O pai do meu bebê
80 Jacob
Meu coração pareceu parar por alguns segundos.
Olhei para Embry e, pela expressão dele, percebi que não havia sido apenas uma frase perdida no meio da discussão. Ele tinha ouvido exatamente o que Lucy dissera. O silêncio que se instalou entre nós foi pesado, daqueles que parecem durar muito mais do que realmente duram. Eu conhecia meu irmão desde criança. Sabia reconhecer cada mudança em seu rosto, e nunca o tinha visto completamente sem reação daquela maneira.
— Embry... — comecei a dizer, dando um passo na direção dele. — Não é assim...
Minha intenção era ganhar alguns segundos. Eu precisava pensar. Precisava encontrar uma forma de explicar um segredo que meus pais passaram a vida protegendo. Mas Lucy não me deu essa oportunidade.
Ela olhou diretamente para Embry.
— Ele não vai contar porque prometeu guardar o segredo da família.
Meu estômago revirou.
— Lucy, cala a boca.
Minha voz saiu firme, carregada de um tom que até eu raramente usava.
Ela me ignorou completamente.
— Você passou a vida inteira acreditando que ninguém sabe sua origem.
Embry permaneceu imóvel.
Seus olhos alternavam entre mim e Lucy, procurando em algum lugar uma reação que desmentisse aquilo.
— Seu pai é Billy Black.
As palavras saíram frias.
Sem hesitação.
Sem qualquer preocupação com as consequências.
— E sua mãe é a Sue.
Embry não disse absolutamente nada.
Apenas deu mais um passo para trás, como se o próprio corpo recusasse aquela realidade.
Voltou os olhos para mim.
Naquele olhar havia confusão, incredulidade e uma pergunta silenciosa que eu nunca quis responder daquela maneira.
Eu sabia exatamente qual era.
Era verdade?
Fechei os olhos por um breve instante.
Quando os abri novamente, senti uma raiva que há muito tempo não experimentava.
Virei-me para Lucy.
— Você passou de todos os limites.
Ela cruzou os braços.
— Eu apenas contei a verdade.
— Não.
Balancei a cabeça, incapaz de controlar a indignação.
— Você destruiu uma família por vingança.
Ela abriu a boca para responder, mas eu já não queria ouvir mais nenhuma palavra.
Olhei novamente para Embry.
— Irmão...
Minha voz saiu mais baixa.
— Me escuta.
Ele continuava completamente parado.
Depois passou a mão pelo próprio rosto, respirando com dificuldade, como se tentasse acordar de um pesadelo.
Sem dizer uma única palavra, virou-se e caminhou rapidamente até o piquete mais próximo.
Meu coração disparou.
— Embry!
Ele não respondeu.
Um dos cavalos já estava selado para o treinamento da tarde. Embry soltou a guia com movimentos bruscos, montou praticamente de um salto e puxou as rédeas com força.
— Embry!
Gritei outra vez.
Dessa vez ele sequer olhou para trás.
O cavalo arrancou em alta velocidade pela estrada de terra, levantando uma nuvem de poeira atrás de si.
Por um instante permaneci imóvel.
Depois voltei minha atenção para Lucy.
Ela ainda estava parada exatamente no mesmo lugar.
Meu olhar encontrou o dela.
— Isso não vai ficar assim.
Não esperei resposta.
Corri na direção dos estábulos.
Sam apareceu na porta justamente quando me viu passar.
— Jake! O que aconteceu?
Nem parei para explicar.
— Depois eu conto!
Peguei o primeiro cavalo que encontrei preparado para montaria. Soltei a corda com mãos apressadas, subi na sela quase sem perceber o movimento e pressionei os calcanhares contra o animal.
O cavalo disparou imediatamente.
Enquanto atravessava a fazenda, meus olhos procuravam qualquer sinal de Embry ao longe. A poeira levantada pelo galope ainda era visível na estrada principal, indicando o caminho que ele havia seguido.
Apertei ainda mais as rédeas.
Meu medo já não era apenas pelo segredo que acabara de ser revelado.
Embry crescera acreditando em uma história durante toda a vida.
Em poucos segundos, Lucy havia destruído essa história da forma mais cruel possível.
E eu não fazia ideia do que meu irmão seria capaz de fazer depois de descobrir a verdade.
Conduzi o cavalo o mais rápido que consegui pelos caminhos da fazenda. Passei pelos piquetes, pelos galpões, pela estrada que levava ao riacho e pelo campo onde costumávamos treinar os animais mais jovens, mas não encontrei sinal de Embry. Quanto mais o tempo passava, mais minha preocupação aumentava. Eu o conhecia o suficiente para saber que, quando precisava pensar, costumava cavalgar sozinho por horas. O problema era que ele jamais fazia isso depois de receber uma notícia capaz de destruir tudo o que acreditava sobre a própria vida.
Resolvi voltar para a casa principal.
Talvez ele tivesse retornado por outro caminho.
Talvez quisesse conversar com Billy.
Ou com Sarah.
Qualquer uma daquelas possibilidades era melhor do que imaginá-lo cavalgando sem rumo enquanto tentava entender quem realmente era.
Assim que a mansão surgiu diante de mim, meu coração desacelerou por um instante.
O cavalo de Embry estava amarrado próximo à varanda.
Soltei um longo suspiro.
— Graças a Deus...
Pensei que tivesse chegado antes de mim.
Desci do cavalo quase correndo, amarrei as rédeas sem me preocupar muito com a organização e subi os degraus da varanda em passos apressados. Abri a porta da frente sem bater.
Billy e Sarah estavam na sala.
Os dois interromperam a conversa no mesmo instante em que entrei.
Billy foi o primeiro a perceber meu estado.
— Jacob... o que aconteceu?
Olhei rapidamente ao redor da sala.
— Cadê o Embry?
Meu pai franziu a testa.
— O Embry?
Assenti, respirando com dificuldade por causa da corrida.
— Ele está aqui?
Billy balançou a cabeça lentamente.
— Não.
Meu estômago afundou.
— Como assim, não?
— Ele não voltou para casa.
Olhou para mim com expressão confusa.
— Vocês não estavam juntos?
Passei a mão pelos cabelos, tentando organizar os pensamentos.
Sarah levantou-se do sofá.
— Jacob...
Ela caminhou até mim.
— O que aconteceu? Por que você está desse jeito?
Olhei para minha mãe.
Nunca imaginei que aquele momento chegaria.
Muito menos daquela forma.
Respirei fundo.
— O Embry sabe.
Vi sua expressão mudar imediatamente.
Ela ainda não havia entendido.
— Sabe o quê?
Engoli em seco.
— Ele sabe de tudo.
O silêncio tomou conta da sala.
Continuei antes que me faltasse coragem.
— Ele sabe que é filho do Billy... e da Sue.
Sarah ficou completamente imóvel.
Toda a cor desapareceu de seu rosto.
Por alguns segundos, ela apenas me encarou, como se esperasse que eu dissesse que aquilo era algum mal-entendido.
Sua voz saiu quase num sussurro.
— Não...
Balancei a cabeça lentamente.
— A Lucy contou tudo.
As mãos da minha mãe começaram a tremer.
Ela levou uma delas até a boca, tentando conter a própria emoção.
— Meu Deus...
Billy permaneceu sentado, sem dizer uma única palavra.
Olhei para ele.
Meu pai parecia incapaz de reagir.
Os olhos estavam perdidos em algum ponto da sala, enquanto o peso de tantos anos de silêncio finalmente caía sobre seus ombros.
Sarah voltou a falar, agora com lágrimas escorrendo pelo rosto.
— Como ela soube?
Fechei os olhos por um instante.
— Eu também não sei.
Minha voz saiu carregada de frustração.
— Ela começou uma discussão comigo por causa da Renesmee. Quando percebeu que o Embry estava voltando... simplesmente contou.
A cada palavra que eu pronunciava, a expressão de Sarah se tornava mais desesperada.
Ela segurou o encosto do sofá para não perder o equilíbrio.
— Onde ele está?
Balancei a cabeça.
— Não faço ideia.
Olhei novamente para Billy.
— Quando ouviu a verdade, montou em um cavalo e saiu sem dizer uma palavra.
Meu pai finalmente ergueu os olhos.
A culpa estampada em seu rosto era impossível de esconder.
O sol já havia desaparecido havia muito tempo quando percebi que procurar Embry sozinho não faria mais sentido. Assim que deixei a casa, pedi para alguns peões se espalharem pela região. Conheciam aquelas estradas tão bem quanto eu e poderiam encontrá-lo mais depressa caso tivesse seguido por algum caminho diferente.
Mesmo assim, as horas passaram sem qualquer notícia.
Percorri praticamente toda a extensão da fazenda, passei pelo lago, pelas trilhas usadas para conduzir o gado e pelos campos onde costumávamos cavalgar quando éramos adolescentes. Parei em duas propriedades vizinhas para perguntar se alguém o havia visto. Ninguém tinha.
Cada resposta negativa aumentava minha preocupação.
Embry nunca desaparecia daquela maneira.
Podia passar horas cavalgando para espairecer, mas sempre avisava onde estava ou acabava voltando antes do anoitecer. Dessa vez era diferente.
Ele acabara de descobrir que toda a vida havia sido construída sobre uma mentira.
Enquanto dirigia lentamente pela estrada de terra, não conseguia tirar da cabeça a expressão que vi em seu rosto antes de montar naquele cavalo. Não era apenas surpresa. Era a sensação de alguém que, de uma hora para outra, deixava de reconhecer a própria história.
A luz dos faróis iluminava apenas alguns metros à minha frente quando ouvi o rádio da caminhonete chiar.
Peguei o aparelho imediatamente.
— Jake?
Reconheci a voz de um dos peões.
— Estou ouvindo.
— Acho que encontrei o patrão Embry.
Meu corpo inteiro ficou alerta.
— Onde ele está?
Do outro lado houve uma pequena pausa.
— No boteco do vilarejo.
Franzi a testa.
Aquilo definitivamente não era típico dele.
— Ele está bem?
O homem hesitou antes de responder.
— Bem... eu diria que não.
Meu aperto no volante aumentou.
— O que aconteceu?
— Está bêbado.
Olhei por alguns segundos para a estrada escura diante de mim.
Nunca, em toda a vida, vi Embry naquele estado.
— Consegue ficar de olho nele?
— Claro.
— Estou chegando.
Guardei o rádio e virei a caminhonete na primeira oportunidade.
O pequeno vilarejo ficava a menos de quinze minutos da fazenda. Durante todo o trajeto, tentei imaginar o que encontraria quando chegasse lá. Embry bebia muito pouco. Era um dos homens mais responsáveis que conhecia. Se estava naquele estado, era porque realmente havia perdido o controle.
Quando estacionei diante do boteco, alguns moradores conversavam do lado de fora.
Assim que me viram, abriram espaço.
Um deles apontou discretamente para o interior do estabelecimento.
O ambiente cheirava a bebida, madeira antiga e fumaça de cigarro, Embry estava sentado em uma das mesas do fundo.
Ou, pelo menos, tentava permanecer sentado.
Uma garrafa vazia descansava sobre a mesa, outra permanecia pela metade e um copo quase cheio estava escorado entre seus braços.
Aproximei-me devagar.
— Embry.
Ele levantou a cabeça lentamente.
Demorou alguns segundos para conseguir focar o olhar em mim.
Então sorriu de um jeito triste.
— Olha só...
Sua voz estava completamente alterada.
— Meu irmão resolveu aparecer.
Sentei-me na cadeira ao lado.
— Vamos para casa.
Ele soltou uma risada sem humor.
— Casa...
Repetiu a palavra como se ela tivesse perdido completamente o significado.
— Qual delas?
Fechou os olhos por um instante.
— A do meu pai...
Apontou para mim.
— Ou a da minha mãe?
Meu peito apertou.
— Embry...
Ele ergueu novamente o copo.
— Engraçado...
Balançou a bebida de um lado para o outro.
— Passei a vida inteira sem saber quem eu era.
Tentou beber mais um gole, mas a mão já não obedecia direito. O líquido acabou escorrendo pela mesa.
Levantei-me imediatamente.
— Chega.
Segurei o copo antes que ele tentasse outra vez.
— Vamos embora.
Embry tentou se levantar sozinho.
Deu apenas um passo antes de perder completamente o equilíbrio.
Consegui segurá-lo antes que caísse no chão.
Ele já não conseguia falar com clareza.
As palavras saíam desconexas, misturando perguntas sobre Billy, Sue, Sarah e o homem que acreditou ser seu pai adotivo durante toda a vida. Em alguns momentos parecia conversar comigo. Em outros, falava sozinho, como se tentasse organizar pensamentos que já não faziam sentido.
Dois peões que estavam no local aproximaram-se imediatamente.
— Deixa que a gente ajuda, patrão.
Assenti em silêncio.
Cada um segurou um dos braços de Embry enquanto eu o sustentava pelos ombros. Com alguma dificuldade, conseguimos levá-lo até a caminhonete.
Antes de entrar, ele olhou rapidamente para o céu escuro.
Os olhos estavam vermelhos, não apenas pela bebida, havia dor naquele olhar. Uma dor que nenhum álcool seria capaz de apagar.
Ajudamos Embry a entrar no banco do passageiro. Assim que fechou a porta, ele encostou a cabeça no vidro e fechou os olhos, completamente vencido pelo cansaço e pela embriaguez.
Agradeci aos peões pela ajuda, dei a partida na caminhonete e iniciei o caminho de volta para a fazenda.
Nenhum de nós disse uma palavra durante todo o trajeto. O único som dentro da cabine era a respiração pesada de Embry, enquanto eu dirigia pensando em como contaria à minha mãe que, por mais que tentássemos reparar o estrago, algumas verdades jamais voltavam para o lugar depois de serem reveladas.
Embry não ofereceu qualquer resistência quando o ajudei a deitar. Assim que sua cabeça encontrou o travesseiro, todo o peso daquele dia pareceu vencê-lo de uma vez. Ainda tentou dizer alguma coisa, mas as palavras saíram incompreensíveis. Puxei a coberta até seus ombros e permaneci alguns segundos observando meu irmão dormir. A bebida o fizera apagar rapidamente, mas eu sabia que o verdadeiro problema não era o álcool. Quando acordasse, a dor continuaria ali, exatamente onde Lucy a havia deixado.
Apaguei a luz do quarto e fechei a porta com cuidado.
O corredor da mansão estava silencioso. A maioria dos funcionários já havia ido embora e as luzes permaneciam acesas apenas nos pontos principais da casa. Assim que desci os últimos degraus da escada, encontrei Rachel e Mary sentadas na sala. As duas conversavam em voz baixa e interromperam o assunto quando me viram.
Rachel levantou-se primeiro.
— Ele conseguiu dormir?
Assenti enquanto passava a mão pelo rosto.
— Desabou no travesseiro.
Mary observou minha expressão antes de perguntar:
— E como ele está?
Sentei-me no sofá por alguns instantes.
— Isso nós só vamos descobrir amanhã.
Respirei devagar.
— Hoje ele não tem condições de conversar. A bebida apagou o corpo, mas não resolveu o que está acontecendo na cabeça dele.
Rachel sentou-se ao meu lado.
— Eu consigo imaginar o que ele está sentindo.
Olhei para minha irmã.
Ela continuou com a voz tranquila.
— Descobrir que a própria vida foi construída sobre um segredo muda muita coisa.
Mary cruzou lentamente as pernas e apoiou as costas no sofá.
— A família Black realmente tem uma coleção de segredos.
Ninguém respondeu.
Porque ela tinha razão.
Durante anos acreditamos que esconder aquela verdade protegeria Embry. No fim, ela apenas esperou o pior momento possível para aparecer.
O relógio antigo da sala começou a tocar.
As doze badaladas ecoaram pela casa vazia.
Rachel olhou automaticamente para ele e depois voltou sua atenção para mim.
Um sorriso pequeno apareceu em seu rosto.
Ela levantou-se e caminhou até onde eu estava.
— Antes que eu me esqueça...
Abriu os braços.
— Feliz aniversário.
Sorri pela primeira vez desde que saí do quarto de Embry.
Levantei-me e a abracei.
— Obrigado.
Ela apertou meus ombros antes de se afastar.
— Espero que este novo ano seja melhor do que o último.
— Eu também.
Mary levantou-se logo em seguida.
— Agora é a minha vez.
Abraçou-me rapidamente.
— Feliz aniversário, Jake.
Sorri.
— Obrigado.
Ela deu um passo para trás.
— Apesar da noite de hoje, amanhã ainda vai ter festa.
Olhei para ela com expressão divertida.
— Você e minha mãe realmente não desistem.
— Nunca.
Rachel riu.
— E, já que estamos falando da festa...
Ela trocou um olhar rápido com Mary.
As duas sorriram exatamente do mesmo jeito.
Conhecia aquela expressão.
Quando éramos crianças, era assim que elas ficavam antes de inventar alguma confusão.
Cruzei os braços.
— O que foi?
Rachel fez a maior cara de inocente possível.
— Nós temos um pedido.
Olhei primeiro para ela.
Depois para Mary.
— Isso nunca termina bem.
Mary riu.
— Nem começou.
Balancei a cabeça.
— Fala logo.
As duas voltaram a trocar um olhar cúmplice.
Rachel fez um discreto gesto para que Mary falasse.
Ela respirou fundo.
— Como a Renesmee vem...
Permaneci esperando.
— Nós queremos que você seja indiferente com ela.
Franzi a testa imediatamente.
— O quê?
Mary manteve a calma.
— Não ignora completamente.
— Mas também não fica correndo atrás dela o tempo inteiro.
Balancei a cabeça antes mesmo que terminassem de explicar.
— Não.
Rachel tentou argumentar.
— Jake...
— Não.
Repeti com ainda mais convicção.
— Eu odeio esse tipo de joguinho.
Mary apoiou as mãos na cintura.
— Não é um jogo.
— Parece bastante com um jogo...
Rachel aproximou-se.
— Escuta até o fim.
Cruzei os braços novamente, sem muita disposição.
Ela falou com toda a tranquilidade.
— A Renesmee ama você.
— Eu sei.
— Mas ela também sabe que você sempre vai atrás, sempre insiste, sempre tenta resolver tudo.
Assenti em silêncio.
Rachel continuou.
— Pela primeira vez, deixa que ela sinta a sua ausência.
Olhei para minha irmã sem gostar nem um pouco da direção que aquela conversa estava tomando.
Ela respirou fundo antes de concluir:
— Às vezes uma pessoa só percebe o quanto pode perder quando acredita, mesmo que por alguns instantes, que aquilo deixou de estar garantido.
Mary concordou com um movimento de cabeça.
— A Renesmee precisa entender que, se continuar mantendo essa distância, um dia ela pode acabar afastando você de verdade.
Balancei a cabeça lentamente.
— Vocês estão completamente malucas.
As duas sorriram ao mesmo tempo.
E isso só me fez desconfiar ainda mais daquela ideia.
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