Notas iniciais
Desculpe demora tava impossibilitada de escrever boa leitura

Nem fiquei sabendo o que realmente tinha acontecido com Helena, simplesmente sai correndo em direção ao hospital, sem nem mesmo saber onde ele ficava. Fui de táxi para não perder tempo estacionando. Ao menos o trânsito não dificultou as coisas. Passei na recepção e cheguei ao andar certo apenas para avistar o mesmo homem que vi colocando Helena no carro dias antes. Junto dele estavam uma garota e um rapaz mais jovem.

– Vitor? Foi você que trouxe Helena Magalhães , não? – O sobrenome de casada enfatizava a situação

– Sim. Você é?

– O marido.Renê Magalhães. Pode me dizer o que houve?

– Não. Só ela poderá fazer isso.

– Como não? Você a encontrou.

– Mas ela estava desacordada. Não sei o que houve.

– Então conte como a encontrou droga! Aliás, comece dizendo o que foi fazer lá.

– Não lhe devo explicações! E abaixe o tom de voz Magalhães. Podemos conversar, mas não pense que vai chegar aqui e agir como marido preocupado quando ambos sabemos o que é de verdade. É ótimo em criticar os outros quando deveria se preocupar com as próprias atitudes.

– Você não sabe nada de minha vida! –Renê foi para cima de Vitor , mas uma das garotas entreviu.

– Calma rapazes. Aqui não é lugar. – Ela o cumprimentou. – Olá, eu sou Ângela, amiga de Helena, muito prazer.

– Oi Ângela. Será que você pode falar o que houve?

– Realmente não sabemos ao certo. Vitor ia ajudar Helena a pintar o quarto do bebê, mas quando chegou ela não atendeu a porta. Ele chamou o porteiro para arrombar a porta e a encontraram no chão, desmaiada, ao lado da escada. Não sabemos se desmaiou ou se caiu da escada.

– Meu deus. – Escada! – Será que Helena não pensa nos riscos de nada?!

– Lá vem o senhor sabe tudo. Já está culpando a Helena.

– Não culpo ninguém droga, mas você acha certo subir em escada grávida? Apoiou essa ideia. Pintar casa...sei...tudo desculpa para ficar perto dela.

– Enquanto você procurou desculpa para ficar longe dela!

– Senhores, por favor, sem gritos. – Quando ambos pararam ela continuou. – Quem é o responsável por Helena Fernandes Magalhães?

– Eu, o marido dela.

– Bem, me acompanhe. Ela está acordada e poderão conversar um pouco. Mas logo ela tem de descansar.

– Certo, como ela está?

– Não houve sangramento, o que é bom sinal. Ela, no entanto, bateu a barriga e tem de manter repouso para evitar complicações. E não pode se estressar.

– Claro. – Ele respirou fundo e abriu a porta do quarto. – Olá, como está?

– Bem, agora que sei como que tudo está perfeito com meu filho.

– É, mas ainda temos muito do que cuidar, minha paciente mais teimosa. – Entrou outra mulher mais velha. Parecia ser sua médica. – Não pense que vai sair daqui dando cambalhotas. Repouso até termos certeza que tudo está em ordem.

– Pode explicar o que houve? – Era isso que tentava saber desde que chegou ao hospital.

– Claro. E eu posso saber quem é você?

– Marido de Helena.

– Bom, adoro pais participativos. –Renê não gostou da indireta. – Sou Martha, a obstetra desta grávida teimosa. A queda representa um trauma, mesmo sem sangramento. Helena sentirá dores no corpo por alguns dias e vamos acompanhar se o bebê manterá seu desenvolvimento normalmente.

– Há algum problema? –Helena disse alarmada.

– Não, mas tenho que acompanhar. Ainda bem que caiu de lado, não de frente. Foi por sorte. Se tem tonturas Helena, nunca deve ficar só, muito menos em escadas e em lugares altos. E nem preciso dizer que pintar paredes não é uma atividade adequada. Até o cheiro de tinta não é propício a você nesse momento. Mas não vim aqui só para te xingar.

– Isso é bom. – Até a brincadeira soava com alívio na voz dela. Nem gostava de pensar no estado de Helena se algo de ruim acontecesse ao seu filho. – O que é?

– Sempre que marcamos exames para ver o que tem dentro dessa barriga, ele se esconde. Que tal o pegarmos de surpresa? Vamos fazer um ultrassom.

Helena foi para a sala de exames e eu fiquei meio que sem saber para onde ir. Ninguém me convidou a participar, mas não iria perder essa oportunidade. Segui a médica e perguntei:

– Onde é? Posse assistir?

– Se Helena permitir, sim

– Acho que ela não irá se importar.

– Ok. – Ela lhe deu as costas, mas depois o chamou. –Renê, além de médica, sou amiga de Helena.

– Sim. – Não ia gostar dessa conversa.

– Depois do exame vamos conversar.

Notas finais
comentem