O nosso amor nunca acabara !! ReNa
10 Capitulo 10
Notas iniciais
Nem fiquei sabendo o que realmente tinha acontecido com Helena, simplesmente sai correndo em direção ao hospital, sem nem mesmo saber onde ele ficava. Fui de táxi para não perder tempo estacionando. Ao menos o trânsito não dificultou as coisas. Passei na recepção e cheguei ao andar certo apenas para avistar o mesmo homem que vi colocando Helena no carro dias antes. Junto dele estavam uma garota e um rapaz mais jovem.
– Vitor? Foi você que trouxe Helena Magalhães , não? – O sobrenome de casada enfatizava a situação
– Sim. Você é?
– O marido.Renê Magalhães. Pode me dizer o que houve?
– Não. Só ela poderá fazer isso.
– Como não? Você a encontrou.
– Mas ela estava desacordada. Não sei o que houve.
– Então conte como a encontrou droga! Aliás, comece dizendo o que foi fazer lá.
– Não lhe devo explicações! E abaixe o tom de voz Magalhães. Podemos conversar, mas não pense que vai chegar aqui e agir como marido preocupado quando ambos sabemos o que é de verdade. É ótimo em criticar os outros quando deveria se preocupar com as próprias atitudes.
– Você não sabe nada de minha vida! –Renê foi para cima de Vitor , mas uma das garotas entreviu.
– Calma rapazes. Aqui não é lugar. – Ela o cumprimentou. – Olá, eu sou Ângela, amiga de Helena, muito prazer.
– Oi Ângela. Será que você pode falar o que houve?
– Realmente não sabemos ao certo. Vitor ia ajudar Helena a pintar o quarto do bebê, mas quando chegou ela não atendeu a porta. Ele chamou o porteiro para arrombar a porta e a encontraram no chão, desmaiada, ao lado da escada. Não sabemos se desmaiou ou se caiu da escada.
– Meu deus. – Escada! – Será que Helena não pensa nos riscos de nada?!
– Lá vem o senhor sabe tudo. Já está culpando a Helena.
– Não culpo ninguém droga, mas você acha certo subir em escada grávida? Apoiou essa ideia. Pintar casa...sei...tudo desculpa para ficar perto dela.
– Enquanto você procurou desculpa para ficar longe dela!
– Senhores, por favor, sem gritos. – Quando ambos pararam ela continuou. – Quem é o responsável por Helena Fernandes Magalhães?
– Eu, o marido dela.
– Bem, me acompanhe. Ela está acordada e poderão conversar um pouco. Mas logo ela tem de descansar.
– Certo, como ela está?
– Não houve sangramento, o que é bom sinal. Ela, no entanto, bateu a barriga e tem de manter repouso para evitar complicações. E não pode se estressar.
– Claro. – Ele respirou fundo e abriu a porta do quarto. – Olá, como está?
– Bem, agora que sei como que tudo está perfeito com meu filho.
– É, mas ainda temos muito do que cuidar, minha paciente mais teimosa. – Entrou outra mulher mais velha. Parecia ser sua médica. – Não pense que vai sair daqui dando cambalhotas. Repouso até termos certeza que tudo está em ordem.
– Pode explicar o que houve? – Era isso que tentava saber desde que chegou ao hospital.
– Claro. E eu posso saber quem é você?
– Marido de Helena.
– Bom, adoro pais participativos. –Renê não gostou da indireta. – Sou Martha, a obstetra desta grávida teimosa. A queda representa um trauma, mesmo sem sangramento. Helena sentirá dores no corpo por alguns dias e vamos acompanhar se o bebê manterá seu desenvolvimento normalmente.
– Há algum problema? –Helena disse alarmada.
– Não, mas tenho que acompanhar. Ainda bem que caiu de lado, não de frente. Foi por sorte. Se tem tonturas Helena, nunca deve ficar só, muito menos em escadas e em lugares altos. E nem preciso dizer que pintar paredes não é uma atividade adequada. Até o cheiro de tinta não é propício a você nesse momento. Mas não vim aqui só para te xingar.
– Isso é bom. – Até a brincadeira soava com alívio na voz dela. Nem gostava de pensar no estado de Helena se algo de ruim acontecesse ao seu filho. – O que é?
– Sempre que marcamos exames para ver o que tem dentro dessa barriga, ele se esconde. Que tal o pegarmos de surpresa? Vamos fazer um ultrassom.
Helena foi para a sala de exames e eu fiquei meio que sem saber para onde ir. Ninguém me convidou a participar, mas não iria perder essa oportunidade. Segui a médica e perguntei:
– Onde é? Posse assistir?
– Se Helena permitir, sim
– Acho que ela não irá se importar.
– Ok. – Ela lhe deu as costas, mas depois o chamou. –Renê, além de médica, sou amiga de Helena.
– Sim. – Não ia gostar dessa conversa.
– Depois do exame vamos conversar.
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