O nosso amor nunca acabara !! ReNa
4 Capitulo 4
Notas iniciais
Renê não conseguiu se concentrar no trabalho e não podia voltar para sua casa por correr o risco de encontrar Helena. Não suportaria mais um embate com a esposa. Horas depois seu celular tocou e era Alicia:
–Está em casa ou no escritório?
–Escritório.
–Sabe onde Helena está?
–Espero que no apartamento, fazendo às malas. – Sabia que ia se arrepender por perguntar, mas o fez. – Por quê?
–Estou com dúvida em algumas roupinhas. Sabe com quantos meses ela está?
–Isso é deboche, Alicia. Sei que mamãe já deve ter te contado tudo– Ele decidiu entrar no jogo. – Mas eu não sei.
–Que pena. Aí eu não sei em que mês vai nascer e se compro roupa de calor ou frio? – Ela suspirou. – Claro que mamãe contou por isso vim as compras com ela. Será que Helena já sabe se é menino ou menina?
–Vai pro inferno Alicia! – Falando isso ele encerrou a ligação. Era só o que faltava. Agora elas vão ficar enlouquecidas.
Mais algumas horas totalmente perdidas no escritório e Renê decidiu que já era hora de voltar para casa. Quando colocou a chave na fechadura ele pensou que era hora de buscar forças para mais uma discussão onde Helena insistira mais uma vez para ele desistir do divórcio. Quando abriu a porta, no entanto, se deparou com o ambiente exatamente igual ao de quando saiu. Arrumado perfeitamente, mas sem vida. Se ela estivesse lá arrumando às malas ainda, teria barulho e se já tivesse levado tudo, estariam faltando objetos, ao menos um porta retrato ela iria levar. Ou não?
Com um pouco de ansiedade foi passeando pela casa totalmente vazia. Lembrou do fato de não terem empregados fixos, apenas a diarista que vinha sempre pela manhã e deixava tudo organizado. Helena não gostava de estranhos sabendo da vida do casal e dormindo na casa. Agora teria de contratar uma empregada. Deixou o quarto por último, ainda tendo um pouco de esperança de encontrá-la lá. A imagem foi dolorida! A cama perfeitamente arrumada e sobre o lençol estavam dispostas as joias. Cada uma representava uma data, um motivo, ou um sentimento diferente. A última era uma pulseira decorada com Safiras que Helena recebeu quando completaram seis anos de casamento. Mas a joia mais valiosa era a aliança e ela também foi deixada ali.
Quando abriu o lado do closet destinado a Helena o perfume sempre usado por ela inebriou o ambiente. Ver todos os cabides vazios e alinhados foi a confirmação de que acabou.
Foram sete anos jogados fora.
–Para Renê. – Gritou para si mesmo. – Você quis assim. Chega de ficar sofrendo.
Decidido por deixar o passado ir embora, Renê pegou uma roupa limpa e foi tomar banho, mas a visão do banheiro também era dolorosa. A bancada da pia, antes lotada de cremes, loções, óleos e todo tipo de maquiagem agora estava vazia. Quem pensaria que a visão de uma escova de dentes solitária, pudesse representar tanto? Mas para ele representava. Entrou no chuveiro e chorou. Não por arrependimento, chorou pelas circunstâncias que o levaram a se separar da mulher que tornava sua vida plena. Mas estava feito e jamais voltaria atrás.
Três semanas depois...
A vida seguiu em frente e o nome Helena não era mencionado na família. Na verdade Rosana e Alicia praticamente o ignoravam e era provável que gastassem o tempo todo mimando Helena.
–Olá maninho. – Alicia entrou sem bater. – Como vai?
–Educação mandou lembrança. – Renê falou mais para provocá-la do que repreendê-la.
–Vamos ser objetivos já que seu humor não está bom. — Ela estudava as palavras e isso não era bom sinal. – Só vim aqui dizer que se quer economizar uma viagem aos EUA, deve ir conversar com Helena e trazer ela logo para casa. E nem adianta olhar de casa feita, nós dois sabemos que logo você estará rastejando.
–O seu humor está passando dos limites Alicia – Só que um detalhe lhe chamou a atenção. – Ela vai embora da Inglaterra? Por quê? E o estúdio?
–Parece que não está bem financeiramente. Acho melhor fazer algo logo. Que foi? Ficou preocupado.
–Só se for com ela ir antes de assinar o divórcio. – Mas os olhos dela brilhavam de esperança. – Por favor Alicia, cuide de Diogo um pouco.
Era só o que faltava.
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