O número sete
4 Capítulo 2 - Jordan
Assim que eu e a Nami saímos da faculdade deixando nossos amigos para trás e com uma curiosidade que eu sabia esta corroendo cada um deles nós vinhedos para a casa da minha asiática, entretanto em nenhum momento falamos sobre o assunto dentro do automóvel da mesma. Às vezes eu ainda costumava ficar assustado com as atitudes dela, pois não são todos os dias que encontramos uma mulher incrivelmente bela e na mesma intensidade perigosa, havia noites em que eu me pegava pensando em tudo o que ela escondia de mim.
Eu sabia muito sobre ela, sua origem, quem era seu pai adotivo e o porque dela praticar rachas e transportar drogas entre as cidades, mas agora eu me questionava o porque dela está querendo fazer serviços por contra própria e o quão longe ela iria para conseguir o que é que ela almejava.
—- Você não acha isso arriscado demais? -- Indaguei desviando o olhar da estrada para fitar a asiática ao meu lado.
—- Não. É uma oportunidade boa para todos nós, você sabe disso. -- Respondeu sem desviar um segundo o olhar do aparelho celular e da pesquisa que fazia.
—- E porque acha que eles irão topar? -- Continuei meu questionamento. Nami era segura de si e tinha um poder incrível de persuasão, então eu sabia que ela ia fazer o pessoal aceitar essa proposta mesmo que eles não quisessem.
—- JP e Mimi precisam de dinheiro, eu também. O triângulo tem algo que ele quer se livrar. Você continua com essa historia de querer provocar seu pai, um pouco desnecessário, não? -- Comentou revirando as robes escuras quando falava sobre mim.
—- Não vou entrar nessa por causa disso, Nami. Você sabe que não preciso de dinheiro e que eu parei de querer "provocar" meu pai há muito tempo. Eu vou entrar nessa por causa de você. -- Continuei unificando meus lábios que estavam secos.
—- O John é o único que não vai querer e a Agatha também, mas eu dou um jeito. -- Ela disse ignorando totalmente o que eu falei o que me fez revirar os olhos assim que eu estacionava o carro em frente a casa dela.
—- Eu acho isso arriscado, mas você que sabe. -- Conclui batendo a porta assim que sai do veiculo, logo ela fez o mesmo e me encarou.
—- Se acha arriscado não precisa ir. Com vocês ou sem vocês eu vou fazer isso. -- Mencionou de forma ríspida e saiu me deixando ali, balancei minha cabeça negativamente, ela era tão cabeça dura que me encantava.
—- Calma aí, ogra. -- Brinquei envolvendo meus braços entorno de sua cintura fina e a puxando pira próximo à mim. -- Eu te apoio. -- Afirmei em um sussurro próximo ao seu ouvido, ato que a fez arrepiar e abrir a porta para me puxar para dentro da casa dela.
Ela se virou e envolveu meu pescoço e então não demorou para que nossas boca estivessem grudadas e nossas línguas brigando e dançando em um ritmo só nossos. Nami me puxava para próximo de si e eu brincava com suas madeixas escuras.
(...)
Os lençóis da cama estavam bagunçados e eu me encontrava em cima da mesma só de boxer, Nami já não estava mais ao meu lado, disse algo sobre precisar de um banho e que era tarde, não dei muito ouvidos, estava com uma imensa preguiça e fome, essa segunda opção foi a que me fez levantar para procurar o que comer, mas antes que eu chegasse na cozinha a campainha toca e eu me senti obrigado a abrir.
—- Não posso nem comer. -- Me lamentei indo até a porta de madeira e me deparando com John assim que abri a mesma. -- Já está tarde assim? -- Indaguei mais pra mim do que pra ele.
—- Atrapalhem algo? -- Questionou o loiro com um sorriso sacana nos lábios.
—- Não, a gente já terminou. -- Informei dando espaço para que o mesmo entrasse. -- Cadê sua namorada? -- Indaguei fechando a porta atrás de mim.
John me encarou com um sorriso de escárnio e se jogou no sofá vermelho que estava no meio da sala, apenas dei de ombros, de fato eu sabia onde e com quem a garota estava, isso não era novidade para ninguém.
—- JORDAN! Tu viu meu celular?! -- A pergunta me fez encarar minha namorada que saia do quarto vestindo apenas uma calça de couro preta e um strappy da mesma cor, ela estava incrivelmente linda com os cabelos molhados e os olhos com um leve traço preto e a boca avermelhada naturalmente. Nami estava tão linda que não era apenas o meu olhar que estava focado na garota.
—- Ah, oi John. Não vi que já tinha chegado. -- Ela o cumprimentou cursando o corpo para poder selar seus lábios na bochecha alheia. Aquilo me incomodou. Ver os olhos de John nos seios da minha namorada realmente me incomodou.
—- Tá aqui e vai colocar uma blusa. -- Informei entregado o aparelho para ela que logo se retirou voltando para o quarto.
—- Relaxa, Jordan. Não faz meu tipo. -- As palavras de John me tiraram do pequeno transe que me encontrava, não acredito que deixei transparecer que estava com ciúmes.
—- Melhor dizer que você não faz o tipo dela. -- Afirmei irónico indo abrir a porta novamente. JP havia chegado e pendurada em seu pescoço se encontrava Mimi, a namorada de John.
—- Teu namorado já ta aí. -- Informei sentindo os lábios dela em meu rosto, o que me fez revirar os olhos. -- Cadê a Agatha e o Triângulo? -- Questionei e ambos deram de ombros já entrando.
JP já foi logo procurar o que beber na geladeira e trouxe de lá duas cervejas e em seguida me entregou uma. -- O que a japa quer com a gente? -- Me indagou enquanto eu bebia o líquido meio amargo. -- Ela tem uma proposta pra gente. -- Respondi me deitando no outro sofá, JP se sentou mo chão e o casal estava se beijando ali. Não demorou muito para que Nami aparecesse agora com uma blusa transparente e o celular no ouvido, pelo seu semblante algo me dizia que ela estava irritada.
—- Todo mundo chegou? -- Indagou se sentando no braço do sofá em que o casal estava, eu a encarei e revirei os olhos. Não estava acreditando que ela não ia ficar ao meu lado, não que eu costumasse cobrar isso, mas depois do olhar do loiro pra ela era o mínimo que a mesma tinha que fazer. Ela não era sonsa, ela viu muito bem a cobiça nos olhos dele e algo me dizia que a mesma havia gostado disso.
—- O triângulo ta chegando com a Agatha, mas vai adiantando. Eu estou curioso. -- JP formou um leve bico com os lábios ao final da frase o que fez geral na sala dar risada e então o casal que faltava adentrou no local entre palmas e risinhos.
—- Então, indo direto ao assunto. Eu recebi uma proposta de um dos clientes do Gus. Ele quer um pessoal pra fazer um assalto há um colecionador de obras de artes. Ele vai pagar duzentos mil dólares para cada um. -- Nami informou enquanto eu estava na cozinha pegando algumas cervejas e salgadinhos, afinal eu já sabia da historia e ainda estava com fome. O grupo se entre olhava.
—- Quando e onde é isso, Park? -- Perguntou Mimi e ali eu já havia concluído que ela tinha aceitado.
—- Ele me disse que no sábado o filho desse homem vai dar uma festa e que seria a oportunidade para não levantar suspeitas. Festa grande com gente estranha. Porém isso é na Argentina. Mas cara são duzentos mil para cada. -- O pessoal parecia ouvir atentamente o que ela dizia e no olhar de alguns eu conseguia ver o interesse, excerto no da Agatha, mas o que esperar da garota mais certinha da faculdade?
—- Eu não vou fazer isso! -- A morena afirmou afirmando meus pensamentos, revirei os olhos. -- Deixa de ser correta, todo mundo pode ser corrompida Agatha. Qual o seu preço? -- Indaguei entre risadas.
—- Garanto que uma foda comigo é o bastante pra ela ceder. -- Respondeu JP com um sorriso malicioso e um olhar prezados para cima da morena de cabelos cacheados. As palavras do moreno fizeram Agatha bufar o que fez todos ali presentes rirem.
—- É sério, gente. É uma oportunidade única. -- Afirmou Nami pegando uma das cervejas que eu levei.
—- E como a gente vai pra Argentina, japa? -- Indagou John, encarando a menor. O que me fez tossir, ele já tinha aceitado? Trinquei o maxilar deixando as coisas em cima da mesa de centro.
—- Compramos as passagens de avião para quinta pela financeira do Gus. Só preciso pegar a senha, mas isso é fácil. E precisamos de um carro lá e um sistema de comunicação. -- Do jeito que a asiática falava ate parecia fácil, mas ela não estava pensando em como iria trazer a bendida peça para NY. Ela não pretendia vim de carro da Argentina pra cá, né?
—- Vou conseguir o sistema de comunicação e deixar o carro ou uma van alugado para quando a gente chegar lá. -- O loiro informou o que me deixou de queixo caído.
—- Eu vou no Gus, fazer uma coisa que ele quer e pego a senha. Assim a gente resolve logo tudo isso.
—- Se vamos mesmo fazer isso, melhor irmos em voos separados. -- Agatha se pronunciou, certamente a mesma havia ficado com medo da asiática, pois Nami sempre dizia que as pessoas que sabiam demais tinham um fim trágico no cartel de Gus e ela já estava sabendo demais e pela convicção de Nami a mesma não ia desistir e se livraria de qualquer pessoa que estivesse para atrapalhar.
—- Verdade. Cuida disso pra mim? Procura os voos por empresas diferentes, mas para a mesma data. E JP ajeita seu material tu vai ser o DJ da festa. -- Ao pronunciar isso a mesma sorriu e se levantou. -- Vou no Gus. -- Informou bebendo a cerveja e pegando as chaves do carro.
—- Vou contigo! -- Arregalou os olhos quando vi John se pronunciar e se desvencilhar de Mimi para seguir a minha namorada. -- Espera! -- Exclamei seguindo o garoto e vendo que a Nami já estava no carro. -- Ela é a minha namorada! -- Afirmei encarando o rapaz que me olhava com um sorriso no canto dos lábios. O maldito ainda era desaforado.
—- Já disse que ela não faz meu tipo. -- Informou levantando as mãos em sinal de rendição, mas o sorriso desafiador ainda estava em seus lábios e me dava nos nervos.
—- Aish....... -- Suspirei vendo o mesmo entrar no lugar do carona e a minha namorada dá a partida. -- Devia tomar cuidado, Jord. -- Ouvi a voz melosa de Mimi e logo a mesma me envolvendo pelo pescoço.
—- Você que devia avisar para o seu namorado tomar cuidado. -- Informei cerrando os dentes e me desvencilhado da mesma para voltar ao grupo.
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