Eu tinha imaginado aquele dia tantas vezes durante os últimos anos que, quando finalmente subi ao palco usando a beca e senti o peso do capelo sobre a cabeça, precisei de alguns segundos para acreditar que estava realmente acontecendo. Diante de mim havia centenas de pessoas, professores, alunos e famílias ocupando praticamente todos os lugares do auditório, mas meus olhos procuraram apenas uma fileira. Encontrei Jacob quase imediatamente. Ele estava sentado na primeira fila com Jade no colo, nossa menina vestida com um pequeno vestido claro e entretida com os próprios dedos, enquanto JJ estava sentado ao lado do pai usando uma camisa que eu mesma escolhera naquela manhã depois de ele reclamar que roupa de formatura de mamãe exigia roupa desconfortável para todo mundo. Jacob percebeu que eu o olhava e sorriu. Não precisou fazer mais nada. Aquele sorriso bastou para diminuir o nervosismo que eu sentia desde que soube que seria responsável pelo discurso da turma.

Aproximei-me do microfone, respirei fundo e olhei para meus colegas antes de começar.

— Quando me disseram que eu faria o discurso da nossa turma, minha primeira reação foi perguntar se tinham certeza. Depois pensei que talvez fosse melhor aceitar antes que mudassem de ideia.

Algumas risadas surgiram no auditório e eu sorri, um pouco mais tranquila.

— Passei alguns dias pensando no que poderia dizer sobre chegar até aqui. Pensei em falar sobre noites sem dormir, provas, plantões, café ruim, professores que tinham certeza de que a matéria deles era a única que existia no semestre...

As risadas aumentaram e alguns professores balançaram a cabeça.

— Mas percebi que, para mim, terminar Medicina nunca foi apenas sobre estudar. Foi sobre aprender que um sonho não deixa de ser nosso quando precisamos mudar o caminho para chegar até ele. Quando comecei esse curso, eu tinha um plano muito organizado para minha vida. Eu sabia quando queria me formar, onde queria trabalhar e mais ou menos como imaginava meu futuro. Eu só não tinha colocado nesse planejamento uma gravidez completamente acidental.

O auditório explodiu em risadas e procurei JJ na primeira fila.

— Desculpa, filho. Um dia a mamãe vai explicar essa parte melhor.

Jacob abaixou o rosto rindo enquanto JJ olhava ao redor sem entender por que tantas pessoas tinham achado graça.

— O JJ chegou de uma forma tão acidental que, por algum tempo, achei que aquele acidente tivesse acabado com todos os meus planos. Precisei interromper a faculdade, reorganizar minha vida e aprender a ser mãe quando ainda estava tentando entender quem eu queria ser. Só que aquele bebê que chegou sem pedir licença também colocou diante de mim o homem que mudaria tudo.

Meus olhos encontraram os de Jacob.

Ele parou de rir.

— Eu não sei se acredito que existe um destino traçado para cada pessoa. Ainda tenho minhas dúvidas. Mas, se destino existe, talvez o meu tenha sido ter um bebê por acidente, porque foi assim que conheci e me apaixonei pelo pai do meu filho.

Ouvi alguns murmúrios emocionados e vi Jacob sorrir. Jade mexeu-se em seu colo e ele a ajeitou sem tirar os olhos de mim.

— Durante muito tempo eu achei que precisava escolher. Achei que ser mãe significava desistir da médica que eu queria ser. Depois achei que ser esposa significava viver a vida que meu marido já tinha construído antes de mim. Nós dois brigamos bastante até perceber que casamento não funciona quando uma pessoa precisa caber inteira nos planos da outra.

Jacob riu e assentiu.

— Ele sabe que estou falando a verdade.

Mais risadas surgiram.

— Então nós mudamos os planos. Meu marido mudou de cidade. Eu voltei para a faculdade. Criamos nosso filho entre aulas, reuniões, viagens para a fazenda, mamadeiras, noites mal dormidas e livros ocupando metade da nossa mesa de jantar. E, quando eu finalmente pensei que estava dominando aquela rotina, descobri que estava grávida outra vez.

Olhei para Jade.

— Dessa vez não foi acidente.

Jacob gargalhou e algumas pessoas próximas a ele começaram a rir.

— Pelo menos foi o que o pai dela me garantiu.

Cobri o sorriso por um instante enquanto o auditório reagia.

— Então veio Jade. E eu descobri que estudar para uma prova com uma criança pequena em casa era difícil, mas estudar com duas era praticamente um esporte de resistência.

Minha mãe ria algumas cadeiras atrás de Jacob, e vi meu pai ao lado dela sorrindo com os olhos marejados.

— Houve dias em que pensei que não conseguiria. Dias em que cheguei em casa exausta e encontrei meu marido dormindo no sofá com uma criança de cada lado porque estava esperando eu voltar. Dias em que estudei com Jade no colo. Dias em que JJ sentou ao meu lado com um livro infantil e disse que também estava estudando Medicina para me ajudar. Houve provas para as quais achei que não estava preparada e momentos em que me senti culpada porque estava na faculdade querendo estar com meus filhos, ou estava com meus filhos pensando em tudo que precisava fazer na faculdade. Demorei para entender que eu não precisava fazer tudo perfeitamente. Precisava continuar fazendo o melhor que conseguia com a vida que tinha.

Respirei fundo e olhei para meus colegas.

— E acho que é disso que quero lembrar quando sair daqui hoje. Nós passamos anos aprendendo sobre o corpo humano, doenças, tratamentos e tudo aquilo que será parte do nosso trabalho a partir de agora. Mas cada pessoa que entrar em um consultório ou em uma emergência vai chegar carregando uma vida que não cabe em um prontuário. Vai ter medo, família, planos interrompidos e coisas acontecendo em casa que nós nunca vamos conhecer completamente. Espero que a gente nunca esqueça disso.

O auditório ficou silencioso.

— Hoje eu realizo um sonho que precisei adiar, mas nunca abandonar. E talvez essa seja a diferença que eu não entendia alguns anos atrás. Mudar um plano não significa desistir dele. Às vezes significa encontrar outra maneira de chegar.

Olhei novamente para minha família.

JJ estava agora encostado no braço do pai. Jade brincava com o colarinho da camisa de Jacob enquanto ele me observava com aquele sorriso que eu conhecia tão bem.

— Aos meus filhos, JJ e Jade, obrigada por terem crescido junto comigo enquanto eu tentava chegar até aqui. Um dia vocês vão entender quantas vezes foram minha desculpa para continuar quando eu estava cansada demais. Aos meus pais, obrigada por me darem um lugar para voltar quando minha vida saiu completamente do que eu tinha planejado. E ao meu marido...

Parei e sorri para Jacob.

— Obrigada por entender que me amar não significava pedir que eu desistisse dos meus sonhos. Significava encontrar espaço para eles dentro da nossa vida.

Jacob levou os dedos aos lábios e mandou um beijo para mim.

Sorri antes de voltar ao microfone.

— Aos meus colegas, nós conseguimos. Não exatamente do jeito que cada um imaginou quando entrou aqui, tenho certeza, mas conseguimos. E acho que isso merece ser comemorado. Parabéns, doutores.

Os aplausos começaram antes mesmo que eu me afastasse do microfone. Ouvi gritos vindos dos meus colegas e ri enquanto voltava para junto da turma. Quando finalmente chegou o momento que todos esperávamos, levantamos os braços praticamente ao mesmo tempo e lançamos os capelos para cima. Por alguns segundos havia chapéus voando por toda parte, gente gritando, rindo e se abraçando. Eu estava tentando encontrar o meu no chão quando ouvi meu nome.

— Renesmee.

Virei-me.

Riley estava diante de mim.

Fazia muito tempo que nossa história tinha deixado de doer, mas ainda existia entre nós aquela lembrança de duas pessoas que tinham planejado uma vida completamente diferente quando eram jovens demais para imaginar onde acabariam.

Ele sorriu.

— Foi um belo discurso.

— Obrigada.

Riley olhou para minha família na primeira fila e depois voltou para mim.

— Você se transformou em uma grande mulher, Nessie.

Balancei a cabeça, sorrindo.

— Acho que só cresci.

— Cresceu bastante.

Ele estendeu a mão, mas eu olhei para ela e depois para seu rosto.

— Depois de tudo, vai ser só isso?

Riley riu.

— Eu não sabia se seu marido ainda queria me matar.

— Hoje ele está de bom humor.

Abri os braços e Riley me abraçou. Foi rápido, carinhoso e sem qualquer peso do passado.

— Parabéns, doutora Cullen Black.

— Parabéns, doutor.

Quando nos afastamos, ele sorriu mais uma vez.

— Seja feliz.

— Você também.

Segui em direção à minha família e mal consegui descer do palco antes de ouvir uma voz infantil atravessando o auditório.

— Mamãe!

JJ veio correndo.

Abri os braços e me abaixei para recebê-lo. Meu filho praticamente se jogou contra mim e envolveu meu pescoço com os braços.

— Ei, meu amor!

Enchi seu rosto de beijos enquanto ele ria e tentava escapar.

— Você gostou?

JJ assentiu com toda a seriedade de seus poucos anos.

— Você era a mais linda do palco, mamãe.

Meu coração se apertou.

— Era?

— Era. Mais linda que todo mundo.

Ri e beijei sua testa.

— Então valeu a pena estudar tanto.

Quando ergui os olhos, Jacob vinha em nossa direção com Jade no colo. Minha filha estendeu os braços assim que me viu e eu sorri, ainda abraçada a JJ.

Ali estavam as duas mudanças de planos que tinham bagunçado completamente a vida que um dia imaginei para mim.

E eu não trocaria nenhuma delas.

A festa de formatura acabou sendo exatamente o tipo de comemoração que minha família sabia fazer quando ninguém colocava limites. Quando chegamos à mansão dos meus pais depois da cerimônia, o jardim estava iluminado, havia mesas espalhadas pela área externa, música tocando e comida suficiente para alimentar metade de Seattle. Minha mãe jurava que tinha preparado algo apenas para a família e alguns amigos próximos, mas a definição de poucos convidados para Bella Cullen aparentemente incluía todos os Cullen, os Black, meus colegas mais próximos da faculdade e algumas pessoas que fizeram parte daqueles anos de curso. Sarah conversava animadamente com Esme enquanto Billy e meu pai ocupavam uma mesa perto da varanda, discutindo alguma coisa que parecia séria até os dois começarem a rir. Sam, Embry e Quil já tinham encontrado o bar, Rachel e Rebecca circulavam pela festa como se a casa também fosse delas, e Jacob tinha desistido de tentar controlar JJ depois que nosso filho descobriu que Emmett estava disposto a fazer absolutamente qualquer coisa que uma criança de três anos pedisse.

Eu mal consegui terminar meu primeiro prato. A cada cinco minutos alguém aparecia para me abraçar, pedir uma foto ou repetir que agora havia mais uma doutora na família. Em determinado momento encontrei Jacob parado perto de uma das mesas com Jade no colo e um prato na outra mão, tentando comer enquanto nossa filha puxava sua gravata. Parei só para observá-lo e ele percebeu.

— Não vai ajudar?

— Estou apreciando a cena.

— Sua filha está tentando me enforcar.

— Nossa filha.

— Quando ela faz isso, é sua.

Jade soltou um gritinho e puxou a gravata novamente.

— Viu? Ela concordou comigo.

Ri e fui até os dois, soltando os dedos dela do tecido.

— Filha, deixa o papai respirar. A mamãe ainda pretende usar ele por alguns anos.

Jacob arqueou uma sobrancelha.

— Alguns?

— Se você se comportar, renovamos o contrato.

Ele segurou minha cintura e roubou um beijo rápido.

— Depois a gente conversa sobre esse contrato.

Antes que eu pudesse responder, ouvimos Emmett bater uma colher contra uma taça e pedir atenção. Conhecendo meu tio, aquilo não podia terminar bem.

— Eu gostaria de fazer um brinde à mais nova médica da família.

Rosalie imediatamente colocou a mão no braço dele.

— Emmett, pensa antes de falar.

— Eu pensei.

— Esse é justamente o problema — meu pai comentou.

Todos começaram a rir e Emmett apontou para ele.

— Não atrapalha meu discurso, Edward.

Meu tio levantou a taça e procurou por mim.

— À Renesmee, que provou que é possível terminar Medicina, criar duas crianças, administrar um marido Black e ainda chegar à formatura com todos os cabelos na cabeça.

Comecei a rir.

— Administrar o Jacob foi a parte mais difícil! — gritou Rachel.

— Eu ouvi! — Jacob respondeu.

Emmett continuou como se ninguém tivesse falado.

— E quero registrar que sempre soube que ela conseguiria. Principalmente porque, quando criança, ela já mandava em todo mundo nesta casa e ninguém conseguia impedir. Isso é praticamente o principal requisito para ser médica.

— Não é assim que funciona — meu pai reclamou.

— Você é médico e manda em todo mundo.

Carlisle começou a rir.

— Ele tem um argumento, Edward.

Emmett levantou ainda mais a taça.

— Então um brinde à doutora Renesmee Cullen Black. Que ela tenha uma carreira maravilhosa e nunca cobre consulta da família, porque somos muitos e isso pode ficar caro.

As gargalhadas tomaram conta do jardim. Levantei minha própria taça enquanto Jacob ria ao meu lado.

— Eu vou cobrar o dobro de você.

— Isso é perseguição familiar!

— É medicina preventiva. Quero evitar que você apareça.

Até Rosalie começou a rir e Emmett levou a mão ao peito, fingindo estar profundamente ofendido.

A noite continuou daquele jeito, com comida, música, histórias constrangedoras e gente demais querendo pegar meus filhos no colo. Eu não reclamava dessa última parte. Anne e Rafa tinham praticamente sequestrado JJ e Jade e pareciam perfeitamente felizes cuidando dos dois enquanto eu finalmente conseguia beber alguma coisa sem ter uma mãozinha puxando meu vestido. Foi quando olhei para Jacob e percebi que ele também observava nossas primas brincando com as crianças.

Aproximei-me dele.

— Jake.

— Hum?

— Vamos fugir.

Ele virou o rosto.

— Da sua própria festa?

— Por dez minutos.

— E as crianças?

Apontei discretamente.

— Anne e Rafa. JJ está ocupado mostrando alguma coisa para elas e Jade está quase dormindo.

Jacob sorriu.

— Você está propondo abandonar nossos filhos com suas primas para ficar sozinha comigo?

— Estou.

— Estou muito orgulhoso da mulher em que você se transformou, doutora Black.

Segurei sua mão.

— Anda antes que alguém perceba.

Saímos discretamente pela lateral da varanda e seguimos para a parte mais afastada do jardim. Eu conhecia cada canto daquele lugar desde menina, mas naquela noite tudo parecia diferente. Talvez fosse apenas a sensação de finalmente ter terminado uma etapa que ocupou tantos anos da minha vida. A música continuava chegando até nós, embora mais baixa, misturada às risadas da festa. Quando alcançamos uma parte mais tranquila, perto das árvores, parei e tirei os sapatos.

Jacob olhou para meus pés.

— Você não ficou nem duas horas com eles.

— Foram duas horas demais.

Ele riu e pegou os sapatos da minha mão.

— Me dá isso.

— Obrigada.

Continuamos caminhando até nos afastarmos o suficiente para que ninguém aparecesse atrás de nós. Então Jacob parou, colocou meus sapatos perto de um banco e me puxou pela cintura.

— Finalmente consegui ficar sozinho com a doutora.

Passei os braços ao redor de seu pescoço.

— Está impressionado?

— Muito.

— Você não parecia impressionado durante meu discurso.

— Eu estava tentando não chorar na frente do Sam e do Embry.

Sorri.

— Você chorou?

— Não.

— Seus olhos estavam vermelhos.

— A iluminação.

Comecei a rir.

— Dentro de um auditório?

— Péssima iluminação.

— Jacob Black chorou na minha formatura.

— Se você repetir isso, eu nego até a morte.

Acariciei os cabelos próximos à sua nuca.

— Eu gostei de olhar para você lá embaixo.

Seu sorriso diminuiu e ele me trouxe um pouco mais para perto.

— Eu também gostei de olhar para você naquele palco.

— Pensei muito em tudo que aconteceu até chegar ali.

— Eu percebi.

— Quando interrompi a faculdade, achei que nunca voltaria.

Jacob acariciou minha cintura.

— E voltou.

— Com dois filhos.

— Isso dificultou um pouco.

— Bastante.

— Mas deixou a formatura mais bonita.

Sorri e encostei a testa na dele.

— Obrigada.

Jacob franziu a testa.

— Pelo quê?

— Por Seattle. Pela casa. Por todas as vezes que você ficou acordado com as crianças para eu estudar, pelas vezes que voltou mais cedo da fazenda porque eu tinha prova, por nunca ter usado meus filhos como motivo para eu desistir.

Ele ficou alguns segundos me olhando.

— Eles também são meus filhos, Nessie. Eu não fiz favor nenhum.

— Eu sei. Mesmo assim, obrigada.

Jacob acariciou meu rosto.

— Eu faria tudo outra vez.

— Até comprar uma casa escondido?

— Principalmente isso.

— Até contratar babá sem me consultar?

Ele abriu um sorriso.

— Eu estava certo sobre a babá.

— Não estraga o momento.

Jacob riu e me beijou.

Fechei os olhos e deixei que todo o barulho da festa ficasse distante. O beijo começou tranquilo, quase uma continuação da nossa conversa, mas bastou eu passar os dedos pelos cabelos dele para Jacob me apertar contra seu corpo e aprofundá-lo. Ainda havia alguma coisa naquele homem que fazia meu coração acelerar como no começo, mesmo depois de casamento, filhos, noites mal dormidas, discussões, mudanças de cidade e uma quantidade absurda de problemas que nenhum de nós poderia ter previsto. Quando nos afastamos, permaneci com os braços ao redor de seu pescoço.

— Sabe o que é engraçado?

— O quê?

— Se alguém tivesse me contado anos atrás como minha vida estaria hoje, eu teria achado que era loucura.

— Porque casou comigo?

— Principalmente.

Ele apertou minha cintura.

— Cuidado.

Ri e dei outro beijo em seus lábios.

— Eu tinha tantos planos, Jake. E nenhum deles incluía você.

— Que romântico.

— Deixa eu terminar.

Ele sorriu.

— Estou ouvindo.

Olhei para a mansão ao longe. Conseguia ver nossa família pelas janelas e, em algum lugar lá dentro, estavam JJ e Jade, provavelmente sendo mimados por todas as pessoas que prometiam respeitar nossas regras e esqueciam delas assim que pegavam as crianças no colo.

Voltei a olhar para Jacob.

Talvez minha história tivesse começado com um erro absurdo. Um prontuário trocado, uma gravidez que não deveria ter acontecido e um homem desconhecido que entrou na minha vida porque, biologicamente, aquele bebê também era dele. Eu passei muito tempo achando que precisava consertar o que tinha acontecido e colocar minha vida de volta no caminho que havia planejado.

No fim, não coloquei.

Encontrei outro caminho.

Nele havia uma casa barulhenta em Seattle, uma fazenda que continuava fazendo parte dos nossos fins de semana, dois filhos que mudaram completamente a minha rotina, um diploma conquistado alguns anos depois do previsto e um homem que continuava me irritando com a mesma facilidade com que conseguia me fazer rir.

Passei os dedos pelo rosto de Jacob e sorri.

Meu bebê veio por acidente.

Me apaixonar pelo pai dele, não.

E, entre todas as coisas que não estavam nos meus planos, Jacob Black acabou sendo aquela que eu escolheria outra vez.


Fim...