O nosso amor nunca acabara !! ReNa
3 Capitulo 3
Notas iniciais
Helena entrou em sua sala sem pensar duas vezes.
A expressão do marido era triste, mas logo a raiva tomou conta de seus olhos.
–Devo deduzir que minha secretária é incompetente ou que você é mal educada? Por acaso alguém convidou você a entrar em minha sala?
–Não fui convidada, mas vim tentar abrir seus olhos Renê. – Pelo bem de sua família, estava pronta para apelar. — Você deixou nossa casa muito nervoso e falando coisas que sabe não ter sentido. Nós estamos juntos há sete anos, seis de casamento, não pode colocar fim assim. Por um capricho...
–Você mente descaradamente e diz que eu sou o culpado pelo fim do casamento? Não Helena! Você decidiu tudo sozinha, assuma a responsabilidade. – Ele começou a se alterar e a gritar. – Crie essa criança como bem entender, mas bem longe de mim.
–Renê...não pode agir assim...não pode acabar com tudo o que construímos...
–Posso! – Agora ele já estava gritando. – Não quero te ver mais, não quero notícias dessa criança, não quero saber o que vai fazer com ela.
Essas palavras doeram fundo. Helena Decidiu que não iria chorar, mesmo tendo todos os motivos para isso. Iria recomeçar a vida bem longe de Renê. Quando estava para sair ele voltou a falar.
–Já contatei meu advogado e pedi que desse entrada no divórcio. Em breve ele entrará em contato com você para assinarmos tudo. É claro que isso não sairá barato. – Ele apontou para barriga de Helena. – Ainda mais agora. Mas não me importarei em lhe pagar tudo que for de direito, só não abro mão de que deixe o apartamento ainda hoje. Eu já morava ali antes de você entrar na minha vida e tudo voltará ao que era antes. Na divisão dos bens você poderá escolher outro imóvel.
Bens? Imóveis? Sair barato? Helena não conseguia reconhecer seu marido no homem à sua frente.
–Cale a boca Renê! – O grito ecoou pelo ambiente. — Sabe muito bem que não foi dinheiro que nos levou ao casamento e muito menos ao divórcio. Não dependo de você, tenho minha profissão e sempre pude ter meu sustento dela. Não lhe pedi nem aceitarei nada seu.
–Quero ver em qual companhia de dança irá trabalhar quando a barriga crescer. – Agora ele estava debochado. Talvez a garrafa vazia sobre a mesa fosse uma boa explicação.
–Isso não será problema seu! Aconteça o que acontecer, eu não vou pedir nenhum centavo seu. – Esbravejou.
Antes que tivessem tempo de continuar com a discussão a porta foi aberta e uma Rosana indignada entrou feito furacão.
–Mas que algazarra é essa na minha empresa? –Rosana não tinha meias palavras e não se intimidada com as grosserias do filho.
–Não se meta em minha vida mãe. – O tom de voz dele foi mais baixo, porém continuava alterado.
–Em primeiro lugar fale direito comigo já que sou sua mãe. – Ela esperou para ver se ele se atreveria a retrucar, o que não aconteceu. – Ótimo. Agora qual dos dois terá a gentileza de explicar o que houve aqui?
–Nada que seja da sua conta. – Disse Helena
–Então façam o favor de ir brigar na casa de vocês! Aqui jamais.
–Mãe, por favor, eu não estou em um bom dia, deixe que eu resolva meus problemas com Helena.
–Não. E pelo simples fato que você, meu filho, fez questão de mostrar seu mau humor a todos nessa empresa. Faltou com a educação com seus funcionários, bebeu aqui em sua sala e agora, quando a causa do mau humor chegou, armou um escândalo. Eu exijo uma explicação.
–Não se canse Renê. –Helena interveio. — Eu respondo a sua mãe. Pode comemorar dona Rosana. Seu filho decidiu se divorciar, afinal eu cometi o crime de engravidar sem sua devida autorização. ADEUS aos dois! — Dizendo isso Helena jogou o crachá sobre a mesa e deixou a empresa.
Rosana esperou seu filho se recompor para saber exatamente o que se passava. Ficou em sua sala por algum tempo, totalmente calada.
–Não vai embora, não é?
–Sem respostas, não. –Rosana foi direta como sempre.
–Pois bem. –Renê respirou profundamente. – Ontem à noite Helena disse que está grávida. Ela planejou tudo sem que eu soubesse e achou que eu iria receber a criança de braços abertos.
–E o filho é seu? –Rosana falou para receber um olhar furioso de Renê.
–Eu não tenho motivos para duvidar disso.
–Então qual o problema?
–Como qual o problema? Eu fui enganado, não foi um descuido, foi planejado! Eu deixei claro que ela não podia engravidar e ela me enganou. Talvez eu até pudesse aceitar se fosse um descuido, mas não foi.
–Renê, você está com 28 anos, Helena com 27. Com sete anos de relacionamento sério, o que você esperava? Acho até que essa moça foi paciente.
–O que há com você? Está sempre na maré contrária. Quando eu estava de bem com Helena, vivia criticando ela e agora, quando brigamos, você resolve defendê-la?
–Ora meu filho, não vou negar que essa moça ganhou alguns pontos comigo por ir atrás do que quer. Por enfrentar você. E isso é um capricho seu.
–Capricho! –Renê esmurrou sua mesa. – Eu sou obrigado a ter um filho que não desejo?
–E Helena é obrigada a abdicar da maternidade por sua causa? Pense nisso. – Ela conhecia o filho e sabia que insistir naquilo não adiantaria. Ele precisava de tempo para pensar. – Talvez essa seja mesmo a melhor solução. Ela fica com o filho e você sozinho. Aconselho a ir para casa descansar. Vou deixar seu tio no comando de tudo. Também vou sair.
–Onde vai?
–Comprar presentes para meu neto, é claro.
Renê preferiu nem responder.
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