Notas iniciais
Quero agradecer a Depressed pela linda , fantastica e maravilhosa recomendação eu adoreeeeeei muitooo obrigada , eu dedico esse capitulo a você Desculpe-me a demora não deu pra postar antes rsrsrsrsrs

Quando entrou na sala Renê viu Helena já deitada e uma enfermeira estava para iniciar o exame. Martha assumiu seu posto e começou a passar o gel no ventre bem arredondado. Só neste momento percebi que jamais havia visto a barriga nua, Helena sempre estava com batinhas largas e apenas agora percebia a real mudança de seu corpo. Linda era pouco!

– Bom. Vamos lá bebê, vamos acalmar o coração dessa mamãe. – A médica falava enquanto passava o aparelho na barriga de Helena. – Não precisa se preocupar. Está tudo perfeito.

– Está mexendo muito.

– E o que você queria? Depois de um susto desse.

– Até o batimento cardíaco deve estar acelerado. Já vamos ouvir.

– Mamãe não vai mais fazer isso filho. Prometo. – Ela disse em uma docilidade.

– Assim espero. – A médica brincou e logo uma batida rápida e insistente tomou o ambiente. Era chocante.

– Minha nossa. – Praticamente gritei.

– Emocionante não Papai? Ele bate forte, quer viver.

– É fantástico, já conseguiu ver o que é?

– Tenho quase certeza. – Ela mexeu no aparelho mais um pouco. – Sim, é isso.

– Fale!

– Tanto se escondeu, porque é tão teimosa quanto a mãe. Já consigo imaginá-la parecida com você, Helena.

– Uma menina, uma princesinha. – Ela alisava o ventre.

– E você Renê? Não diz nada? – Eu estava tentando, mas nenhuma palavra deixava minha boca.

– Eu... não sei o que dizer. Bom Helena, era o que você queria certo? Uma menina que não tivesse nada haver comigo.

– Renê, vamos conversar depois. Martha não tem de ouvir isso e eu estou muito feliz com minha Princesa para arriscar uma briga.

– Exatamente! – A médica interveio. – Agora a senhora voltará para o quarto e dormirá.

– Quanto tempo terei que ficar aqui?

– Alguns dias. Mas não tenha pressa. Vai pra casa, mas manterá uma rotina bem parecida com a daqui. Cama Helena.

– Mas...

Um olhar de Martha fez ela se calar. Eu sabia que não seria fácil manter Helena em casa, principalmente sem morar junto dela. E tinha o serviço. Seria uma ótima forma de afastá-la do escritório, ela não podia continuar trabalhando. Antes de chegar a alguma solução a médica pediu que eu a acompanha-se ao consultório enquanto Helena seria levada ao quarto.

– Eu já te encontro lá. – Disse a minha esposa e saí.

– Bom Renê, você imagina o que quero falar?

–Não. – Menti.

– Ok. Quero colocá-lo a par do que se passa com Helena. Em seu quadro clínico, como médica e em seu estado emocional, como amiga.

– Ela disse que está tudo bem.

– Helena mente até para ela mesma.

– Ela está doente?

– Está com índices de pressão muito acima do normal. Isso é muito arriscado. Eu tentei convencê-la a não morar sozinha, mas sabe o que ela me respondeu?

– Não.

– Que no futuro seriam apenas ela e o bebê, então deveria se acostumar desde já.

– Eu não sei como me desculpar, eu deveria ter estado aqui, mas...

– Renê...a medicina tende a deixar as pessoas duras e talvez eu seja severa demais com você agora. Mas não tenho alternativa. Não tenho condições de ficar ouvindo seus problemas passados Renê. Melhor contratar um psiquiatra, se for o caso.

– Vamos nos restringir a Helena, por favor.

– Sim, Helena não assumirá, mas tenho certeza de que ela não perdeu o equilíbrio, sua esposa perdeu os sentidos e caiu da escada. Obviamente, ela nem deveria estar lá encima.

– Não é normal grávidas desmaiarem?

– Não no caso dela.

– Ok. O que posso fazer?

– Em primeiro lugar, deixar claro que ela não está sozinha.

– Já fiz isso.

– Mas terá de encontrar uma forma para ela acreditar. O fato de não ter lhe contado seu real estado, indica que isso ainda não aconteceu.

– Ok. O que mais?

– Cuide para que siga as indicações médicas à risca, não a deixe nervosa e nunca a deixe sozinha.

– E isso garante que ambas passarão bem pelo fim da gravidez?

– A saúde não é tão exata assim Renê, mas são atitudes decisivas.

– Quanto tempo ela ficará aqui.

– A queda realmente não foi grave. Quero apenas que fique aqui até estabilizar a pressão. No máximo uns cinco dias.

– É o suficiente.

– Para que?

– Quero poder recebê-las bem.

– Isso é bom. Helena estava precisando de alguém para cuidar dela. – Eu ia saindo da sala. – Renê, é bom ouvir você falando preocupado com ambas. Agora vá...talvez pegue Helena acordada.

Notas finais
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