O pior desejo

12 A preocupação de Kame-sennin


Notas iniciais
Enfim, Karin consegue o auxílio que precisava e fica surpreso frente a decisão de... Então, Kame-sennin descobre que... Yo! Quero avisar, que infelizmente, terei que usar o prazo de até quinze dias para atualizar as fanfictions. Sempre que possível, tentarei atualizar em menos de dez dias. É que, infelizmente, não consigo mais arranjar um tempo considerável no trabalho para digitar, assim como revisar, sendo que sempre acrescento novas cenas ou melhoro algumas cenas na revisão e mesmo que seja férias da faculdade, eu costumo chegar demasiadamente cansada. Era só isso que queria comunicar, para justificar a demora nas atualizações. Tenham uma boa leitura. ^ ^

Karin continuava exibindo seu semblante cansado, enquanto caminhava rumo ao seu destino, sendo algo necessário, pois era o mínimo que poderia fazer, frente ao fato de que não pode salvá-los, enquanto olhava as árvores destruídas no entorno, devido aos tanques e artilharia utilizada para derrubar um guardião honrado e nobre que protegia aquelas terras, por causa de uma Dragon Ball, que por azar, foi parar em suas mãos.

Ele suspira novamente, pois, eram lembranças dolorosas demais, sendo que tal morte, assim como o sofrimento da criança, foi causada pela busca das Dragon Balls.

Sentindo uma intensa vergonha toma-lo, se aproxima do túmulo do guardião que morreu cumprindo o seu papel e dedica uma oração ao mesmo, enquanto usava o seu poder para reconstruir o local, sendo que esperava que Kami-sama concedesse o seu desejo, pois, era o mínimo que poderia fazer por Bora e seu sentimento de dever e dedicação.

Então, Mister Popo surge atrás dele, em seu tapete mágico e fala:

– Kami-sama concordou em resgatar o garoto Upa, agora, escravo da Red Ribbon. Já o localizamos. Kami-sama também solicita que o jovem passe pelo treinamento com o senhor, para em seguida, o mesmo ser conduzido para o Tenkai, para ser treinado pessoalmente pelo mesmo.

O sennin fica surpreso e fala:

– Ele será treinado pessoalmente por Kami-sama?

– Sim... Segundo Kami-sama, o coração dele ainda é puro e, portanto, é digno de treinar no Tenkai.

– É uma notícia maravilhosa! – ele exclama, emocionado.

– Venha comigo. Vamos resgata-lo, antes que façam um mal maior para ele.

Rapidamente, Karin sobe no tapete e ele os teleporta até onde o jovem era mantido como escravo.

Distante dali, em uma das mansões pertencente a um dos generais da Red Ribbon, um jovem menino está com uma coleira, servindo ao general, sendo que fazia isso, julgando que o seu pai estava vivo, pois, a condição, fora ele ser escravizado em troca da vida do seu genitor.

Atualmente, ele estava com o seu segundo dono, pois, o general Yellow tinha uma dívida com o general Silver e deu o menino como pagamento.

Naquele momento, o seu dono estava dando uma festa, sendo que havia mulheres quase nuas, muitas com coleiras e a criança não entendia muitas das coisas que faziam, sendo que outras, o deixavam apavorado, enquanto notavam que todas elas choravam, enquanto estavam apavoradas com os toques em seu corpo.

– Jovem, venha aqui.

O menino escuta uma voz gentil e fica surpreso ao ouvir tal timbre, que nunca ouviu antes, desde que fora escravizado, embora não entendia muito bem o que compreendia por completo a escravidão.

Ao se virar para a origem da voz, vê uma espécie de raposa humanoide, usando uma roupa ninja, sendo que havia uma espécie de guarda ao lado dele.

Ele se aproxima temeroso, sem olha-lo e a raposa fala:

– Meu nome é Shuu. E você?

– Upa.

– Você foi escravizado tão jovem.

– Se eu não aceitasse a escravidão, matariam o meu pai.

– Entendo... – a raposa fala tristemente, enquanto afagava gentilmente a cabeça do menino.

– E o senhor?

– Pode me chamar de Shuu. Não sou escravo. Diria que o General Blue adora me paparicar, embora que eu me sinto, muitas vezes, como um animal de estimação. Talvez, não seja muito diferente de você. Porém, tenho muitos privilégios e tenho uma vida boa, sendo que só preciso ignorar as crueldades deles. Com o tempo, você se torna insensível. – ele comenta pesarosamente.

– Mas, por que está conversando comigo?

– Ainda não consegui me tornar insensível, ao ponto de ver uma pobre criança nesse antro de sordidez e de igual maldade, enquanto que eu tenho ciência que preciso aprender logo a ser insensível, ou irei sofrer e muito ao testemunhar o que eles fazem. – ele sentencia tristemente, para depois sorrir para Upa – Além disso, gosto de conversar com você. Faz tempo que não converso dessa forma.

– Entendo...

– Ei! Escravo! Venha aqui!

O menino fica alarmado ao ouvir a voz de seu dono e corre até o mesmo, sobre o olhar de pena de Shuu.

Então, ele se prostra e fica ao lado de seu mestre, sem ousar olha-lo nos olhos.

– O que foi que eu disse? Ele é adorável!

– É mesmo lindo... Confesso que é muito desejável... Pois, bem, aceito a quantia. Eu o compro de você.

Nisso, pega um cheque e preenche com o valor solicitado, entregando ao mesmo, que pega um pequeno computador e passa os dados da coleira para o novo dono, para depois falar:

– Você tem um novo dono, escravo. O nome do seu mestre é comandante John.

– Sim, mestre — nisso, se vira para o senhor a sua frente e o cumprimenta ao se curvar – Prazer, mestre John.

– Que educado! Demorou muito para treiná-lo?

– Não. Ele já era educado. Apenas precisei ser um pouco energético e nada mais.

– Me siga, escravo.

– Sim, mestre.

Nisso, o segue até o quarto do mesmo, sendo que fora reservado um dos mais luxuosos quartos de hóspedes e ao entrarem, ele fecha a porta e começa a retirar a roupa, enquanto ordena:

– Suba na cama e fique pelado.

O jovem índio não entendeu, mas, fez, conforme ordenado, embora estivesse com medo, sendo que a sua mente pueril não compreendia o motivo sórdido de fazer isso, embora se sentisse constrangido de ficar nu, mesmo na frente de outro homem.

Então, antes que John terminasse de retirar a roupa, Mister Popo surge com Karin e o nocauteiam, para em seguida, o sennin pegar as roupas da criança, enquanto ficava horrorizado ao compreender as intenções dele, assim como ficava colérico, sendo tomado por uma fúria intensa, que nunca experimentou antes, sendo que o fato de ver as perversidades da Red Ribbon, assim como a morte violenta e igualmente perversa de Bora, desencadeou a sua raiva desenfreada.

Rapidamente, pega a criança que está confusa e a põe no tapete, para depois saírem dali, mas, não sem antes, ele usar os seus poderes, ao fazer questão de fazer o homem cruel e perverso, ser tomado por uma insanidade imensurável, ao ponto de ser levado a um hospital psiquiátrico para o resto de sua vida, dali há alguns dias, além de tê-lo castrado, sendo que o mesmo é despertado a força, para que todos ouvissem o grito lacerante de dor dele.

Um ano depois, Muten Roshi e Kuririn estão jantando, quando percebem uma movimentação na frente da casa e saem da mesma, avistando um homem em cima de um tapete e o sennin pergunta, em posição defensiva:

– Quem é você?

– Sou Mister Popo. Atendente pessoal de Kami-sama.

Kame-sennin e Kuririn se entreolham, incrédulos, sendo que o jovem guerreiro se aproxima dele e fala:

– Kami-sama não existe. E se de fato, é atendente de um Deus, deve ser capaz de desviar dos meus golpes.

Nisso, ele avança contra Mister Popo e Kame-sennin fica surpreso ao ver a serenidade do mesmo, assim como facilidade para desviar, antecipando os ataques, sendo movimentos semelhantes a algo divino, até que um soco dele derruba o guerreiro careca.

– Existe sim... Quanto a você, Muten Roshi, deve se recordar de uma das conversas que teve com Karin, quando escalou a Torre de Karin para pegar a Choushinsui.

O eremita fica surpreso, sendo que mais ninguém sabia disso, pois nunca contou a alguém e o fato do estranho homem saber, assim como, se encontrava montado em um tapete voador, era algo, demasiadamente, surpreendente.

– Espere Kuririn... Acredito nele. Com certeza, é atendente de Kami-sama. E quanto a Kami-sama, ele existe.

– O quê?!

O guerreiro careca olha, embasbacado, de seu mestre para o estranho homem a sua frente.

Muten Roshi caminha até ficar perto dele e pergunta, respeitosamente, curvando-se, levemente:

– O que deseja desse humilde sennin, Mister Popo?

– É sobre o bastão Nyoiboi. Segundo Karin, ele deu a você.

– Nyoiboi? – Kuririn pergunta, estranhando nome do bastão.

– Dei para o meu melhor discípulo, Son Gohan, há algum tempo atrás. Atualmente, ele vive em uma pequena casa no Monte Paouz. Ele tem um neto que vive com ele, chamado Son Goku, senão me engano.

– Entendo... Irei até o Monte Paouz, agora mesmo. Tenha uma boa noite.

Nisso, ele desaparece, deixando Kuririn atônito, assim como Kame-sennin.

Há centenas de quilômetros dali, em um pequeno vale no Monte Paouz, mais precisamente em um casebre humilde e pequeno, Mister Popo aparece em seu tapete e desce do mesmo, que passa a segui-lo.

Ele entra na casa e olha os móveis simples e avista logo a frente, uma espécie de altar no centro, com uma almofada em cima, empoeirada, percebendo que a casa estava abandonada, sendo que encontra um haori azul pequeno, que serviria em uma criança, identificando como sendo, provavelmente, do neto do mesmo, segundo o que desconfiava, enquanto achava estranho não haver sinal do jovem.

Ele sai da casa e caminha no entorno, até que encontra um túmulo, outrora cuidado e que, atualmente, se encontrava abandonado. Ao se aproximar, lê nas madeiras, o nome Son Gohan e fica surpreso, assim como abalado, embora nada demonstrasse, para em seguida, observar atentamente o entorno, não encontrando sinal de qualquer destruição, que indicasse que a Red Ribbon esteve naquele local.

Então, decide voltar para a pequena ilha.

Naquele instante, Mestre Kame e Kuririn haviam acabado de jantar, sendo que o guerreiro careca estava lavando a louça, quando o sennin avista da janela Mister Popo.

Ele sai, seguido de seu discípulo e Kame-sennin pergunta, surpreso:

– O senhor já foi até o Monte Paouz? – ele pergunta, embasbacado.

– Sim. Son Gohan está morto e seu neto desaparecido. Não encontrei nenhum sinal da Nyoiboi. Também não há qualquer sinal que a Red Ribbon esteve no local.

Muten Roshi cai de joelhos, enquanto ficava desolado, sendo que Kuririn já ouviu falar de Son Gohan e também fica abalado, pois, ele era considerado o mais poderoso, após Kame-sennin.

O sennin começa a ficar preocupado com o sumiço de Goku, enquanto que digeria o fato que o neto de seu melhor discípulo e amigo estava desaparecido e após alguns minutos, toma uma decisão, que não podia ser adiada, pois, seu dever de mestre com o seu falecido discípulo era buscar o neto do mesmo e cuidar dele.

Afinal, se fosse em uma situação contrária, Gohan pegaria um neto dele para criar sem titubear, pois, ele era gentil e amável, possuindo um coração maravilhoso, sendo tal coração algo raro no mundo em que viviam.

Portanto, procurar pelo mesmo, era o mínimo que podia fazer por ele.

– Sinto pelo incômodo. Tenham uma boa noite.

Nisso, ele some dali e Kuririn arqueia o cenho ao ver o semblante de seu mestre pesaroso, até que o mesmo fala, passando a olhar com determinação para o horizonte:

– Vamos até a Uranai, assim que amanhecer, após tomarmos o café da manhã.

– Uranai? – ele arqueia o cenho.

– Uranai baba é uma vidente muito famosa e conceituada. Se você perdeu algo, ela o encontra.

– Entendi... E vai pedir para procurar esse tal de Son Goku?

– Sim. É o mínimo que posso fazer por meu ex-discípulo e amigo.

Por algum motivo, frente a menção desse nome, Kuririn sentia-se triste, embora não compreendesse o motivo, pois, nunca havia visto Goku, sendo que também era tomado pela forte sensação de que já haviam sido amigos em algum momento, como se fosse em outra vida.

Então, sacode a cabeça para os lados, pois era um pensamento demasiadamente surreal para ser levado em consideração, sendo que não sabia que seu sishio (mestre), também sentia os mesmos sentimentos que ele em relação a menção de Son Goku e tal como o mesmo, considerava tais pensamentos excessivamente ilógicos.

O que ambos não sabiam, é que a linha do destino foi alterada drasticamente em todo o universo, devido a um desejo feito por um ser ignóbil.

Então, após dias, chegam até onde vive a vidente e Kuririn estranha a construção no meio do deserto, enquanto que não foi revelado ao mesmo, que ela era irmã mais velha de seu mestre.

Quando chegam a uma única construção, em volta de um lago, no meio do deserto, um casal bem trajado, sendo que ele usava relógio de ouro e a mulher dele várias joias, entram em uma limusine, enquanto a esposa dele falava:

– Então foi naquele local que colocou o seu peso de ouro. Quem diria?

– A Uranai é maravilhosa. Sem ela, nunca o acharíamos. – o homem comenta, enquanto entrava na limusine, após o chofer abrir a porta.

Então, conforme ele via abismado os milionários saindo do local, avista ao longe um grupo de guerreiros saindo do local, sendo que todos estavam demasiadamente feridos e fica estático ao ver o estado deles e uma espécie de fantasma rosa, algo que o alarmou ainda mais, se despedir deles, sendo que fala:

– Voltem mais vezes.

– Não somos loucos de voltar!

Nisso, eles saem correndo dali, o máximo que conseguem e o jovem praticamente de artes marciais observa o fantasma indo na direção deles com o seu típico semblante feliz, até que para na frente de ambos, sendo que o seu sensei fala, sem se alterar com a presença do fantasma:

– Vim ver Uranai. Preciso dos serviços dela.

– Vai pagar ou lutar?

Ele olha para Kuririn, que estava se refazendo do susto, para depois espanar a roupa devido ao pó por estarem rodeados do deserto, para depois olhar para o fantasma e falar:

– Pagar.

– Sigam por aqui.

Nisso, ambos o seguem, até que o jovem vê uma senhora de cabelos rosa e curtos, em estilo channel, com roupas negras, flutuando em cima de um globo e ao avistar Kame-sennin, fala mal humorada:

– Então, seu depravado, resolveu pagar o dinheiro que emprestei a você?

– Sim. Além disso, quero contratar o seu serviço. – ele fala seriamente e ela estranha a face dele.

– Bem, então, o tratarei como um de meus clientes. O que deseja?

– Preciso saber onde está Son Goku, neto de meu ex- discípulo, Son Gohan. Ele está desaparecido e Son Gohan encontra-se morto.

Uranai se surpreende ao ver o semblante sério e determinado do mesmo, enquanto pergunta um pouco ressabiada:

– Você tem dinheiro?

– Sim.

– Você sabe quanto cobro por meus serviços?

– Sim.

– Então, vamos localiza-lo.

Nisso, Kuririn observa que ela fazia alguns movimentos com a mão e o globo dela estava opaco, embora tentasse surgir algumas imagens ofuscantes, até que ela cessa e fala:

– Não consigo ver nada.

– Onde se encontrava pela última vez?

– Terá que pagar de novo.

– Não.

– Como assim? – ela estreita os olhos, perigosamente.

– Eu pedi para localizá-lo, certo? Eu não disse quando, se era no presente ou futuro. Logo, não cumpriu com o meu pedido, pois, em algum momento, ele esteve em algum lugar. Estou pedindo a localização e não se o encontra ou não.

Muten fala com um sorriso de canto, vendo a sua irmã ficar irada, sendo que Kuririn preferiu manter distância de ambos, pois, sentiu a áurea assassina dela para com o seu sensei e não era louco de ficar entre eles, preferindo manter uma distância segura deles.

– Seu bastardo! – ela exclama revoltada e irada, para em seguida voltar a se concentrar.