O pai do meu bebê
56 Renesmee
A dor inicial deu espaço para o prazer. Sinto Jacob confortável dentro de mim, como se esse fosse o lugar onde qual ele pertencesse, minhas mãos deslizam pelas suas costas largas e nuas e as arranho sem pudor algum, ele geme eu meu pescoço e me fode com força , o carinho ja não existe mais depois que o pau dele me rompeu. Fechou os olhos e prendo as pernas em torno dele , ele cola a testa na minha e abro os meus olhos encontrando os dele.
- Eu te amo! Ele sussurra quebrando de vez minhas estruturas, eu queria responder mas tive medo, apenas sorri e o beijei abafando nossos gemidos, então o orgasmo veio, intenso, forte, e o quarto se resumiu ao som dos nossos gemidos.
O tempo parecia desacelerar dentro daquele quarto. O mundo lá fora deixou de existir enquanto nos perdíamos um no outro, entre beijos demorados, carícias e sussurros quase inaudíveis. Senti uma mistura intensa de emoção e vulnerabilidade, mas também que estavamos ligados de uma forma que até aquele momento eu ainda não havia percebido.
Ficamos deitados em silêncio por um tempo depois de tudo. Meu corpo ainda estava quente e relaxado, e a respiração de Jacob se misturava com a minha enquanto eu permanecia encostada no peito dele. O quarto estava quieto, iluminado apenas pela luz suave que entrava pela janela. Eu podia ouvir o som distante da cidade lá fora, mas naquele momento parecia que estávamos em um pequeno mundo separado de todo o resto. A mão dele descansava nas minhas costas, fazendo um carinho lento e distraído, como se também estivesse tentando guardar aquele momento na memória.
Passei os dedos de leve pelo peito dele, acompanhando o movimento da respiração dele enquanto tentava organizar os pensamentos que ainda giravam na minha cabeça. Era estranho pensar que, a dois meses, eu estava discutindo com meu pai sobre uma gravidez inesperada e tentando entender o que fazer da minha vida. Agora eu estava ali, deitada ao lado de Jacob, com uma sensação de calma que parecia quase impossível depois de tudo que aconteceu.
Soltei um pequeno suspiro antes de falar.
– Sabe… eu nunca imaginei que minha vida mudaria tanto em tão pouco tempo.
Jacob abaixou o olhar para mim, curioso com o tom da minha voz.
– Mudaria como?
Virei um pouco o rosto para conseguir encará-lo melhor.
– Tudo – respondi, com um pequeno sorriso meio incrédulo. – Eu não tinha plano nenhum de ter um bebê agora. Muito menos de ficar noiva… e definitivamente nunca pensei que acabaria indo morar em uma fazenda.
Ele soltou uma risada baixa ao ouvir aquilo, mas não parecia ofendido. Pelo contrário, parecia até achar graça da situação.
Depois de alguns segundos em silêncio, Jacob ficou um pouco mais sério e perguntou com cuidado:
– Você se arrepende de alguma dessas escolhas?
A pergunta ficou suspensa no ar por um instante. Eu sabia que aquilo era importante para ele, e também sabia que ele precisava ouvir a verdade.
Balancei a cabeça devagar.
– Não… eu não me arrependo.
Passei a mão pelo cabelo dele enquanto continuava.
– Eu só… não planejei nada disso. Sempre imaginei minha vida acontecendo em outra ordem. Faculdade primeiro, trabalho, independência… depois, muito depois, talvez uma família.
Jacob continuou me ouvindo em silêncio, atento a cada palavra.
– Mas mesmo assim – continuei –, isso não significa que eu esteja triste com o que aconteceu. Só significa que tudo chegou antes do que eu imaginava.
Ele ficou alguns segundos pensativo antes de responder. Então falou algo que me fez levantar um pouco a cabeça para encará-lo melhor.
– Sobre morar na fazenda… – disse ele. – Eu andei olhando alguns imóveis em Seattle.
Por um instante achei que tinha ouvido errado.
– Espera… o quê?
Jacob sorriu levemente diante da minha surpresa.
– Alguns apartamentos e casas pequenas – explicou ele com calma. – Nada muito grande. Só lugares que poderiam funcionar bem para nós.
Eu me apoiei no cotovelo, olhando para ele com atenção.
– Você está falando sério?
– Estou.
Balancei a cabeça, ainda tentando entender.
– Jacob… você mudaria a sua vida assim? Quer dizer… a fazenda é sua família, seu trabalho, tudo o que você construiu.
Ele deu de ombros de um jeito tranquilo, como se aquilo não fosse tão complicado quanto eu estava imaginando.
– A fazenda caminha sem mim por um tempo. Billy está lá, Sue ajuda em tudo, e os caras que trabalham comigo sabem exatamente o que fazer.
Ele fez uma pequena pausa antes de completar, olhando diretamente nos meus olhos.
– Nessie, eu não estou preso àquele lugar. Eu gosto da fazenda, claro… mas o que eu realmente quero é ver você e o nosso filho bem.
Senti meu peito apertar um pouco ao ouvir aquilo.
– Se você for mais feliz em Seattle, perto do hospital, da faculdade, da vida que você imaginou para si mesma… então é lá que eu quero estar também.
Por um instante fiquei sem palavras. Aquilo não parecia uma promessa vazia. Ele estava falando com uma naturalidade que mostrava que já tinha pensado bastante sobre o assunto.
Aproximei-me mais dele na cama e passei a mão pelo rosto dele, sentindo um sorriso surgir sem que eu percebesse.
– Você sabe que acabou de me surpreender muito agora, não sabe?
Jacob riu baixo.
– Estou começando a perceber.
Eu não disse mais nada. Apenas me inclinei e beijei seus lábios devagar, deixando aquele beijo dizer tudo o que eu não conseguia colocar em palavras naquele momento.
Acordei devagar, ainda envolvida naquela sensação de calma que tinha tomado conta de mim na noite anterior. Por alguns segundos fiquei apenas deitada, olhando para o teto do quarto enquanto tentava entender que horas eram e onde exatamente eu estava. Então a lembrança da noite anterior voltou inteira à minha mente, trazendo junto um pequeno sorriso involuntário.
Virei o rosto para o lado da cama onde Jacob deveria estar.
Mas o espaço estava vazio.
O travesseiro ainda estava levemente afundado, mas ele já não estava ali. Franzi a testa, um pouco confusa, e me sentei na cama puxando o lençol para me enrolar nele. O quarto estava silencioso e a luz da manhã atravessava as cortinas, iluminando parte da cama.
Foi então que percebi algo na mesinha ao lado.
Havia uma rosa vermelha ali.
Inclinei-me um pouco e peguei a flor com cuidado. Preso ao caule havia um pequeno bilhete dobrado. Meu coração deu um pequeno salto de curiosidade enquanto eu abria o papel.
A letra de Jacob era grande e um pouco torta, mas fácil de reconhecer.
"Bom dia, Nessie.
Precisei sair cedo para resolver uma pendência de última hora com o Paul. Não quis te acordar porque você estava dormindo tão tranquila que parecia injusto interromper.
Venho te buscar às 9 horas.
Jake."
Soltei um pequeno suspiro enquanto terminava de ler. Um sorriso apareceu no meu rosto antes mesmo que eu percebesse.
– Idiota… – murmurei para mim mesma, mas sem qualquer irritação na voz.
Levei a rosa até o nariz e senti o perfume leve da flor antes de colocá-la de volta na mesa. Levantei-me da cama ainda enrolada no lençol e caminhei até o banheiro.
Alguns minutos depois eu já estava mergulhada na banheira, deixando a água morna relaxar meu corpo. Apoiei a cabeça na borda e fechei os olhos por um instante, lembrando da noite anterior e de tudo o que tínhamos conversado. A vida realmente tinha mudado rápido demais… mas, pela primeira vez, aquilo não me assustava tanto.
Foi então que meu celular começou a tocar sobre a pia.
Estiquei o braço para pegá-lo e sorri ao ver o nome de Jacob na tela.
Atendi.
– Bom dia – Falei apoiando o telefone no ouvido.
Do outro lado da linha, a voz dele veio acompanhada de um pequeno suspiro.
– Bom dia… ou talvez eu devesse começar pedindo desculpa.
Soltei uma pequena risada.
– Pelo bilhete?
– Também – respondeu ele. – Mas principalmente por ter saído sem falar com você.
Encostei a cabeça novamente na borda da banheira.
– Jacob, você deixou uma rosa e um bilhete. Acho que isso compensa um pouco.
Ele riu do outro lado da linha.
– Eu pensei em te acordar, sabia? Cheguei até a sentar na beira da cama… mas aí olhei para você e desisti.
Franzi levemente a testa, curiosa.
– Por quê?
A resposta dele veio com um tom divertido.
– Porque você estava dormindo tão linda que eu achei que seria um crime interromper aquilo.
Balancei a cabeça, rindo baixo.
– Você está exagerando.
– Não estou não – respondeu ele imediatamente. – Seu cabelo estava todo bagunçado no travesseiro e você estava abraçada no meu braço como se ele fosse um travesseiro extra.
Senti meu rosto esquentar um pouco ao imaginar a cena.
– Agora você está inventando coisas.
– Eu juro que não estou – disse ele, ainda rindo. – Fiquei alguns minutos ali só olhando para você antes de sair.
Suspirei, sentindo um calor confortável no peito.
– Você podia ter me acordado.
– Podia… – respondeu ele. – Mas achei que você precisava descansar depois de tudo.
Houve um pequeno silêncio confortável entre nós antes de ele continuar:
– Como você está?
Olhei para a água da banheira, passando a mão de leve sobre a barriga.
– Estou bem… na verdade estou melhor do que imaginei que estaria.
– Que bom ouvir isso.
Sorri.
– E você? Resolveu sua pendência misteriosa com o Paul?
Jacob soltou um pequeno suspiro dramático.
– Ainda estou resolvendo… mas prometo que às nove horas eu apareço aí para te buscar.
– Eu vou estar pronta.
– Não precisa ter pressa – disse ele. – Só… toma café da manhã antes de sair do quarto, ok?
Ri baixo.
– Está tentando mandar em mim já?
– Não – respondeu ele em tom divertido. – Só estou tentando cuidar de você.
Balancei a cabeça, sorrindo.
– Então é melhor você vir logo me buscar, senhor cuidadoso.
Ele riu.
– Estarei aí antes do que você imagina.
Antes de desligar, ainda ouvi a voz dele um pouco mais suave.
– Nessie?
– Sim?
– Eu gostei muito da noite de ontem.
Meu sorriso voltou imediatamente.
– Eu também, Jake.
E então a ligação terminou, deixando o banheiro silencioso outra vez, mas agora com meu coração estranhamente mais leve.
Terminei de fechar minha bolsa de viagem sobre a cama e olhei ao redor do quarto pela última vez. O lugar ainda guardava aquela calma da manhã, com a luz entrando pelas cortinas e iluminando o carpete claro do chão. Era estranho pensar que eu tinha chegado ali na noite anterior com a cabeça cheia de dúvidas e agora estava prestes a sair para uma nova etapa da minha vida.
Passei os olhos pelo quarto mais uma vez para ter certeza de que não estava esquecendo nada quando ouvi o som da porta sendo aberta atrás de mim.
Virei-me na mesma hora.
Jacob entrou no quarto com o mesmo jeito tranquilo de sempre, mas havia algo no sorriso dele que fez meu coração acelerar um pouco. Talvez fosse só a lembrança da noite anterior, ou talvez fosse o simples fato de que agora tudo entre nós parecia mais próximo, mais real.
Um sorriso escapou dos meus lábios antes mesmo que eu percebesse. Caminhei na direção dele sem pensar muito.
– Bom dia de novo – falei.
Jacob fechou a porta atrás de si e me olhou de cima a baixo por um instante, como se estivesse verificando se eu estava realmente pronta.
– Demorei muito? – perguntou ele, aproximando-se.
Balancei a cabeça com suavidade e dei mais um passo até ficar bem perto dele.
– Não – respondi, com um sorriso.
Antes que ele dissesse qualquer outra coisa, me inclinei um pouco e selei os lábios dele em um beijo rápido e carinhoso. Jacob pareceu surpreso por um segundo, mas logo sorriu daquele jeito torto que sempre me fazia rir também.
– Bom saber – disse ele. – Porque o Paul está lá embaixo no carro esperando a gente.
– Paul veio com você? – perguntei, pegando a alça da bolsa.
Jacob assentiu.
– Ele insistiu em dirigir.
– Isso me preocupa um pouco – brinquei.
Jacob soltou uma pequena risada enquanto pegava minha mala.
Caminhamos alguns passos pelo quarto antes que outra dúvida surgisse na minha cabeça.
– E o Billy? – perguntei. – E a Sarah?
Jacob abriu a porta, mas respondeu antes de sairmos.
– Eles já foram para a fazenda.
Franzi levemente a testa.
– Já?
Ele assentiu enquanto começávamos a caminhar pelo corredor do hotel.
– Sarah disse que precisava preparar algumas coisas para a sua chegada.
Parei de andar por um instante, surpresa.
– Preparar coisas? Jacob, ela não precisava se incomodar com isso.
Ele virou-se para mim com um sorriso divertido.
– Nessie… você ainda não percebeu?
Cruzei os braços, curiosa.
– Percebi o quê?
– A Sarah adora você – respondeu ele com naturalidade. – Foi amor a primeira vista.
Balancei a cabeça, meio sem graça.
– Não exagera… ela não precisava fazer tudo isso.
Jacob deu de ombros enquanto caminhava novamente.
– Não adianta discutir com ela. Quando decide cuidar de alguém, ela simplesmente faz.
Depois ele inclinou um pouco a cabeça, me olhando de lado com um sorriso provocador.
– Na verdade… estou começando a achar que vou ter que disputar atenção.
– Como assim? – perguntei, rindo.
Ele colocou a mão sobre o peito de forma dramática.
– Acho que ela vai paparicar você mais do que a mim.
Soltei uma risada.
– Você está com ciúmes da sua própria mãe?
– Talvez, um pouco – respondeu ele com um sorriso.
Balancei a cabeça, divertida.
– Você é bobo.
Jacob parou de andar de repente, fazendo com que eu quase esbarrasse nele. Antes que eu pudesse perguntar o que ele estava fazendo, ele me puxou pela cintura, trazendo-me contra o peito dele.
– Bobo, é? – murmurou ele.
Senti o calor do corpo dele tão perto que meu coração acelerou novamente. Ele não me deu tempo para responder. Apenas inclinou o rosto e me beijou de novo, desta vez de um jeito mais demorado, como se estivesse aproveitando aquele pequeno momento antes de voltarmos para o mundo lá fora.
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