Notas iniciais
Boa leitura :)

— Bom dia — Tyler sorriu abertamente para mim. Ele estava preparando um café na cama para Ryan. Sorri amarelo.

— Bom dia.

— Ih, o que aconteceu? — virou-se para mim, preocupado.

— Nada…

—Sam…!

— É sério! — confirmei. — Não consegui dormir direito à noite, só isso…

— Hum… — cerrou os olhos, inquisidor. — Tudo bem… quer café?

— Sim, sim, por favor! — exclamei, e ele riu, depositando uma xícara de café na mesa á minha frente.

— Bom, preciso subir — disse, e passou por mim com a bandeja, me dando um beijo na testa. Suspirei, esfregando os olhos.

— Noite ruim? — a voz de Tom reverberou em minha mente, me fazendo estremecer. Levantei meu olhar até ele. Droga. Sem camisa.

— Pode-se dizer que sim — bufei.

— Quer conversar? — perguntou-me ele, sentando-se ao meu lado na mesa. Meus olhos rumaram direto para seu peito sem camisa.

— Hum…

— O que foi? — riu-se ele, e eu mordi meu lábio, resistindo a urgência de beijá-lo.

— É só sono — murmurei, e ele se sentou mais perto de mim.

— Eu te conheço. — Tom negou com a cabeça. — Algo está te preocupando. O que foi? — ele estava tão perto. Tão… rezei internamente para que aquelas memórias não voltassem como um furacão, e então o beijei, o pegando de surpresa. Suas mãos, quase que automaticamente, foram parar em minha cintura, mas então ele se separou, levantando-se. — O que…?

— Desculpa. — me levantei, suspirando. — Eu só… — ele não me deixou terminar, foi sua vez de me beijar apaixonadamente. Rumou suas mãos para meus glúteos, e então pulei em seu colo, e ele caminhou até a bancada da cozinha, me posicionando em cima.

— Eu senti tanto a falta do seu beijo… — sussurrou ele. — E do seu toque, e de você, e do seu corpo… — murmurou ele, com as mãos em baixo do meu pijama.

— Não! — exclamei, o empurrando. — Não quero transar. Ou voltar com você. Foi uma recaída. Só hoje. — expliquei.

— Tudo bem… — disse ele, arfando. — Sem problemas. Eu só preciso de você. — disse ele, descendo os beijos até meu pescoço. Mordi meu lábio para evitar um gemido.

— Eu te amo — murmurei, sem pensar. O calor do momento te faz dizer coisas estúpidas. — Eu senti sua falta como louca.

— Eu também te amo. — sussurrou em meu ouvido. Novamente, uma onda de êxtase inundou meu ser, e eu tive de fazer o possível e o impossível para não fechar os olhos de prazer e me manter sã. O empurrei lentamente. Sabia que se não parasse por aqui, talvez não pararia nunca. E o montinho em sua calça de moletom realmente me fez repensar minhas ações.

— Precisamos parar. — sussurrei, descendo da bancada, e tentando arrumar meu cabelo.

— O que te levou a fazer isso? — perguntou ele — Quero dizer, me beijar.

— Não sei, eu só… — suspirei, levando a mão até o cabelo, impaciente. — Eu sonhei com você. Não consegui te tirar da cabeça a noite toda, eu só precisava… te beijar.

— E, ainda assim, você diz que nada mudou. Continuamos só amigos.

— É melhor assim, Tom. Para mim e para você. — assegurei.

— Nunca vou deixar de te amar, sabia? — suspirou ele, olhando para o chão.

— Eu sei. Nem eu. — sorri fraco, passando por ele. Subi para o meu quarto, fechei a porta e caí no chão, chorando. Não posso fazer isso comigo mesma.

Notas finais
Em primieiro lugar, quero me desculpar por quase 6 meses sem postar. Muita coisa aconteceu em minha vida nesse período, coisas bem pesadas que não gosto de lembrar. Mas, finalmente, consegui um tempinho para postar. Prometo que não vou demorar muito até a próxima atualização, agora minha vida voltou ao normal. Enfim... novamente, Tom! O que acham da relação do Tom e da Sam? Gostam? Odeiam? Ou precisam de um pouco mais de informação sobre o relacionamento? Se você começou a ler agora, recomendo você a ler primeiro "A irmã da minha namorada", é a primeira fic contada pelo ponto de vista do personagem principal, Daniel. Porque talvez não entenda muito sobre essa aqui, principalmente sobre o segredo de Sam... Estou muito feliz por voltar a postar nessa fic. Eu disse que nunca abandono uma! Até o próximo capítulo, beijos! :)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.