O pai do meu bebê
55 Renesmee
Notas iniciais
Quando entramos no quarto do hotel, senti o silêncio do lugar cair sobre mim como um respiro depois de um dia longo demais. Tudo tinha acontecido rápido. A festa, a discussão, Riley aparecendo, as revelações, meu pai, o noivado. Parecia que minha vida inteira tinha mudado em poucas horas. Jacob fechou a porta atrás de nós e apoiou a mão na maçaneta por um instante, como se também estivesse tentando processar tudo aquilo antes de seguir em frente.
Ele caminhou até o centro do quarto e olhou ao redor com atenção, avaliando o lugar, depois voltou o olhar para mim com aquela expressão cuidadosa que eu já estava aprendendo a reconhecer. Eu sabia que ele estava preocupado, mesmo quando tentava parecer tranquilo.
– Achei melhor irmos para a fazenda só de manhã – disse ele, passando a mão pela nuca. – Hoje já foi um dia longo demais. Você precisa descansar.
Assenti devagar. No fundo eu sabia que ele tinha razão. Minha cabeça parecia cheia de pensamentos que não paravam de girar. Caminhei até o sofá perto da janela e me sentei com cuidado, soltando um pequeno suspiro enquanto observava as luzes da cidade lá embaixo. Seattle parecia calma vista dali de cima, como se nada de complicado estivesse acontecendo no mundo.
Jacob ficou alguns segundos me observando antes de se aproximar. Ele parecia medir cada passo, como se não quisesse invadir meu espaço naquele momento, mas também não quisesse me deixar sozinha dentro dos meus pensamentos. Quando finalmente se sentou ao meu lado, seu olhar foi direto para mim.
– Você está bem? – perguntou com a voz mais baixa. – Depois da conversa com o Riley.
Levantei o olhar para ele e tentei parecer mais tranquila do que realmente estava.
– Estou… – respondi tentando me convencer disso.
Ele inclinou a cabeça levemente, claramente percebendo que aquilo não era toda a verdade. Ficamos alguns segundos em silêncio olhando para a janela, até que eu finalmente respirei fundo e disse o que estava preso na minha garganta desde que tudo tinha começado.
– Jake… está tudo indo rápido demais.
Ele não respondeu de imediato. Apenas pegou minha mão com cuidado, entrelaçando os dedos nos meus como se aquele gesto fosse suficiente para me manter firme naquele momento. Depois levou minha mão até os lábios e a beijou devagar, de um jeito que fez meu coração desacelerar um pouco.
– Eu sei – disse ele.
Balancei a cabeça levemente, tentando explicar o que estava sentindo.
– A conversa com meu pai… o noivado… o bebê… tudo aconteceu de uma vez. Parece que minha vida virou de cabeça para baixo em um único dia.
Jacob soltou um pequeno suspiro antes de responder, como se estivesse escolhendo bem as palavras.
– Nessie, o noivado foi só uma forma de fazer o Edward baixar a guarda.
Franzi a testa ao ouvir aquilo e virei o rosto para encará-lo melhor.
– Como assim?
Ele apoiou o braço no encosto do sofá e continuou me olhando com calma.
– Agora ele confia em mim. Acha que tem tudo sob controle.
Fiquei alguns segundos pensando nisso, mas o que ele disse em seguida foi o que realmente me pegou de surpresa.
– Você não é obrigada a casar comigo.
Pisquei algumas vezes, sem esperar ouvir aquilo.
– Não?
Jacob balançou a cabeça com firmeza.
– Não.
Ele apertou minha mão um pouco mais, como se quisesse ter certeza de que eu entendia.
– Você ainda pode seguir os mesmos planos que sempre teve. Faculdade, hospital, sua carreira… tudo o que você sempre quis.
Baixei o olhar para nossas mãos unidas enquanto tentava imaginar aquilo. Minha vida antes disso parecia tão distante agora. Depois de alguns segundos, levantei o olhar novamente para ele.
– Dá para seguir os mesmos planos… com um bebê?
Minha pergunta saiu carregada de dúvida, porque aquela era a parte que mais me assustava. Jacob não demorou a responder. Ele se aproximou um pouco mais de mim e levou a mão até meu rosto, tocando meu queixo com cuidado.
– Dá – respondeu ele com convicção.
Seu polegar deslizou de leve pela minha bochecha enquanto continuava falando.
– Porque você não vai fazer isso sozinha.
Seus olhos desceram por um instante até minha barriga antes de voltarem para os meus.
– Eu vou estar ao seu lado para dar todo o suporte que você precisar. E o nosso filho vai fazer parte disso… não vai impedir você de viver seus sonhos.
A forma como ele disse aquilo fez algo dentro de mim finalmente se acalmar. Era como se o peso que eu estava carregando desde que tudo tinha começado diminuísse um pouco. Sem perceber, um pequeno sorriso escapou dos meus lábios.
Jacob percebeu na mesma hora.
– Está vendo? – disse ele.
– O quê? – perguntei, ainda sorrindo.
Ele inclinou a cabeça na minha direção, com um brilho divertido nos olhos.
– Esse sorriso.
Ri baixinho quando ele completou:
– Eu estava com saudade dele.
Balancei a cabeça, meio sem graça, mas antes que eu pudesse responder qualquer coisa senti a distância entre nós diminuir naturalmente. Nossos rostos estavam muito próximos agora, e por um momento nenhum de nós disse nada. O beijo aconteceu de forma tranquila, sem pressa ou urgência, como se fosse apenas a confirmação silenciosa de que, apesar de toda a confusão daquele dia, ainda estávamos ali um para o outro.
O beijo começou suave, mas aos poucos foi ganhando intensidade. Eu senti a mão de Jacob subir pelo meu braço até alcançar meu rosto, enquanto a outra permanecia firme na minha cintura. Quando percebi, ele já estava inclinado sobre mim no sofá, e eu podia sentir o calor do corpo dele tão próximo do meu que meu coração começou a bater mais rápido. Por um instante me deixei levar por aquele momento, respondendo ao beijo com a mesma intensidade, sentindo uma mistura de desejo e nervosismo que eu nunca tinha experimentado antes.
Mas então um pensamento atravessou minha mente de repente. Foi como se uma pequena voz me lembrasse de algo que eu vinha tentando ignorar desde que tudo aquilo começou. Meus dedos se fecharam levemente na camisa dele e eu afastei o rosto por um instante, interrompendo o beijo. Jacob parou imediatamente, como se estivesse atento a cada reação minha.
Ele apoiou uma das mãos no encosto do sofá para se sustentar e me olhou com preocupação.
– Está indo rápido demais? – perguntou ele, a voz baixa e cuidadosa.
Balancei a cabeça na mesma hora.
– Não… não é isso.
Jacob continuou me olhando, esperando que eu explicasse. Eu senti meu rosto esquentar enquanto tentava encontrar coragem para dizer aquilo em voz alta. Era estranho falar sobre algo tão íntimo, ainda mais com ele tão perto de mim.
Respirei fundo antes de continuar.
– É que eu… eu nunca…
Minha voz falhou no meio da frase e senti o constrangimento crescer. Mesmo assim levantei os olhos e encarei os dele. Demorou alguns segundos até que ele realmente entendesse o que eu estava tentando dizer.
A expressão de Jacob mudou de surpresa para algo mais contido, como se ele estivesse tentando processar aquela informação sem me deixar ainda mais nervosa. Ele se afastou apenas o suficiente para me dar um pouco mais de espaço, passando a mão pelo cabelo num gesto claro de quem estava tentando se controlar.
– Nessie… – murmurou ele.
Eu senti o nervosismo voltar, mas não queria que ele pensasse que eu estava recuando.
– Eu sei que parece estranho dizer isso agora – falei, tentando manter a voz firme. – Principalmente porque eu estou grávida.
Ele não disse nada, apenas continuou me observando com atenção.
– Mas… eu nunca estive com ninguém – completei, finalmente.
Jacob soltou um pequeno suspiro e passou a mão pelo rosto, como se estivesse tentando organizar os próprios pensamentos. Eu percebi o esforço dele para não agir por impulso, e aquilo só me deixou ainda mais certa do que eu queria dizer.
Aproximei-me um pouco mais dele no sofá e segurei sua mão.
– Mas… eu estou pronta.
Ele franziu levemente a testa.
– Tem certeza disso? Eu posso esperar.
Assenti, olhando diretamente nos olhos dele.
– Eu já esperei demais – disse com um sorriso pequeno e nervoso. – E a única coisa de que tenho certeza agora… é que eu quero que seja com você.
Por um momento ele apenas me encarou em silêncio, como se aquelas palavras tivessem mais peso do que eu imaginava. Então a mão dele voltou ao meu rosto, tocando meu queixo com cuidado enquanto seus olhos se suavizavam.
– Nessie… – disse ele baixinho.
Eu não deixei que ele terminasse a frase. Inclinei-me para frente e encostei meus lábios nos dele novamente, desta vez com mais certeza. Jacob respondeu ao beijo logo em seguida, puxando-me com cuidado para mais perto, como se aquele momento tivesse se tornado ainda mais importante para nós dois.
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Entrei no banheiro e fechei a porta devagar atrás de mim. Por alguns segundos fiquei apenas parada, apoiando as mãos na pia enquanto tentava acalmar a respiração. Meu coração ainda batia rápido por causa do beijo no sofá e pela decisão que eu tinha acabado de tomar. Levantei os olhos para o espelho e vi meu reflexo iluminado pela luz suave do banheiro. A camisola que eu tinha colocado era simples, leve, mas naquele momento parecia muito mais do que apenas uma roupa para dormir.
Passei as mãos pelos cabelos, tentando organizar os fios enquanto observava meu próprio rosto no espelho. Eu parecia nervosa. Muito nervosa. Dei uma pequena risada de mim mesma e balancei a cabeça.
– Você consegue… – murmurei para meu reflexo.
Minha voz saiu baixa, quase como um segredo. Respirei fundo outra vez e toquei de leve minha barriga antes de me afastar da pia. Aquela noite tinha mudado tantas coisas na minha vida que parecia impossível voltar atrás agora. Mesmo com o nervosismo, havia também uma sensação estranha de certeza dentro de mim.
Abri a porta do banheiro e saí para o quarto.
Foi então que eu o vi.
Jacob estava de costas perto da janela, olhando a cidade lá fora. A luz suave que entrava pelas cortinas iluminava parte do corpo dele. Ele vestia apenas a calça, sem camisa, e a visão das costas largas e dos ombros fortes fez meu coração disparar de novo, ainda mais rápido do que antes. Por um instante fiquei parada na porta, observando em silêncio, sentindo uma mistura de nervosismo e atração que eu nunca tinha experimentado daquele jeito.
Talvez ele tenha sentido minha presença, porque alguns segundos depois virou o rosto.
Quando os olhos dele encontraram os meus, a expressão dele mudou completamente. Jacob me observou por um instante, como se estivesse absorvendo cada detalhe, e então se virou de frente para mim. O olhar dele deslizou pela camisola e voltou para meu rosto com uma intensidade que fez minhas mãos ficarem frias.
Ele começou a caminhar na minha direção, devagar.
– Nessie… – disse ele com a voz mais baixa.
Parei no meio do quarto enquanto ele se aproximava, sentindo meu coração bater tão forte que eu tinha certeza de que ele podia ouvir.
Jacob parou bem na minha frente. Seus olhos continuaram presos nos meus por um momento antes de ele falar outra vez.
– Você está linda.
Senti meu rosto esquentar imediatamente. Tentei dizer alguma coisa, mas as palavras simplesmente não vieram. A proximidade dele tornava tudo mais intenso, mais real.
A mão de Jacob subiu devagar até tocar meu rosto, os dedos passando de leve pela minha bochecha enquanto ele me observava como se quisesse ter certeza de que eu estava mesmo ali.
– Tem certeza? – perguntou ele em um tom suave.
Assenti sem precisar pensar.
Isso pareceu ser o suficiente.
Jacob diminuiu a distância entre nós e seus lábios encontraram os meus novamente. Desta vez o beijo não teve a mesma calma do anterior. Havia algo mais urgente nele, uma mistura de desejo e emoção que parecia ter sido guardada por muito tempo. Eu segurei nos ombros dele enquanto respondia ao beijo, sentindo suas mãos me puxarem com cuidado para mais perto.
O mundo ao redor pareceu desaparecer naquele instante, restando apenas a proximidade dele, o calor do corpo dele e a certeza de que aquela noite marcaria nossas vidas para sempre.
Jacob me puxou para mais perto e o beijo continuou, agora mais intenso do que antes. Eu sentia as mãos dele firmes em minha cintura puxando minha camisola enquanto meus dedos se apoiavam nos ombros largos dele. Havia algo naquele momento que parecia inevitável, como se tudo que tínhamos vivido até ali estivesse nos conduzindo exatamente para aquilo. Meu coração batia rápido, mas já não era apenas nervosismo. Era também desejo e uma confiança estranha que eu sentia quando estava com ele.
Quando nossos lábios finalmente se separaram por um instante, eu ainda estava muito próxima dele. Podia sentir a respiração quente de Jacob misturando-se com a minha. Ele encostou a testa na minha, como se estivesse tentando se acalmar antes de continuar. A mão dele subiu até meu rosto outra vez e seus dedos passaram de leve pela minha bochecha.
– Se em algum momento você quiser parar… – disse ele em voz baixa. – É só dizer.
Balancei a cabeça, olhando diretamente nos olhos dele.
– Eu não quero parar.
Algo no olhar de Jacob mudou naquele momento. Não era mais apenas cuidado. Havia também emoção e uma intensidade que fez meu estômago se encher de borboletas. Ele me beijou outra vez, agora com mais certeza, e eu respondi ao beijo sem hesitar. Entre beijos e caricias fomos nos movendo devagar pelo quarto até a cama. Tudo parecia acontecer com calma, sem pressa, como se Jacob estivesse atento a cada pequena reação minha. Quando nos sentamos na beira da cama, ele segurou minha mão e a beijou novamente, repetindo o gesto que tinha feito no sofá. Aquilo me fez sorrir, porque mesmo naquele momento cheio de tensão ele ainda parecia preocupado em me fazer sentir segura.
Eu deitei primeiro, puxando-o comigo logo depois. Jacob se inclinou sobre mim com cuidado, mantendo o peso apoiado nos braços para não me pressionar. Seus beijos foram descendo devagar pelo meu rosto, passando pela minha bochecha e alcançando meu pescoço, fazendo meu corpo reagir de uma forma que eu nunca tinha sentido antes. Eu passei as mãos pelas costas dele, sentindo o calor da pele e a força dos músculos sob meus dedos.
Apesar do nervosismo inicial, aos poucos fui relaxando. Jacob parecia perceber cada mudança em mim, cada respiração mais profunda, cada movimento. Havia algo muito gentil na forma como ele me tocava, como se quisesse ter certeza de que aquele momento seria lembrado por mim com carinho e não com medo.
Suas mãos subiram lentamente minha camisola deslizando por minhas coxas , enquanto a boca dele traçava um caminho de beijos que causavam arrepios.
- Eu prometo que serei gentil- Ele sussurrou puxando minha camisola e eu o ajudei a tirar, balancei a cabeça nervosa concordando, os olhos dele pareciam ter mudado de cor, e então ele abocanhou meus seios.
- Jake....eu sussurro puxando os cabelos dele, a boca dele suga meus mamilos e eu sinto que ele mal começou e já estou excitada.
Jacob faz um caminho por meus seios, barriga e quando chega a minha virilha puxa a última peça que cobria meu corpo, a calcinha desliza por minhas pernas e eu sinto a boca dele em meu clitóris.
- Jake...grito o nome dela mais alto e sinto que estou no paraíso.
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