Notas iniciais
Olá Pessoas, aqui estou, pensaram que eu iria sumir novamente? Muito enganados u_u Bem, antes de vocês iniciarem o capítulo, eu tenho um surpresa pra vocês viu? Então aguardem!! Gostaria de agradecer a todos que comentaram, fico muito feliz, vocês me incentivam pra CARAMBA! AMOS VOCÊS

O professor que saia da sala me olhou sem jeito e desejou um “Bom Dia!” que eu retribuí do mesmo jeito. Todos na sala ficavam me encarando, algumas meninas pareciam com nojo e uma cara do tipo “QUE PUTA!”, já alguns me meninos me olhavam com desejo e Alexander me olhava disfarçadamente com uma cara feia, mas ao mesmo tempo “Que gostosa!”.Não quero ser convencida, nem nada, mas foi oque eu entendi ao olhar para a cara de cada um.

Sabia que era meu lugar reservado ao ver uma mochila roxa ocupando um lugar onde não tinha ninguém, caminhei até ele e sentei.

— Sério? Roupas masculinas? Atrasada? Não vai me contar oque aconteceu? — Susi perguntou ao meio de sussurros, mas não tão bem sussurrados, era possível ver entusiasmo, o que a levava a falar alto.

— Não dá pra esperar? Estou morrendo de sono! — A irritação já tomava conta da minha voz.

— E se você enrolar?

Ela sabia que eu não faria isso, Susi só queria que eu contasse tudo agora.

— Não vou, agora cala a boca, preciso dormir!

Ela revirou os olhos e voltou a olhar pro quadro, já que o professor tinha acabado de entrar na sala. Cruzei meus dois braços sobre a carteira e estava pronto o “travesseiro” perfeito, coloquei minha cabeça sobre os braços e aproveitei parar tirar meu óculos sem ninguém ver, eu já estava me sentindo sonolenta e acabei dormindo profundamente.

***

Acordei com alguém me balançando e fiquei muito irritada por isso, eu queria dormir mais, mas acabei me dando conta que eu estava na escola, levantei a cabeça e lá estava a Susi do meu lado com o Alexander.

— Seu rosto… — Susi passou a mão devagar.

—Não foi nada, apenas uma briga…

Pisquei os olhos com força e os cocei e em seguida me espreguicei, olhei ao redor e senti uma tontura.

— Quanto tempo eu apaguei?!

—Todos os horários, amiga tu está um caco mesmo, quero saber de tudo!

— Ai Susi, pelo amor de Deus, espera um pouco, eu vou te contar tudo!

—Quero você hoje de noite em minha casa! — Ordenou. — Agora vamos, precisamos ir!

Me levantei e coloquei meu óculos de volta, prendi meu cabelo em um coque e pendurei a mochila nas costas.
Assim que saímos era possível ver um alvoroço próximo ao mural, algumas pessoas pareciam decepcionadas, outras alegres, algumas me olhavam com cara feia.

— Vamos ver, oque é!

Susi nos puxou direto para a multidão e entramos no meio de empurrões, quando chegamos duas listas estavam expostas no mural com o nome dos que conseguiram papel na apresentação e quando olhei no topo lá estava o meu nome e abaixo o do Alexander. Susi olhou para nós dois sem entender.

— Acho que a minha interpretação valeu a pena! — Falei rindo.

— Como assim? Acho que pouca gente sabe interpretar aqui na escola.

—Vocês fizeram o teste? — Perguntou puxando nós dois para fora da multidão.

—Sim, era obrigatório. — Afirmei.

Ela olhou irritada e um biquinho se formou em seus lábios.

— Obrigatório, mas em momento algum me forçaram a isso.

— Se soubéssemos que não era “obrigatório”, não faríamos o teste.

Ela apenas sorriu e deu de ombros, mas era possível ver que o seu sorriso era forçado.

Aos alunos que conseguiram um lugar na peça, por favor, comparecer ao anfiteatro. Aqueles que não conseguiram passar, sentimos muito, mas haverá outras oportunidades… Atenciosamente o diretor e os juízes!”

— Vocês precisam ir.

— Venha com a gente! — Pedi.

Ela fez cara feia, mas acabou concordando.
Alexander, Susi, alguns alunos que estavam participando da peça e eu, fomos caminhando até o anfiteatro.

— Antes que seja tarde, só pode entrar quem passou no teste.

Olhei pra Susi e ela bufou irritada e antes que falássemos algo, ela deu as costas e saiu irritada.
Algo me dizia que esse irritação iria durar muito tempo.

Caminhei até os primeiros assentos e Alexander se sentou ao meu lado, os juizes estavam no palco olhando para nós, esperando a galera se acalmar e enquanto eu ficava olhando o pessoal se sentar, me assustei quando alguém se sentou ao meu lado e soltou um “Oi” bem alto e quando olhei, ao meu lado estava o Gavril.

—Oi! — Arregalei os olhos e abri um sorriso enorme. — Não acredito, você aqui, conseguiu ser quem?

— Teobaldo. Agora, me diz uma coisa… Julieta? — Ele sorriu e me abraçou. — Sua apresentação deve ter sido ótima… E o namorado da amiga como Romeu? — Sussurrou em meu ouvido. — Até aqui você não perde uma.

Ao invés d’eu ficar com raiva ou desconfortável, comecei a sorrir e olhei bem para os lado me certificando que ninguém ouviu.

Quando pensei em responder, um dos três juizes interrompeu falando algo relacionado a peça, mas minhas cabeça estava nas nuvens para escutar todo o falatório, eu só conseguia pensar na raiva da Susi, vai que ela descobrisse algo, ou oque o George iria pensar ao me ver interpretando essa peça, será que ele iria pensar mal ao meu respeito?

— A nossa Julieta… — Fui arrancada dos meus pensamentos com a voz da morena, que chamava “Julieta” e obviamente era eu. — JULIETA?!

Alexander me cutucou e me levantei meio sem graça.

— Finalmente! — Debochou a morena e eu revirei os olhos. — Bem, parabéns pra você e ao seu amigo, por conseguirem o papel principal.

Sorri agradecida e me sentei novamente e em seguida um rapaz começou a entregar várias folhas e quando li, era o roteiro da peça, tinha mais ou menos umas doze folhas, estava óbvio que algumas cenas foram cortadas, até porque ninguém ia consegui aprender tudo em pouquíssimos dias.

— Bem, como foi dito, o cenário está quase pronto e espero que vocês aprendam totalmente a fala de vocês e para tudo não ficar uma bagunça, a escola contratou uma moça que vai auxiliar vocês nessa. — Ela estendeu a mão pro lado e da lateral do palco, apareceu uma morena alta, com um corpo bem-feito e acenou para todos.
Reparei nos garotos e todos estavam hipnotizados, até o Gabriel, talvez estivesse com inveja da bunda dela, mas oque me deixou intrigada e enciumada foi o jeito que Alexander olhava pra ela.

— Boa Tarde, pessoal, meu nome é Giovanna e estou aqui para ajudar vocês e espero começar o mais breve possível.

— Você tá querendo dizer agora? — Alguém sentado atrás de mim perguntou, porém não parei pra ver quem era.

Os juízes se retiraram do anfiteatro, deixando a responsabilidade para a mulher. E alguns alunos entraram em seguida, eram uns cinco, tudo aluno da tarde, certamente ficaram sabendo que teriam que vim ao anfiteatro, pois conseguiram algum lugar na peça.

— Não seria ruim, vou dar um tempo para vocês almoçarem e avisarem ao pai de vocês. — Ela caminhava do lado para o outro nos encarando. — O dia da peça está próximo e não podemos demorar mais que isso. Espero que vocês apareçam aqui em trinta minutos.

Várias pessoas reclamaram, outras ficaram como eu, neutras, mas tinha algumas bem ansiosas.
Ao invés de ligar pra minha mãe, preferi mandar uma mensagem, eu preferia que ela me matasse quando chegasse em casa, ai seria apenas uma morte e não duas, uma pelo telefone e outra em casa.

Gavril saiu com mais duas colegas da sala e eu puxei o Alexander até um restaurante fora da escola.

— Você vai pagar o meu, você me deve por ficar olhando a Giovanna.

— Olhar não tira pedaço.

Cruzei os braços e revirei os olhos, ele apenas sorriu e me abraçou e me afastei.

— Você tá louco? — Repreendi e ele bufou irritado, estalei a língua nos dentes e voltei ao assunto anterior. — Então, pague o meu.

Ele concordou e fomos até o restaurante, que no momento estava meio vazio, certamente perdia para o restaurante vizinho.

Fui até o caixa e pedi uma lasanha grande, assim o Alexander e eu poderiamos dividir.
Nos sentamos em um lugar mais reservado e ficava bem escondido, por causa e uma pequena área de ventilação cheia de plantas, assim tapava a visão de quem estava na frente para a nossa mesa.

— Ela ainda está na escola? — Me questionei me referindo a Susi.

— Não, ela me mandou uma mensagem, acho que ela está com raiva.

— Você acha?! Ela tá puta com nós dois, mas acho que ela não desconfia de nada, acho que ela tá com ciumes de amizade.

— Assim espero, mas mudando de assunto, ultimamente andamos muito distantes.

— Porquê será né, Alex?

Ele fez uma cara de decepcionado e apoiou os braços na mesa.

— Mas agora temos a peça, isso é uma desculpa para passarmos mais tempos juntos.

Ele concordou e estendeu a mão até a minha e entrelaçou seus dedos nos meus, ficamos nos encarando por algum momento e eu estava louca para beija-lo, porém nosso momento foi quebrado ao notar que alguém da escola entrar no restaurante e um garçom aparecer com a lasanha.
Ficamos em silêncio e mesmo depois de afastarmos nossas mãos, continuamos encarando um ao outro e notei seus lábios se movimentarem e ele balbuciou “Eu preciso de você!”. Suspirei e abaixei a cabeça com um sorriso no rosto, peguei um pedaço da lasanha e coloquei em meu prato, ele fez o mesmo e comemos o mais rápido possível.

**
Estávamos exaustos, mas a Giovanna estava ajudando muito e o fato de todos que estavam ali, saber de uma grande parte de suas falas já ajudava muito. A Gio, queria que essa tarde focássemos nas falas e no dia seguinte iriamos focar na interpretação. SIM EU VOU VIM PRA ESCOLA NO SÁBADO, MERDA!

Quando já se passava das quatro horas da tarde, ela pediu que todos nós parássemos.

— Pessoal, por hoje está bom, percebi que alguns já sabem a maioria das falas e outros estão com um pouco de felicidade e minha dica pra vocês, é que se tiverem um tempinho, treinem bastante a interpretação e reforcem suas falas.

Todos concordaram e antes de irmos, ela avisou para aparecermos as dez horas da manhã na escola e todos assentiram com uma cara feia.

Caminhei ao lado do Alexander até o estacionamento e logo atrás o Gavril vinha correndo.

— Meu numero!

Eu agradeci e ele voltou correndo em direção a três amigos.

—Tem andado muito próxima a ele. — Comentou.

— Não começa, estou acabada, me deixa em casa, por favor! — Implorei e ele balançou a cabeça positivamente.

Assim que entrei no carro, tive vontade de dormir, meu corpo doía e meus olhos estavam quase fechando, eu precisava dormir, estava quase morrendo de sono, no sentido literal, não sei se alguém já morreu de sono, mas eu estava prestes a morrer disso.

Alexander começou a dirigir e eu tentava me concentrar em não dormir, porque eu sei que se fizesse isso agora, não iria acordar em momento algum.

*

Ainda no carro, prestes a descer, Alexander segurou minha mão e a beijou com ternura.

— Virou um cavalheiro? — Debochei.

Começamos a nos encarar e eu me aproximei do garoto, ele levou seus lábios aos meus, senti suas mãos em minha cintura e cada vez ele me puxava meu corpo ao seu, se não fosse pelo fato de estarmos em frente da minha casa e em um carro, creio que as coisas poderiam ir mais longe.
Nos afastamos, com os rostos ainda colados, ficamos olhando um para o outro e no meio desse silêncio, ele soltou uma frase que nunca pensei que viria dele.

— Eu te amo…



Notas finais
Gostaram? Não? Sei lá? Comentem, oque importa é que vocês me digam oque acharam, tá valendo de tudo! FAVORITEM, RECOMENDEM, PASSEM PROS AMIGUINHOS NO FACE! UHAUHAUA parei! Voltando, eu tenho uma surpresa pra vocês, então fiquem no aguardo u_u Mas e ai... "Eu te amo..." Vocês acham que isso foi verdade ou não?? SHIPADORES DE ALEXAURENCE, Laurex, apareçam uHUAHAUHAU! Então, até mais