O número sete
5 Capítulo 3 - John
Acabei por me desvencilhar do Jordan e ir para o carro onde Nami já estava para dá a partida, no entanto o sorriso debochado ainda estava presente em meus lábios o que fez a asiática questionar o que havia acontecido.
—- Nada. -- Afirmei balançando meus cabelos loiros o que fez a mesma da de ombros, Nami não era tapada só se fazia e ela sabia bem o que estava acontecendo, a crise de ciúmes desnecessária de Jordan era divertimento para a mesma.
—- Como conseguiu esse trabalho? -- Indaguei acendendo um cigarro enquanto meus olhos estavam fixos nos carros que a morena ia ultrapassando na avenida principal.
—- Não costumo divulgar meus segredos. -- Ela me respondeu com um sorriso travesso nos lábios avermelhados e ali conclui que não foi de forma correta que ela conseguiu isso. E no fim de bela, recatada e do lar Nami estava mais para bela, perigosa e má. Esse pensamento havia me feito sorrir de canto. O caminho até a casa de Gus foi tranquilo e silencioso, até porque nós dois não tínhamos muito assunto um com o outro, o que me fazia questionar o motivo de ter vindo com ela.
—- Você fica aqui. -- Ordenou assim que estacionou o carro e viu um homem se aproximar do mesmo, rapidamente a asiática desceu e trocou algumas palavras ríspidas com quem eu entendi ser Mason.
—- Você que é o namorado dela? -- A pergunta foi dirigida pelo homem que Nami conversava antes de adentrar a tal casa de Gus. Arqueei uma sobrancelha e sai do carro, encarando o homem ali presente. -- Tenho cara de mimado idiota? -- Retruquei me referindo a Jordan que era o namorado babaca dela.
—- Nam Mi só arruma mimados idiota, vai saber. -- Afirmou levantando as mãos em rendição e saindo dali. Me reencontrei no carro e fiquei a espera da garota que para quem só ia buscar uma senha estava demorando. O local tinha um entra e sai de pessoas, poucas mulheres a maioria era homem e possuíam uma cara de mau, observando bem era possível notar o sistema de segurança e as armas que os mesmo escondiam entre as vestes. Todos sem exceções me encaravam e talvez por eu está encostado no carro da filha do chefe eles não vieram tirar satisfações.
Se passou meia hora e no momento que eu pensei em ligar para Nami a mesma sai da casa carregando um pacote nas mãos e seu semblante não era de muitos amigos. -- A princesa do papai apareceu? -- Brinquei e ela praticamente me fuzilou com o olhar. -- Não enche e ele não é meio pai. -- Respondeu de forma ríspida abrindo a porta de trás do carro e jogando o pacote lá.
Nami suspirou fazendo que sua franja balançasse e então ela coçou a cabeça e me olhou com aquelas robes escuras e perigosas. -- Gus quer que eu faça uma entrega para ele antes de viajar. -- Me informou se reencostando ao meu lado no carro, seus braços estavam cruzados sobre o peito e ela olhava atentamente o entra e sai de pessoas da casa. -- É só entregar, onde é? -- Indaguei me virando levemente para ela. -- Los Angeles -- É, era um pouco longe, uns 3 dias de carro, mas ainda assim ela poderia entregar e ir direto para o aeroporto, PJ certamente cuidaria das coisas e ainda por cima com a ajuda de Jordan. -- Eu vou contigo e de lá a gente vai pro aeroporto, é só informar o pessoal. -- Comentei, observando a mesma formar um bico com os lábios. -- Você não tem que ir comigo. -- Informou sem me olhar e jogou as chaves do carro na minha mão para logo em seguida dar a volta no mesmo e entrar.
—- Mas eu vou. -- Afirmei assim que entrei ao lado do motorista sem dá margem para réplica, notei um leve sorriso no canto dos lábios da mesma que estava apoiada no vidro. -- Quanto tem aí? -- Indaguei dando a partida e deixando a casa de Gus para trás. -- Três quilos de cocaína pura. -- Afirmou suspirando, era uma quantidade grande e se fossemos pegos poderíamos ir para cadeia e ate mesmo pegar perpétua pelo crime de tráfico de entorpecentes, cocei a cabeça e não disse mais nada até o caminho de voltar para casa.
Assim que chegamos Nami desceu e foi direto para a residência, eu por outro lado fiquei dentro do carro para esconder momentaneamente o pacote que a mesma tinha jogado ali, não queria que a policia passasse em frente e já azarasse a entrega e por isso só joguei o pacote embaixo do banco e sai. -- Pelo jeito não era uma foda com o JP que iria fazer muda-la de ideia. -- Ouvi as palavras de Nami assim que me aproximei e em primeiro momento não entendi, até que passei pela porta de entrada e dei de cara com Agatha sem blusa e sem sutiã juntamente com a minha namorada da mesma forma, mas aquilo não era novidade para mim. A novidade era que Jordan e Agatha aparentemente estavam se pegando, porém pela posição da garrafa de vidro estavam jogando verdade ou consequência.
—- Era um jogo Nami. -- Jordan se pronunciou se levantando e indo até a asiática que o fitava de maneira assassina. -- UM JOGO?! E desde quando você joga jogos sem a minha presença? E sem medir as consequências Jordan?! -- Gritou a morena fazendo com que a Agatha se encolhesse e procurasse por suas roupas. -- Vocês são baixos. -- Afirmou Nami olhando para a garota que agora estava com os olhos cheios de lágrimas.
—- NAMI PORRA! -- Jordan gritou indo atrás da garota que ia para o quarto.
—- CA- RA- LHO. -- Silibei colocando a mão na boca para esconder o riso e logo que Mimi notou minha presença veio em minha direção sem blusa me abraçar. -- Sai daqui. -- Empurrei a mesma que fez um leve bico com os lábios, os gritos eram audíveis entre Nami e Jordan, até o momento que tudo ficou em silêncio e a mesma saiu de lá. -- Deixa de pegar homem comprometido e faz o que eu te pedi. -- Cuspiu Nami para Agatha e a entregou um papel, provavelmente a senha de Gus, os olhos da ocidental se encheram de lágrimas e a mesma abaixou a cabeça sobre a mesa de centro.
Nami ignorou a cena de Agatha e pegou uma blusa em cima do sofá, beijou o rosto do amigo JP que sorriu e veio em minha direção me puxando pela camiseta para fora dali. -- Vamos logo ou eu mato um. -- Informou batendo a porta atrás de si e vestindo a blusa que por coincidência era minha. -- Bela, perigosa e má. Realmente. -- Brinquei o que fez a mesma rir e parar na minha frente. -- Bem perigosa. -- Sussurrou próximo ao meu ouvido o que me fez arrepiar e seguir a mesma para o carro.
Já se passava da meia noite e tinha muito caminho pela frente e por isso me ofereci a dirigir primeiro, até porque ela precisava digerir a cena que acabará de ver. -- Acho melhor a gente ir pela principal e depois pegar as secundárias. -- Ela deu de ombros para o meu comentário e continuou olhando pela janela a paisagem que se desfaria conforme a gente acelerava. -- Vai me dizer que está na bad por causa do Jordan. -- Indaguei com um sorriso debochado nos labios. -- Se você tem vocação para ser corno o problema é seu, eu não tenho. -- Cuspiu a asiática o que me fez ficar quieto e seguir o meu caminho, os minutos passavam e logo nós já tínhamos passado pela principal sem nenhum problema, decidi por seguir as secundárias que costumavam não ter muitas blitz's.
—- Onde tá o pacote, John? — Nami me dirigiu a palavra depois de muito tempo e eu apenas indiquei que estava embaixo do banco, o que fez a mesma se agachar para procurar. -- Eu vou esconder direito, não quero correr riscos. -- Informou o que me fez parar o carro em uma estrada deserta e no meio de uma fazenda, ou seja para cada lado que olhávamos tinha mato. Nami estava puxando o assoalho do banco do carona para esconder a parada quando noto ao longe luzes que conforme vai se aproximando noto ser um carro de policia.
—- Nami, a polícia tá vindo. -- Informo com calma e isso faz a morena me dar atenção e fazer algo que eu jamais imaginei na vida.
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