo que ela somente precisaria se desfazer da ampola.

Em virtude disso, se um legista o examinasse, iria concluir que ele teve um infarto fulminante e com o histórico de diabetes, não seria algo estranho.

O seu plano foi um sucesso e enquanto ela fingia ser a viúva triste, ela sorria internamente, pois, se livrou de um monstro e de quebra, ela e a filha tinham sobrenomes diferentes.

Nesse mesmo dia, conseguiu emprego no castelo, para ficar ainda mais oculta, de qualquer um que pudesse identifica-la, enquanto criava a filha, que não ficou triste com a morte do padrasto.

Notas finais
Yo! Quero agradecer ao comentário de: Red Dragon Emperor.