O namorado da minha melhor amiga!
25 Tenha modos de uma menina, mas bata como um "garoto".
Notas iniciais

A festa estava bem animada, tinha uma grande quantidade de gente.
Pedro me levou até um bar que estava montado em uma das salas, era bem óbvio que o dono da festa era podre de rico, dava para notar só pelo tamanho da casa.
— Vocês vão querer algo? — Perguntou um dos barman que servia para lá e para cá.
— Duas doses de tequila e mais duas de absinto. — Pedro pediu e eu mordi os lábios, pois lembro de poucas partes do nosso encontro na boate e tenho certeza que foi essa bebida que ele pediu.
— Parece que a noite vai ser bem louca! -Gritei por causa do som alto e ele se aproximou de mim.
— Acho que agora já posso borrar seu batom!
O garoto olhava para os meus lábios e seus olhos emitiam um grande desejo, o puxei pela nuca e o encarei, ele fez o mesmo.
— Com certeza!
Assim que assenti o garoto degustou os meus lábios com calma e eu segui seu ritmo devagar, me afastei puxando seu lábio e fitando seus olhos com malícia, parecia que ele ficava mais atentado, me puxou mais pra perto e o ritmo devagar se transformou em total rapidez, mas sem deixar sua língua descontrolada.
—Seu beijo é bem viciante, senhorita Laurence. — Comentou se afastando.
— Agora está explicado o motivo de alguns garotos continuarem atrás de mim. — Provoquei olhando rapidamente para o seu rosto e em seguida bebendo minha dose de tequila que o barman deixou lá sem interromper o meu beijo com o Pedro.
— Hm, quer dizer que enfrento uma grande concorrência não é?
Dei de ombros e sorri, nem afirmei nem neguei nada, o garoto me olhava como se tentasse analisar uma falha em minha expressão, mas nesse quesito de esconder os meus peguetes eu me dava muito bem… Ou não?
— Pronto para virar o absinto sem parar? — Perguntei, preparada segurando o copo.
— Mas é claro que sim!
Sorrimos e fui em direção a loucura total, só um copo daquela bebida eu já ficava meio louca.
Fiz uma careta ao terminar de tomar e comecei a rir loucamente.
— Não exagere nessa bebida, dá ultima vez você não ficou bem.
—Não se preocupe comigo, eu vou ficar bem. — Sorri e acenei para o barman e quando ele se aproximou pedi mais duas doses.
Depois do barman trazer nossas devidas doses, Pedro me levou até a piscina onde estava cheia dentro e aos arredores, dois amigos deles se aproximaram e começaram a rir travessos.
— Está na hora! — Gritou um metendo a mão nos bolsos do Pedro, tirando tudo e colocando na minha mão.
— Não cara! — O garoto implorou, mas os dois amigos dele não deram ouvidos, um segurou as pernas e o outro os braços. — Laurence, não deixa!
Comecei a ri e pedi que um dos amigos que o empurrou guardasse os objetos, pois não é confiável deixar na minha mão já que eu poderia deixar em um lugar qualquer e perder.
— Quer ajuda? — Perguntei puxando uma garrafa de tequila na mesa e bebendo, desceu ardendo e ei um grito assim que consegui beber o máximo possivel.
— Claro!
Comecei a rir e fui cambaleando até a beira da piscina e estendi minha mão.
— Vamos, me dê sua mão! — Assim que ele me deu a mão, comecei a rir e escorreguei na beira da piscina e caí dentro d’água.
Assim que cair na água, me afoguei por alguns segundos, porém Pedro me puxou e eu continuei a rir.
—Você fica tão sexy molhado. — Sussurrei em seu ouvido. — Molhado desse jeito mesmo, não sei do outro tipo… Homens ficam molhados?
Pensamento: Não se faz de inocente vagabunda… Ah, lembrando que você tem aula amanhã! … Vai se foder, sério que você vem me lembrar de aula, vou está bem até lá!
— Não sei, quer testar? — Mordi os lábios e fiz cara de desentendida e novamente não respondi.
**
A água estava gelada, então decidimos sair, mas claro que algumas pessoas nos ajudaram, já que Pedro estava meio bêbado e eu não conseguia me equilibrar na escada, sempre caia de volta pra água.
Assim que saí da água claro que dei um gole em uma garrafa de vodca que estava exposta em uma mesa. Mas a noite estava boa demais até aparecer uma garota totalmente bêbada.
— QUE LINDO! — Gritou histérica se aproximando de mim, mas eu não entendia porra nenhuma. — Quem é essa, PEDRO?
Olhei sem entender porra nenhuma e encarei Pedro com o ar de “AHN?”
— Oque você está fazendo aqui, Brittany? — Sua expressão de alegria se transformou em raiva e em frustração.
— UÉ! — A garota me encarava sem parar até que desviou o olhar para Pedro. — Só porque você está com uma puta aqui… Você não queria que visse essa palhaçada.
Pensamento: Eu juro, que não contei que você passa o rodô não!!!
A galera tinha parado de fazer naquilo tudo, para olhar os elementos em destaque: PEDRO. A VADIA. E EU!
E sabe de uma coisa “puta” essa palavra é muito ofensiva, encarei e comecei a rir.
— A puta aqui é você, fazendo barraco em uma festa, que estava muito legal até você aparecer!
–E OLHA! VOCÊ ACABOU DE ENTRAR NO BARRACO! — A garota gritava histericamente.
–Brit, calma, vem cá! — Falou um garoto segurando no braço da garota, mas ela saiu e se aproximou de Pedro.
—Ele não te disse?! — A garota se apossou de Pedro em um abraço, mas ele parecia sentir nojo. — Somo namorados!
Minha respiração sumiu, não é possível, mais um comprometido?
Pensamento: Como assim? Olha Laurence, quando você for fazer um currículo, você coloca lá “Facilidade em namorar caras com namoradas”.
—Brittany, somos ex! EX-NAMORADOS! Terminamos faz três meses.
Suspirei de alívio e peguei a garrafa e bebi um grande gole.
— Você acha isso bonito? Sabe oque você está parecendo? — Afastei a garota de Pedro e dei um selinho na bochecha dele e olhei provocando. — Uma puta… De luxo não! Uma de lixo mesmo, quando arranja um cara pra bancar, mas quando está sem nada, corre atrás dele… Queridinha. — Dei outro gole e cambaleei. — Aceite, ele encontrou alguém melhor!
A garota me olhava furiosa e soltou um grito.
—Fodeu! — Gritou alguém no meio da multidão.
Ela me puxou pelos cabelos e garrafa caiu no chão, fazendo com que um caco de vidro entrasse nele, prendi um grito abafado e quando ela me deu um tapa, eu não ia deixar barato.
Dei um murro forte na barriga da garota e ela soltou um grito abafado e parecia totalmente sem ar.
— Tenha modos de uma garota, mas quando for brigar, bata que nem um homem, não venha com seus tapinhas! — Me afastei, mas garota não queria terminar aquilo assim.
Ela veio em minha direção e beliscou o meu rosto, a puxei pelos cabelos e dei uma rasteira e a menina caiu logo no chão, assim que ela hesitou para levantar, sentei na sua barriga, mas ela ainda conseguiu arranhar meu rosto, segurei seus pulsos firmes no chão, ela mexia os pés e me olhava furiosa.
— Espero que tenha adquirido experiência para a próxima briga! — Ironizei e sorri. — Aprenda a bater antes, vadia.
Me levantei, mas ela ainda pensou em revidar, porém um garoto a segurou.
— Para com isso Britt, você vai se arrepender depois! — O garoto segurava a menina que ainda tentava ir em minha direção.
— Pedro, por favor! Eu te amo! — Ela chorava sem parar.
E eu a olhei espantada, ela era mesmo louca e possessiva.
Assim que dei conta, soltei um grito por causa do caco de vidro em meu pé, me apoeie em Pedro e ele parecia desapontado.
— Eu tinha que fazer isso, me desculpa!
Ele sorriu e me encarou.
— Foi um grande vexame, mas ela mereceu um pouco, talvez ela pense duas vezes antes de fazer isso.
Hesitei em falar algo, mas meu pé latejava.
–Vou precisar de uma ajuda aqui.
O garoto não falou nada, apenas me segurou no colo e foi em direção ao dono da festa.
—Sabe onde tem algo para dá um jeito nisso?
— No banheiro do quarto da minha mãe, tem um kit de primeiros socorros. — O garoto pegou uma chave do bolso. — Não deixa ninguém passar pra lá, ok?
Pedro assentiu e me carregou em direção ao quarto da mãe do garoto, todos me olhavam acho que vou ser lembrada como “ A exterminadora de ex-namorada”, quem sabe…
Assim que chegamos ao quarto, Pedro me colocou na cama e foi a o banheiro e voltou em seguida com um kit.
—Vamos dá um jeito nisso aqui… — Se aproximou e pegou em meu pé.
—Posso confiar em você?
—Claro… — Sem sentir dor nenhuma o garoto tirou o caco de vidro que era médio, mas se demorasse mais um pouco lá, iria inflamar. — Pretendo me formar medicina, tenho que entender um pouco disso.
— Olha só, um médico… Então quando eu entrar em alguma briga é só ligar pra você, que você aparece? — Sorri e o garoto retribuiu o sorriso, ele passou algo em meu pé e o enfaixou
— Sua sorte que o corte não foi grande nem profundo, senão iria precisar de pontos.
— Ainda bem, ir em na urgência, já pensou eles pedem pra ligar pra minha mãe? Estou pensando em um jeito de explicar isso.
Pedro se sentou na cama e de leve passou a mão em meus arranhões no rosto, em silêncio fiquei encarando o e ele passou algo em meu rosto e assim que terminou ele colocou as coisas no chão.
— Pronto!
Eu continuei em silêncio e olhei para sua boca e o encarei, ele passou as mãos em meus cabelos e tomei partido beijando sua boca com vontade, ele desceu sua mão do meu rosto até a minha cintura e eu me afastei sorrindo.
— Vocês quer continuar? — Ele perguntou e eu afirmei.
Me deitei na cama, e ele passava a mãos de leve carinhosamente em meu corpo, se aproximou e nos beijamos novamente, me inclinei retirando sua blusa e ele fez o mesmo, puxou as alças do meu vestido, mas teve um pouco de dificuldade nisso, soltamos uma risadinha e eu mesma retirei meu vestido e ele sua roupa, ficamos apenas de peças intimas, seu sexo já estava excitado o que fez com que eu ficasse mais ainda. Com os lábios úmidos o garoto me deu um selinho e foi descendo, passando sua boca em meu corpo em direção ao meu ventre, senti um arrepio. Ele me olhou de um jeito provocante e puxou minha calcinha.
Seus dedos macios e gelados subiam e desciam devagar, apertei o travesseiro que estava próximo e eu me sentia bem excitada e meu sexo pulsava, senti seus dedos adentrarem e soltei um grito abafado de extâse, eram movimentos vagarosos que me faziam arfar, segurei o travesseiro com mais força e seus movimentos iam acelerando, soltei um gemido maior, mas tentei me conter, ninguém podia saber o que tornava a coisa mais excitante.
Revirei os olhos de prazer e quando senti que estava chegando ao ápice o garoto me olhou sacana e removeu os dedos e antes que eu ficasse frustada senti sua língua circulando em meu clitóris, o ato surpresa fez com que eu soltasse um gemido, revirei os olhos novamente e seus movimentos rápidos, me fazia querer gemer mais alto, mas eu não podia, eu me contorci, mas ele me segurava pela cintura, me levantei e ele continuava, passei a mão em seus cabelos, e eu podia sentir que já estava atingindo, seus movimentos ficaram bem mais rápidos e em questão de segundos, soltei um gemido impossível de segurar, mas garoto colocou sua mão abafando o gemido.
Olhei para o garoto com malícia e deitei na cama, era minha vez de retribuir, retirei a cueca de Pedro e segurei seu pênis ereto, fiz movimentos com as mãos e ele me encarava sorrindo, passei a lingua e ele soltou um pequeno gemido, mas não se comparava aos meus, fiz movimentos rápidos e carinhosos e em seguida levei seu pênis a minha boca e fiz o possível para retribuir, fiz movimentos devagar no inicio, levantei o olhar e o encarei inocente e eu podia ver claramente que ele estava gostando, fiz movimentos mais rápidos e eu senti sua mão acariciar meus cabelos, o garoto soltou um pequeno gemido e interrompeu o ato, ele me deitou na cama e me penetrou vagarosamente, passei minhas mãos em suas costas e gemi bem baixinho em seu ouvido, ele aumentou a velocidade e arranhei suas costas com força, seus corpo se movimentava perfeitamente sobre o meu.
E novamente eu sentia aquela sensação de algo se acumulando em meu ventre e com mais força arranhava suas costa, gemi seu nome lentamente em seus ouvido e ele fez o mesmo, a sensação aumentava e seus movimentos também, quando ele atingiu o orgasmo eu atingi junto e com mais força arranhei suas costas.
Ele saiu de dentro de mim e me olhou sorrindo e sorri junto, deitou-se ao meu lado me puxou pra perto. Dei um selinho e me sentia totalmente alegre, mas ao mesmo tempo triste, porque precisávamos sair dali.
— Precisamos ir… — Murmurei me levantando, porém eu não queria ir, se pudesse eu ficaria ali deitada até o dia clarear com o garoto. — O seu amigo não vai gostar de saber disso.
Ele se levantou calado e vestiu a cueca e me encarou assustado.
— Esquecemos da camisinha!
Engoli seco e arregalei os olhos.
— Fodeu!
Vesti meu vestido as pressas e me sentei na cama preocupada.
— E agora? — Ele questionou vestindo suas roupas.
Respirei fundo, não precisava de tanto vexame, a farmácia está ai para vender vacinas e pilulas, a única coisa necessária a fazer é isso, ir na farmácia e tomar uma vacina, um remédio e está tudo bem.
— De acordo com meu calendário menstrual, eu não estou fértil e não se preocupe tomarei pilula, oque for! — Eu tentava não parecer preocupada, mas era impossível.
Mordi o lábio e olhei as horas e já ia dá cinco horas da manhã, como o tempo passou rápido, comecei a roer as unhas e estava totalmente fodida, era para mim está três horas atrás em casa e sem contar que eu chegaria na escola arruinada.
— Minha mãe vai me matar! Não estou em casa…
— Relaxe, melhor ela não ver que você chegou essa hora, que tal você dormir lá em casa? E no dia seguinte você fala que dormiu na casa de uma amiga.
Fiquei pensativa, mas no fim essa seria a melhor opção, minha mãe prefere mil vezes me ver chegando de manhã da casa de uma amiga, do que me ver chega essa hora.
— Certo, seus pais não vão reclamar?
— Relaxe, vamos é melhor irmos, pelo menos você descansa um pouco para ir pra escola, se você quiser ir, claro!
Assenti e esperei o garoto se vestir, aproveitei e arrumei a cama, fiz o máximo possível, mas os lençóis estavam amassados e talvez sujos..
***
Fiquei esperando no carro, não queria me despedir de pessoas que nunca falei na vida e que me achavam uma total barraqueira.
Pedro não demorou muito e voltou com minha bolsa que eu tinha esquecido completamente, peguei o celular e tinha cinco mensagens, uma da minha mãe que dizia para eu voltar cedo, duas da Susi, e mais duas do Alexander falando sobre a peça, mas não decidi responder.
— Sua mãe e seu pai vão brigar! — Adverti nervosa.
Ele deu de ombros e dirigiu devagar para se precaver, já que tinha bebido.
No caminho acabei adormecendo, porém ele fez questão de me acordar assim que chegamos.
Mas estranhei, era uma casa de praia.
— Vocês moram aqui?
— Não, essa é outra casa que temos, dificilmente minha família pra cá, porém uma faxineira passa aqui uma vez na semana.
Admirei a casa, ela possuía um aspecto rústico e um lindo jardim na frente e uma estrada artificial de pedra até a entrada da casa.
— Vamos, você precisa descansar um pouco.
Assenti e entramos, a casa tinha uma lareira na sala invés de uma televisão, só os sofás pareciam ser bem confortáveis, enquanto eu olhava tudo com atenção Pedro me puxou em direção ao quarto, onde tinha uma lareira.
— Se ligar isso, deve fazer um calor!
— Você está enganada, senhorita Laurence, mas aqui faz muito frio, já já você sente.
Ele se jogou na cama e se enrolou com a coberta da mesma.
— Vamos, você vai acordar cedo… Eu acho!
Suspirei só de pensar e me deitei ao seu lado, porém antes peguei meu celular e mandei uma mensagem para a Susi.
“Saideira! Não fui pra casa! EMERGÊNCIA! Leve uma bolsa, umas canetas e um caderno!!” — L
Assim que mandei a mensagem abracei o Pedro e ele já estava quase adormecendo, bocejei e fiz o mesmo, cair em um sono bem profundo.
Acordei já ia da oito horas, arregalei os olhos e me levantei apressada e foi ai que notei que o Pedro não estava no quarto, mas ignorei fui até o banheiro fazer minhas necessidades e minha cabeça doiai muito, sentia vontade de vomitar e me assustei ao ver uma mão estender uma toalha e um sabonete.
Peguei as coisas e liguei o chuveiro a água estava quentinha e meu corpo ficou mole, esqueci até do curativo que ficou todo molhado e soltei bastantes palavrões, mas continuei meu banho com ele molhado.
Depois de um banho rápido, senti meu hálito horrível.
— ESCOVA DE DENTES DISPONÍVEL? — Gritei.
— Só um momento!
Esperei um pouco e ele apareceu com uma escova nova na embalagem.
Escovei os dentes e enxaguei com enxaguante bocal, saí correndo e quando pensei em vestir minha roupa da festa, vi uma camiseta masculina de botão que ficaria que nem um vestido em mim.
Vesti a mesma peça intima, e coloquei a blusa que ficou como um vestido, na metade da coxa, ajeitei as mangas, deixei três botões abertos, nada vulgar, porém não muito comportado.
Prendi meu cabelo em um coque e fui correndo atrás de Pedro, ele estava tomado banho e usava apenas um bermudão e colocava bacons em um prato.
— Preciso de remédio de dor de cabeça. — Minha cabeça latejava.
Ele abriu o armário e jogou um envelope, fui em direção a geladeira enchi um copo d’água e tomei dois remédio de vez.
—Ficou muito bonito em você!
— Obrigada! — Sorri e o abracei por trás dando um beijo em sua nuca.
—Laurence, você se lembra do que aconteceu?
Olhei para ele assustada e neguei, ele me olhou espantado e decepcionado ao mesmo tempo.
— Precisamos conversar!
Soltei uma gargalhada alta e ele parecia irritado.
—Não se brinca com isso!
— Deixa de ser bobo! Agora meu pé, lembro de ter pisado em vidro, agora meu rosto? O que diabos aconteceu?
— Você brigou com minha ex.
Sentei em uma banqueta e procurei um sinal de brincadeira, mas era verdade.
— Não se preocupe, alguém deve ter filmado. — Ele colocou um rato com ovos, bacon e torrada ao meu lado acompanhado de um suco de laranja. — Coma, que você ainda vai a escola.
Dei um gole grande no suco e tentei lembrar, mas só lembro de pisar em um vidro e só.
— Hmmm, sabe cozinhar! — Comentei.
— Mas é claro, é preciso, nunca se sabe!
Sorri e terminei de comer.
— Vamos, ainda preciso de ajuda com o meu pé, molhei o curativo sem querer.
Fomos até o quarto e me sentei na cama, ele pegou um kit de primeiro socorros e cuidou do meu pé.
— Meu salto vai ter que suportar isso!
— Espere… — Ele foi até uma cômoda e pegou um par de all star velho preto. — Aqui nessa casa tem de tudo, nunca se sabe!
Calcei o all star e senti um pouco de dor, mas não podia reclamar, tinha que ir pra escola se minha mãe soubesse que faltei por causa de uma festa ela não reagiria muito bem.
— Acho que hoje vou ser a atração da escola, não é todo dia que alguém chega tarde com roupas masculinas, cara arranhada e de sono.
Ele sorriu e vestiu uma camisa.
***
Antes de chegarmos a escola comprei uma pílula e tomei urgentemente, tinha que funcionar.
E Pedro me comprou café preto bem forte, iria ser bem necessário.
Na entrada da escola, o rapaz abriu o porta-luvas e puxou um ray ban clássico preto.
— Vai ajudar.
Sorri e antes de descer dei um beijo rápido e um abraço.
— Qualquer coisa me ligue! — Avisou.
— Pode deixar, mas diga ai, estou ou não tô um arraso?
— Com certeza, já estou com ciúmes dos meninos que vão ficar olhando.
Sorri e sem falar nada me virei, coloquei os óculos e fui em direção a escola, faltava cinco minutos para o intervalo, e eu mal podia esperar para sentar na minha carteira e cair em um sono profundo, mas assim que entrei me bati com o George lendo uns papeis, ele me fitou completamente dos pés ao ultimo fio de cabelo.
— Bom Dia, professor! — Comprimentei tentando esforçar alegria, mas no fundo morria de dor de cabeça e sono.
— Bom Dia, senhorita Laurence, isso são horas!
Mordi o lábio e me aproximei um pouco.
— Tive um problema com minhas roupas e um amigo meu me ajudou.
Ele me fitava atentamente e ficou calado por alguns minutos.
— Seu rosto… — Falou esperando uma explicação.
— Brincadeiras de adolescentes que dão errado!
O sinal tocou e eu acenei.
— Nos vemos por ai, querido professor!
Eu saí andando e olhei de soslaio e o professor pervertido olhava para minha bunda e quando ele percebeu que eu estava vendo tudo, olhou pra mim e saiu sem jeito.
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