Apesar de saber o a minha escolha eu sinto meu corpo tremendo, gélido, rígido, porém eu sei que não posso recuar.

–DIAMANTE DE LUZ- Grito o meu ataque.

Minha escolha foi complicada, mas não tinha tempo, e agora terei de colocar anos de magia em prática para conseguir completar essa minha missão.

Mirei para o topo da caverna, ao lado direito, rochas começam a desmoronar e a pedra que contém minha possível joia não foi destruída, continua no mesmo lugar sem nenhum arranhão. Parece que nada á tocou. Para isso acontecer apenas uma grande magia está a envolvendo, então tento prosseguir.

Meu corpo está tentando relaxar, mas está falhando, não consigo andar com total segurança. A cortina densa de poeira das rochas, cobrem um pouco minha visão. Eu tento usar algo que pode ser efetivo para quebrar a pedra.

–LUZ DE SIRENIX. — Concentro toda minha energia e sinto o brilho e a luz que saem de mim chamarem aquela pedra como um imã.

Sei que apesar de não ser um ataque ofensivo tem poder de luz, o sol que está em mim ainda existe, assim como na joia.

A pedra chega perto de mim e começo a cobrir ela com energia, e ela se desmancha, começa a virar um pó brilhoso, com cores douradas, e ali se revela uma pedra, porém não a enxergo. Ela sobe a minha cabeça e solta um brilho ofuscante.

Uma enorme energia é libertada e a joia retorna a minha mão. Por um instante não sei o que faço, olho apenas para a minha conquista. Uma pedra com cores negras, contornada de um brilho solar.

Uma voz canta em minha cabeça: "Isso é a energia negra que existe em todos os lugares inclusive na mais imensa luz." Meus olhos se fecham e me viro para trás, sinto uma energia reconfortante.

Vejo Camilla, ela está sentindo o mesmo. De repente quando ela abre seus olhos ela diz:

–Stella, por mais que eu te odeie, sou de Solaria também, se você morrer, eu também irei. Não poderia te mentir sobre isso. E apesar de ter sido um monstro eu quero agradecer por me salvar. -Ela fala tentando emitir um som de superioridade em sua voz.

–Não precisa agradecer, na verdade eu que deveria estar falando obrigado, sem você não teria essa joia. -Tento ser sincera.

–Eu sei. -Em um tom de confiança ela fala.

–Mas como você pegou a maldição?- Tento indagar.

–Essa pedra continha a maldição, mas só a família real poderia a pegar. Dizia na parede da caverna até sua amiguinha ruiva tentar destruir tudo antes de vocês chegarem. Pois é, eu falhei não sou da família real mas pensei que iria conseguir, porque sempre fui mais forte que você. -Em um tom de ironia ela me deixa irritada.

–Stella! -Ouço um grito de 4 amigas furiosas.

–A Bloom, salve ela logo. — Tecna berra.

–Ah, sim, quase esqueci... -Concordo.-DIAMANTE DE LUZ. -Grito.

Acerto as correntes que prendem Bloom a libertando, portanto ela continua fraca. Flora e Musa a seguram, teremos de voltar. Cammila se transforma em uma fada enchantix e seguimos para a saídada caverna.

No caminho os dois monstros restantes estão de pé novamente, lançam pedras em nossa direção. Apesar da tentativa de atacar Aisha falha e é levada ao chão.

São rochas de Obsidian, carregadas de energia negativa que diminui o poder das fadas, tem certeza que quer atacar de modo ofensivo? — Ela até ri, como se fosse melhor que Aisha.

Não temos nenhum plano, apenas instintos. Aisha machucada, Musa e Flora inúteis carregando Bloom quase morta. Cammila não tem alto nível de poder comparando as transformações. Sobramos eu e Tecna.

Fugir não é uma opção, nem voltar para onde estávamos, rochas de todos os tamanhos bloqueiam o caminho.

–Tecna. -Pronuncio seu nome.

–O que faremos? -Ela indaga.

–Os lados estão bloqueados, estamos em uma caverna, subsolo não é uma opção. Então sabe o que fazer.

Aponto um dedo cuidadosamente pra cima. E vejo os monstros prontos para o ataque. Espero eles atacarem.

–Tecna mande o ataque pra cima, com o escudo.- Cochicho para ela calmamente.

–AGORA -Grito.

São lançadas rochas imensas, nossos escudos as bloqueiam, e elas são mandadas para cima, são super fortes e de repente já vejo o topo da caverna sumindo.

Voamos para cima, derrubamos mais rochas com nossos ataques bloqueando o caminho para não sermos atacadas. Os monstros devem ter ficado para trás.

Aliviadas porém tensas, nossa energia fraca, e frágil, mesmo assim não podemos parar, avistamos a nave dos especialistas e subimos junto a Cammila.

A vista escura e viscosa do planeta de Obsidian está sendo vista de uma plataforma longe, e segura de uma bela nave. Nosso destino é Alfea, para deixar Cammila, falar com Faragonda, e ir para Solaria.

Durmo novamente no caminho e avisto apenas Alfea. Desço e Faragonda está a minha espera.

–Stella poderia ir na minha sala?- Ela fala andando.

–Claro- Sigo-a.

Ao entrar digo por costume.

– O que eu aprontei? Qual o meu castigo? Qual foi a minha nota?

–Stella, você sabe que não é sobre isso. Agora não é sobre isso. Vá para Solaria. Péssimas notícias te esperam por lá.-Ela afirma.

–Como o que?- Pergunto.

–Nada que você queira saber por mim.

Saio da sala, lágrimas escorrem do meu rosto, e vejo que não terei noticias boas. O que poderia ser? Deve ser...

Papai.