O pior desejo
13 Ruptura entre irmãos
Notas iniciais

Então, o globo mostra Goku caindo de um precipício em chamas, enquanto que uma jovem ao longe fugia em uma moto voadora, sendo que o eremita não conseguia vê-la direito, pois, a imagem estava borrada, embora que Uranai identificou a jovem, imediatamente, e exibiu um discreto sorriso.
Então, o globo mostra as roupas queimadas dele, assim como seu ferimento, após bater a cabeça na encosta, enquanto caía na mesma, para em seguida ser levado pela correnteza, até ser arrastado para um leito e frente a tal visão, o coração de Kame-sennin se restringi.
Então, Uranai e Kuririn ficam surpresos ao verem ele se aproximar de algo metálico, com o mesmo desenterrando, vendo uma espécie de baú, onde Goku, nu, tira uma roupa, sendo visível em sua face a confusão e estranham o fato que lembra uma armadura, com o jovem colocando uma espécie de roupa colante antes da armadura, para depois, caminhar com dificuldade até a outra parte do terreno, onde retira da terra, cavando, uma espécie de nave oval, sendo que o eremita avista a Nyoiboi que havia dado a Gohan e que ele estava segurando.
Então, observam que o jovem cai dentro da nave, juntamente com o bastão e em seguida, vem dentro da mesma, que ele digitou algo, sendo que notavam que ele estava desorientado, com Muten percebendo o ferimento na cabeça que sangrava, consideravelmente, evidenciando que fora bem severo com todos os presentes identificando claramente o objeto como uma nave espacial e a mesma parte velozmente do planeta, enquanto que a visão do passado cessa.
– Ele tinha uma cauda! E aquilo era uma nave espacial! – Kuririn exclama boquiaberto.
– Por mais que não queria identificar, de fato, é uma nave.
Muten fala pensativo, sendo que se recorda do segredo que Gohan contou a ele, que uma criança com cauda chegou em uma nave e usava uma espécie de armadura, além de ser muito agressivo.
Por causa disso, teve que lutar contra o mesmo para aplaca-lo, sendo que conseguiu derrota-lo, enquanto que Gohan contou que ele comia selvagemente e não falava a linguagem deles, sendo que decidiu chama-lo de Goku, ao adotá-lo como neto.
Inicialmente, era agressivo, mas, com o tempo, foi ficando mais calmo, segundo ele, sendo que havia confessado que adorava lutar e que ficava feliz quando fazia isso, além de ter uma vasta área da floresta para explorar.
Kame-sennin acreditava que o coração imensamente gentil e amável de Gohan, conseguiu “domar” a agressividade desse alienígena ao longo dos anos, uma vez que era uma criança, sendo que nunca poderia contar a alguém.
Afinal, havia jurado manter segredo, pois, Gohan temia que alguém ou algum grupo quisesse capturá-lo por ser um uchiyoujin (extraterrestre).
– Queria saber quem foi que fez isso com o Goku. – ele comenta, irado – Quem foi que ele estava perseguindo e que o fez se ferir. Essa pessoa não pode ficar impune após tal ato, perverso e cruel.
– Que horas são? – pergunta para o seu atendente fantasma.
– Quinze horas, Uranai baba-sama.
– Preciso ligar para alguém, já volto.
Nisso, se afasta, sem deixa-los falar mais nada, enquanto ela sorria e muito frente a tal descoberta, inusitada.
Distante dali, Bulma estava no laboratório, trabalhando em seu mais novo projeto, uma vez que preferia ocupar a mente com o trabalho, para que não corresse o risco de se lembrar de seus atos vergonhosos e igualmente insanos ao ver dela, que a faziam se deprimir, ainda mais, perante o fato de ter assassinado uma inocente, ao ponto de desejar ficar cansada, ao nível do esgotamento, para que pudesse dormir, sem recordar nenhum dos acontecimentos depressivos.
Ao mesmo tempo, precisava continuar com o que normalmente fazia quando saía, assim como para flertar com algum rapaz, para que a sua família não desconfiasse que houvesse algo de errado com ela, uma vez que sempre adorou fazer compras em shoppings e normalmente, ia junto com a sua mãe, forçando um sorriso e falsa animação, além de participar de festas que os seus pais davam, assim como devia passar algumas horas na piscina.
Porém, somente quando mergulhava a mente em algum projeto, assim como a criação de algo, conseguia distrair satisfatoriamente a sua mente.
Então, enquanto digitava uma sequência de códigos em uma matriz, assim como verificava as linhas de comando, uma empregada robótica entrega um telefone móvel e quando ela atende, fica tensa ao ouvir a voz de Uranai baba.
– Boa tarde, jovem Briefs.
– Boa tarde, Uranai baba-sama.
– É bom saber que se recorda de como deve me chamar... Imagino que queria saber o motivo da minha ligação.
Bulma agarrava desesperada o telefone com as duas mãos, enquanto tremia, como se a sua vida dependesse disso, sendo que pergunta, apavorada:
– A Red Ribbon foi procurar a localização das Dragon Balls?
– Não. Por enquanto, não. Mas, temos outro problema.
– Qual? – ela arqueia o cenho.
– Certo conhecido meu, pediu para eu procurar um jovem de cabelos espetados e cauda que vivia em uma montanha, há milhares de quilômetros da civilização. Quando busquei o passado desse jovem, ele caiu em um precipício repleto de chamas, enquanto que uma garota de cabelos azuis se afastava em uma aero moto. Ele não soube identificar quem era, mas, eu sim... Acredito que saiba do que estou falando. – Uranai falava lentamente, com uma voz falsamente gentil, podendo sentir a tensão da jovem cientista do outro lado da linha.
Bulma sente o sangue gelar, enquanto a cor é drenada de seu corpo, pois, por mais que quisesse esquecer, nunca conseguiria esquecer os desatinos e os atos vergonhosos que cometeu, enquanto estava obcecada pelas esferas e que somente após analisar seus atos, quando matou uma inocente aterrorizada em uma vila que vivia o terror do aparecimento de um monstro, a fez despertar de tal busca insana a mesma.
Ela agarra o telefone, mas, não consegue falar nada, sentindo que a voz lhe falhava, até que Uranai fala:
– Bem, digamos que quem está procurando a jovem que fez isso é poderoso, além de possuir um interesse pessoal em descobrir quem fez tal ato com o neto de seu melhor amigo. Acredito que não preciso dizer mais nada. – ela fala com uma voz falsamente preocupada.
– Não precisa... Quanto a senhora deseja para não revelar que fui eu?
– Será junto com o pagamento mensal. Agora você pagará por duas sessões no valor de vinte milhões de zenis.
Quando Uranai revela a quantia, fica surpresa, pois, era um valor considerável, embora que para uma arquimilionária como ela, não era nada.
Mesmo assim, era horrível viver sendo extorquida por uma velha vidente, que queria enriquecer e que pouco se importava com a Terra, como demonstrou, quando soube que a Red Ribbon desejava juntar as Dragon Balls, não se importando com o destino dos humanos.
Porém, não era nenhuma novidade, pois tudo o que Uranai queria era dinheiro, ao ver dela e não tinha qualquer escrúpulo.
Então, ela sorri amargamente e pensa, consigo mesma:
“Ela não tem escrúpulos... Mas, quem sou eu para criticá-la? Justo eu, que possuo tais máculas em meu passado? Que direito eu tenho de fazer isso? Nenhum. A única coisa que sei, é que a meu ver, foi a pior coisa que aconteceu em minha vida quando descobri sobre as Dragon Balls. Senão tivesse encontrado aquela maldita esfera no porão, nada disso teria acontecido. Não teria roubado e ferido um inocente, assim como matei outro, enquanto estava apavorada, sendo que a senhora estava mais aterrorizada do que esta Bulma.”
– Aceito... creio que nem precisava perguntar.
– De fato... Sei o quanto deseja o meu silêncio. Pois bem, você o comprou. Até um próximo dia, jovem Bulma.
– Até, Uranai baba-sama.
Ela responde em um tom de voz submisso, forçado, enquanto sentia uma intensa raiva de Uranai, pois, viveria chantageada por ela até o final de seus dias, pelo que suspeitava.
Então, a ligação é encerrada, enquanto a jovem cientista segurava firmemente o telefone, como se pudesse quebra-lo com a mão, até que a mãe dela surge no corredor, com o seu usual semblante sorridente e ao ver a face da filha, assim como o tremor dela, seu rosto muda para o de preocupação e pergunta:
– O que houve minha filha? Mama está preocupada com você.
Bulma responde, ao pensar em uma desculpa plausível para seu humor, enquanto entregava o telefone para a criada robótica:
– Nada, mama... Apenas um ex-namorado, irritante, que se recusa a aceitar o término do nosso namoro.
– Esses homens... Demoram em aceitar as coisas... – ela fala com a voz penosa, para depois retornar ao seu semblante feliz usual — Quer um chazinho? A sua mama acabou de fazer. Também comprei um bolo maravilhoso de uma confeitaria que abriu recentemente, aqui perto.
Ela pergunta sorridente e Bulma sorri, pois, adorava a mãe, apesar de terem alguns atritos. Ou melhor, seria dizer ela, pois, a genitora não se alterava e apenas ria ou fazia comentários impróprios, sem querer, pois, não notava o ambiente ou o fato que a conversa seria intragável.
Sim, de fato, se irritava às vezes, mas, mesmo assim, a amava e naquele momento, tudo o que queria era a presença materna para confortá-la, decidindo que somente voltaria a máquina que estava construindo no dia seguinte.
Há centenas de quilômetros dali, no meio do deserto, Uranai volta para junto de Muten e Kuririn e fala:
– Não vou realizar esse serviço.
– Mas, vou pagar o extra. – Kame- sennin fala alarmado.
– E quem vai pagar as duas consultas que eu fiz pelo preço de uma? Hein? – ela pergunta irritada, com as mãos na cintura.
– Se eu pagar as duas consultas e não somente uma, assim como essa terceira, poderia ver quem fez isso?
Uranai ficou surpresa pela dedicação dele, ainda mais por um garoto que não conhecia, pessoalmente, por que ele era neto de seu melhor discípulo e amigo.
Porém, não podia permitir que ele descobrisse quem era, pois, Bulma Briefs pagava duas sessões caríssimas a cada mês. Era muito dinheiro e não podia perder essa chance.
Ademais, ao pensar em Gohan, não sabia como iria falar ao mesmo que não sabia se o seu neto estava vivo ou não, após a nave dele sair da Terra, assim como tudo o que aconteceu com ele.
Afinal, ela adorava lutadores poderosos de artes marciais. Portanto, Gohan possuía o seu profundo respeito.
Já, em relação a seu irmão mais novo, não possuía qualquer respeito, apesar de ser um artista marcial e mestre, pois, havia certos acontecimentos passados que pesavam em sua relação estremecida com ele, além de considera-lo um vagabundo pervertido.
– Considere um castigo por ter feito isso com a sua irmã mais velha. – ela fala com um sorriso vitorioso, enquanto que Kame-sennin se desesperava – Agora, pague a sessão ou enfrente as consequências.
– Como assim?
– Ora... meu irmãozinho... você acha que não me precavi contra caloteiros? Homens!
Nisso, surgem vários guerreiros e havia alguns na frente dos vários guerreiros que surgiram. Um deles parecia um vampiro, o outro uma múmia e havia um que era um demônio com asas.
– Permita-me apresentar os meus melhores guerreiros. Este é o Homem-Drácula, já, Suke-san, é o homem invisível, por isso, vocês não conseguem vê-lo, tem também a Múmia e por último, o mais famoso, o demônio Akkuman, que consegue usar a temível técnica Akuma ito Kousen. Devo confessar que considero uma morte bem dolorosa, quem é atingido por essa técnica, mesmo que tenha apenas uma minúscula centelha de maldade ou perversão.
– Akkuman e a terrível técnica Akuma Ito Kousen?! Você usaria isso no seu otouto? – ele pergunta estarrecido, não reconhecendo Uranai.
Sabia melhor do que ninguém que a sua irmã mais velha sempre teve um grande amor pelo dinheiro, ao ponto de lembra-lo, sempre que se viam, do empréstimo de uma quantia praticamente irrisória, sendo que havia se passado nada menos do que trinta anos.
Porém, não era tão cruel, assim como fria, capaz de matar o seu próprio irmão, por saber que ele não poderia fazer nada contra a técnica Akuma Ito Kousen, caso fosse atingido.
– Quer me testar?- ela pergunta, friamente.
– Você não faria isso.
– Bem, então vai arriscar o seu jovem discípulo? Ele não é ninguém para mim e percebo que ele tem pensamentos inferiores. Você teria que lidar com os outros guerreiros e o Akuma Ito Kousen iria fazer o trabalho nele.
Ele olha para Kuririn, que estava apavorado, pois, de fato, tinha pensamentos impuros, enquanto que o mestre dele fica irado com o comportamento da sua irmã mais velha:
– Quando se tornou essa mulher, Uranai?
– Ultimamente, surgiam muitas pessoas que não pagavam pelos meus serviços e claro, eu sou fraca. Portanto, passei a contratar guerreiros, não só para lutar. Os melhores lutam e os demais, eu pago para resolver o problema com os caloteiros... Bem, o que irá fazer? Você pode se defender, mas, ele não.
Kame-sennin observa os lutadores e sabia que o maior perigo era o Akuma Ito Kousen. Se ele ou Kuririn fossem atingidos, não teriam qualquer chance e tinha que decidir pela segurança de seu discípulo.
Afinal, não sabia onde estava Gyumao e já havia perdido um discípulo e o neto do mesmo. Não podia permitir que Kuririn morresse, por ter deixado a animosidade entre irmãos, assim como a sua mesquinharia, nortearem seus atos para com Uranai.
Ele suspira e fala:
– Quanto lhe devo?
Ela fala a quantia e ele paga, para depois sair dali, falando:
– Não tenho mais irmã e peço para que me esqueça como irmão. Nunca mais nos veremos.
– Que seja.
Ela fala friamente, sem titubear, enquanto que Kuririn não sabia o que falar, enquanto que se chateava ao ver que a briga deles, seria, provavelmente, para o resto de suas vidas.
Mais a frente, ele fala, envergonhado:
– Perdoe-me Muten Roshi-sama... Se eu fosse um discípulo mais poderoso, eu...
O sennin afaga a cabeça de seu discípulo, que olha para Kame-sennin, que suspira e fala:
– Não fique assim, Kurirn. Ela sempre foi gananciosa e acredito que ganhou muito dinheiro e que isso subiu a sua cabeça, digamos assim. Mas, os seus atos e ações... Não há qualquer volta. Nossa relação sempre foi estremecida, sabe? Portanto, não se culpe.
Mas, Kuririn se culpava e decidiu que iria se dedicar ao máximo em ser o discípulo mais poderoso dele para honrá-lo, para que o seu mestre não tivesse que enfrentar a mesma situação instante antes, com ele o superando, para animá-lo e assim agradece-lo por ter lhe treinado, além de ter decidido aprender o quanto antes a lançar o Kame Hame Ha.
Há milhares de quilômetros dali, um jovem de dezesseis anos treinava arduamente, acompanhado de seu melhor amigo, que o incentivava, sendo que naquele instante, estava fazendo flexão com apenas um dedo, tendo pilhas de pedras em suas costas.
O jovem guerreiro careca possuía um olho adicional na testa e se chamava Tenshinhan. O que estava ao lado dele, torcendo por ele, era Chaoz.
– Vamos, Ten-san! Só faltam mais duzentas flexões. Você já fez trezentas.
– Eu vou conseguir, Chaouz e irei mostrar ao meu sishio que posso aprender a técnica Kikouhou!
– Com certeza você vai conseguir Ten-san!
Tenshinhan sorri, pois, naquele lugar, ele era seu único amigo, assim como sempre o estimulava a superar os seus limites e acreditava que senão fosse pelo seu amigo, não teria conseguido chegar tão longe no treinamento, assim como suportá-lo, desde que era pequeno.
Enquanto isso, seu sishio, Tsuru, estava dentro da casa, conversando com o otouto dele, Tao Pai Pai, que havia aparecido para uma visita inesperada e igualmente agradável para Tsuru, que ficou feliz em rever seu irmão mais novo.
– Fico feliz que tenha me visitado, otouto. Que bons ventos o trazem? – ele pergunta, servindo a si mesmo e o seu irmão com uma bebida alcóolica.
– Vim trazer uma notícia excelente. Inclusive, irá auxiliar Tenshinhan no que ele almeja ser, além de dar uma quantia maravilhosa.
– Sério? E qual é a notícia? Agora estou curioso. – ele fala, entornando mais um gole da bebida.
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