O ovo do Dragão
7 O Meio Gigante Vira Mármore
Notas iniciais
– Ai, Harry. Você pisou no meu pé.
– Desculpe-me — disse Harry, ansioso
A escadaria que dava no sétimo andar parecia deserta. Parecia. Harry e Luna estavam excitados e ansiosos em baixo da capa da invisibilidade.
Hora ou outra via-se um ou dois pés desacompanhados pelo seus corpos subindo a escadaria. Mas logo desapareciam.
– Não perca-o de vista, Luna.
Ao lado de Harry, Luna espremia-se para caber embaixo da capa. Os dois seguiam um pontinho preto pelo mapa, em cima dele, a legenda era ''Draco Malfoy".
– Vire aqui.
– Luna, é para a esquerda — disse Harry, observando o mapa.
Mais dois corredores que virassem encontrariam Draco.
O pontinho no mapa quase não saía do lugar. Faltando um corredor para virar e achar o garoto...
– Harry ele sumiu!
Ambos varriam o corredor a procura de Draco.
– Luna, procure, ele não deve ter ido longe...
Os garotos estavam no mesmo exato lugar onde Draco estava. De frente para a simples parede de tijolos.
– Harry, e se foi uma armadilha...?
– Sétimo andar... Draco, um Sonserino... Essa parede...
Ambos forçavam suas visões para procurar sinais no corredor. A luz de suas varinhas não iam muito longe.
Um pontinho surgiu no Mapa. No sétimo andar, do outro lado da torre. Draco.
– Aqui! Harry, vamos.
Ambos correram, encolhidos embaixo da capa.
O pontinho no mapa mexia-se rápido. Era difícil acompanhar.
– Ei! Draco! — Harry lançou um expeliarmus em Draco. Que continuou a descer as escadas, ainda mais rápido.
– Me deixem em paz! — O garoto fugia, como um rato.
– Petrificus Totalus! — Um lampejo brotou da varinha de Luna. Atingiu Draco em cheio nas costas. O garoto caiu, petrificado nos degraus — queremos respostas!
Os olhos do garoto se reviravam nas órbitas. Luna desfez o feitiço.
– Do que estão falando?! — guinchou, se levantando.
– Onde está o dragão? — Luna parecia mais uma leoa prestes a matar o jantar de seus filhotes.
– Eu não sei de nada!
– O quê faz por aqui, Draco? — Questionou Harry, apontando a varinha para o lindo rostinho de Draco.
– Por favor... — O rosto do garoto era de pânico.
– Onde... Está... O DRAGÃO? — Luna cutucou-o com a varinha.
– Me deem a minha varinha! — ordenou Draco.
Luna tomou-a de Harry.
– Se não responder, eu a quebro.
– Espere, espere, não foi eu. Ok?
– Quem foi então? — indagou Harry — -Os?
A expressão no rosto do garoto mudou.
– Como sabem sobre -O?
– Fale sobre o dragão — Luna segurava a varinha de Draco com as duas as mãos.
– -O os sequestrou. Eles me chantagearam. Mandaram eu enfeitiçar Hagrid. Eu... eu não queria — O garoto sussurrava, aterrorizado — Eu não gosto daquela fera. Eles o esconderam na sala precisa.
– Espera. Você é chantageado por -O? — Luna olhou para Harry, confusa.
– Sim, bem...
– Onde é a sala precisa? — Harry continuava com a varinha apontada no rosto do garoto.
– No sétimo andar, logo ali.
– Fale mais.
– Bem, ela só aparece quando precisamos muito.
– O que você fez com Hagrid e porquê?
– -O me fez enfeitiçar Hagrid para que pudessem pegar o dragão. Quando perceberam que Hagrid estava enfeitiçado, -O aproveitou e trouxe o dragão para cá.
– Nos leve até ele. Agora.
Passos escoavam pela escadaria. Harry e Luna vestiram a capa.
– Luna, olha — Harry pôs o dedo sobre o mapa. Um pontinho vinha em direção a eles("Miranda Dridh").
Draco desceu as escadarias na frente dos dois, invisíveis. O garoto dobrou outro corredor. Foi fácil despistar Miranda. Luna deixou Harry na porta de sua comunal.
– Precisamos falar com Draco.
– Luna, ele virá até nos...
– Por quê ele viria?
Harry retirou uma varinha de um bolso.
– Ele deixou a varinha... — Um sorriso maroto esboçou-se no rosto de Harry.
Luna ficou com a capa e com o mapa, caso alguém aparecesse no caminho para o salão comunal da Covinal.
***
Encontrar o grande salão comunal cheio na manhã de sábados era raridade. Muitos alunos e alunas faziam seus trabalhos, conversavam, comiam. Mas o que mais chocou Harry e Ron, foi ver Hagrid.
Não era difícil não perceber um meio gigante. Ele estará sentado na mesa do corpo docente.
Os dois correram para abraça-lo. E Hagrid fez o mesmo. As mãos do meio gigante era a metade das costas dos garotos.
– Olá, Harry. Olá, Ron- Disse o meio gigante, sorrindo. Ele se inclinou – Fui visitar Hermione – Disse sussurrando.
– Também fomos visita-la.
– Ela não deixou isso passar – O sorriso de felicidade no rosto do meio gigante se desfez.
– Hagrid, o que foi? – indagou Ron.
– Or-Ortriz.
– Hagrid, precisamos conversar – Harry disse, sério.
Luna não demorou muito para chegar e se juntar aos garotos.
– Então, vamos...? – Disse a garota. Ansiosa.
– Precisamos esperar Malfoy.
Luna entregou a capa e o mapa á Harry. Os quatro foram para o Holl de entrada para explicarem a Hagrid como estava a situação.
Depois de Explicar, Hagrid, ele se adiantou, subindo até o sétimo andar. O trio não precisou ir até Draco, ele veio até os mesmos.
– Potter, eu preciso de minha varinha – Draco estava escoltado por Crabbe,Goyle e Blaise.
– Ela não está comigo agora... Sinto muito – Harry cruzou os braços.
– Se você a quiser, vá até o sétimo andar. – Ron fez como Harry, cruzou os braços.
– Agora. – Luna também cruzou seus braços – Sozinho.
Draco e os garotos atrás dele também cruzaram os braços.
– Crabbe, Goyle e Blaise também vão.
– Até o sétimo andar, Draco – Harry deu as costas ao Draco e a seus comparsas. Luna e Ron o seguiram.
O plano do trio, era, “se os garotos seguissem o trio, Hagrid estaria lá para nos ajudar” Bem, esse foi um improviso. “vamos chantagear Draco á abrir a porta dessa tal sala, e vamos procurar o dragão.”.
– E se ele não disser? – questionou Luna.
– Ele tem. Ou ele vai ficar sem a varinha por mais alguns dias.
Quando chegaram no sétimo andar, não demorou muito até Draco chegar, sozinho.
– Draco não iria vir tão rápido com aqueles balofos – disse Ron.
– Bom, Draco, mostre onde fica a porta dessa tal sala.
– Ela não aparece sempre.
– Vai ter de aparecer! – ordenou Luna, ainda de braços cruzados.
Draco fez uma careta á Luna. Luna retribuiu.
– Luna, ontem você foi muito boa com aquele petrificus totalus – Harry zombou da cara de Draco. Ron riu.
– Se ele não cooperar, eu poderia fazer de novo...
– Eu estou fazendo isso por quê quero minha varinha de volta, e por quê não quero mais tomar conta daquela peste. Loopsey!?
– Lupsey? – Repetiu Ron.
– É Loopsey, babaca – Draco o corrigiu. Ron cuspiu no sapato de Draco.
Uma elfa miúda e curvada desaparatou no meio dos garotos. Ela usava um pano amarrado na cabeça, como de cozinheira. Irônico, pois não possuía cabelos na cabeça.
– Olá. – A elfa cumprimentou o trio e a Draco.
Draco disse algo no ouvido da elfa, ela olhou os garotos. Então apartou-se.
– A onde ela foi, Draco? – Harry guinchou.
Uma porta surgiu no centro da imensa parede de tijolos. A porta se abriu, e a elfa os saudou.
– Vamos rápido.
Os quatro entraram. A sala era imensa, como todo o tipo de bagunças. Pilhas imensas de livros, cadeiras, mesas, objetos estranhos e todo o tipo de coisa que puder imaginar.
Um guincho soou alto na sala, como um eco. Fumaça subia não muito longe. A elfa novamente aparatou. Os quatro foram ver qual a origem da fumaça e do guincho.
– Grrrar! – Dracarys estava preso em uma jaula.
– Dracarys! – Luna correu até a jaula e libertou a criatura.
O arredor da jaula onde estará o dragão estava todo fumegado.
O dragão voou. Cortando os ares da enorme sala.
– Agora devolvam minha varinha – Draco esticou a mão. Harry a entregou.
– É... Draco? – O rapaz se virou – O que sabe sobre –Os?
– Bem, alguns são da sonserina.
– Mais alguma informação?
– Não.
– Tchau, Draco.
Enquanto Draco seguia até a porta, o dragão veio voou até o trio.
– Luna, olha a pata... – Ron disse, continha uma carta.
Luna a pegou, entregou-a Harry, e ele a leu:
– “ Se eu fosse vocês, me despediria de Hagrid.”
Draco retornou até o trio.
– “-Os” – Draco completou. Ele também tinha uma carta.
– O que diz aí?... – Ron perguntou, espantado e pálido.
– “Procure no corredor a frente da sala precisa.”.
Os três foram. Saíram pela porta “dos fundos’’. Já havia uma multidão. Na parede tinha algo escrito.:
“Cuidem-se. –Os.”
No chão, Hagrid estava estirado, branco feito uma pedra de mármore. Um colar de rubis vermelhas estava entrelaçado nos dedos do meio gigante. O mesmo virará pedra olhando para o colar, em suas mãos.
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