O namorado da minha irmã.
13 13.
Notas iniciais
Acordei com uma mensagem de texto do Tom.
“Eu estou aqui fora. Preciso conversar com você. Te amo.”
O que ele queria? Eram oito horas da manhã de um sábado e meus pais estavam viajando para não sei aonde. Levantei-me e caminhei lentamente até meu guarda-roupa, colocando uma blusa branca e um short qualquer. Tom já havia me visto acordando milhares de vezes, então só escovei meus dentes e desci.
— O que foi? — perguntei, bocejando de sono. Tom sorriu.
— Você está linda.
— Obrigada — dei um meio sorriso. — O que veio fazer aqui?
— Queria passar um tempo com você. Trouxe salgadinhos, e o box de “Friends” para assistirmos, topa? — riu-se ele, já sabendo o quanto eu era viciada no seriado Friends.
— Só se for agora — puxei-o pela camiseta porta adentro, e ele me beijou nos lábios.
— Senti sua falta — ele murmurou entre o beijo.
— Eu também — confessei. Peguei o pacote de salgadinho e ele se sentou no sofá da sala.
— Estamos sozinhos? — perguntou ele.
— Meus pais viajaram e Paloma ficou com a nossa avó. — dei de ombros.
— E por que não foi para a casa de sua avó?
— Paloma e eu não conseguimos passar 10 minutos juntas, você sabe.
— Ah, sim — murmurou ele.
— Bem, eu vou fazer pipoca — disse eu, correndo para a cozinha.
— E eu vou colocar o DVD enquanto isso — Tom gritou da sala.
~x~
Eu estava deitada em seu peito, quase dormindo enquanto Friends estava rodando, e Tom estava fazendo carinho em meus cabelos quando ele sussurrou:
— Eu gosto de imaginar que somos como Ross e Rachel — levantei meu olhar pra ele.
— Como assim?
— Gosto de pensar que sempre vamos amar um ao outro, não importa o que passarmos. — continuou. — Somos como eles, pra falar a verdade. Nosso amor é forte demais, bonito demais, nada nem ninguém pode acabar com o que temos.
— Eu te amo tanto — sorri, beijando-o. Ele sorriu entre o beijo, deitando-me no sofá e ficando por cima, sustentando seu peso com os braços.
~x~
— Bom dia — Tom murmurou enquanto eu abria meus olhos devagar.
— Bom dia — sorri pra ele. — Que horas são?
— Deve ser umas 10 horas, mais ou menos. — respondeu. — Eu estou acordado á pouco mais de meia hora e não consegui parar de te olhar.
— Aw. — dei-lhe um selinho. — Eu deveria ir embora. — disse, sentando-me na cama, mas ele me puxou pelo braço novamente.
— Não quero que você vá. Não precisa ir. — murmurou ele, beijando meus ombros e pescoço, e eu fechei os olhos em deleite.
— Preciso sim. — sussurrei. — Faz duas semanas que não volto para casa. Não que meus pais estejam preocupados, mas eu não tenho mais roupa pra ficar aqui.
— E quem disse que você precisa de roupas? — levantou uma sobrancelha pra mim, e eu dei um tapinha em seu braço.
— Palhaço!
— Por que você não muda pra cá?
— O quê? — murmurei, surpresa pelo convite.
— É. Você praticamente está morando aqui no apartamento, de qualquer maneira. — respondeu ele, dando de ombros. — Vai ser ótimo. Vamos dormir juntos e acordar juntos e essa vai ser sua casa também...
— Isso parece casamento — ri, corando.
— Mas é! Eu quero me casar com você — Tom exclamou, com veemência.
— Não sei não, Tom... Esse é um grande passo.
— E você é o amor da minha vida. Não quero desperdiçar mais um dia longe de você.
— Por que diz isso? — indaguei, sorrindo feito uma boba.
— Porque eu sinto. — ele deu de ombros. — Eu soube assim que te vi pela primeira vez na festa do Ryan. — disse ele, me beijando com paixão.
— Tom... — sussurrei, suspirando após o beijo.
— O que?
— Eu me mudo com você — ele abriu o maior sorriso que já vira, e me olhou com os olhos brilhantes.
— Sério?!
— Sério. — então ele me abraçou forte, beijando minha testa. — Você é a melhor coisa que aconteceu comigo. Eu te amo.
— Eu também te amo — Tom sorriu.
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