Notas iniciais
Tights acaba perguntando sobre a esfera que a imouto encontrou e a jornada da mesma, então, Bulma tem que... Uma vila, outrora pacífica, acaba vivenciando o terror, quando... Mestre Kame decide que o seu discípulo irá competir no Tenkaichi Budokai, após o treino intenso do jovem...

O segredo consistia no fato da genitora, de ambas, ser mais inteligente do que o marido.

Porém, quando criança, um de seus experimentos deu errado e a sua irmã, alegre, jovial e completamente alheia do mundo, acabou falecendo.

Seus pais não a culparam, pois, o laboratório estava fechado e a sua irmã entrou, sem avisar, acabando por derrubar um copo de suco na parte eletrônica, provocando uma explosão, pois, o líquido provocou um curto circuito e a faísca, acabou provocando a explosão ao entrar em contato com uma substância volátil, cujo lacre acabou removido, provavelmente, por um movimento da jovem para pegar o copo, segundo as autoridades que investigaram o acidente.

A empresa que fabricou o produto foi indiciada por fornecer um lacre defeituoso, que foi aberto facilmente. Já, a jovem, foi inocentada, pois, o laboratório adotava todas as medidas de segurança.

A irmã dela ficou estática e depois, chorou e muito com a perda brutal de sua amada irmã mais velha e passou a sentir uma intensa culpa pelo ocorrido. A partir desse momento, nunca mais inventou nada e passou a assumir a personalidade da falecida irmã, acabando por se esquecer de seu gênio, pelo menos por um tempo, até que se casou, anos depois e percebeu o quanto ele sofria e se desesperava em relação ao projeto de cápsulas, pois, sonhou com esse mecanismo desde que era criança e o que mais ansiava, era fazê-lo funcionar.

Portanto, por amor, decidiu ajuda-lo, o surpreendendo ao consertar os erros no projeto, assim como desenvolveu a base das cápsulas, explicando ao mesmo o funcionamento delas, deixando-o aturdido e antes que ela voltasse a ser como a sua irmã, novamente, ele pediu para ela dar um nome e a mesma deu Cápsula Hoi Poi, em homenagem a sua irmã falecida que sempre falava animadamente Hoi Poi, perante um momento de diversão, desde que eram crianças, enquanto que o seu marido reconhecia que o intelecto dela era maior que o dele, assim como se lastimava pelos eventos que fizeram a sua esposa se tornar o que era atualmente, pois, considerava uma grande perda para a ciência.

Depois de ajuda-lo, ela retornou a sua vida costumeira e a mais velha foi a única que herdou esse gênio exacerbado, mas, como a mãe, não se importava e tinha outros objetivos na vida, com a diferença que enquanto a mãe delas não pensava em outra coisa além da melhor torta e chá, descobrindo as melhores lojas, assim como com festas, Tights era em relação ao fato de ser escritora e de viajar pelo mundo.

Esse era um segredo de família que somente os pais delas conheciam e assim preferiam manter, sendo facilmente mantido, graças ao fato da genitora delas ter tal comportamento, alheio ao mundo e consideravelmente disperso ao que acontecia a sua volta.

– Terminei imouto! Estou tão animada! – ela comenta com um sorriso idêntico ao que a mãe delas sempre exibia, sendo que era sempre alto astral como a mesma.

– Que bom, nee-chan! Mal vejo a hora de ler!

– Pode ler agora! – nisso, estende o notebook.

Bulma disfarça o desânimo, pois, odiava ler algo que não fosse uma revista cientifica ou algo assim. O livro da sua irmã era de aventura e romance. Pelo menos, havia o romance, para que ajudasse a mesma ler, segundo a jovem que não queria magoar a sua amada irmã mais velha.

Após alguns minutos, Tights toma mais um pouco de chá gelado e comenta:

– Fiquei surpresa quando voltou da busca das tais Dragon Balls, tão rápido.

Então, Bulma consegue forçar o seu melhor sorriso e fala, fazendo soar em tom triste, simulando uma face repleta de tristeza e decepção.

– Não há nenhuma esfera!

– Mas, e aquela que você achou?

– Ela quebrou! Você acredita? Devia ser alguma brincadeira de mau gosto. Nem quero me lembrar de como fui uma estúpida em acreditar que algo tão mágico existia! Nem pareço uma cientista, agindo desse jeito!

Ela simula estar amargurada, sendo que lutou por meses, para esquecer-se do assassinato que praticou, sem desejar, apenas porque ficou tomada pelo medo e acabou disparando a arma, matando uma inocente, que se encontrava tão apavorada, senão mais, do que ela. Mas, isso era um segredo que levaria para o túmulo.

– Me perdoe, imouto... Não queria fazê-la se lembrar... Não sabia que era... – nisso, suspira e fala, olhando-a, gentilmente – Não vou mais falar desse assunto, tá bom?

– Muito obrigada, nee-chan... – ela fala emocionada e capricha no seu melhor sorriso forçado, para mudar o tópico do assunto – Agora, vamos ler!

Bulma torna a olhar para o notebook, sendo que não lia, apesar de rodar as folhas, pois, agradecia ao fato de Tights ter herdado a inocência da mãe delas, ao ponto de aceitar como verdade o que era falado, não desconfiando de nada e isso era algo bom, pois, ouviu boatos dentre os cientistas, que a Red Ribbon estava atrás de umas esferas alaranjadas e ela compreendeu, imediatamente, a que se referiam em uma de suas viagens, junto com o seu pai, na Feira Internacional Cientifica e Tecnológica, realizada anualmente, onde seu genitor ficou feliz em reencontrar Doutor Gero, seu amigo de infância.

Ela o achava estranho, mas, notava o quanto seu pai ficava animada ao vê-lo e, portanto, respeitava, embora questionasse a si mesmo, o gosto estranho do genitor para amigos.

Frente a esse murmúrio que ouviu dentre os cientistas, identificando o fato que se referiam as Dragon Balls, percebeu que esconder as esferas era primordial para evitar da Red Ribbon fazer mais maldades através do Deus Dragão, Shenron, passando a escondê-las, para que eles nunca descobrissem que as esferas estavam com ela, graças ao fato da mala onde se encontravam ser projetada com um material que impedia o sinal das mesmas.

Além disso, se recorda do fato de que precisou tomar outras medidas, caso tentassem buscar um meio de descobrir o paradeiro das mesmas, considerando o fato que oculta-las, era o mínimo que podia fazer por ter matado, sem querer, uma inocente, aterrorizada, evitando que muitas pessoas vivessem o que a senhora demonstrava em sua face. O mais puro horror e medo.

Distante dali, em um lugar repleto de neve, havia uma vila chamada Jingle e uma jovem andava desorientada pela neve, outrora alva e agora, manchada de sangue, sendo que ainda estava em choque, enquanto digeria os últimos acontecimentos de sua vida.

Afinal, a Red Ribbon fez o seu pai e os moradores trabalharem exaustivamente em busca de uma esfera, com a promessa de liberta-los, após encontrá-la.

Pelo que ouviu dos guardas, a Red Ribbon intensificou o radar dias antes e conseguiu descobrir que estava com um androide, chamado de número oito, que foi destruído por ter escondido a esfera.

Ela ainda se lembrava da felicidade de seu pai quando voltou com a boa notícia que a Red Ribbon encontrou a esfera e que, portanto, iriam liberar o líder da vila, mantido como refém na Muscule Tower e os deixaria em paz.

Ela chora desconsolada, se recordando do dia anterior, em que estava no quarto dela, quando ouviu a porta sendo arrebentada das dobradiças, caindo com um baque, assim como passou a observar centenas de carros da Red Ribbon, assim como soldados percorrendo a vila e então, escutou os gritos de seus pais e tiros, assim como em toda a vila.

Apavorada, conseguiu fugir pela janela do banheiro, enquanto ouvia os tiros e gritos, inclusive de sua mãe:

– Fuja, Suno!

No dia seguinte, encontrou os corpos de seus pais e dos moradores de sua vila, executados e outros, no caso das mulheres e outras jovens, inclusive crianças nuas e em posições estranhas, inclusive com algo branco cobrindo muitas partes delas, isso quando não havia muito sangue em torno delas e não compreendia o motivo, sendo que desde então, andava a esmo, sem rumo, em choque, até que sente ficar fraca e caí na neve, chorando, desconsolada.

– Não se preocupe criança... A levaremos até os seus pais.

Uma voz falsamente gentil, sendo que cada palavra era pronunciada em um tom cruel é ouvida pela mesma, assim como ela vê várias sombras surgindo na neve alva, manchada pelo sangue de inocentes.

A criança ergue o rosto umedecido pelas lágrimas e nisso, observa três soldados armados, que ergueram as armas, exibindo sorrisos malignos no rosto.

Porém, antes que atirassem, um senhor de jaleco corria até eles, sendo que havia acabado de descer de uma espécie de carro e ao olhar para ele, a criança reconhece como sendo o cientista que morava perto da vila e que sempre visitava, sendo que ficara feliz ao ver que a Red Ribbon não fez nada com o mesmo.

– Esperem! – ele exclama – Não a executem!

Os soldados mantêm as armas erguidas e não fazem nada, sendo que um deles baixou a arma e reteve a criança, segurando-a pelo casaco, com a mesma aterrorizada demais para lutar, assim como chocada.

– Por que não?

– A quero para mim! O alto comando permitiu escravos aos soldados ou já se esqueceram?

– A quer como escrava? – um deles arqueia o cenho – Ela não presta para o prazer... A menos que você goste de crianças. Não o culpo. Muitos de nós adoramos jovens como ela.

Ele comenta com um sorriso malicioso nos lábios, enquanto que a criança não compreendia a conversa, pois, a sua mente pueril, não permitia compreender muitas coisas, ainda e o fato de ainda se encontrar em choque, dificultava ainda mais.

O cientista disfarça seu olhar de desagrado, sendo que queria a todo o custo proteger Suno e faria tudo ao seu alcance para conseguir isso.

– O uso que darei para ela, não lhe diz respeito. Agora, passe ela para mim. – ele fala determinado.

– Bem, que seja... Eu prefiro mulheres mais velhas com um corpo repleto de curvas. Não algo sem curvas como esse. – ele comenta, jogando-a para o cientista. – Uma pena que não achei nenhuma para mim, sendo que aquelas que me agradaram já haviam sido capturadas pelos outros ou então, eles já estavam se divertindo com as mesmas, acabando por inutiliza-las, quando juntava um grupo com ele.

O soldado comenta mal humorado e outro fala, ao lado deste, apoiando a mão no ombro dele:

– Azar! Quem mandou demorar! Mas, não se preocupe. Teremos outros lugares para aterrorizar e para podermos capturar um escravo. Pena que é limitado um por soldado, sendo que somente os de patente mais elevada podem ter mais de um.

– Mas, saiba que discordo de vocês... Essas são as melhores... E olha os cabelos ruivos como sangue ou chamas? Perfeita! – outro comenta, com os olhos malignos e um sorriso malicioso doentio em sua face.

“Bando de doentes mentais! De canalhas! Eu soube que pegaram várias como escravas, assim como alguns garotos, aqueles que apreciam o mesmo sexo! Sei que não presto, por inventar armamentos, assim como androides, a partir dos estudos do Doutor Gero. Mas, pelo menos, não pratico tais perversidades e igual, crueldade!”

Ele exclama consigo mesmo, enquanto percebe que Suno está em choque, algo previsível após tudo o que testemunhou.

Então, ele pega uma coleira eletrônica e põe no pescoço dela, enquanto pensa consigo mesmo, pesaroso:

“Lamento Suno... Mas, você precisa usar isso, até para a sua segurança, para que não toquem em você. Se eles tivessem sido destruídos... Você não precisaria passar por isso.”

A menina não reage e então, debilitada, cai na neve e o cientista a pega no colo, para depois sair dali, enquanto jurava consigo mesmo:

“Vou protegê-la Suno. Custe o que custar! Eu prometo!”

Os soldados retornam a busca por aqueles que fugiram, sendo que o sargento olha para o cientista e pensa consigo mesmo:

“Eu sei que vai protegê-la. Assim como estou protegendo duas órfãs. Não são somente nós, mas, outros fizeram a mesma coisa que você, ao pegarem jovens como escravas, para que ninguém desconfiasse, sendo que foi feito com o intuito de salvar algumas vítimas. Você teve sorte, criança.”

Então, ele ergue a arma e passa a agir como os outros, pois, se desconfiassem que havia pegado duas escravas, no caso, crianças, sendo ambas irmãs, apenas para protegê-la deles, ele poderia ter problemas, pois, havia um comportamento esperado por ser um soldado da Red Ribbon e deveria agir como o esperado.

Distante dali, eles encontram mais uma criança e sem alternativa, esse mesmo sargento ergue a arma e antes que a pequena pudesse gritar, seu corpo pueril é alvejado por inúmeras balas, até que cai na neve, formando uma poça de sangue, enquanto eles se afastavam, rindo, sendo que ele acompanhou as risadas, por mais que se sentisse um lixo fazendo algo tão cruel e miserável, enquanto via a face de prazer doentio e deturpado dos demais, sabendo que pessoas como ele e os cientistas eram esporádicos, dentro da Red Ribbon.

Uma semana depois, distante dali, Kuririn estava viajando de avião com Kame-sennin, sendo que usava um terno azul que o mesmo deu para ele e então, permitir-se recordar do treinamento severo e igualmente exigente, após eles se mudarem da pequena ilha para uma maior, onde o jovem fez várias coisas, como entregar leite, arar a terra com as mãos nuas, trabalhar em uma obra, nadar em um lago fugindo de um tubarão, assim como de dinossauro na terra, assim como lutando contra uma correnteza feroz, sendo que não andava somente em linha reta e sim, alterava entre dar pulinhos e andar em ziguezague, além de arar dezenas quilômetros de solo apenas com as mãos, assim como auxiliando em uma construção, carregando carrinhos de terra e usando ferramentas para cavar, não se esquecendo de enfrentar um enxame de abelhas, preso em uma corda, tentando se desviar delas, sendo que inicialmente ficou todo picado.

Ele fazia tudo isso e ainda tinha que cuidar da casa, limpando-a e cozinhando. Mas, não podia reclamar, pois, ser treinado por Muten Roshi era uma grande honra, uma vez que ele não estava mais aceitando discípulos.

Inclusive, sentiu que ficou absurdamente forte, sendo que quando Kame-sennin pediu para saltar, ficou estarrecido ao ver a altura que saltou, facilmente, assim como percorreu um percurso grande em apenas alguns segundos.

Por seu esforço e progresso, seu mestre decidiu leva-lo até o Tenkaichi Budokai e ele estava ansioso para chegar logo ao torneio.

Então, após algumas horas, o avião pousa e eles desembarcam, para depois pegarem um taxi até o local do torneio para que o jovem fizesse a sua inscrição e em seguida, alugam um quarto e dormem para o dia seguinte, sem o mesmo saber que o seu mestre iria se inscrever no torneio, criando a identidade de Jackie Chan.

Notas finais
Yo! Quero agradecer ao comentário de: Wesley.